Browsing Category

Looks

0 em Destaque/ Looks/ Moda/ Patrocinador no dia 28.02.2018

Queima de estoque Marcyn: Moda Praia com 35 a 80% off!

Acho que as primeiras peças que postei da coleção de verão apareceram no nosso feed em setembro. De lá para cá, acho que nunca passei um verão me sentindo a mais fashionistas das banhistas na praia ou piscina. Para vocês isso pode soar trivial, para mim jamais foi.

Nesse verão eu curti a moda, o corpo e a praia de maneiras antes IMPENSADAS. Se eu voltar para 10 anos atrás, me pegaria 16 quilos mais magra, porém infeliz por achar que meu corpo nunca era suficiente. Meus biquinis eram meio pequenos, desses que combinariam com corpos diferentes do meu (das amigas ou revistas) e nada parecia ficar bom. Não havia representatividade. O problema sempre pareceu meu corpo, mas não era… Era minha cabeça e a maneira como eu me enxergava e as peças que eu escolhia pra vestir. Eu não me olhava com amor ou acolhimento, nem mesmo com respeito pelo corpo que estava comigo ali, naquele momento.

marcyn-biquini-2

Biquini meia taça estampa pirâmide

Achei que para conseguir me sentir como me sinto hoje, precisava mudar toda minha aparência. Tinha uma autoestima que eu precisava conquistar, o respeito por esse corpo onde minha alma vive e a coragem de usar a moda pra me expressar. Mas não qualquer moda, e sim aquela que de fato me cairia bem, me faria sentir bem. Demorou mas eu achei. :)

MARCYN MODA PRAIAMaiô vitral | Maiô palha | Maiô frente única | Maiô bordado | Biquini matiz

Passei a estação inteira descobrindo as maravilhas de uma temporada de calor bem aproveitada. Quem acompanha o @futilidades no instagram, ou até mesmo aqui nos posts do blog, viu várias vezes que eu tive a oportunidade de me curtir como nunca antes. Mostrei os meus looks várias vezes pra vocês, mas esse meu post de hoje é AINDA MAIS ESPECIAL, pois nele compartilho que: Toda seleção de moda praia da Marcyn está com descontos que vão de 35 a 80%. Sim, em TODAS as peças. 

MARCYN MODA PRAIA 3Top preto e turquesa | Hot Pant | Top preto | Top azul |
Calcinha vermelha | Calcinha turquesa | Calcinha preta

Nesse verão usei mais de 10 modelos diferentes e como vocês puderam ver, todos vestiram bem, cada um à sua maneira. Aliás, nunca pensei que tantos modelos diferentes me vestiria bem. Para vocês terem uma ideia, alguns dos modelos que usei já nem tem mais no site da Marcyn e por isso não vou poder dividir com vocês.

As vezes penso que quando eu me sentia inadequada para o verão, só via modelos que não abraçavam meu corpo, e os que o faziam, não tinham muita jovialidade. Essa coleção da Marcyn foi crucial para que eu mudasse toda minha relação com o verão! Por isso eu separei muito do que gosto pra apresentar vocês essa super liquidação, e por isso o post gigante cheio de imagens.

MARCYN MODA PRAIA 2Biquini meia taça estampa pirâmide | Biquini p&b | Biquini hot pant bamboo |
Maiô azul | Biquini ladrilho | Top avulso azul

Essas peças vão ficar comigo muito além de uma estação. A qualidade do produto é ótima e tem para todos os gostos, basta você passear no site e entender o que funciona para você e o que atende a sua necessidade. Quem sabe não tem o que você precisa, que vá te vestir bem e ainda num preço que você possa pagar?

Ninguém precisa ter muitas peças de moda praia, tampouco comprar o que não vai usar, mas só quem tem um biquini ou maiô que veste bem sabe a força que isso tem para nos ajudar nos nossos processos de gostar mais do que vemos refletido no espelho. Uma peça sozinha não resolve nada, mas uma pessoa vivendo um momento de busca de aceitação dentro dela pode fazer alguma diferença.

marcyn-biquini

 Biquini matiz

Espero que vocês encontrem peças que podem ser tão especiais pra vocês quanto foram pra mim! :) Sem dúvida nunca vou esquecer a primeira vez que me permiti viver a moda praia de outra maneira.

Beijos

0 em Autoestima/ Looks/ Moda no dia 19.02.2018

Looks da Jô: um carnaval sem esconder meu corpo.

Todo carnaval tem seu fim e com esse não foi diferente. No entanto dessa vez acabou a temporada de folia, mas algo ficou. Tomei pra mim de forma atemporal essa liberdade de me expressar com a moda praia da maneira que eu quiser, sem me preocupar em esconder meu corpo. Sabe aquela parte que a pessoa te dá uma dica de como esconder ou disfarçar? Então, eu abstrai esse tipo de informação e me vesti exatamente como senti vontade, sem pensar que para usar o maiô rosa eu precisava perder a gordura das costas ou para sair de biquini pela rua seria necessário perder não sei quantos quilos. Moda praia foi meu ponto de partida para os looks dos blocos do Rio, assim como eu vi acontecendo com tantas outras mulheres.

Em 2009 eu era bem mais magra, mas passei o carnaval me escondendo. Eu vinha num processo complicado que envolvia uns 3 tipos diferentes de transtornos alimentares. A meu ver, meu corpo não era perfeito o suficiente para ser colocado para jogo nunca, seja na praia ou no Carnaval. Quando tinha biquini, tinha uma blusa.

Em 2017, apesar de já estar no processo, meus looks ainda eram mais cobertos. Em 2018 tudo foi diferente, meu corpo era apenas meu corpo e ele poderia ser usado da maneira que eu quisesse.

carnaval-de-2009

Em 2009: + de 16kg a menos, um carnaval com blusa por baixo no camarote, bloco escondendo tudo e o biquini só apareceu na hora que o sol ficou insustentável (com a camiseta na cintura, claro!). Tudo sem ter a real dimensão do tamanho do meu corpo. 

Minha meta nesse carnaval era curtir uma folia sem neurose! Isso eu fiz. Honrei cada palavra que digitei na carta aberta que escrevi para o meu corpo na minha coluna da Glamour.

Pode até ter acabado o tempo da fantasia, mas não da liberdade. Como bem disse o samba do Salgueiro: liberdade é resistência. Nesse Carnaval eu resisti ao padrão que tantas vezes nos oprime de forma impositiva e me joguei. Se ano passado eu fui conquistando um conforto maior em viver na minha própria pele como ela é, no carnaval desse ano eu acrescentei ao conforto essa sensação de indiferença ao que atende ou não a padrões. As dobras estão ali? Okay! Enquanto elas estão ali, também estão as minhas curvas, que eu aprendi a apreciar. Tudo que faz parte desse corpo ganhou meu respeito. Não é sobre beleza, é sobre eu me sentir confortável e poderosa comigo mesma.

fantasia

joana-cannabrava-carnaval

joana-cannabrava-policia

biquini preto da Marcyn

Mais do que me divertir nos blocos, eu queria me expressar, usar fantasia de forma irreverente pela primeira vez, cortar um abadá sem me preocupar em esconder as gorduras localizadas. Eu queria que nenhuma crença limitante me prendesse, e agora que o Carnaval acabou, posso dizer que nesse ano eu consegui. 

joana-cannabrava-1

joana-cannabrava-2

maiô rosa Marcyn + camiseta transparente da Três

Foi incrível a sensação de me vestir assim para a folia de rua. Foi libertador e engraçado, me senti mais divertida/ brincalhona do que de fato sou. Eu amei viver a experiência, recomendo! No entanto não posso mentir, usar a camisa do camarote com o nó na barriga foi mais difícil do que sair pelas ruas de biquini na fantasia de policial, na qual fiz o maior sucesso e depois de algumas brincadeiras, tive que encarnar o personagem em busca de justiça (tudo a ver com meu signo de libra, diga-se de passagem).

Só que enquanto na rua a liberdade era celebração coletiva das mulheres, em um camarote bombante ainda pode parecer uma semente recém plantada.  Entre tantas mulheres preocupadas em parecerem perfeitas, me vi resistindo ao sistema ao abrir mão desse disfarce de “defeitos ou imperfeições”.

Por um lado fiquei orgulhosa daquele simples nó. Há anos atrás ele seria impensado num corpo magro e aprisionado a padrões muito rígidos, nesse corpo livre ele era só um nó. Por outro lado, o ambiente ainda parecia cobrar uma perfeição maior de todos os presentes. Ambiente de paquera as vezes tem disso, né? No fim eu adorei, mas fiquei reflexiva. Será que eu conseguiria ir a uma semana de moda de barriga de fora? Quanto mais “opressor o ambiente” maior o nosso ato de resistência, definitivamente. 

joana-camarote

joana-camarote-2Antes que isso pareça muito utópico pra você, eu quero te falar uma coisa: não se engane! Isso não quer dizer que de todas as partes do meu corpo minha barriga é a preferida, tampouco que eu recito poemas de amor a ela antes de dormir toda noite, isso só quer dizer que seja lá como eu me sinto com relação a qualquer parte minha, isso não me aprisiona e não me limita. Não deixo de fazer nada por não ter o corpo que esperam de mim. 

Por mais que eu tenha conseguido um amor por esse corpo de hoje, não quer dizer que você precisa se amar a qualquer custo. Eu precisei de tempo, desconstrução e terapia pra chegar nesse ponto, mas ele sequer é necessário. Estou longe de criar uma nova doutrina de que vocês precisam amar seus corpos, ninguém TEM que amar nada. A vida pode ficar mais leve se você conseguir? Sim, mas você não precisa.

No entanto, o discurso de aceitação corporal não significa se acomodar, sentar no sofá para sempre comendo chocolate e que se dane. Autoaceitação muitas vezes é respeitar quem somos agora. Aceitar quem sou hoje pode significar ficar assim, ou mudar. Seja lá o que eu queira fazer, eu farei buscando me olhar com amorosidade e acolhimento. Tudo fica menos desgastante se a gente consegue parar de se odiar. Eu só acredito em mudanças definitivas quando elas são sustentáveis e graduais, com respeito a saúde como um todo (isso inclui saúde psicológica).  Sem metas inalcançáveis e efeitos sanfonas devido a impossibilidade de manter aquele corpo na rotina. Meu projeto carnaval (e ano todo) é ser feliz. 

Se eu vou mudar ou não o meu corpo um dia eu não sei dizer, no entanto, sei o que não quero: não mudar minha cabeça.

Mudar o corpo eu já mudei muitas vezes, mas isso nunca me levou aonde eu queria ir. Mudar a minha maneira de enxergar as coisas me trouxe tudo que eu buscava antes em dietas restritivas, remédios pesados, crises de transtornos alimentares e outras coisas que me levaram aos remédios mais fortes que tomei 10 anos atrás. Assim sendo, eu quero preservar minha saúde e sanidade. Cuidando do meu processo de autoconhecimento, que me proporciona essa sensação de segurança em ser quem sou agora, cada dia ligando menos para o julgamento externo (no que diz respeito ao meu corpo).

Em 2018 eu colhi o que venho plantando desde o final de 2016, não tem milagre, tudo precisa de tempo… Até mesmo no autoconhecimento. Para assim ter uma mudança de olhar verdadeira, que foi se transformando de forma gradual. Agora vocês imaginam 2019? Já quero pensar nas fantasias!

1 em Looks/ Moda no dia 02.02.2018

Look da Jô: macacão Mono Tienda!

Há pouco tempo tive a oportunidade de conhecer uma marca diferente, feita por pessoas que eu conheço e com um tipo só de peça: o macacão. Sim, uma marca que vive das variações de um só produto. Tem macacão para festa, para trabalhar, para sair, para farrear e alguns dão para tudo isso junto. A Mono Tienda é um negócio que merece nossa atenção, ele poderia ser meu ou seu, só que é de uma amiga.

Quando eu ganhei o meu macaquinho logo fiquei com vontade de contar sobre a marca pra vocês, usei no dia que chegou. Sendo muito sincera parte da ansiedade vinha do fato que na moda é bem raro encontrar empresas cujos conceitos casem com o que acreditamos no #paposobreautoestima.

Amei saber que a MONO TIENDA possui uma filosofia sustentável com foco no Slowfashion. Além disso, as meninas acreditam que valorizando quem produz valorizam quem veste, assim sendo, a cadeia de produção é toda feminina. Das donas a costureira, passando pelo departamento de Marketing e fotografas sempre mulheres trabalhando para o bem-estar de outras mulheres. Quando a gente pensa no universo das nossas festas e eventos do papo isso faz todo sentido do mundo.

O que achei mais bacana é o quanto o discurso de sororidade não é só um textão de marketing, o feminismo está ali para quem quiser ver, assim como a busca por diversidade, respeito e igualdade. Algumas das peças são unisex e esse conceito “sem gênero” na moda é no mínimo uma oportunidade de nos fazer pensar, em condicionar menos o que são coisas de menina ou coisas de menino. Definitivamente achei curioso ver que o macacão que eu escolhi era unissex.

foto: Vitor Fernandes

foto: Vitor Fernandes

foto: Vitor Fernandes

foto: Vitor Fernandes

Achei o preço do macacão curto que eu tenho super justo, mas o mais legal é que o G vestiu perfeitamente em mim (que ando numa fase 44-46). Saindo do eixo custo benefício e tamanho, eu ainda entraria na questão versatilidade para falar dessa peça. Não sei se vocês conseguem visualizar, mas além dessa pegada mais esportiva ou casual, ele consegue atender a uma produção minimalista mais chique. Essa peça me dá a sensação que se eu colocar um sapato mais elegante e uma bolsa neutra terei um look totalmente diferente, acredito 100% na capacidade desse item dar vida a um look mais sofisticado, outro mais esportivo e quem sabe um mais diferentão.

Já que ainda não consegui usar de novo para uma ocasião mais formal, vou mostrar pra vocês algumas outras peças que gostei dessa coleção Interestelar.

mono-tienda-1

Não é um mais fofo que o outro? Uns acho que são perfeitos pra uma festa ou um jantar, outros para curtir o dia, mas na verdade tudo vai variar de acordo com os acessórios e a proposta da programação.

isa

Puerto Madero Faixa

Ta ai mais uma peça que me imagino usando nas mais variadas situações, do jantar a festa ou do evento a reunião. Esse macacão preto é mesmo muito lindo, daqueles que daria textão na legenda do #paposobreautoestima.

Para Isa e Alice a gente deseja todo sucesso, porque empreender no mundo da moda do Brasil é para as corajosas, mas isso elas já provaram que elas são. Que vocês possam apostar cada vez mais na diversidade e em vestir todas as mulheres, que a moda de vocês permita que mais e mais pessoas se expressem livremente usando a moda. :)

Amei meu macaquinho, mas amei mais ainda o conceito da marca. Vida longa a esse projeto!

Beijos