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1 em #futiindica/ Comportamento/ Destaque/ Estados Unidos/ NYC/ Viagem no dia 08.03.2017

Sendo linda em Nova York sob as lentes da Martha Sachser

Em 2015, quando fomos juntas para Paris, nós fechamos com um fotógrafo para nos ajudar com as entregas de um cliente de moda. No fim das contas, o que era para ser um dia de trabalho acabou eternizado em fotos pra lá de especiais tendo como cenário uma das cidades que mais amamos no mundo.

Depois desse dia nós passamos a dar muito valor a um segmento que nunca tínhamos dado tanta atenção: ensaios fotográficos em cidades turísticas.

Não importa se você está viajando sozinha ou acompanhada, no fim todo mundo mostra as fotos de viagem falando as mesmas coisas: “ah, essa não ficou tão legal porque a pessoa não sabia tirar foto” ou “pois é, só fiz selfie nessa viagem porque fiquei com vergonha de pedir para tirarem pra mim”. E tem lugares que a gente se contenta com fotos mal tiradas e selfies intermináveis com o ponto turístico lá no fundo, mas tem outros cantos do mundo que voltamos arrependidas por não termos registros melhores, não é?

Por exemplo, a minha lua de mel. Hoje olho as fotos que tiramos e apesar de amar relembrar os momentos, fico com pena de ter registros tão turísticos e tão pouco comemorativos. Se na época eu soubesse que existia um fotógrafo com esse tipo de trabalho, eu teria contratado sem nem pestanejar.

Quando a Jô veio para cá em 2016, a história era quase igual à de 2015. Outro cliente de moda, outra necessidade de fotos incríveis, a única diferença é que saiu Paris, entrou Nova York como pano de fundo. Nem tivemos dúvidas na hora de bater o martelo, queríamos alguém com esse olhar de ensaio fotográfico usando o cenário novaiorquino a nosso favor. Foi aí que encontramos a Martha Sachser.

A Martha é conhecida pelo seu blog NY & About, que reúne muitas dicas ótimas daqui (ela tem um livro com sugestão de roteiro na cidade também!) mas além de blogueira ela é uma fotógrafa com olhar muito especial.

Eu sou apaixonada pelas fotos de casais, mas não dá para negar que a Martha também arrasa nas fotos de moda. Ela já fotografou várias blogueiras conhecidas como a Lu, a Priscila, a Bruna, a gente ahahaha Eu amo como o olhar dela é delicado e atento, de gente que conhece bem a cidade e sabe usar seus cantinhos a favor da pessoa fotografada. Isso porque não falei da paciência e da boa vontade (e haja paciência para acompanhar blogueira que precisa fotografar look, viu..é cada foto que a gente repete 500 vezes hahah).

Passamos uma tarde toda com ela e os registros desse dia ficaram tão lindos que volta e meia ainda aparecem em alguma rede social. E foi mais especial ainda porque depois do trabalho feito, conseguimos aproveitar para fazer umas fotos celebrando nossa amizade, nossa união com o Arthur, nosso momento de felicidade e o privilégio de estarmos juntas em outra cidade que amamos tanto. Acho que deu para transparecer o quanto estávamos felizes, né?

Quem estiver de passagens compradas (ou quase hehe) para NY e estiver pensando em eternizar essa viagem com fotos lindas, não pode deixar de dar uma olhada no trabalho da Martha através do Ny & About ou do seu instagram.

6 em Estados Unidos/ Futi em NYC/ NYC no dia 02.11.2016

#futiemnyc: Um dia em Williamsburg

Apesar do DUMBO ser o lugar preferido de quem quer cruzar a ponte e conhecer o Brooklyn, Williamsburg também é bem cotado. Eu sou suspeita porque estou amando morar nessa área! Não é o lugar mais charmoso de NY mas é uma delícia e cheio de restaurantes, bares, lojas legais, feirinhas e o melhor, do lado de Manhattan mas sem toda a barulheira da ilha principal. E o melhor, está em expansão constante, toda hora tem alguma novidade abrindo por aqui!

Pensando nisso, pensei em separar algumas dicas para quem estiver pensando em tirar um dia – ou algumas horas – para conhecer o bairro!

Dá para chegar aqui tanto de metrô (linha L – Estação Bedford Av.) ou pela barca East River Ferry, que custa 4 dólares e dá para pegar tanto no Pier 11 quanto na 35th st. É só saltar em North Williamsburg e explorar a vizinhança!

Começando por comidas, Williamsburg tem a famosa feira gastronômica Smorgasburg. Ela funciona de abril até meados de outubro e conta com comidas de vários lugares do mundo e algumas tendências culinárias como, por exemplo, o tal hamburguer de miojo (sim, ao invés de pão temos miojo) e a batata frita trufada que a Jô e a Mandy mostraram nesse post. Lá também tem o ice cream sandwich que eu falei aqui e ainda não consegui provar, mas paciência, vai ficar pro ano que vem! rs

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Se você não tem muita vontade de feira, por aqui também tem ótimos restaurantes italianos! Eu cito 3 que gosto bastante, em ordem de preferência: Antica Pesa, Aurora e D.O.C. Wine Bar. O Aurora já foi post e o Antica Pesa (Berry St – entre N7th e N8th) precisa aparecer por aqui em algum momento (como ele só funciona para jantar, nunca consegui tirar uma foto boa da comida) porque é delicioso – o spaghetti cacio & pepe é o melhor que eu já comi! Volta e meia o dono de lá, o Francesco Panella, posta uma foto com alguma celebridade que apareceu no restaurante daqui ou no de Roma. Eu ainda não dei essa sorte! O D.O.C. (esquina de N7th com Wythe St) também é de italianos e abre apenas para jantar, a comida é ótima e o ambiente é bem aconchegante.

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Se você preferir pizzas, duas dicas completamente diferentes: o Acqua Santa (N 7th entre Bedford Av e Driggs Av) tem pasta mas as pizzas me impressionaram, todas – absolutamente TODAS – são maravilhosas. Massa crocante e recheios super saborosos. A entrada que mais amo é a bruschetta de pizzeta, que nada mais é que uma bruschetta na massa crocante da pizza, DIVINA. A outra pizzaria famosa de lá é a Joe’s Pizza (Bedford Av. esquina com N4th), mas é esquema de pizza fast food, sem muitos recheios e fatias gigantes.

Rooftop charmoso do Juliette, ótimo para dias lindos! | Foto: @juliettebkny

Rooftop charmoso do Juliette, ótimo para dias lindos! | Foto: @juliettebkny

 

Outras sugestões gastronômicas que são ótimas: Williamsburg Thai, tailandês honesto e saboroso (na Bedford Av entre N5th e N6th); Devocion, um café super charmoso cheio de doces maravilhosos (Grand St entre Kent Av. e Wythe Av.); sorveteria Van Leuween, depois que eu conheci essa sorveteria nunca mais quis outro sorvete, principalmente depois que eu experimentei o exótico sabor de Matcha Green Tea (esquina da Wythe Av. com N5th); Umami Burger, hamburgueria deliciosa (N4th entre a Bedford Av. e a Driggs Av); Sweetgreens para quem quer comer light, estilo monte sua salada e com opções muito gostosas. A Kale Ceaser Salad de lá é de comer rezando (do lado do Umami Burger); O Juliette é ótimo para brunch, ambiente aconchegante e comida super gostosa (N5th entre Berry St. e Bedford Av).

Vou parar por aqui porque senão vocês vão achar que só vale visitar Williamsburg para comer! haha E não, dá para comprar também!

Para começar, todo fim de semana fica aberto o Artists & Fleas (N7th entre Kent Av e Wythe Av), uma espécie de mercadinho onde marcas independentes expõem suas peças, e tem de tudo, desde joias até essências para casa e roupas para bebê. O A&F também tem uma filial no Chelsea Market que funciona todo dia, mas se eu não me engano o espaço é menor.

Fachada da Urban Outfitters

Fachada da Urban Outfitters

Quem quiser ver outras marcas legais, vale começar pela N6th e ir andando até a Bedford Avenue. É lá que tem a Urban Outfitters (sob o nome de Space Ninety 8, fica entre a Wythe  Av. e a Berry St.), a Sandro, a Maje, a Madewell e a Meg, uma marca só de produtos feitos em NY e com várias peças lindas e super originais. A N4th é outra que também vale a pena ser explorada, tem Levi’s e uma loja chamada Scotch & Soda que vale conhecer (mesmo não sendo das mais baratas). Ah, e não posso esquecer da J.Crew, que fica na Wythe Av. entre a N4th e N3rd.

Red Pearl, uma loja cheia de presentes fofos!

Red Pearl, uma loja cheia de presentes fofos!

Outra rua que precisa ser muito explorada é a Bedford Avenue. Cheia de lojas vintage e bares, também dá para encontrar muita coisa bacana por ali e pelos seus arredores. Se você está querendo ver semi joias fofas e delicadas, tem a NorBu (N4th com a Bedford Av.) e a Catbird (Bedford Av. entre N4th e N5th). Para presentinhos, uma que eu amo é a Red Pearl (Bedford Av. entre 5th e 6th). Ah, e não vamos esquecer da Apple Store – que costuma ser bem mais vazia que todas as outras que eu já visitei – que fica na Bedford Av. esquina com a N3rd.

De programas mais diferentes, sugiro dois: a Brooklyn Brewery, a fábrica da cerveja local onde você pode fazer tour e degustações e a Rough Trade, uma loja de discos e cd’s que tem espaço para shows, um café e é bem interessante de se conhecer.

E quem quiser terminar o dia vendo Manhattan, tem dois lugares ótimos: o Waterfront Piers (onde pega a barca) e o East River State Park, que tem uma “prainha” com vista incrível para o skyline.

Praia com vista no East River State Park

Praia com vista no East River State Park

Waterfront Piers

Waterfront Piers

Ufa! Acho que é isso! O mais engraçado é que na minha primeira semana em Williamsburg eu saía para explorar o bairro e fiz uma série de escolhas erradas que me levaram para lugares super residenciais, vazios e sem nada de interessante. Hoje eu penso e vejo como tem coisa para fazer se você entre nas ruas certas! rs

Tenho a impressão que ainda vou fazer um post 2 em algum momento, mas por enquanto essas são as minhas dicas de um super tour por Williamsburg! Isso porque eu não englobei Greenpoint, que é outro bairro que está crescendo muito e ficando cheio de coisas legais!

E se alguém tiver mais dicas para dividir, estou doida para anotar! :)

Beijos

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9 em Futi em NYC/ NYC no dia 14.09.2016

#futiemnyc: Then She Fell, outro teatro imersivo em Nova York!

Quando fiz o post do Sleep no More, recebi nos comentários a dica do Then She Fell (obrigada, Bruna!), outra proposta de teatro imersivo com Alice no País das Maravilhas como tema e encenada para grupos de, no máximo, 15 pessoas. Outra curiosidade é que a peça é proibida para menores de 21 pois eles servem bebidas alcoólicas durante a apresentação.

Fiquei bem curiosa a ponto de no mesmo dia procurar ingressos para comprar e – pasmem – só consegui para o dia 7 de setembro, 1 mês e meio depois! Isso porque a peça acontece todos os dias da semana, quase sempre em 2 horários, um às 19:30 e outro às 22:30. Uma dica: se quiser comprar, dá uma olhada nos preços de todos os dias que você estará na cidade porque eles variam muito. Tem vezes que o ingresso está custando US$150, outros que eles saem por US$135 e tem dias que custam US$95 (foi o que eu paguei).

Then She Fell acontece em um antigo hospital de 3 andares em East Williamsburg (linha L do metrô – estação Grand St). É recomendado chegar com 20 minutos de antecedência. Nós compramos a sessão de 22:30 e chegamos às 21h porque resolvemos jantar ali por perto, mas não aconselho seguir essa parte do nosso plano. Essa parte de Williamsburg é tranquila até demais e tem pouquíssimos lugares para comer. Fomos em um tailandês que estava em segundo lugar no Yelp, quando chegamos lá o restaurante tinha apenas 4 mesas e parecia um boteco. A comida estava deliciosa, mas chegamos cedo justamente porque queríamos ficar no restaurante até a hora de irmos para a peça e não foi isso que aconteceu, já que em menos de 40 minutos estávamos recebendo a conta na nossa mesa. Acabamos saindo do tailandês e indo para um bar ali perto mas nos arrependemos, era melhor ter jantado em algum lugar perto de casa (a parte mais agitada de Williamsburg) e chegado na peça na hora certa.

Quando chegamos na porta, levei um susto. Uma rua totalmente residencial, um pouco escura e bem deserta com uma igreja do lado. Não tinha ninguém do nosso grupo de 15 pessoas. Jurava que estávamos no lugar errado até subir as escadas do número 195 da Maujer St. e ver um pedacinho de papel colado do lado de fora da porta com o nome da peça. Exatamente as 22:10 abriram as portas, entramos e uma enfermeira com trajes do século XIX nos ofereceu um copo de alguma bebida estranha como se fosse um remédio e nos apresentou às regras da casa enquanto esperávamos o grupo chegar: podemos e devemos abrir todas as gavetas e armários mas não podemos abrir portas que estão fechadas, temos que ficar calados a não ser que sejamos convidados a falar e serão oferecidas frutas e álcool durante a peça. Ok, né.

Quando todas as 15 pessoas chegaram, enfermeiras e enfermeiros foram pegando cada pessoa separadamente e deixando em salas diferentes. A partir daí, você é guiada pelos personagens e apresentada a vários cenários, além de ser convidada a participar de algumas cenas. Se no Sleep No More os one-on-ones (encontros em que os atores pegam um dos espectadores e levam para uma sala ou quarto para uma cena individual) são raros e e  você se considera uma pessoa sortuda se é chamada para um, em Then She Fell tem muitos. Comigo, se eu não me engano, foram uns 6 momentos desse. Em compensação, toda hora eu dividia cenas com um outro homem que estava no nosso grupo.

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Quem estiver pensando em ir na peça e não quer saber o que esperar, pare de ler aqui. Vou soltar uns spoilers agora!

A temática é Alice mas não é bem no País das Maravilhas. Apesar da peça ter várias cenas e personagens que conhecemos desse primeiro livro, ela também traz muitas referências de Alice Através do Espelho, mas o pano de fundo de Then She Fell é o boato da possível relação entre Charles Lutwidge Dodgson (mais conhecido como Lewis Carroll) & Alice Liddell. A peça explora a paixão do escritor por sua “musa”, que tinha apenas 7 anos de idade quando inspirou o livro. Detalhe: Lewis Carroll tinha 30 anos na época. Quando eu descobri isso fiquei um pouco enojada, confesso, mas acho que interpretar Alice sob esse viés trouxe uma outra perspectiva às obras dele e acrescentou uma dramaticidade que funcionou na peça.

Durante as 2 horas da peça, acompanhamos Lewis, a Rainha Vermelha, a Rainha Branca, 2 Alices, o Coelho Branco e a Chapeleira Maluca encenando os mais diferentes tipos do verbo to fall (por isso o Fell no título, que não tem nada a ver com a queda no buraco do coelho como eu achava que seria): falling in love (apaixonar-se), falling out of love (desapaixonar-se), falling apart (desmoronar), falling through (fracassar), etc.

Ao contrário de Sleep no More, que você não precisa gastar seu inglês para entender as cenas, em Then She Fell é bom que você tenha um nível intermediário. No meu caso, por exemplo, entrei numa sala em que Lewis Caroll me entregou caneta e papel e me fez redigir uma carta que ele ditou,  tive que escolher um chapéu com a Chapeleira Maluca, fui questionada por uma das Alices sobre amor e sobre estar apaixonada e tive que entender as instruções do jogo de poker que participei com a médica do hospital.

Alguns poemas e uma carta de recomendação do hospital para eu visitar a Rainha.

Alguns poemas e textos retirados de livros e escritos de Lewis Carroll e uma carta de recomendação do hospital permitindo que eu me encontre com a Rainha.

As diferenças entre Sleep No More e Then She Fell são muitas. A primeira é super produção, é mais intensa, mais livre, mais confusa e até mesmo mais cansativa (são 6 andares de idas e vindas na escada em 3 horas de peça, né? rs) a segunda é mais intimista, mais interativa e mais delicada. Ambas são experiências únicas e interessantíssimas.

Se eu não conhecesse nenhuma e tivesse que escolher, provavelmente escolheria a Sleep No More, mas quem for ver Then She Fell com certeza não vai se arrepender.

Alguém aqui já viu?

Beijos

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