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Viagem

7 em Autoestima/ Destaque/ Futi em NYC/ NYC no dia 13.07.2017

Teve #picnicdopapo em Nova York também!

Quando a Joana começou com a ideia dos piqueniques para as participantes do grupo e, de cara, já estava planejando encontros em São Paulo, Curitiba e Rio, eu fiquei feliz porém assustada.

A felicidade é óbvia. Achei a possibilidade de poder trazer para a vida real um pouco do que conversamos no online maravilhosa. Já o susto aconteceu porque eu só conseguia ficar com o pensamento bitolado de que um monte de coisa estava acontecendo e eu não estaria presente, um dos efeitos colaterais de se morar tão longe (por mais que pareça tão perto).

E eu demorei tanto para pensar em fazer um em Nova York por outro pensamento super limitador: eu não me sentia capaz de reunir uma galera. Pode parecer maluco, mas por anos eu vi milhares de blogueiras fazendo encontros com leitoras e jurava que nosso perfil de blog não era para isso. Sabia que a gente tinha influencia, que as pessoas se importavam com o que a gente conversava, mas botei na cabeça que não éramos feitas para agregar no offline.

Até que a Joana começou com os piqueniques e mostrou que, sim, nós somos. E foi aí que eu tive coragem de fazer o convite e organizar uma data. Mas só tive certeza mesmo que podia dar muito certo quando fui para Londres e tivemos nosso encontro lá, que mesmo organizado com pouco tempo de antecedência foi incrível. E só então que eu relaxei.

Na tarde do último domingo, dia 09, o piquenique em Nova York aconteceu e eu não poderia ter ficado mais feliz! O lugar? Sheep Meadow no Central Park (dica da rainha das dicas nova-iorquinas Laura Peruchi) em uma tarde maravilhosa com muito sol e calor.  Achamos uma sombrinha, cada uma das 16 participantes estendeu toalhas e cangas e ficamos das 3 da tarde até mais ou menos umas 7 da noite ali, conversando e batendo muitos papos sobre autoestima, morar fora, maternidade, relacionamentos e tudo o que cerca esse universo.

Uma das coisas que mais me marcou é o quanto morar fora mexe com a nossa autoestima. Em Londres rolou um pouco desse papo e em Nova York nós conversamos muito sobre isso. Descobri que muita coisa que eu venho sentindo desde que cheguei aqui e jurava que acontecia só comigo não é fruto apenas da minha cabeça. Muitas também se sentem perdidas e sem saber como recomeçar e se reinventar, principalmente as que vieram acompanhadas dos companheiros. Confesso que senti um alívio misturado com felicidade, lembram da história do #tamojunta? Isso funciona nesse caso também, é acolhedor demais ver que suas questões também são de outras pessoas e, a medida que cada uma vai contando o que tem feito para resolvê-las, imediatamente vai inspirando quem ouve.

Outro assunto que surgiu e que raramente é conversado é sobre autoestima no trabalho. Desde aquela história do chefe (ou da chefe, impressionante – e triste – como tivemos mais relatos de problemas com chefes mulheres do que homens) que mina a sua autoestima até mesmo a questão do subemprego que é comum aqui nos Estados Unidos mas nossa cultura é de desvalorizar esse tipo de trabalho. Vou organizar melhor para fazer um post só sobre isso, porque tem MUITO pano para manga legal de ser debatido.

E claro, sobre maternidade. Conversamos sobre como pode ser solitário ser mãe (ainda mais morando fora), as dificuldades de não ter tanta ajuda e como nós temos que nos desconstruir de tantos pensamentos justamente para não reproduzir os mesmos padrões nos nossos filhos.

E se no encontro de Londres tivemos Fabiana Karla nos inspirando com sua autoestima e alegria, aqui em Nova York eu tive o prazer de conhecer outra Fabiana que tem sido uma inspiração diária, a Saba!

Ela já foi modelo e apresentadora hoje em dia é modelo curvy e tem um trabalho super legal no seu instagram @fabisaba e no youtube com o canal Todas Juntas. Ela contou para a gente como foi seu processo de se redescobrir depois que ela saiu do estereótipo da modelo magérrima e não sabia onde se encaixava, como as pessoas que conviveram com ela por tanto tempo diziam que ela estava se descuidando – sendo que o ganho de peso começou quando ela parou de fumar, ou seja, quando ela estava caminhando para uma vida mais saudável – e como ela educa suas filhas para serem mais livres do padrão de beleza.

Foi uma tarde deliciosa, daquelas que dá vontade de repetir todo mês (e se depender da animação da galera, acho que o próximo piquenique ou encontro não vai demorar para acontecer!). E no fim, saí com aquele gostinho de “eu consegui” misturado com “caramba, como eu consegui isso??”. Fui dormir tão feliz que nem sei expressar em palavras, por mais piegas que isso possa parecer!

Essas são algumas fotos que a Michelle Cadari, fotógrafa aqui em Nova York, fez e eu estou encantada. Acho que ela expressa muito o que compartilhamos no domingo passado!

Só posso agradecer novamente a todas que foram, vocês deixaram meu dia iluminado (e não estou falando dos vagalumes que vimos no fim da tarde :) )

Beijos!

1 em Viagem no dia 11.07.2017

Gorges du Verdon, um paraíso na Provence

Quando eu fiz o post sobre a Riviera Francesa, falei sobre Gorges du Verdon, um lugar que não é exatamente perto da Côte d’Azur mas se você estiver de carro dá para chegar em 2 horas.

Descobrimos esse lugar através de indicação de amigos e resolvemos procurar dicas na internet para saber como chegar, o que levar, etc. Em todos os sites que vimos uma frase se repetia: as fotos não fazem jus ao que é na vida real. Estou aqui para engrossar o couro: é pura verdade.

Gorges significa “garganta” e é exatamente que isso é, já que o lago vai se estreitando em meio a um vale com montanhas que chegam até 700m de altitude. A parte mais turística é o Lac Sainte Croix, uma barragem de água azul no tom de turmalina paraíba (ia falar turquesa, mas turquesa não faz jus ao tom de azul, por incrível que pareça) onde pode-se alugar caiaques, barcos elétricos e pedalinhos para curtir o lugar. É de tirar o fôlego MESMO.

Aliás, seu fôlego já vai sumindo a medida que você vai se deparando com esse tipo de paisagem durante a viagem:

A natureza é bem sábia, porque entendeu que precisava mostrar lugares maravilhosos no meio do caminho para fazer a gente aguentar a estrada. Ela é sinuosa (quem enjoa fácil, vai preparada) e eu diria que em muitos trechos é até perigosa, já que além de mão dupla com uma pista super estreita, vários trechos não têm muretas para separar os carros dos desfiladeiros.

Assim que você chega lá, perto do lugar para alugar transportes aquáticos

O ideal é ir no verão já que os esportes aquáticos só funcionam até determinada época do ano (acho que até outubro). Vale muito a pena passear pelo rio e dar muitos mergulhos, porque a água é calma e quentinha. Uma delícia!! Quando vimos as fotos realmente ficamos com medo de ser um lugar complicado para levar o Arthur, mas Gorges du Verdon é um passeio bem eclético. Vimos famílias, casais, gente com criança, com bebês, galera de 20 e poucos anos e até mesmo pessoas com seus cachorros. Ou seja, sem restrições mesmo!

Chegamos às 15h e fomos embora por volta das 17h. Foi o suficiente para aproveitarmos o pedalinho (se não me engano custou 15 euros a hora), andarmos muito pelo lago e aproveitarmos a água maravilhosa. A semana que ficamos na Riviera Francesa estava com o tempo bem encoberto mas escolhemos o único dia de céu realmente azul para irmos para Gorges du Verdon e acho que foi uma decisão bem acertada, já que não sei se o lugar teria cores tão sensacionais ou uma água tão gostosa em um dia nublado. Chovendo definitivamente não vale a pena, a começar pela estrada!

a cor da água é muito parecida com essa, foi o mais próximo que consegui chegar em foto!

Nós levamos água, sanduíches, toalhas e muitos biscoitinhos para o Arthur (além de fraldas, fraldas para nadar e um colete para ele ir na água), o que foi bom porque nas margens do lago só vimos uma barraquinha que vendia bebidas. Nós comemos em um restaurante que achamos bonitinho na estrada, e isso foi uma escolha BEM ERRADA. Achamos que já estávamos chegando e no restaurante descobrimos que estávamos na direção errada, ou seja, ainda tinha mais 1 hora de estrada sinuosa – com a barriga cheia. Resultado, eu enjoei demais e Arthur vomitou (o que me fez ter certeza que eu preciso andar mais bem prevenida no quesito lenços umedecidos rs) e por alguns segundos passou pela minha cabeça o que eu estava fazendo naquele fim de mundo.

Obviamente esse pensamento foi embora no segundo que chegamos, assim como foi embora qualquer pensamento! Enquanto a gente pedalava eu só aproveitei o calor, a água deliciosa e as paisagens maravilhosas. Foi uma experiência renovadora, mesmo com um Arthur doido pela água querendo ficar toda hora no lago e exigindo da gente atenção extra. Aliás, quem estiver indo com criança pequena, sugiro pagar mais caro e usar o barco elétrico (35 euros a hora). É bem mais caro, mas a volta de pedalinho foi bem chata já que estávamos contra o vento precisando pedalar forte enquanto o Arthur tentava sair do nosso colo para chegar perto da água. No barco elétrico seria mais simples, pois enquanto um dirigia o outro poderia cuidar do Arthur sem perrengues.

Se eu fosse repetir essa viagem, além de não ir de pedalinho, provavelmente eu passaria uma noite em Moustiers Sainte-Marie ou em Aiguines, cidades que ficam coladas em Gorges du Verdon, só para aguentar a estrada e aproveitar mais a região. As cidadezinhas são charmosas e pequenas, no fim das contas é uma programação diferente e gostosa.

Arthur aguentou o tranco muito melhor do que eu esperava. Mesmo passando mal, ele AMA água, então ele se sentiu em casa nadando no lago. E é claro que foi só voltar para o carro, para ele apagar imediatamente. rs

Conhecer essa parte da França só me deixou com mais vontade de conhecer o resto da Provence, os campos de lavanda e girassol, vinícolas e outras atrações que só essa região pode oferecer!

Quem se interessou, está com planos de conhecer o sul da França e quer incluir Gorges du Verdon em sua viagem, é só colocar no GPS o nome das cidades de Aiguines ou Moustiers Sainte Marie e ter atenção redobrada na estrada. A certeza é que não tem como não amar! <3

2 em Autoconhecimento/ Autoestima/ Londres no dia 03.07.2017

Londres: Um papo sobre autoestima com Fabiana Karla

Quinta feira passada foi a minha vez de fazer mais um encontro do #paposobreautoestima. Na realidade, nem posso e nem quero dizer que fui a responsável por fazê-lo acontecer do jeito que foi porque não seria verdade. Eu apenas lancei que estaria em Londres e falei com algumas das meninas do nosso grupo do Facebook sobre isso, crente que nos encontraríamos para um jantar ou um happy hour. Virou um desdobramento do #picnicdopapo, só que pelo clima precisou ser apenas #papoemLondres!

Até que a Julia Ramil e a Paula Ghelli – que já escreveu aqui no Futi com esse texto sobre viajar e esse sobre como ser magra fora do padrão não fez maravilhas para a sua autoestima – escolheram lugar, organizaram o grupo e quando me vi, estava entrevistando a atriz Fabiana Karla.

Logo eu, que tenho verdadeiro pavor de falar em público e que em praticamente todos QG’s do Fhits ficava tímida e esperava alguém fazer perguntas para a entrevistada (ou entrevistado) da vez, de repente me vi desembuchando e tendo que encarnar a Marília Gabriela. Estão vendo o que o #paposobreautoestima tem feito pela gente também? hahaha

Se em todos os piqueniques e encontros que a Joana fez até o momento o formato era de conversa, troca e empatia em geral, o encontro de Londres teve um formato um pouquinho diferente. Ter uma pessoa com uma história legal para dividir, um projeto bacana para contar e uma visão da vida inspiradora para compartilhar foi incrível. E a Fabiana fez justamente isso.

Infelizmente não consegui fazer tudo, e a parte de conversa e troca de experiências que a Jô costuma fazer ficou bem para o final, onde trocamos bastante sobre a experiência de morar fora e tentar se redescobrir e se reinventar. Acho inclusive que vou conversar mais sobre isso no piquenique de Nova York (agora, dia 09 de julho!) e fazer um post sobre o assunto, que rende bastante!

Ela começou o papo contando dos seus dois livros, um infantil chamado “O rapto do galo” e outro chamado Gordelícias, um livro que, como diz na capa, é uma reunião de “crônicas de quatro mulheres felizes com seus corpos”. Tem mais a ver com o que a gente fala aqui do que isso? Segundo a Fabiana, ela, junto com Cacau Protásio, Simone Gutierrez e Mariana Xavier, criaram esse livro como resposta para um período em que a patrulha do corpo perfeito estava muito forte. Apesar de ter alguns livros na lista de leitura (oi, série Napolitana viciante), já dei um jeito de trazer ele para o topo da lista justamente para contar logo em um #bookdodia! :) Agora vou contar aqui algumas das partes mais legais da entrevista!

“Quando você é famoso, quando você está no alvo, você é mais aceita”

Fiz questão de perguntar sobre a pressão que ela sente por ser atriz e estar na mídia. Confesso que esse é o tipo de pergunta que eu sempre tive vontade de fazer porque para quem está de fora, a impressão é de que a pressão é muito maior, e obtive a resposta acima. E ela contou que a principal motivação do livro é para que mulheres e meninas que não são famosas se inspirem e se empoderem para aproveitarem tudo que a vida pode oferecer sem ter o corpo como empecilho.

“Nós temos que quebrar essa falta de aceitação do outro”

Como eu falei acima, o livro foi feito em um período onde as pessoas estavam mostrando toda a sua intolerância (e eu me questiono se essa época já passou, infelizmente acredito que não) e ele serviu como resposta, uma mensagem de apoio vinda de 4 mulheres que se sentem muito felizes do jeito que são e não vão se intimidar com quem não as aceita.

“Se o preconceito me ligou, eu não atendi essa ligação”

Uma das coisas mais legais na entrevista com a Fabiana Karla foi poder ver a forma que ela encara a vida. Em um dado momento, ela disse que é adepta do “move on”, de continuar vivendo e passando por cima, e essa frase exemplifica muito isso. É não se vitimizar, não achar que não vai conseguir realizar coisas por algum empecilho que a gente mesmo se coloca.

Também conversamos sobre criação dos filhos e como ela é importante para o desenvolvimento da autoestima, como se fazer presente mesmo na distância, sobre educar para ser um indivíduo que respeita os outros. Enfim, foi uma conversa muito legal, super inspiradora e alto astral, muito melhor do que eu jamais poderia imaginar. Espero de verdade que a gente consiga trazer esse formato em mais encontros, assim como marcar outros para que a gente possa trocar experiências e questões, como tem sido nos piqueniques que a Jô tem feito. <3

Vamos seguir a Fabiana Karla no insta? É @fabianakarlareal!
Vamos entregar nosso engajamento para quem traz um conteúdo tão dentro do que acreditamos!

Look do dia: Amor próprio✨💋 #fkstyle #fkviaja #lookdodia #moveon #happyday #london #paposobreautoestima foto bY @juramil

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Quem quiser ver o papo completo, ele está agora na nossa fanpage!