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Alagoas

3 em Alagoas/ Brasil no dia 09.11.2018

Road trip Pernambuco & Alagoas: 11 dias, 10 noites e 2 estados desse Nordeste maravilhoso!

Em 2016 eu havia ido para Alagoas, na época fiz 3 posts sobre o estado: um sobre o sul, o outro sobre o norte e outro sobre o passeio mais lindo, na foz do rio São Francisco.  Eu achei que havia conhecido o estado maravilhosamente bem da primeira vez e ao me pegar na viagem que fiz mês passado, preciso dizer que não, ainda faltava mais um pouco pra eu conhecer tudinho por lá. Descobri assim uma coisa que não tinha ficado óbvia pra mim no início: Alagoas é tão paradisíaco que eu precisarei voltar de tempos em tempos, para descansar, apreciar e relaxar.

Assim sendo, resolvi contar pra vocês o roteiro da “road trip (aka viagem de carro) que eu e Aline fizemos passando por duas das praias famosas de Pernambuco e seguindo para Alagoas, onde passamos por todo o estado. Nós, nossos biquinis e o protetor solar nos aventuramos como nunca.

Meio de transporte: avião + aluguel de carro

Começando pelo início: como optamos por fazer dois estados em uma viagem escolhemos começar a viagem voando para Recife e terminar saindo de Maceió. Por isso pagamos uma taxa de mais de R$250 a mais para poder alugar o carro em um estado e entregar em outro. Escolhemos a Foco Aluguel de carro para nos acompanhar nessa viagem por eles terem um preço bem competitivo. Nosso carro foi ótimo, não tivemos nenhum problema e toda nossa experiência foi bem positiva.

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Roteiro: 11 dias e 10 noites entre Pernambuco e Alagoas

Cidade: Porto de Galinhas -PE
duração: 3 dias e 3 noites 
Hotel: Village Porto de Galinhas

Começamos voando por Recife, buscando o carro alugado e dirigindo por menos de uma hora até o Village Porto de Galinhas, ideal para famílias, mas com bangalôs muito gostosos para casais ou adultos buscando por descanso. Definitivamente eu achei o hotel muito atencioso, o quarto muito lindo e a praia muito gostosa. Ficamos uma parte por lá, aproveitamos o dia seguinte para fazer o passeio de buggy de ponta a ponta com o Frank – do @soultripportodegalinhas. Fizemos o passeio de 3 A 4 horas, mas acho o custo benefício do de 8 horas melhor pra curtir com calma todos os pontos e praias do passeio. No outro dia aproveitamos tudo que mais gostamos e fomos de carro, curtimos uma praia e almoçamos pela cidade. No último dia da cidade a maré voltou a baixar num horário melhor e fizemos o passeio de piscinas naturais mais lindo de toda viagem, o mais simples e mais barato, o que tinha mais peixes. Ao fim dessa jornada voltamos ao hotel, tomamos café e seguimos com destino a praia de Carneiros, quase na divisa com Alagoas.

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Cidade: Praia de Carneiros – PE
duração: 1 dia 

A aproximadamente 1 hora de Porto de Galinhas ficava o paraíso de Pernambuco no continente (afinal imagino que Noronha seja ainda mais especial). Se eu soubesse que gostaria tanto do lado mais raiz, menos urbano e turístico de Carneiros, com toda certeza teria passado uns dias por lá. A praia é linda, a água idem e a igrejinha de frente pro mar uma fofura. Sem dúvida o beach club do “Beijupirá” seria minha escolha, mas eu e Aline não pudemos ir pois estava fechado para um evento no dia. Sentamos num outro restaurante de praia, deixamos as coisas e aproveitamos pra andar nessa praia tão paradisíaca.

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Achei o lugar lindo, mesmo,  só um pouco mais cheio que os destinos de Alagoas. No entanto mesmo não sendo uma praia deserta eu diria que Carneiros é uma praia dessas que não devemos ignorar, eu e Aline tivemos um dia lindo lá, antes de encerrar nossa jornada por Pernambuco.

Cidade: Maragogi – AL
duração: 1 noite e 1 dia 
Hotel: Pousada Sol e Mar

Quando nosso dia acabou em Carneiros seguimos para Maragogi e em pouco mais de uma hora estávamos já na pousada. Maragogi pra mim é uma cidade muito cuirosa, linda e viva de dia, as moscas a noite. Um destino pé na areia, com a praia mais linda que já vi no Brasil, mas ao mesmo tempo muitos lugares tão turísticos que não é tão fácil de aproveitar. Confesso que a Pousada Sol e Mar funcionou muito bem pra nós, dormimos lá na noite que chegamos e madrugamos para o passeio das piscinas naturais. A maré mais baixa daquela semana ainda era alta, mas deu pra aproveitarmos um pouco. Eu fiquei encantada com as galés, mas não vi tantos peixes, foi uma delícia para nadar e aproveitar as praias. Fomos a umas 3 praias diferentes nesse dia e todas valeram a visita. A água do mar é de uma cor difícil de encontrar no país.

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Quem procura luxo tem uma ou duas opções na cidade, que de luxuosa ou pitoresca não tem muita coisa. A atração principal é mesmo o mar e suas praias. Aproveitamos até o cair da noite e fomos para a Pousada do Alto, que fica no alto de uma montanha, com uma vista linda, na cidade ao lado, Japaratinga.

Cidade: Japaratinga – AL
duração: 2 noites e 2 dias
Hotel: Pousada do Alto

A uns 25 minutos de distância a Pousada do Alto nos garantiu um certo relaxamento e descanso, passamos o dia seguinte inteiro lá, fizemos todas as refeições no hotel que é uma delícia (já foi post aqui). A vista da praia de Japaratinga é linda. Passamos o domingo relaxando e contemplando a vista, foi lindo e completamente exclusivo. Um clima mais intimista. No outro dia voltamos a Maragogi para a praia de Antunes e a praia de Xaréu, que a meu ver são das praias mais bonitas de todo país e merecem mesmo que passemos o dia relaxando nelas. Aproveitamos demais, tanto o relaxamento da pousada, que continua uma delícia, quanto o dia na praia. No fim de tarde seguimos pela orla descendo o estado, pegamos a barca e seguimos para a praia do Patacho, que mais uma vez era bem próxima.

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Praia de Antunes - Maragogi

Praia de Antunes – Maragogi

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Cidade: Praia do Patacho – AL
duração: 2 noites e 2 dias
Hotel: Pousada Samba Pa Ti

Tá, essa foi pra mim a melhor surpresa da viagem, Samba Pa Ti. Como da outra vez em que fui no Patacho o clima não estava dos melhores não enxerguei o potencial do passeio. Eu senti que esse seria meu momento preferido da viagem assim que entrei na pousada, vi nosso bangalô e senti o quanto o mar seria maravilhoso assim, aos nossos pés. Acertei em cheio, foi o hotel que parecia ter meu nome, sobrenome e cpf em tudo, é bem o tipo de estabelecimento que eu gostaria de ter um dia. Posso dizer que foi perfeito, um café dos deuses, um quarto sensacional, uma piscina privativa muito refrescante, um mar delicioso e uma praia muito exclusiva. Até mesmo o passeio das piscinas naturais foi o mais roots e mais lindo. Não há sombra de dúvida, que quero pegar o boy e voltar pra lá no primeiro buraco que tiver na minha agenda. O passeio foi lindo, a estadia e o descanso também.

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Samba Pa Ti

Samba Pa Ti

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Cidade: São Miguel dos Milagres – AL
duração: 1 dia

Após nossa última manhã no Patacho rumamos para nosso último destino ao norte do estado, uma tarde e um almoço maravilhoso em São Miguel dos Milagres. Fomos a praia do Marcineiro, seguimos a pé até a igreja na areia onde muita gente casa e aproveitamos o paraíso de Milagres quase sozinhas, foi lindo e muito leve. A essa altura da viagem já estávamos dormindo as 21:3o e acordando as 07:00 no maior pique. Aproveitamos a manhã e depois almoçamos num restaurante que foi indicado por dezenas de leitoras: No Quintal. Foi uma das experiências gastronômicas mais sensacionais da viagem.

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Dizem que Milagres bomba nas festas e feriados, da última vez não achei nada demais no lugar, mas não posso negar que dessa vez a praia estava digna de qualquer cena de cinema, me fez pensar que o destino pode ser legal de ficar, ou ser mais um passeio que posso fazer quando for passar uns 4 ou 5 dias na Samba Pa Ti.

Ao fim do almoço pegamos a maior estrada, por fora da Orla, na qual passamos na viagem. Foram quase 3 horas entre São Miguel dos Milagres e Barra de São Miguel, que fica ao sul do estado e de Maceió, um dos destinos onde o Alagoano que mora na capital mais visita.

Cidade: Barra de São Miguel – AL
duração: 2 noites e 2 dias
Hotel: Gungaporanga

Ta, esse hotel é uma delícia, também é a minha cara e da última vez havia conhecido e ficado com vontade de ficar mais tempo. O bangaló é ótimo, a vista linda, o café da manhã alucinante e a gastronomia muito gostosa. Por lá tem a praia do Gunga e o mirante, onde você vê incontáveis coqueiros. O hotel tem uma trilha que te leva nas falésias que é linda demais, vale cada minuto de suor. Aliás as falésias são parte bem bonita desse sul do estado, que é menos caribenho, mas não menos acolhedor. Eu acho o Gungaporanga um hotel a parte, ele vale a visita, assim como a trilha com o senhor José.

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Na minha humilde opinião só precisávamos ter passado mais um dia no sul para poder fazer o passeio da foz do São Francisco, que foi das coisas mais lindas que já fiz no Brasil, mas não deu tempo de repetir por ser mais longe.

Poderia terminar esse texto dizendo o quanto foi sensacional viajar de carro pelo nordeste, ou o quanto estar com uma das minhas melhores amigas foi um presente pra mim, pra nossa amizade, mas vou na verdade dizer uma coisa clichê, as vezes precisamos viajar e aproveitar o que é nosso para conseguirmos valorizar como povo o país que somos, sair de uma olha social que só nos cega e aos poucos conseguir notar a diversidade da qual o povo brasileiro é formado. Eu hoje tenho 12 estados e o Distrito Federal no meu currículo e não vi praias mais lindas que as de Alagoas e Paraíba até aqui.

Obrigada por terem nos acompanhado no instagram, postamos tudo no @futilidades e @alinerajao, foi uma honra compartilhar nossa jornada com vocês.

Beijos

 

0 em Alagoas/ Brasil/ Viagem no dia 21.03.2016

Trip Tips: foz do rio São Franciso em Alagoas

Vamos terminar os posts de Alagoas antes que venha a próxima viagem? Então, eu já contei tudo sobre meu roteiro na parte sul e na parte norte do estado. Também falei do hotel onde fiquei em Japaratinga e você pode ter achado que eu ia parar por aqui. Até poderia, mas…

No post da parte sul do estado eu falei rapidamente do passeio que fiz na foz do rio São Francisco. A verdade é que esse é um dos passeios “de dia inteiro” mais legais que já fiz em todo o Brasil, então não poderia não falar melhor dele aqui.

Antes de ir, eu não estava com a menor vontade de conhecer o “Velho Chico”, mesmo sem me dar conta que minha mãe falou a vida inteira de uma viagem Hippie que ela fez subindo esse rio. Na hora não me veio à cabeça a magnitude do passeio, o Google Images também não ajudou. Fui pra não contrariar, já que eu estava praticando a “entrega” de não me responsabilizar pela programação dessa viagem (para quem não sabe, sempre sou eu a organizadora oficial de viagens!).

Dito isso, ainda bem que fui, eu morreria de arrependimento se não tivesse feito esse passeio. Nós saímos de carro de Barra de São Miguel, uma viagem que não foi das mais curtas, mas valeu a pena. Nota informativa: tinha gente saindo de Maceió também, ou seja, é factível sair de lá para viver esse dia.

Não sei dizer quanto tempo levamos, mas não foi nada que a gente achasse muito ruim. Foi 100% tranquilo. Nossa rota foi do hotel para o extremo sul do estado, na operadora de turismo “farol da foz ecoturismo“, em Piaçabuçu (imaginem eu e minha dislexia pronunciando essa palavra pela primeira vez, é foi ridículo).

Ao chegarmos lá perdemos o passeio da manhã por muito pouco tempo. Na hora fiquei triste, mas depois acabei achando que foi bem melhor assim. Só tinham nossas últimas vagas no passeio da tarde (dica rídicula, mas que vale lembrar: melhor reservar!), nós pagamos e perguntamos onde podíamos almoçar.

Já que perdemos o passeio por pouco, passamos o resto da manhã na Praia de Pontal do Peba, mas não sei se recomendo essa parte do passeio pra vocês. Achei lindo? Sim, mas houve um contraponto complicado. Eu achei que tinha muito lixo na areia, isso me deixou triste. Percorremos a praia de carro (nunca tinha feito isso e quase fiz a gente atolar na areia), isso foi engraçado, mas em parte achei triste ver um lugar tão paradisíaco com tanto lixo chegando na areia. Pelo que entendi, o lixo não é acumulado pelas pessoas da região, o lixo chega pelo mar. Ouvimos histórias de pessoas que acharam ali garrafas e latas com rótulos de diferentes lugares do mundo.

Pulando essa parte não tão incrível do dia, quando chegou a hora do almoço fomos para o restaurante indicado pelo pessoal do Farol da Foz. Na hora não botei tanta fé no lugar, achei que podia aquelas “dicas pega turista”, aquele tipo de coisa que é mais caro e não tão legal, sabem? Na prática não foi nada disso. O Restaurante do Siri era muito simples, muito barato e a comida muito maravilhosa. Comemos um dos melhores pratos de siri da minha vida, pedimos suco e água de côco e tudo saiu em torno de R$70 para as duas pessoas.

Às 14:30 o passeio saiu do Farol da Foz. Fizemos um combo de passeio de bugre (ou super bugre) pelas dunas com uma série de paradas para esporte, fotos e aprendizado, até chegar no local onde o rio se junta com o mar, que é um fenômeno da natureza bem lindo.

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O mar ali não me dizia muita coisa, a praia era bonita, mas o rio São Francisco… Esse sim era a estrela do passeio. O pessoal do Farol da Foz explicou um pouco sobre tudo que precisávamos saber e em poucos minutos eu já estava jogada nas águas do “Velho Chico”.

Esse passeio era legal porque a galera que foi de bugre voltava no barco e a galera que foi no barco voltava de bugre. Ou seja, ou você poderia apreciar o pôr do sol nas dunas ou no rio. Ambas as opções devem ser lindas, mas confesso que fiquei feliz que nós estávamos no barco na volta.

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Depois de nadar igual a um peixe no rio que divide Alagoas e Sergipe, subi no barco e tirei foto até não ter mais nenhuma bateria. Que passeio! Pena que nessa hora eu já tinha perdido a possibilidade de mostrar tudo no snapchat – quem me acompanha por lá não pôde ver o melhor do dia! :(

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Na volta eu só me vi agradecendo pela oportunidade de aprender mais um pouco sobre a natureza do meu país. Foi uma tarde inesquecível coroada com um pôr do sol mágico. Me senti feliz como nos passeios que fiz na Amazônia, que só quem acompanhou sabe o quanto eu amei.

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O passeio que misturava barco e bugre foi uns R$12o por pessoa e valeu cada centavo.

Confesso que desde que fui às dunas de Jericoacoara não achei que veria nada à altura,  mas lá eu vi. Para vocês terem uma ideia, em Natal achei o passeio das dunas de Genipabu sem graça pra quem já tinha ido a Jeri (só o espetinho de lagosta me ganhou naquele dia). Por causa disso, acho que já estava preparada pra achar o programa “come dinheiro”, mas felizmente eu estava muito errada.

Se alguma coisa te levar ao sul de Alagoas, se por ventura você for parar perto de Piaçabuçu, não perca esse passeio. Foi muito especial e eu consegui tudo que eu queria: meditar, trocar com a natureza, fazer fotos lindas e de quebra apreciar o quão lindo esse Brasil é.

Beijos

14 em Alagoas/ Brasil/ Viagem no dia 15.03.2016

Trip tips no Brasil: roadtrip em Alagoas (parte 2 – norte do estado)

Se na semana passada compartilhei com vocês a programação da primeira parte das minhas férias no estado de Alagoas, hoje vou dividir aqui a segunda metade da viagem.  Depois de 3 dias no sul do estado, passamos mais 4 noites no norte de Alagoas. Eu já recomendei aqui no blog a Pousada do Alto, que fica nessa cidade, num ponto super central da parte norte e funciona muito bem para quem quer transitar entre as praias de Maragogi, Patacho e São Miguel dos Milagres.

Praia do Carro Quebrado

Passamos por Maceió sem intenção de parar, nosso foco era chegar a tempo de aproveitarmos a Praia do Carro Quebrado. Dito e feito. Alguns quilômetros depois estávamos estacionando nessa praia meio isolada, que ficava no meio do caminho.

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As resenhas eram bem legais e a paisagem linda, paramos o carro e caminhamos por uma meia hora. Não pesquisamos a maré, só andamos até um ponto bem isolado da praia e nos distanciamos de tudo e de todos os turistas. Acho que passamos uma hora e meia nadando por ali. Voltamos caminhando para o carro e jogamos São Miguel dos Milagres no Waze.

São Miguel dos Milagres

A ideia era um almoço tardio em São Miguel, infelizmente os dois restaurantes que nos indicaram estavam fechados, por isso almoçamos num mais turistão. A comida estava uma delícia, mas eu diria que tinha que ter uma certa paciência com os mosquitos e moscas. Não sei se era o horário, mas tinham tantas por lá que chamou minha atenção.

Paramos na praia do Marceneiro, que era uma das que pretendíamos visitar depois. Ainda bem que deu para apreciar a vista nesse dia, afinal, mudamos os planos durante a viagem e não voltamos a São Miguel dos Milagres, que me pareceu um vilarejo muito rústico, o único lugar sem nenhum sinal de telefone. Eu confesso que minha única frustração foi não ter um dia a mais para explorar esse lugar.

O fim da tarde chegou e tomamos o rumo de Japaratinga, com direito a balsa e tudo. A viagem pelo litoral chamava a atenção por sua beleza, mostrando que Alagoas é um estado rico em paisagens naturais, apesar de ser pobre em desenvolvimento de certa forma. O próprio turismo me pareceu menos desenvolvido que alguns outros lugares que eu já conheci no Nordeste.

Piscinas naturais de Japaratinga

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No dia seguinte, após ler tudo que existia sobre as piscinas naturais de Maragogi e Japaratinga resolvemos ficar na versão mais barata e menos cheia da cidade em que nos hospedamos.

Japaratinga-Eu sou do time que via as fotos das piscinas naturais de Japaratinga e de Maragogi e achava que se tratava do cenário mais lindo do mundo. Verdade seja dita, eu achei tudo meio turístico, muito cheio e o que vi nos corais não chegava nem no dedo mindinho do que vi no México, perto de Cancun. Assim sendo achei que valeu a pena ir, conhecer, ver, mas não foi nem de longe o melhor passeio da viagem, como eu inocentemente pensei que seria. Se eu tentaria numa próxima? Talvez, mas sem empolgação e somente se eu tiver com alguém que não conhece o lugar e faz muita questão!

Praia de Antunes (Maragogi)

 

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Depois que passamos o início da manhã nas piscinas naturais de Japaratinga pegamos o carro e fomos para Maragogi. Ficamos na praia de Antunes por algumas horas e foi o bastante pra eu me apaixonar, ali eu passei a achar que Alagoas é o Caribe brasileiro. Que lugar é aquele? Que praia era aquela? Dava para o mar ser mais bonito? Acho que não! Sem dúvida Alagoas é o estado do Nordeste onde eu mais gostei de nadar – para quem não sabe eu sou uma apaixonada por essa atividade. Depois de algumas horas nessa praia maravilhosa , almoçamos num dos restaurantes mais tradicionais da cidade de Maragogi: O Sabor de Maragogi. Mais uma vez a pegada era meio turística, mas a comida era ótima e a gente não teve do que reclamar.

Praia do Patacho

Durante os primeiros dias da nossa viagem choveu todas as noites, todas mesmo. Só que durante o dia o tempo abria e assim pudemos curtir algumas das praias mais bonitas que já vi no nosso país…menos nesse dia!

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O dia do Patacho o tempo não melhorou e não foi possível pegar sol, nadar no mar ou aproveitar tudo de melhor que a praia tinha para nos oferecer. Nós fomos para a Pousada Reserva do Patacho – que é bem linda – aproveitamos a piscina, a estrutura, mas não podemos dizer que foi um lindo dia de verão.

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Por sorte tomei um vinho delicioso e almoçamos uma comida bem gostosa, mas bem gostosa mesmo: bobó de camarão com farofa de dendê. O passeio não foi dos mais baratos, mas foi uma forma legal de curtir essa praia tão linda do litoral Alagoano.

Praia de Xaréu (Maragogi)

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O encantamento com Maragogi e suas praias foi tamanho que abrimos mão de voltar à São Miguel dos Milagres e optamos por conhecer mais uma praia de Maragogi. Foi assim que fomos parar na Praia de Xaréu, uma praia bem mágica!

 

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Nadamos por horas, curtimos o cenário digno de descanso de tela e por fim voltamos para Japaratinga para almoçar. Depois da nossa enésima moqueca de alguma coisa subimos para curtir o fim de tarde na Pousada do Alto, com direito à lua cheia e tudo.

Pousada do Alto

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Nosso último dia foi curtindo a Pousada do Alto (post completo aqui), que era mesmo uma delícia. Almoçamos por lá, tomei uns drinks, curtimos tudo e mais um pouco antes de voltar para Maceió.

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 Saímos de Japaratinga no fim da tarde e a noite já estávamos na capital do estado.

Jantando em Maceió

Nós jantamos no restaurante Bodega do Sertão que foi indicação das leitoras mais incríveis do pedaço. Era a versão alagoana de um restaurante que fui no Rio Grande do Norte. Por lá comi vários pratos regionais e de quebra pedi uma cartola maravilhosa, quase comi ela inteira sozinha.

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Uma coisa curiosa a respeito dessa nossa viagem é que não saímos muito para jantar em restaurantes muito especiais como costumo fazer. A pegada era outra, acordávamos cedo, aproveitávamos o dia e por fim dormíamos cedo para descansar e aproveitar o dia seguinte.

Pensando bem, depois a gente sentiu que faltou um dia de viagem no norte, para aproveitarmos São Miguel dos Milagres. Tudo teria sido 100% perfeito se tivéssemos distribuído a viagem da seguinte forma: 3 noites em Barra de São Miguel (no sul) e 5 noites no norte, que poderiam ser todas em Japaratinga.

Mesmo eu tendo perdido duas noites no sul (graças a um perrengue com a Azul) eu não posso reclamar, minhas férias foram muito maravilhosas. Fazia um bom tempo, desde que fui a Capri, que eu não tirava tantos dias para o “dolce far niente” praiano.

Semana que vem vou fazer o post do passeio da foz do rio São Francisco e assim vou encerrar os posts dessa viagem que fiz nas férias de janeiro.

Quem tiver qualquer dúvida a respeito, pode falar comigo. :)

Beijos

Jô 

Você pode gostar também:

Roteiro viagem Alagoas: sul do estado (parte 1)
Hotel em Japaratinga: Pousada do Alto!