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4 em Sem categoria no dia 11.12.2017

E quando a grávida foge do padrão do que esperamos de uma mulher grávida?

Eu tenho um verdadeiro vício de acompanhar comentários em posts polêmicos. Sou aquela que, mesmo tendo uma opinião formada, prefere ficar lendo e tentando entender os argumentos usados, quer eu concorde com eles ou não. Perco muito tempo com isso, não aconselho ninguém a fazer o mesmo, mas tem dias que é mais forte que eu. rs

Recentemente passei por uma discussão que aparentemente não tinha nada de polêmica: era sobre a suposta gravidez da Kylie Jenner. Para quem não sabe, aparentemente ela está esperando um filho mas até hoje – e isso deve fazer uns 5, 6 meses – ela ainda não apareceu grávida. E para quem passava o dia no stories (inclusive já teve snapchat com mais visualizações do mundo!) ou sendo fotografada em eventos ou com as irmãs, esse é um comportamento estranho.

Não vou entrar em discussões de Kardashians porque o modus operandi delas de uns anos pra cá é justamente esse: deixar os espectadores no mistério. E sinceramente, taí um mistério que eu não faço a mínima questão de tentar desvendar, apesar de amar acompanhar as notícias da família.

Só que enquanto acompanhava essa discussão, um comentário me chamou a atenção. Uma seguidora estava comentando que ela devia estar odiando a gravidez justamente porque não estava mostrando a barriga por aí. Teve gente concordando, ela devia estar infeliz por estar tão escondida, né?

Eu tenho um mantra que anda sempre comigo: “não é sobre você”. Muitas vezes, quando cruzo com comentários aleatórios que não são direcionados para mim, mas me atingem de certa forma, antes de ficar indignada e perder meu sono, repito esse mantra até entender que, de fato, não é sobre mim. A pessoa nem me conhece, nem está falando comigo, não dá para levar para o pessoal.

Só que esse comentário, em específico, me atingiu justamente porque eu ouvi isso na minha gravidez. O motivo? Eu só usava roupas largas e odiava tirar foto marcando a barriga, eu não fazia legendas de como a gravidez estava sendo um período pleno e maravilhoso. Eu não fiz ensaio gestante. Ou seja, eu fui uma grávida um pouco fora do padrão que esperamos de uma grávida.

mais pro final, quando a barriga já aparecia nas minhas roupas.

Minha gravidez foi tranquila e incrível. Não enjoei, não passei mal, tive muita disposição e a única coisa chata foi uma dor nas costas que me impedia de levantar da cama sem ajuda depois do 8o. mês. Infelicidade ou insatisfação são palavras que não me seguiram durante esse período.

Só que eu tinha plena consciência que eu não ia mudar meu estilo e meu jeito de ser só porque estava grávida. Eu não sabia ainda o que queria fazer sobre esse assunto no blog, não sabia se queria falar sobre isso ou não, a única coisa que eu sabia era que eu não me enxergava nas legendas açucaradas do mundo da maternidade perfeita. Então preferi ficar calada. Depois que o Arthur nasceu e eu achei meu nicho, a comunicação fluiu naturalmente. Acho que a única coisa que eu me arrependo um pouco foi a falta do ensaio gestante. A barriga só foi aparecer mesmo no 7o. mês, e eu fui deixando pra lá, deixando pra lá e quando vi, já tava muito em cima e eu fui ficando sem paciência para ir atrás.

Eu imagino que para muitas seguidoras deve ter sido frustrante esperar foto atrás de foto e não conseguir ver nada. E o fato de eu não forçar uma barriga com as mãos também não ajudou. Eu sei porque eu também sou seguidora de muita gente que quando engravidou, eu acompanhei todo post nas redes sociais. Mas por que eu ia fazer algo que não era natural para mim só para preencher as expectativas dos outros?

no chá de bebê, acho que essa foto foi a mais “dentro do padrão”que eu tirei durante toda a gravidez. rs

Eu imagino que, em escalas completamente desproporcionais, quem acompanha a vida da Kylie e está louca para vê-la grávida, deve estar ainda mais frustrada por não saber de nada até agora. E eu sei lá quais são os motivos dela, mas a única coisa que eu queria falar nesse texto é: por favor, não tentem supôr os motivos de uma mulher grávida não agir conforme esperamos. Tampouco pensem que o fato dela não estar postando fotos e mais fotos com a barriga marcando, textões maravilhosos ou coisas do tipo, é sinônimo de infelicidade ou insatisfação. Podem existir mil e um motivos, e muitas vezes esses motivos podem ser negativos, mas e daí?

Se conversamos tanto sobre a liberdade das mulheres, por que com gravidez tanta gente ainda acha que temos que seguir um padrão?

1 em Comportamento/ maternidade/ Sem categoria no dia 16.08.2017

Quando a creche deixa de ser apenas um sinônimo de liberdade materna

Antes mesmo do Arthur nascer nossos planos eram de colocá-lo em uma creche só depois que ele completasse um ano. Naquela época eu e toda minha (falta de) experiência com bebês, já achava que ele estaria andando, falando e interagindo, por isso seria uma boa época para introduzir essa nova experiência na vida dele. Eu tinha toda a estrutura, inclusive de trabalho, para deixá-lo em casa e a convicção de que eu queria aproveitar o privilégio de poder acompanhar o primeiro ano dele bem de perto.

O que aconteceu é que assim que Arthur fez 1 ano a gente descobriu que creche em Nova York é um bicho caro pra caramba. E obviamente se a gente quisesse ter botado ele com 1 ano, deveríamos ter segurado sua vaga assim que chegamos, em Junho. Nada disso a gente levou em conta e por isso, entre organizações financeiras e operacionais, conseguimos que ele começasse em Setembro.

Só que demos uma sorte enorme nesse meio tempo e em Maio surgiu a oportunidade do Arthur começar em Julho. E hoje faz 1 mês e meio que ele está lá, 2 vezes por semana, meio período.

Jurava que a maior vantagem da creche seria o me time, aquele momento pra mim que eu não precisaria depender de marido ou de babá para acontecer. Aquelas 10 horas semanais só minhas que, depois de 1 ano e meio de criança em casa, eu ansiava mais do que tudo. É óbvio que é uma senhora vantagem, mas acabei descobrindo outro motivo que me deixou igualmente feliz: a creche estava dando oportunidades para o Arthur que eu não consigo dar.

Eu achei que eu iria sentir a tal culpa que tantas mães me falaram que sentiram. Eu estava preparada para ela. Mas a verdade é que a medida que as semanas foram passando e o Arthur começou a chegar em casa falando coisas que nunca tinha falado e gestos que nunca tinha feito, eu só consegui sentir felicidade. E me surpreendi ao ver que toda essa alegria não tinha a ver exclusivamente com a minha liberdade.

Está fora do meu alcance dedicar toda a minha atenção para atividades que desenvolvam aptidões, eu nem sei como começar a fazer isso. Como mãe eu dou amor e carinho, mas não tenho o tempo, a criatividade nem a didática para transformar tudo em experiências lúdicas para passarmos o tempo.

Como mãe eu providencio playdates e levo no parque mas não é a mesma coisa que estar várias vezes na semana brincando, tirando cochilos e comendo com as mesmas crianças de idades e compreensão de mundo parecidas. Como mãe eu acabo apelando para o Ipad e televisão depois de uma certa hora, enquanto na creche todas as atividades passam longe da tecnologia. Lá ele tem um lugar onde ele pode sujar as mãos, as roupas e até os sapatos, sem ter uma mãe estressada com a bagunça que está fazendo em casa.

E quer um bônus? O tempo que a gente tem junto depois da creche tem muito mais qualidade, mais atenção e mais felicidade. Ou seja, culpa? Não, eu to é muito feliz de ver meu filho desbravando o mundo :)

1 em Sem categoria no dia 25.07.2017

Look da Cá: ombro a ombro e muitos pensamentos

Esse é o tipo de post de look do dia que quem não curte umas divagações vai achar que eu estou sendo exagerada ou dramática. Mas fazer o quê, as vezes a gente bota uma peça que nos traz diversos questionamentos, e eu acho isso ótimo. Quanto mais eu me questiono, mais eu me sinto confortável com o que eu visto, não importa se é um biquini ou um vestido longo.

E daí esse começo surgiu por causa de uma peça específica: uma blusa ombro a ombro que de uns tempos para cá, toda vez que eu botava, eu tirava. Ela me veste bem e eu adoro esse decote (como vocês podem ver aqui, aqui e aqui), mas eu comecei a ficar com preguiça de sair com esse tipo de blusa quando estava com o Arthur – ou seja, praticamente todo dia – porque com criança se mexendo para lá e para cá eu tenho que ficar ajeitando ela no lugar toda santa hora.

Mas eu amo ombro a ombro, e aí? E aí que eu lembrei de um outro texto que eu fiz, onde eu incentivava outras mães a não perderem suas identidades só por causa dos filhos e percebi que eu estava desanimando. Então me reanimei. :)

blogueira tentando tirar foto de look com o filho na sala dá nisso hahaa

Blusa PS Love Stripes | Calça Zara | Sapatilha Chanel | Bolsa Coach

Outra questão que eu acabei tendo com esse look é por causa do cabelo. Ombro a ombro e coque são praticamente complementares, só que se vocês repararem pelos meus outros looks, eu nunca uso o penteado com esse decote. Ou melhor, eu quase não uso cabelo preso porque eu me prefiro com eles soltos.

Só que domingo eu estava com os cabelos lisos do corte que eu fiz no dia anterior, e como eu também não me curto com os fios alisados (eu amo volume e a escova tira tudo!), eu me olhei no espelho e estranhei. Fiz um meio rabo só para disfarçar a falta de volume na raiz, botei um brincão e deixei a maior parte solta, mas ainda estava incomodada porque eu tava com uma cara de boa moça demais que eu não queria.

Até que uma hora resolvi deixar de besteira e fiz o coque. E foi aquele UAU. Com o brinco, com a blusa ombro a ombro, parece que tudo estava em seu lugar e só aí fiquei feliz e satisfeita de verdade com o resultado.

Ou seja, eu estava me prendendo tanto que passei metade do dia meio insatisfeita, e só quando eu resolvi relaxar e deixar de me impor limitações sem motivos que senti o alívio real, daqueles que você sente na alma.

“Ah, Carla, mas você está sendo exagerada, isso tudo só por um look do dia?” Não, isso tudo porque eu fui aprendendo a soltar algumas amarras que eu mesma me coloquei e que estavam me desincentivando. Acho que é muito mais do que um look, né? :)