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3 em Alagoas/ Brasil no dia 09.11.2018

Road trip Pernambuco & Alagoas: 11 dias, 10 noites e 2 estados desse Nordeste maravilhoso!

Em 2016 eu havia ido para Alagoas, na época fiz 3 posts sobre o estado: um sobre o sul, o outro sobre o norte e outro sobre o passeio mais lindo, na foz do rio São Francisco.  Eu achei que havia conhecido o estado maravilhosamente bem da primeira vez e ao me pegar na viagem que fiz mês passado, preciso dizer que não, ainda faltava mais um pouco pra eu conhecer tudinho por lá. Descobri assim uma coisa que não tinha ficado óbvia pra mim no início: Alagoas é tão paradisíaco que eu precisarei voltar de tempos em tempos, para descansar, apreciar e relaxar.

Assim sendo, resolvi contar pra vocês o roteiro da “road trip (aka viagem de carro) que eu e Aline fizemos passando por duas das praias famosas de Pernambuco e seguindo para Alagoas, onde passamos por todo o estado. Nós, nossos biquinis e o protetor solar nos aventuramos como nunca.

Meio de transporte: avião + aluguel de carro

Começando pelo início: como optamos por fazer dois estados em uma viagem escolhemos começar a viagem voando para Recife e terminar saindo de Maceió. Por isso pagamos uma taxa de mais de R$250 a mais para poder alugar o carro em um estado e entregar em outro. Escolhemos a Foco Aluguel de carro para nos acompanhar nessa viagem por eles terem um preço bem competitivo. Nosso carro foi ótimo, não tivemos nenhum problema e toda nossa experiência foi bem positiva.

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Roteiro: 11 dias e 10 noites entre Pernambuco e Alagoas

Cidade: Porto de Galinhas -PE
duração: 3 dias e 3 noites 
Hotel: Village Porto de Galinhas

Começamos voando por Recife, buscando o carro alugado e dirigindo por menos de uma hora até o Village Porto de Galinhas, ideal para famílias, mas com bangalôs muito gostosos para casais ou adultos buscando por descanso. Definitivamente eu achei o hotel muito atencioso, o quarto muito lindo e a praia muito gostosa. Ficamos uma parte por lá, aproveitamos o dia seguinte para fazer o passeio de buggy de ponta a ponta com o Frank – do @soultripportodegalinhas. Fizemos o passeio de 3 A 4 horas, mas acho o custo benefício do de 8 horas melhor pra curtir com calma todos os pontos e praias do passeio. No outro dia aproveitamos tudo que mais gostamos e fomos de carro, curtimos uma praia e almoçamos pela cidade. No último dia da cidade a maré voltou a baixar num horário melhor e fizemos o passeio de piscinas naturais mais lindo de toda viagem, o mais simples e mais barato, o que tinha mais peixes. Ao fim dessa jornada voltamos ao hotel, tomamos café e seguimos com destino a praia de Carneiros, quase na divisa com Alagoas.

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Cidade: Praia de Carneiros – PE
duração: 1 dia 

A aproximadamente 1 hora de Porto de Galinhas ficava o paraíso de Pernambuco no continente (afinal imagino que Noronha seja ainda mais especial). Se eu soubesse que gostaria tanto do lado mais raiz, menos urbano e turístico de Carneiros, com toda certeza teria passado uns dias por lá. A praia é linda, a água idem e a igrejinha de frente pro mar uma fofura. Sem dúvida o beach club do “Beijupirá” seria minha escolha, mas eu e Aline não pudemos ir pois estava fechado para um evento no dia. Sentamos num outro restaurante de praia, deixamos as coisas e aproveitamos pra andar nessa praia tão paradisíaca.

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Achei o lugar lindo, mesmo,  só um pouco mais cheio que os destinos de Alagoas. No entanto mesmo não sendo uma praia deserta eu diria que Carneiros é uma praia dessas que não devemos ignorar, eu e Aline tivemos um dia lindo lá, antes de encerrar nossa jornada por Pernambuco.

Cidade: Maragogi – AL
duração: 1 noite e 1 dia 
Hotel: Pousada Sol e Mar

Quando nosso dia acabou em Carneiros seguimos para Maragogi e em pouco mais de uma hora estávamos já na pousada. Maragogi pra mim é uma cidade muito cuirosa, linda e viva de dia, as moscas a noite. Um destino pé na areia, com a praia mais linda que já vi no Brasil, mas ao mesmo tempo muitos lugares tão turísticos que não é tão fácil de aproveitar. Confesso que a Pousada Sol e Mar funcionou muito bem pra nós, dormimos lá na noite que chegamos e madrugamos para o passeio das piscinas naturais. A maré mais baixa daquela semana ainda era alta, mas deu pra aproveitarmos um pouco. Eu fiquei encantada com as galés, mas não vi tantos peixes, foi uma delícia para nadar e aproveitar as praias. Fomos a umas 3 praias diferentes nesse dia e todas valeram a visita. A água do mar é de uma cor difícil de encontrar no país.

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Quem procura luxo tem uma ou duas opções na cidade, que de luxuosa ou pitoresca não tem muita coisa. A atração principal é mesmo o mar e suas praias. Aproveitamos até o cair da noite e fomos para a Pousada do Alto, que fica no alto de uma montanha, com uma vista linda, na cidade ao lado, Japaratinga.

Cidade: Japaratinga – AL
duração: 2 noites e 2 dias
Hotel: Pousada do Alto

A uns 25 minutos de distância a Pousada do Alto nos garantiu um certo relaxamento e descanso, passamos o dia seguinte inteiro lá, fizemos todas as refeições no hotel que é uma delícia (já foi post aqui). A vista da praia de Japaratinga é linda. Passamos o domingo relaxando e contemplando a vista, foi lindo e completamente exclusivo. Um clima mais intimista. No outro dia voltamos a Maragogi para a praia de Antunes e a praia de Xaréu, que a meu ver são das praias mais bonitas de todo país e merecem mesmo que passemos o dia relaxando nelas. Aproveitamos demais, tanto o relaxamento da pousada, que continua uma delícia, quanto o dia na praia. No fim de tarde seguimos pela orla descendo o estado, pegamos a barca e seguimos para a praia do Patacho, que mais uma vez era bem próxima.

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Praia de Antunes - Maragogi

Praia de Antunes – Maragogi

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Cidade: Praia do Patacho – AL
duração: 2 noites e 2 dias
Hotel: Pousada Samba Pa Ti

Tá, essa foi pra mim a melhor surpresa da viagem, Samba Pa Ti. Como da outra vez em que fui no Patacho o clima não estava dos melhores não enxerguei o potencial do passeio. Eu senti que esse seria meu momento preferido da viagem assim que entrei na pousada, vi nosso bangalô e senti o quanto o mar seria maravilhoso assim, aos nossos pés. Acertei em cheio, foi o hotel que parecia ter meu nome, sobrenome e cpf em tudo, é bem o tipo de estabelecimento que eu gostaria de ter um dia. Posso dizer que foi perfeito, um café dos deuses, um quarto sensacional, uma piscina privativa muito refrescante, um mar delicioso e uma praia muito exclusiva. Até mesmo o passeio das piscinas naturais foi o mais roots e mais lindo. Não há sombra de dúvida, que quero pegar o boy e voltar pra lá no primeiro buraco que tiver na minha agenda. O passeio foi lindo, a estadia e o descanso também.

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Samba Pa Ti

Samba Pa Ti

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Cidade: São Miguel dos Milagres – AL
duração: 1 dia

Após nossa última manhã no Patacho rumamos para nosso último destino ao norte do estado, uma tarde e um almoço maravilhoso em São Miguel dos Milagres. Fomos a praia do Marcineiro, seguimos a pé até a igreja na areia onde muita gente casa e aproveitamos o paraíso de Milagres quase sozinhas, foi lindo e muito leve. A essa altura da viagem já estávamos dormindo as 21:3o e acordando as 07:00 no maior pique. Aproveitamos a manhã e depois almoçamos num restaurante que foi indicado por dezenas de leitoras: No Quintal. Foi uma das experiências gastronômicas mais sensacionais da viagem.

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Dizem que Milagres bomba nas festas e feriados, da última vez não achei nada demais no lugar, mas não posso negar que dessa vez a praia estava digna de qualquer cena de cinema, me fez pensar que o destino pode ser legal de ficar, ou ser mais um passeio que posso fazer quando for passar uns 4 ou 5 dias na Samba Pa Ti.

Ao fim do almoço pegamos a maior estrada, por fora da Orla, na qual passamos na viagem. Foram quase 3 horas entre São Miguel dos Milagres e Barra de São Miguel, que fica ao sul do estado e de Maceió, um dos destinos onde o Alagoano que mora na capital mais visita.

Cidade: Barra de São Miguel – AL
duração: 2 noites e 2 dias
Hotel: Gungaporanga

Ta, esse hotel é uma delícia, também é a minha cara e da última vez havia conhecido e ficado com vontade de ficar mais tempo. O bangaló é ótimo, a vista linda, o café da manhã alucinante e a gastronomia muito gostosa. Por lá tem a praia do Gunga e o mirante, onde você vê incontáveis coqueiros. O hotel tem uma trilha que te leva nas falésias que é linda demais, vale cada minuto de suor. Aliás as falésias são parte bem bonita desse sul do estado, que é menos caribenho, mas não menos acolhedor. Eu acho o Gungaporanga um hotel a parte, ele vale a visita, assim como a trilha com o senhor José.

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Na minha humilde opinião só precisávamos ter passado mais um dia no sul para poder fazer o passeio da foz do São Francisco, que foi das coisas mais lindas que já fiz no Brasil, mas não deu tempo de repetir por ser mais longe.

Poderia terminar esse texto dizendo o quanto foi sensacional viajar de carro pelo nordeste, ou o quanto estar com uma das minhas melhores amigas foi um presente pra mim, pra nossa amizade, mas vou na verdade dizer uma coisa clichê, as vezes precisamos viajar e aproveitar o que é nosso para conseguirmos valorizar como povo o país que somos, sair de uma olha social que só nos cega e aos poucos conseguir notar a diversidade da qual o povo brasileiro é formado. Eu hoje tenho 12 estados e o Distrito Federal no meu currículo e não vi praias mais lindas que as de Alagoas e Paraíba até aqui.

Obrigada por terem nos acompanhado no instagram, postamos tudo no @futilidades e @alinerajao, foi uma honra compartilhar nossa jornada com vocês.

Beijos

 

0 em Brasil/ Destaque/ Trip tips/ Viagem no dia 31.01.2018

Belmond Hotel das Cataratas: luxo com uma localização mais que privilegiada

Que eu fiquei encantada com Cataratas, eu já contei pra vocês. O que eu não contei foi que o hotel em que nos hospedamos foi um dos grandes responsáveis por tornar nossa primeira visita a Foz do Iguaçu inesquecível.

Pesquisando sobre hospedagem em Foz, logo descobri que o único hotel que fica dentro do Parque das Cataratas é o Belmond Hotel das Cataratas. Num surto daqueles “mas afinal de contas, a vida não tem replay”, decidimos investir na experiência de passar uns dias dormindo e acordando com o som das maiores quedas d’água do mundo.

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Chegamos na porta do Parque no meio da tarde e fomos recepcionados na guarita por um funcionário do hotel, que nos levou para um lounge, onde aguardamos pela van que iria nos levar até o Belmond. Como eu contei no outro post, somente ônibus e carros autorizados podem entrar no Parque das Cataratas. Táxis e carros de passeio só podem ir até essa guarita (para hóspedes do Belmond), onde se pega uma van que passa a cada 20 minutos, ou até a bilheteria (visitantes), onde se pega o ônibus circular do Parque.

Ao descer da van, foi impossível segurar o “uaaaaau” que cismou em escapar da boca: o hotel fica literalmente de frente para um mirante lindo, onde as majestosas cataratas já mostram de cara porque são uma das 7 maravilhas da natureza. Que privilégio poder assistir aquele espetáculo de camarote!

E já que estamos falando da localização, aproveito para contar que os hóspedes do Belmond são VIP mesmo: só quem fica no hotel tem a oportunidade de passear pela Trilha das Cataratas antes do parque abrir e após fechar, o que significa uma trilha vazia, praticamente só pra você. Além disso, como o parque fecha antes do sol se por, a oportunidade de assistir um por do sol dos sonhos fica mesmo só para quem dorme no hotel.IMG_0039

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Reparem que não tem ninguém em volta!

Reparem que não tem ninguém em volta!

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Além da observação das Cataratas, programa óbvio para quem vai a Foz, e dos demais passeios dentro do Parque, o Belmond fica em localização estratégica para várias outras atividades da cidade, como o Parque das Aves e o vôo panorâmico, que ficam pertinho da guarita de entrada do parque. Ainda, fica perto do Museu de Cera, do Vale dos Dinossauros e do aeroporto.

Eu diria que o Belmond Hotel das Cataratas é o hotel mais tradicional de Foz. Foi aberto há mais de 60 anos e, acredite, continua super moderno. Isso porque, após a rede Belmond ter comprado o hotel, passou por reformas e modernizações, a exemplo da piscina, que agora tem bordas molhadas e novo mobiliário, e os quartos, que receberam novos móveis e itens de decoração.

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O Belmond Hotel das Cataratas é o queridinho dos gringos e também é palco para muitos eventos badalados da cidade, como festas e casamentos (já pensou casar sendo abençoado pelas águas das cataratas?).

A construção do hotel é toda no estilo colonial e decorada com muita madeira, o que deixa tudo mais aconchegante. Aliás, o mix de rosa clarinho das paredes contrastando com o verde das muitas árvores que rodeiam o hotel faz com que a vontade de sair dali seja zero. E foi exatamente isso que aconteceu com a gente.

Depois de ficar uns momentos em estado de choque olhando o mirante na frente do hotel, voltamos para a Terra e fomos fazer checkin. Ao chegar no quarto, a primeira coisa que veio na cabeça foi “gente, posso morar aqui?”.

O hotel tem um total de 193 quartos bem espalhados pelo complexo de prediozinhos de 2 andares, divididos em 4 categorias. Nos hospedamos em uma Suíte Júnior no 2o andar do prédio principal. Nossa suíte era muito espaçosa: tinha um hall, uma salinha com sofá, poltronas e mesa, um banheiro com pia dupla, banheira e chuveiro separados e os azulejos coloniais mais lindos que já vi, uma cama king size super confortável e uma sacadinha com vista para a floresta. As amenities são todas da Granado, aquelas mega clássicas, o que combina total com a vibe da decoração do quarto e do banheiro. Ah, e importantíssimo: Nespresso liberado! Uhuuu

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Sabe aquela sensação de chegar na fazenda ou sítio que você visitava quando era criança? Foi bem isso que senti. Ainda fomos agraciados com presentinhos na chegada ao quarto: docinhos, uma garrafinha com água das cataratas e um bilhetinho assinado pelo gerente do hotel nos dando boas vindas (me julguem, mas eu adoro ser mimada).

Aproveitamos para descansar um pouquinho e, mais pro fim do dia, fomos fazer a Trilha das Cataratas e assistir o por do sol. Aliás, acho que fizemos essa trilha no mínimo umas cinco vezes durante a nossa estadia: qualquer 1 hora que eu ficava sem fazer nada, ou eu ia pra piscina ficar de pernas pro ar ou eu ia pras cataratas – vida difícil né?

À noite, resolvemos experimentar o restaurante Ipê Grill, um buffet de alto nível que fica ao lado da piscina e também onde é servido o café da manhã todos os dias (FAN-TÁS-TI-CO) e almoço a la carte. A verdade é que dá uma baita preguiça de sair do hotel para ir comer em outro lugar (tem que pegar van até a entrada do Parque, lembra?), então acabamos jantando todos os dias nos restaurantes do Belmond mesmo.

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Além do Ipê Grill, existe ainda o restaurante Itaipú, em esquema a la carte para o almoço e jantar, e o Tarobá, um piano bar que serve refeições mais estilo lanche e petiscos e drinks. Tanto o Itaipú quanto o Tarobá ficam na parte frontal do prédio e possuem sacadinhas com vista para as cataratas. Para quem quer só uns snacks durante do dia, uma boa opção é o bar da piscina.

Para quem está em busca de relaxamento, o Belmond tem um SPA com padrões internacionais e uma gama bem extensa de tratamentos. Também existe uma academia bem completa, sala de jogos com vídeo game e computadores Mac espalhados pelo hotel para quem quiser usar. Entretenimento para todos os gostos.

Como eu contei no outro post, enquanto nós estávamos na cidade, nós pegamos um pouco de tempo muito ruim com muita chuva e um pouco de tempo muito bom, com céu azul e muito sol. Entre um passeio e outro, se estivesse sol ou mormaço, nós aproveitávamos para ficar de pernas pro ar na piscina, nas redes que tem no jardim ou ir passear na trilha. Se estivesse chovendo, ficávamos de preguiça no quarto ou em algum canto comum do hotel, vendo a vida passar, lendo um livro ou descansando. Nessas horas, estar em um hotel com uma boa infraestrutura faz toda diferença.

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A experiência de se hospedar de frente para uma das grandes maravilhas da natureza foi, sem dúvida, inesquecível. O Belmond Hotel das Cataratas tem instalações maravilhosas e tudo que é preciso para uma estadia muito especial, seja para viagens em casal ou em família. A facilidade de acesso às Cataratas realmente é um diferencial enorme, algo que não é possível encontrar em nenhum outro lugar.

Tenho certeza que voltaremos em outras oportunidades para aproveitar mais um pouquinho da energia boa que as Cataratas tem, e com certeza, vamos querer ficar de camarote novamente!

2 em Brasil/ Destaque/ Sem categoria/ Trip tips/ Viagem no dia 17.01.2018

Conhecendo o Brasil: Foz do Iguaçu

A curiosidade de conhecer Foz do Iguaçu veio durante a nossa viagem para a África do Sul no ano passado. Conhecemos muitos (mas muitos mesmo) europeus ao longo da viagem que ao descobrir que nós éramos brasileiros sempre falavam “estivemos no Brasil e fomos para Amazônia e Foz do Iguaçu, são lugares magníficos”. E nós dois sempre ficávamos com cara de pateta porque moramos aqui, viajamos pra caramba pelo mundo todo, amamos a natureza e não conhecíamos nem um nem outro. Que vergonha né?

Resultado, voltei da África já catando uma passagem para Foz para corrigir esse erro gravíssimo. E lá fomos nós explorar um pedacinho do nosso Brasil.

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Quando ir

A notícia boa é que Foz pode ser visitada o ano todo. Na primavera e verão, meses mais chuvosos, as Cataratas ficam mais volumosas e mais imponentes. No outono e inverno, meses mais secos, as quedas ficam mais definidas. Acho que vale visitar mais de uma vez para tirar as próprias conclusões do que é mais bonito.

Em relação à chuva, a verdade é que o tempo em Foz é muito louco e muda de uma hora pra outra. Segundo as pessoas locais que conversamos, essa incerteza acontece o ano todo, mas nos meses mais quentes é sem dúvida pior. Nós fomos em Novembro e pegamos dias lindos de sol e dias de tempestade pesada. Na média, o tempo foi bom e conseguimos aproveitar bastante (ainda bem que tínhamos bastante tempo).

 

O que fazer

Cataratas do Iguaçu

Óbvio que a primeira coisa que vem na nossa cabeça são as Cataratas do Iguaçú, certo? E não é pra menos. Com o título de uma das 7 maravilhas da natureza, as Cataratas apresentam quedas de até 80 metros de altura, mostrando aos espectadores como somos minúsculos perto da sua força.

O acesso ao Parque das Cataratas é pago e muito organizado. Com o passe diário, os visitantes tem acesso a vários atrativos e restaurantes, além do ônibus circular que passa de 5 em 5 minutos por todas as estações (o acesso a carros de passeio é proibido). Ficamos muito bem impressionados de como tudo é bem cuidado e funciona perfeitamente!

A atração mais tradicional dentro do Parque é a trilha das Cataratas. Toda pavimentada e com corrimãos, a trilha tem extensão de 1,5km, passando ao lado das muitas quedas do rio Iguaçu, com vários mirantes para observação. A caminhada é bem tranquila e pode ser feita por adultos e crianças sem estresse. Para quem tem dificuldade de locomoção, o ideal é saltar na última parada do ônibus, que dá acesso às maiores quedas com rampas e elevadores. É lá que fica também o Porto Canoas, um restaurante estilo buffet bem gostosinho que tem uma vista bem legal do rio Iguaçu (e do vaporzinho das quedas). 

É muito difícil explicar a energia que tem esse lugar! Realmente é algo de outro mundo, uma sensação boa de lavar a alma que nos faz pensar no quanto nós somos pequenininhos na Terra. Mexe mesmo com a gente!

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Varanda do Restaurante Porto Canoas

Macuco Safari

Se ver as cataratas dos mirantes não foi o suficiente para você, recomendo fortemente ir de cabeça nas águas das Cataratas no Macuco Safari. É um passeio de barco que te leva pertinho de algumas quedas para você tomar um banho e sentir a pressão da queda da água. Recomendo fortemente entrar no barquinho descalça e de biquíni mesmo (molha MESMO). Extremamente divertido e imperdível!

 

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Trilha do Poço Preto

Existem algumas trilhas dentro do Parque, que devem ser feitas com guia. Nós optamos pela Trilha do Poço Preto, que começa com 10 km dentro da mata, que podem ser feitos a pé, de jipe ou de bicicleta (fomos de bike!). Depois, andamos mais um pouco pela mata até chegar a um barquinho, que nos levou para fazer um passeio no rio Iguaçu, na divisa com a Argentina. Pudemos andar de caiaque no rio, que estava com a água bem turva por conta das chuvas (mas ainda assim lindo!). No fim, ainda ganhamos um lanchinho.

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Depois da trilha, fomos tomar banho de cataratas de novo!

Depois da trilha, fomos tomar banho de cataratas de novo!

Parque das Aves

Quase na entrada do Parque das Cataratas, fica o Parque das Aves, um centro de recuperação e conservação de aves. A visita é muito interessante e muito rica em informações sobre os animais, além de dar a oportunidade de estarmos bem pertinho das aves que ficam em grandes viveiros. Sim, é um zoológico, mas achei o papel deles na conscientização sobre tráfico e maus tratos muito importante. Além disso, como eles nos explicaram e ao contrário do que as pessoas pensam, soltar esses animais de cativeiro na natureza selvagem é condená-los à morte.

É um passeio ótimo para os pequenos. Eles adoram e já podem ir aprendendo o que é certo e o que é errado quando se trata de animais silvestres. Muito bacana!P1100892 (1)

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Vôo panorâmico

Se dos mirantes e debaixo das quedas não foi o suficiente para você ter uma experiência completa das Cataratas, é possível voar de helicóptero e ver aquele espetáculo também de cima. O vôo dura 10 minutos é operado pela Helisul, que fica exatamente em frente ao Parque das Aves. Ah, custou R$ 430 por pessoa (novembro/17).

O visual é um escândalo! Antes de chegar às quedas, dá para ver como a floresta do Parque é densa e bem cuidada. Depois, é só se deliciar com aquele espetáculo que é lindo de todos os ângulos.

OBS: o piloto do helicóptero faz 2 ou 3 manobras bem radicais para deixar os passageiros de cara para as quedas. Se você tem medo de voar, não recomendo o passeio, mas se não tem, vai com tudo que é lindo demais!

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Itaipu Binacional

A visita a maior usina hidrelétrica do mundo entra sempre no roteiro de quem passa por Foz. Fizemos o Circuito Especial, que mostra a usina pelo lado de fora e também inclui uma visita interna, com muitas explicações sobre a construção e o funcionamento de Itaipu. É bem impressionante a obra de engenharia feita por brasileiros e paraguaios para que fosse possível gerar aquele tanto de energia com a força das águas do rio Paraná.

No fim, paramos no lago da represa da usina, onde fizemos um passeio de catamarã no por do sol. O lago é imenso e o passeio parece muito legal, mas como eu disse ali em cima, o tempo é doido e logo depois que entramos no catamarã caiu um DILÚVIO! Resumo, ficamos passeando no lago com chuva e nada de por do sol. Uma pena!

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Nuvens já querendo anunciar a chuva e o catamarã esperando os passageiros

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O imenso lago de Itaipu

Compras no Paraguai

Sim, a veia muambeira sobressaltou e lá fomos nós para Ciudad Del Este comprar eletrônicos. CHO-CA-DA como tudo lá é mais barato do que o Brasil, com preços próximos aos praticados nos EUA. Para quem quer comprar equipamentos fotográficos, drones, celulares e até laptops, recomendo demais a ida ao Paraguai. É economia na certa!

Antes de ir, eu pesquisei bem as lojas confiáveis (sim, mesmo nos dias de hoje é possível cair em furada) e acabamos comprando na Cellshop e Casa NisseiNossa experiência foi ótima!

 

Outros passeios

Por falta de tempo, acabamos não conhecendo outros atrativos de Foz como o Marco das Três Fronteiras, onde parece ser bacana de assistir o por do sol. Para os pequenos, existe ainda o Museu de Cera e o Vale dos Dinossauros, que devem ser divertidos.

Também ficou de fora a visita ao lado argentino das Cataratas. Mas nós gostamos TANTO do lado brasileiro que já até compramos a passagem para voltar e conhecer o lado dos hermanos em 2018.

 

Onde ficar

A cidade oferece muitas boas opções de acomodação para todos os gostos (e bolsos), desde hotéis mais em conta estilo business, localizados no centro, a grandes resorts, que ficam na estrada que leva até o Parque das Cataratas.

O hotel mais luxuoso da região é o Belmond Hotel das Cataratas, o único que fica dentro do Parque das Cataratas e de frente para as quedas. Não precisa nem dizer como é fantástico, né? Para ver o review do Belmond, clique aqui (em breve).

Em outras categorias, indicamos duas opções que ficam no centro: o Nadai Confort, um hotel simples mas bem confortável, e o Concept Design Hostel & Suites, um albergue modernoso muito simpático que oferece quartos compartilhados e privados com excelente custo benefício.

A escolha do lugar vai muito do estilo e budget de cada um: ficar nos resorts vai te dar uma gama de atividades extras para fazer dentro do próprio hotel, o que pode ser especialmente importante se você estiver viajando com crianças, enquanto que ficar no centro facilita a locomoção para os atrativos e restaurantes.

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Belmond Hotel das Cataratas

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Por do sol na frente do Belmond

Como se locomover

Tudo em Foz é longe, os taxis são caros e os aplicativos tipo Easy Taxi e 99 só funcionam na região do centro. Resumindo, se você estiver sem carro (como foi o nosso caso), prepare-se para gastar uma pequena fortuna com corridas. Para dar uma noção, gastamos cerca de R$ 200 para ir e voltar do Parque das Cataratas até Itaipu, socorro!

A solução é alugar um carro ou contratar um receptivo, que foi o que acabamos fazendo no final. Depois da dinheirama gasta para ir até Itaipu, contratamos a Loumar Turismo, uma das maiores da região, para nos levar para as atrações mais distantes.

Dica importante: não é permitido usar o carro alugado para ir ao Paraguai. As opções são atravessar a Ponte da Amizade a pé, ir de taxi (o que dá mais ou menos 50 reais para ir e 50 reais para voltar do centro de Foz) ou ir com um receptivo (que sai na média uns 50 reais por pessoa). Fomos e voltamos com a Loumar e adoramos o serviço!  

Foz tem mesmo que entrar na listinha de destinos de todo brasileiro. O lugar realmente é especial e nos surpreendeu em termos de infraestrutura e oferta de atrações. Não vemos a hora de voltar!