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9 em Futi em NYC/ NYC no dia 14.09.2016

#futiemnyc: Then She Fell, outro teatro imersivo em Nova York!

Quando fiz o post do Sleep no More, recebi nos comentários a dica do Then She Fell (obrigada, Bruna!), outra proposta de teatro imersivo com Alice no País das Maravilhas como tema e encenada para grupos de, no máximo, 15 pessoas. Outra curiosidade é que a peça é proibida para menores de 21 pois eles servem bebidas alcoólicas durante a apresentação.

Fiquei bem curiosa a ponto de no mesmo dia procurar ingressos para comprar e – pasmem – só consegui para o dia 7 de setembro, 1 mês e meio depois! Isso porque a peça acontece todos os dias da semana, quase sempre em 2 horários, um às 19:30 e outro às 22:30. Uma dica: se quiser comprar, dá uma olhada nos preços de todos os dias que você estará na cidade porque eles variam muito. Tem vezes que o ingresso está custando US$150, outros que eles saem por US$135 e tem dias que custam US$95 (foi o que eu paguei).

Then She Fell acontece em um antigo hospital de 3 andares em East Williamsburg (linha L do metrô – estação Grand St). É recomendado chegar com 20 minutos de antecedência. Nós compramos a sessão de 22:30 e chegamos às 21h porque resolvemos jantar ali por perto, mas não aconselho seguir essa parte do nosso plano. Essa parte de Williamsburg é tranquila até demais e tem pouquíssimos lugares para comer. Fomos em um tailandês que estava em segundo lugar no Yelp, quando chegamos lá o restaurante tinha apenas 4 mesas e parecia um boteco. A comida estava deliciosa, mas chegamos cedo justamente porque queríamos ficar no restaurante até a hora de irmos para a peça e não foi isso que aconteceu, já que em menos de 40 minutos estávamos recebendo a conta na nossa mesa. Acabamos saindo do tailandês e indo para um bar ali perto mas nos arrependemos, era melhor ter jantado em algum lugar perto de casa (a parte mais agitada de Williamsburg) e chegado na peça na hora certa.

Quando chegamos na porta, levei um susto. Uma rua totalmente residencial, um pouco escura e bem deserta com uma igreja do lado. Não tinha ninguém do nosso grupo de 15 pessoas. Jurava que estávamos no lugar errado até subir as escadas do número 195 da Maujer St. e ver um pedacinho de papel colado do lado de fora da porta com o nome da peça. Exatamente as 22:10 abriram as portas, entramos e uma enfermeira com trajes do século XIX nos ofereceu um copo de alguma bebida estranha como se fosse um remédio e nos apresentou às regras da casa enquanto esperávamos o grupo chegar: podemos e devemos abrir todas as gavetas e armários mas não podemos abrir portas que estão fechadas, temos que ficar calados a não ser que sejamos convidados a falar e serão oferecidas frutas e álcool durante a peça. Ok, né.

Quando todas as 15 pessoas chegaram, enfermeiras e enfermeiros foram pegando cada pessoa separadamente e deixando em salas diferentes. A partir daí, você é guiada pelos personagens e apresentada a vários cenários, além de ser convidada a participar de algumas cenas. Se no Sleep No More os one-on-ones (encontros em que os atores pegam um dos espectadores e levam para uma sala ou quarto para uma cena individual) são raros e e  você se considera uma pessoa sortuda se é chamada para um, em Then She Fell tem muitos. Comigo, se eu não me engano, foram uns 6 momentos desse. Em compensação, toda hora eu dividia cenas com um outro homem que estava no nosso grupo.

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Quem estiver pensando em ir na peça e não quer saber o que esperar, pare de ler aqui. Vou soltar uns spoilers agora!

A temática é Alice mas não é bem no País das Maravilhas. Apesar da peça ter várias cenas e personagens que conhecemos desse primeiro livro, ela também traz muitas referências de Alice Através do Espelho, mas o pano de fundo de Then She Fell é o boato da possível relação entre Charles Lutwidge Dodgson (mais conhecido como Lewis Carroll) & Alice Liddell. A peça explora a paixão do escritor por sua “musa”, que tinha apenas 7 anos de idade quando inspirou o livro. Detalhe: Lewis Carroll tinha 30 anos na época. Quando eu descobri isso fiquei um pouco enojada, confesso, mas acho que interpretar Alice sob esse viés trouxe uma outra perspectiva às obras dele e acrescentou uma dramaticidade que funcionou na peça.

Durante as 2 horas da peça, acompanhamos Lewis, a Rainha Vermelha, a Rainha Branca, 2 Alices, o Coelho Branco e a Chapeleira Maluca encenando os mais diferentes tipos do verbo to fall (por isso o Fell no título, que não tem nada a ver com a queda no buraco do coelho como eu achava que seria): falling in love (apaixonar-se), falling out of love (desapaixonar-se), falling apart (desmoronar), falling through (fracassar), etc.

Ao contrário de Sleep no More, que você não precisa gastar seu inglês para entender as cenas, em Then She Fell é bom que você tenha um nível intermediário. No meu caso, por exemplo, entrei numa sala em que Lewis Caroll me entregou caneta e papel e me fez redigir uma carta que ele ditou,  tive que escolher um chapéu com a Chapeleira Maluca, fui questionada por uma das Alices sobre amor e sobre estar apaixonada e tive que entender as instruções do jogo de poker que participei com a médica do hospital.

Alguns poemas e uma carta de recomendação do hospital para eu visitar a Rainha.

Alguns poemas e textos retirados de livros e escritos de Lewis Carroll e uma carta de recomendação do hospital permitindo que eu me encontre com a Rainha.

As diferenças entre Sleep No More e Then She Fell são muitas. A primeira é super produção, é mais intensa, mais livre, mais confusa e até mesmo mais cansativa (são 6 andares de idas e vindas na escada em 3 horas de peça, né? rs) a segunda é mais intimista, mais interativa e mais delicada. Ambas são experiências únicas e interessantíssimas.

Se eu não conhecesse nenhuma e tivesse que escolher, provavelmente escolheria a Sleep No More, mas quem for ver Then She Fell com certeza não vai se arrepender.

Alguém aqui já viu?

Beijos

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3 em Futi em NYC/ NYC/ Trip tips no dia 09.09.2016

#futiemnyc: 4 lugares para comer cookie em NY

Eu não sou a maior entusiasta de doces que existe nessa vida. Não sou de pedir sobremesa em restaurantes, posso viver semanas sem chocolate, não ligo a mínima para donuts, cronuts ou cupcakes e só perco a linha mesmo para uma coisa: crepe de Nutella.

Porém, aqui em NY eu estou descobrindo que existe outro doce que está me fazendo cometer loucurinhas: cookies! Nunca pensei que fosse rodar Manhattan à procura dos biscoitos com gotas de chocolate mais gostosos, muito menos checar no mapa se tinha algum cookie gostoso perto dos endereços que eu iria. Mas isso está acontecendo e eu nem to me reconhecendo, sério.

Assim como é a discussão do melhor hambúrguer da cidade, definir qual é o melhor cookie também vai depender muito do seu gosto. Mas resolvi separar 2 lugares que eu amo e 2 lugares que estão na minha lista para quem quiser se deliciar na próxima vinda à NY:

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Levain Bakery – Foi com esse cookie que eu comecei a não me reconhecer, já que eu praticamente me despenquei do Brooklyn até o Upper West Side SÓ para comer esse cookie que muita gente já tinha indicado e as fotos são de dar água na boca. A Levain é super pequenininha – acho que não cabem nem 10 pessoas dentro da loja – e apesar de vender outras coisas, ela ficou famosa mesmo por causa dos cookies super recheados e muito fresquinhos (tão fresco que o meu veio quentinho e derretendo, saído diretamente do forno).

São apenas 4 sabores – chocolate chip com nozes, aveia e passas, chocolate chip amargo e chocolate chip amargo com manteiga de amendoim – e custam 4 dólares cada. Ele não é muito grande, mas é bem recheado. Aliás, o que é o recheio? Os chips de chocolate vêm em grande quantidade e completamente derretidos. Eu comi o chocolate chip com nozes e mesmo não curtindo nozes, eu amei! Meu preferido até agora.

Endereço: 167 West 74th St (quase com a Amsterdam Av)

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Ben’s Cookies – O cookie queridinho de Londres finalmente chegou em Nova York e nem acreditei quando vi que a loja provisória da cookeria fica do lado do salão que eu fui fazer depilação. Sim, acreditem se quiser, eu conferi no Google Maps e estava disposta a ir para o lado que fosse só para comer um Ben’s Cookies, me achei sortuda demais quando vi que só precisaria andar uns 5 minutos para chegar lá. rs

Enquanto não abrem a loja definitiva, eles pegaram um espacinho em NoLIta sem muita firula ou decoração mas muitas gostosuras, todas por 3 dólares. Peguei o clássico, milk chocolate chunk, e lembrei da sensação que eu tive quando comi um Ben’s Cookies pela primeira vez: é muito açucar, Brasil!! Como eu não consumo muito açucar no meu dia a dia, fiquei até meio tonta. rs Para mim, o ponto negativo é que os cookies, apesar de serem feitos no dia, não ficam muito fresquinhos. Acho que se eles resolveram chegar para competir com o Levain é melhor resolver essas fornadas aí, a impressão que me deu é que fizeram tudo de manhã e venderam até o final do dia.

Endereço: 171 Elizabeth St

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Insomnia Cookies: Eu já passei por lojas da Insomnia em alguns pontos de NY – eles têm lojas em praticamente todos os bairros turísticos de Manhattan – e sempre adorei a proposta deles de fazer jus ao apelido de Nova York como cidade que nunca dorme, já que fazem delivery de cookies até as 3 da manhã (grávidas provavelmente ficam muito felizes com essa marca rs).

A Insomnia Cookies tem alguns sabores bem peculiares como M&M’s e S’mores e eles custam por volta dos 3 dólares. Não sei porquê nunca parei para provar um, mas já sei que é melhor eu ir sem pensar em compará-los com as duas primeiras lojas. Todo mundo diz que eles são bons e que parecem que saíram do forno no minuto anterior (o que já é um ponto extra em relação ao Ben’s Cookies), mas é a entrega de cookies fresquinhos de madrugada que faz com que a Insomnia Cookies entre no ranking. Nunca pensei que existia essa demanda de mercado, mas pelo jeito tem, né? rs

Endereços: East Village – 299 E 11th St / Greenwich – 116 MacDougal St / Lower East Side – 164 Orchard St / Meatpacking – 304 W 14th St / Midtown East – 237 E 53rd st /  Upper East Side – 1579 2nd Av. / Upper West Side – 405 Amsterdam Av/ Wall St – 76 Pearl St

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The Good Batch – Na verdade, essa bakery não faz apenas cookie, ela faz sanduíches de sorvete e cookies. Até aí essa informação não é nada demais já que a Insomnia tem, a sorveteria da esquina provavelmente também tem e, se quiser, dá até para comprar no mercado. A diferença é que nenhum desses lugares tem filas gigantescas!

A The Good Batch está todos os sábados em Smorgasburg e todas as vezes que eu fui, a barraquinha deles estava com o mesmo nível de popularidade da barraca do Ramen Burger e da batata frita trufada. SEMPRE LOTADA. Por 6 dólares você pode escolher alguns sabores de dar água na boca, como por exemplo o Goodwich (cookies de aveia com gotas de chocolate, sal marinho, calda de chocolate e sorvete de baunilha) ou o Nutella (cookies de avelãs e chocolate, Nutella e sorvete de baunilha). Já quase peguei a fila algumas vezes mas tenho a impressão que preciso de alguém para dividir comigo, porque eles são gigantescos (imagino que tirando o meu marido que é diabético, dividir um desses não é muito esforço para ninguém, né? haha). Até outubro eu experimento!

Endereços: Aos sábados no East River State Park em Williamsburg – 90 Kent Ave. (entrada pela N 7th) e aos domingos no DUMBO – Manhattan Bridge Archway, Water St.

E aí? Salivaram?? Quem quiser aumentar a lista com mais dicas boas, pode comentar :)

Beijos!

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6 em Futi em NYC/ NYC/ Trip tips/ Viagem no dia 23.08.2016

#futiemnyc: Red Hook Winery

Sexta feira passada o Bernardo teve um dia de folga e, assim como foi em Coney Island, nós resolvemos aproveitar que estávamos em horário de trabalho para fazer um programa que provavelmente lota no fim de semana. Pensamos e pesquisamos um pouco e depois de ver esse post no blog da Laura Peruchi (tem muuuuitas dicas boas de NY!) acabamos decidindo passar uma tarde em Red Hook.

Esse é um bairro do Brooklyn bem afastado de tudo pois a linha mais perto de metrô fica a 25 minutos de caminhada de onde queríamos ir, as outras opções são ônibus ou Water Taxi. Dá para ir de taxi ou Uber também, mas vai levar mais ou menos 40 minutos de carro sem trânsito. Nós optamos ir de Water Taxi (na verdade nós nos enganamos e acabamos pegando o barco expresso da Ikea, que fica ali perto e para em Red Hook), que pegamos no Pier 11. Acho que de todas as opções de transporte, essa é a mais rápida – e mais agradável! Por 5 dólares (se não me engano o Ikea Express é grátis nos fins de semana) você passeia pelo East River/Hudson e ainda consegue ver a Estátua da Liberdade relativamente perto, achei uma delícia!

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Assim que saltamos em Red Hook fomos direto para o píer 41, local onde fica a Red Hook Winery, e pelo caminho entendemos o real significado de bairro isolado. Como a Laura apontou no blog dela, o fato de não ter muitos meios de transporte que chegam ali dão um ar de cidade do interior ao lugar, e como era uma sexta feira à tarde, estava tudo completamente vazio!

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A Red Hook Winery é um lugar que mistura bar e fábrica onde 3 vinicultores utilizam uvas vindas das mais diferentes regiões de Nova York para criar sabores únicos de vinhos brancos, tintos e rosés. Em 2012 a área de Red Hook foi super afetada pelo furacão Sandy e a Winery foi completamente destruída na época. Inclusive eles têm algumas lembranças dessa tragédia na sua decoração, desde placa de evacuação até livro mostrando o estrago que foi feito com os barris e as uvas, mas felizmente eles conseguiram dar a volta por cima e hoje em dia funcionam todos os dias, das 11 às 17 (apenas domingo eles abrem meio dia).

Quem conseguir visitar no fim de semana pode optar pela degustação de vinhos acompanhada do tour, onde eles te ensinam sobre a escolha das uvas e mostram o processo de fabricação dos vinhos do barril até a garrafa. Infelizmente não conseguimos ver essa parte, mas sentamos na parte do bar, que é super aconchegante e confortável, e fizemos a degustação de 4 vinhos por US$15.

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Eu fui na seleção de brancos e provei um Riesling, um Pinot Blanc, um Sauvignon Blanc, um Chardonnay e um quinto vinho que eu não vou lembrar qual era a uva, mas sei que tinha fortes notas de maracujá. Adoro um vinho mas sou zero entendida desses paranauê e não tenho paladar evoluído para identificar notas de frutas, tipos de madeira ou qualquer outro assunto relacionado à isso, mesmo assim consegui notar claramente a diferença entre eles, inclusive o com maracujá era inconfundível. Se não falassem nada, certeza que eu notaria! Achei uma experiência bem interessante! Mais entendidos dirão que os vinhos novaiorquinos não se comparam aos californianos (eu discordei já que a maioria dos brancos californianos não me agradam), mas independente de gosto, acho que é um passeio que vale a pena ser feito se você curte vinho – ou beber vinho hehe.

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O único defeito que eu poderia dizer é a parte de comida que eles oferecem. Tudo bem que a proposta deles não é virar um restaurante, mas achei pouco só terem no cardápio a opção de queijos (caros) ou batata frita (US$3,50 por um pacotinho pequeno).

Sugiro ir sem muita fome ou então aproveite para dar uma passeada por lá e almoçar antes ou depois da degustação. Red Hook tem alguns restaurantes bem famosinhos como o Brooklyn Crab, o Hometown Bar-B-Que (foi o nosso escolhido) e o Red Hook Lobster Pound, que inclusive tem uma barraquinha na Smorgasburg aos sábados em Williamsburg.

Eu adorei o passeio e to morrendo de vontade de voltar em um fim de semana para ver se consigo pegar o tour pela vinícola. O único problema é que o Water Taxi e o Ikea Express ficam com filas gigantes aos sábados e domingos, ou seja, tem que ir sabendo que pode rolar um perrenguinho ou outro.

Alguém aqui já foi? Tem mais dicas?

Beijos