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Moda

1 em Autoestima/ Destaque/ Moda no dia 03.04.2017

Frase do ano: Seja você mesma a sua marca favorita!

Eu gosto de marcas de luxo. Gucci, Chanel, Hermès, Dior, Valentino, Dolce & Gabbana, Prada. Mais especificamente bolsas – e alguns sapatos. Sou dessas que costuma passar meses – quando não anos – economizando e namorando um modelo específico, mas também já aconteceu de eu ser impulsiva e escolher gastar aquele dinheiro que eu tinha guardado e que poderia ser usado para tantas outras coisas (inclusive para economias). Impulsiva mas sempre com consciência, afinal eu não tenho como pagar o preço de comprar um acessório caro que não compense o uso x benefício.

Nunca comprei nada para ostentar, diria que meu gosto por bolsas caras acontece por inúmeros motivos, desde ter aprendido com a minha mãe a gostar disso como também uma série de fatores que considero muito atraentes. A qualidade me atrai, o acabamento impecável me atrai, a embalagem me atrai, a experiência de compra me atrai, e não vou ser hipócrita, também me sinto atraída pelo status que confere, apesar disso ser a última coisa que eu penso (quando eu penso) na hora de entrar numa loja dessas.

Estou falando isso tudo porque outro dia cruzei com um texto que me fez parar para pensar, vou reproduzi-lo aqui:

 

“Adoro a elegância de uma bolsa sem nome nem sobrenome que se destaca apenas por sua qualidade e design. Nada contra grifes, muito pelo contrário, adoro a história que algumas delas carregam por trás do nome famoso. Mas as vezes é bom comprovar que estar bem vestida tem pouca (ou nenhuma) relação com a marca que você ostenta. Seja você mesma sua marca favorita!”

Eu concordo tanto com isso, mas tanto! Mesmo tendo muito mais bolsas grifadas do que anônimas no meu armário atualmente, é inegável que elegância e ostentação são quase antônimos. Aliás, já vi muito mais caso de gente cafona grifada da cabeça aos pés do que totalmente vestida de fast fashion.

Mas o que me marcou mesmo, do texto todo, foi a última frase. Quer algo mais empoderador do que “seja a sua marca favorita”??

Falando em bolsas, esse texto também me lembrou da única bolsa de mão que eu trouxe pra cá. Só ela veio porque ela é justamente o acessório desse segmento mais diferente, único e interessante que eu tenho no armário, e combina com tudo. Sei que se um dia eu precisar ir para um lugar que pede esse tipo de bolsa, ela não vai me deixar na mão. E posso contar a procedência?

Um desfile de moda. Sim, era brinde de um desfile da Animale, vinha com uns produtos amostra grátis dentro se não me engano, mas eu achei as cores maravilhosas e o tamanho super adequado.

Por um tempão eu fiquei com vontade de usá-la mas toda vez que botava no look eu ficava com medo de ter “cara de brinde”, ou achava que ia para um lugar chic demais para ir com bolsa que foi jabá de desfile (aqueles lugares chics que todas as mulheres estão com bolsas grifadas de muitos mais mil reais que todas as minhas juntas, sabem?) Até que deixei de bobeira e comecei a usar, chutem o que aconteceu? Ela é uma das minhas bolsas mais elogiadas, em disparada. 

Devaneei, devaneei, e por que falei isso tudo? Porque já cansei de ver pessoas frustradas porque acham que não vão conseguir ser estilosas que nem a blogueira que se veste com looks de 30 mil reais pra cima. Porque já perdi as contas de quantas pessoas já gastaram o que não podiam em uma bolsa de luxo para impressionar pessoas que na verdade não estão nem aí. Porque já vi gente muito bacana, sensata e cheia de qualidades marcantes ser endeusada – e ter o saco puxado até quase atingir o chão – só por ter um armário quase todo grifado. Sei lá, acho que to um pouco cansada de toda essa distorção, afinal, uma bolsa de marca pode ter mil qualidades, mas ela nunca conseguirá trazer elegância para alguém deselegante ou segurança para uma pessoa insegura. 

Ao invés disso tudo, que tal a gente trabalhar para ser nossa marca favorita?? Tendo grifes ou não, que tal a gente não depender de nada além do nosso gosto e da nossa sensibilidade para escolher peças que nos façam felizes para nos tornarmos nossa melhor versão também no nosso estilo?

 

3 em afiliado/ Moda no dia 28.03.2017

“Desbasicando” a blusa branca com calça jeans (e aprendendo com a Thassia)

Se tem uma blogueira que eu admiro demais mas não consigo me inspirar em quase nenhum look é a Thassia. Acho ela incrível, tira as fotos mais lindas, adoro as poses, os carões e acho ela tão estilosa, mas tão estilosa que consegue segurar até as peças mais duvidosas do mundo.

E vocês sabem, eu me considero cada dia mais básica. Se só existissem variações de blusas brancas e calças (ou shorts) jeans no mundo, eu já me dava por satisfeita e viveria feliz. E não é que ultimamente eu tenho visto a Thassia com alguns looks “minha cara”?

Confesso que estou achando ótimo, pois ela está me dando novas ideias para variar meu repertório – e me fazendo perder o medo de usar essas peças e soar repetitiva demais. Que nada! Dá para brincar com modelagens, terceiras peças, acessórios, até mesmo cabelo. Eu definitivamente preciso aprender com os truques dela – e quem quiser me acompanhar, vou mostrar algumas inspirações:

Esse foi o último look dela que eu vi e amei. Amei porque tenho uma parka nesse estilo (um pouco mais curta), tenho um sapato que tem proposta parecida e tenho bolsinha pequenininha e durinha tipo essa. Ou seja, não dá para copiar mas dá para inspirar total!

Esse foi o primeiro look dela que eu vi e falei “QUERO” e me inspirou a fazer esse post. Aliás, não tenho como comprar esse cardigã da Gucci mas vocês podem ter certeza absoluta que toda vez que eu entro em alguma loja – qualquer que seja – meu olho vai batendo nas estampas para ver se acho alguma coisa parecida. As cores, o tamanho, tudo muito a minha cara – e o complemento perfeito para a calça jeans + camiseta branca, convenhamos.

Quando olhei essa foto imediatamente lembrei do meu coletão e já estou louca para que a temperatura fique mais agradável para eu poder copiar! Não fica chic e ao mesmo tempo super casual?

Essa camiseta não é 100% branca mas poderia ser, o efeito seria o mesmo. A jaqueta, a bolsa, o óculos e até mesmo o cabelo deram um ar mais rocker e o resultado final me fez ver que dá para tentar diferentes estilos com a mesma combinação de peças sem ficar chato ou repetitivo.

Esse look é muito mais “Thassia” e muito menos “Carla”, acho que nunca conseguiria me sentir confortável usando essas peças, mas ele foi ótimo para me fazer enxergar que dá para tentar outras modelagens de blusa branca para deixar o look mais elegante. A calça eu não curto, apesar de achar que se fosse para usar uma calça bordada, eu ia ser o mais básica possível no resto, como nesse look aqui…

Apesar da camiseta ser um cinza mescla bem clarinho, funcionaria no branco e serve para eu exemplificar como eu usaria um look com calça bordada. Sem muita firula, deixando a calça brilhar e no máximo um acessório poderoso como a gargantilha (ou um brincão, talvez) dando um pouco mais de graça ao básico. Nesse caso, até o coque alto e meio displicente funcionaram!

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Quem quiser entrar nessa brincadeira de “desbasicar” a blusa branca com calça jeans comigo, vou amar ter companhia nessa! :)

3 em Autoestima/ Moda no dia 23.03.2017

O que a sua insegurança já te impediu de vestir?

Estava dando uma olhada nos blogs das amigas e me deparei com esse post da Cony, que fala sobre a gente não ter medo de usar certas peças porque elas remetem a ícones da cultura pop. Aí lembrei de uma história que aconteceu comigo quando eu devia ter uns 20 anos.

Estava numa Zara e me apaixonei por um casaqueto preto com detalhes bordados dourados. Sabe quando você bota uma roupa e se sente muito poderosa? Era eu. Naquele segundo que eu botei e olhei no espelho, eu me senti incrível. Eu tinha dinheiro para comprar, eu estava me sentindo bem até que meu marido – na época, namorado – vira e fala brincando: “Michael Jackson, é você?”

Meu marido nunca foi de dar pitacos nas minhas roupas, nunca me disse o que usar ou não usar, mas é inegável que há 10 anos eu era extremamente insegura. Eu lembro muito bem que essa era uma época que eu queria achar meu estilo, minha personalidade fashion, então, ao ouvir que eu estava parecida com o Michael Jackson, eu não conseguia encarar como um elogio – já que ele é um ícone da moda até hoje, convenhamos – e sim como se eu estivesse me fantasiando, não mostrando minha personalidade. Que besteira.

Eu hoje: “Nossa, ce tá parecendo uma paquita com essa roupa” – “Sério? Peraí, deixa eu pegar meu chapéu pra complementar o look”.

Só sei que um tempo depois eu voltei na Zara sozinha e achei o tal casaqueto na liquidação, metade do que eu pagaria se tivesse levado anteriormente. Experimentei empolgada, mas foi só me olhar no espelho que a empolgação que eu tive daquela vez não aconteceu. Não me senti linda, não me senti poderosa, me senti uma cópia mal feita de alguém originalmente com estilo. E saí super chateada por vários motivos. Por ter sido influenciada a não comprar algo que tinha amado por causa de uma brincadeira, por estar me sentindo sem personalidade e, acima de tudo, por me sentir insegura.

Hoje eu vejo que ter o aval das pessoas próximas era essencial. Eu precisava ouvir que estava bonita, que a peça que eu vestia era linda para ter certeza que tinha feito uma boa escolha. Caso contrário, qualquer brincadeira já era o suficiente para desmoronar minha frágil segurança fashion, que mais parecia um castelinho de cartas.

Nessas horas nada mais reconfortante que uma boa dose de maturidade. Perceber que o mundo trabalha com referencias e que é maravilhoso se inspirar em quem você admira. Se alguém me disser que estou parecendo o Michael Jackson – ou uma paquita, ou os Beatles em Sgt. Pepper’s – quero mais é abrir um sorrisão e falar: “é isso aí, que bom que meu objetivo foi alcançado!”

Mas para quem acha que esse assunto de insegurança na hora de se vestir está muito bem resolvido para mim, que nada. Aprendi a não ligar para a opinião dos outros no que eu visto, mas ainda sou encanada com várias peças como cropped, decotões ou vestidos muito justos. Minha relação corpo-roupas ainda é uma questão em vários momentos, mas estou tentando superar certas limitações. Outro dia mesmo, ousei experimentar um vestido com decote gigante, logo eu, que evito a maioria por complexo de peitão. Quem sabe eu não aprendo a lidar com essas questões??