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0 em Looks/ Moda/ Patrocinador no dia 13.09.2018

Lingerie também pode ser só sobre conforto!

Quando embarquei para São Paulo para fotografar o mais novo catálogo de lingerie da Marcyn não podia imaginar o que estava por vir. Muitas peças diferentes daquelas que fotografei pro Dia dos Namorados ou até mesmo aquelas da campanha de Celebration clicadas no ano passado. Para minha surpresa os produtos de lingerie dessa coleção continuaram com a alta qualidade do padrão Marcyn, mas com toques de modernidade, cores novas, diferentes modelos e propostas. Definitivamente eu me surpreendi muito, dos modelos aos materiais, do conforto à beleza das peças.

Eu, que trabalho de casa porém viajo muito e tenho uma vida corrida preciso admitir que CONFORTO é minha palavra de ordem, e nessa nova coleção temos uma linha com elástico que é exatamente o conforto que eu procurava! São peças macias, de textura gostosa e estilo esportivo. Daquelas que se quiser usar sem nada, dá, e se quiser usar embaixo de qualquer outra roupa, dá também. Essa dupla de calcinha e sutiã me ganhou e quis logo trazer o conjunto diretamente comigo pra casa.

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A foto já passa a ideia de uma festa de pijama entre amigas – que eu acho que combina incrivelmente!

O conjunto das fotos da campanha foi um piloto feito pra mim, no meu tamanho. Por isso, no meio do shooting eu já cheguei pedindo pra equipe da Marcyn pra deixar eu voltar com elas na mala. Dito e feito, pedi e eles me deram, mas desde que os produtos chegaram no site, não me aguentei e pedi o cinza mescla, que tem ainda mais cara de roupa gostosa para ficar em casa. 

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pedro-mena-2 foto: Pedro Mena | @menaphotography | top cinza e short cinza Marcyn

O elástico personalizado Marcyn confere um estilo casual e street, que combina com várias propostas de looks e estilo, mas conforto é o critério mais importante de todos eles. Essa linha é composta de um top com dois modelos de calcinha, uma maior meio shortinho e outra mais com cara de calcinha mesmo. E vem em 3 cores: cinza, preta e branca.

Tão esportivo e confortável, esse lançamento é perfeito pra relaxar em casa nos dias quentes, funciona como uma roupa de baixo muito aconchegante e dá vida a momentos em que conforto é a nossa palavra de ordem.

E ai, gostaram também?

Não percam, agora vão começar lançamentos incríveis de lingerie no site.

Beijos

2 em Looks/ Moda no dia 17.08.2018

Hoje o meu look do dia não é mais um catálogo, ele é sobre a liberdade de expressão através da moda.

Vim mostrar pra vocês um look que eu “inventei” em uma fração de segundos, tirei a camiseta que eu estava usando e pronto, coloquei o cropped e desci.

Bom, para ser honesta, a história desse cropped começou 3 dias antes da festa de “Ame sua Natureza“, no fim de semana do papo sobre autoestima. Dia 1 pela manhã, Maraisa chegou na minha casa e na sua mala veio nossos looks da festa. Mal dei bom dia para Mara e já sai pulando pra ela tirar da mala a roupa da festa, eu queria mais do que tudo experimentar e ver como iria me sentir naquela produção que eu e Carla pensamos com tanto carinho e a Adriana Meira executou.

Bom, como eu não me medi certo, o pior aconteceu e enquanto a saia do look ficou maravilhosa, a blusa não vestiu tão bem. Na prática não foi um problema, porque olhando tudo junto, concluí que ficou com mais informação do que eu gostaria, sabe? Me caiu a ficha que na verdade eu queria usar uma parte de cima lisa, não estampada. Pronto, nesse dia eu precisei criar forças para enfrentar um shopping durante a noite com a missão de encontrar um cropped pra mim. O que não seria um problema se as lojas tivessem mais variedades de peças do meu tamanho, mas como nem sempre tem, eu sabia que seria chatinho mesmo. Comprei um cropped vermelho primeiro, mas ainda não era bem isso. Comprei uma blusa preta na Zara depois, mas não era o que eu queria para a ocasião e, por fim, comprei dois cropped pretos diferentes que resolveram minha produção. Eu sabia que um dos dois atenderia prontamente meu look, dito e feito. No dia 04 eu entrei na festa com um dos modelos que achei na Renner, e o outro? Bom, eu veria o que faria com o outro depois.

Eu achei que esse “depois” iria demorar a chegar, no entanto, não foi assim que aconteceu. No dia seguinte, na hora de me arrumar pra o bate papo que fizemos no domingo, eu simplesmente estava abrindo a porta do quarto quando olhei o tempo lá fora e falei: “Opa! Posso mudar esse look aqui e ousar mais um pouco. Tirei minha T-shirt que tinha uma frase estampada sobre ser você mesma e de fato fui eu mesma, coloquei meu cropped novo e desci.

Não tive nem tempo para os antigos pensamentos viciados, não tive tempo para pensar em como eu pensaria no passado ou questionar julgamentos. Não sei se fui eu que sigo me transformando e amadurecendo ou se o ambiente de leitoras do papo sobre autoestima me deixou confiante. Atrasada eu só fui, de cabelo molhado, maquiagem improvisada e pronto, a barriga super de fora.

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Blazer e calça Zara | cropped Renner | sandália Cavage

O look não arrancou elogios, afinal, tinha tanta coisa incrível acontecendo que o look de fato era muito pouco importante. O look não arrancou olhares tortos ou julgamentos, era só uma roupa, roupa essa que eu estava vestindo com prazer.

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Dividi o sofá com Camilla Estima e Daiana Garbin, falamos de muitos dos assuntos que debatemos aqui no blog e foi sensacional viver essa experiência com as leitoras. Me empolguei tanto que esqueci de fotografar o look, que cuidadosamente eu repeti para fazer as fotos desse post.

Por que? Bom, porque eu senti que seria um grito de liberdade pessoal postar ele tanto no blog quanto no insta, então deixarei com vocês as palavras que usei no insta do futilidades para falar dele:

De repente a moda não é mais sobre o que eu devo ou não devo usar, de repente a moda é sobre como eu quero me expressar. De repente, não mais que de repente, a moda deixa de ser sobre me limitar. Posso e devo usar o que quiser para me comunicar, minha imagem pode falar sobre quem sou, alguém mais segura do que antes, num processo de transformação, que quer poder usar a moda como ferramenta de comunicação. Meu estilo deveria poder se lapidar com muita liberdade de expressão. Falo “deveria” porque na prática está longe de ser simples encontrar roupa que veste bem quando você é grande demais para as lojas tradicionais e menor do que deveria para as lojas plus size. O limbo do 44/46 ainda é mito pra muitas empresas, o que é curioso em tempos de tantas marcas falindo na moda e ao mesmo tempo tantas mulheres usando esses números! Então enquanto não dá pra escolher muito a gente dá nosso melhor casando todas as peças que temos de diferentes formas! Aproveitei a presença da fotografa @adrianacarolinafotografia no Rio para fazer um shooting, tudo de barriga de fora, uma conquista pessoal minha, que sempre achei que nunca era suficiente pra isso!

Essa minha conquista está até chata de tanto que o mundo olha pra minha barriga hoje, mas honestamente? Foram 28 anos dizendo que esse corpo não era digno de usar o que quisesse, ousar o quanto quisesse. Vivi um processo de adoecer esse corpo dos 11 aos 28 anos de idade, acho que é mais do que normal estar caminhando para os meus 32 gozando de uma liberdade que jamais pensei que teria, então sim, vamos continuar com esses posts onde um look do dia não é mais um catálogo, ele é sobre a liberdade de expressão através da moda.

Beijos

fotos: Adriana Carolina 
0 em Looks/ Moda no dia 04.06.2018

MODA, vou olhar pra você com mais amor!

Tenho tentado ser mais assídua com os posts de look. As razões variam, muitas pessoas ainda pedem esse tipo de post por ser um conteúdo mais leve, ao mesmo tempo, me vejo sempre tentando inseri-los dentro do novo olhar mais amoroso e acolhedor do qual falamos no #paposobreautoestima. Tem a ver com se expressar, com estilo pessoal e com ser quem queremos ser, sem medo ou crenças limitantes. Só isso já seria o suficiente pra termos posts de look aqui pra sempre, né? Sinto que esse tipo de post traz um pouco do antigo futilidades de volta, mas ainda assim traz toda uma nova importância e uma motivação que vai muito além de inspirar looks que vocês possam reproduzir. Tenho tentado trazer a moda como ferramenta de autoconhecimento, não de objetos desejo pra consumir. 

A verdade é que me vejo tentando me achar constantemente no meu armário. To tentando usar meus looks pra comunicar minha personalidade e espero conseguir fazer isso com muito mais clareza. Estou me esforçando pra usar os looks como ferramenta de comunicar quem é a mais nova versão de Joana. Que nem um aplicativo que muda de cara quando tem um update, procuro sempre uma forma de comunicar que a versão que está ali evoluiu. Busco trazer informações pra quebrar os padrões antigos e abrir mão das crenças limitantes que aprisionavam a Joana versão blogueira de moda convencional. 

Quem de fato já é livre com a moda pode achar repetitivo, mas aí é só pular os posts que você não se identifica que está tudo certo. Seria uma arrogância sem tamanho achar que todo mundo gostaria de tudo que temos por aqui, né? Um blog de tantos assuntos não tem como ter a intenção de agradar a todo mundo. 

Nessa busca por usar a moda como forma de expressão de quem sou hoje, notei que quase todos os looks que monto com calma, cuidado e amor têm uma mensagem de libertação. Foi tanto tempo na auto-prisão da versão blogueira de moda que fazia parte da categoria de pessoa presa em dietas malucas, nunca se achando magra o suficiente para o cliente da categoria querer, sempre se comparando com a coleguinha do lado com o corpo mais magro e achando que para pertencer, eu precisaria ter bolsas de marca e peças caras. Era um ciclo vicioso que me afastava sempre mais de quem eu era, compartilhando essa sensação de inadequação, quase que ensinando que nunca somos suficientes sem perceber.

Um dia eu entendi que eu fiquei doente tentando me curvar a um sistema inflamado de egos e demandas doentias. Onde a parte principal da equação é se sentir melhor e mais poderosa que outras mulheres, quase uma sororidade às avessas. Se comparar já é perigoso, na moda então, eu diria que há um alto risco de se perder de si mesma. 

Em algum momento eu era magra e sequer percebia, igualmente não sabia que isso era sintoma de doença alguma, achava que era parte obrigatória da forma da moda funcionar. Eu era tida como inadequada e nunca suficiente, por mim e pelos outros. Eram menos 12 kg de peso e mais uma tonelada de infelicidade e hoje vejo que o problema começava comigo: eu me diminuía, consequentemente dava o aval para que os outros me diminuíssem. 

Quando eu comecei o processo de me libertar de tudo isso o inesperado aconteceu: a moda que era minha inimiga se tornou uma forma de expressão muito ousada e divertida. Os clientes de look do dia foram diminuindo, mas as marcas que acreditavam nesse olhar mais amoroso também foram se aproximando. A sensação de rejeição do mercado de moda deu lugar à uma sensação de pertencimento linda no universo de moda praia e lingerie. Enquanto eu não era suficiente para postar look do dia pra cliente gordofóbico, eu vivia tentando ser outra pessoa. Quando optei por ser eu, me tornei até modelo de campanha de lingerie. Definitivamente eu estava tentando pertencer ao lugar errado. 

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cropped Karamello

Claro que eu guardo memórias ruins dos tempos de rejeição e inadequação, mas isso não me define mais e tampouco define minha relação com meus looks. Hoje eu posso tudo pra vestir o que eu quiser e me colocar da forma mais confortável e dentro do meu estilo que eu quiser.

Que estilo é esse? Não sei ao certo, estou descobrindo, mas com certeza ele envolve conforto e liberdade. 

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look todo Karamello | link jaqueta bordada + link calça bordada

A meu ver, a gente se acostumou à ideia de que devemos emagrecer e mudar pra caber na roupa, pra vestir uma peça. Só que isso tá errado. Na verdade é a peça que precisa que nos vestir. Não devemos ser reféns de pessoas, que dirá de coisas, de roupas. Precisamos nos apropriar desse conceito empoderador de que somos donas de nós mesmas e entender que como consumidoras podemos escolher o que vestir e, quando não tivermos opção, podemos falar sobre isso.

Foi notando que apesar da moda ter mesmo muita gente que só quer excluir e segregar, eu vou olhar diferente. Vou tentar guardar meus traumas e implicâncias pra lá e me apropriar dessa alternativa de postar looks, dos mais ousados aos básicos, sem medo. Vou olhar com amor pra quem é do amor na moda e falar de quem luta pra vestir as mulheres que estão em busca de expressar a sua personalidade através de looks. 

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Estou tentando deixar meu olhar super rígido e crítico com a moda pra lá, para isso não me limitar. Vou seguir aqui jogando holofote na parte boa, criativa e divertida da moda, para me conectar com a energia do novo que veio pra somar…

Fotos: Adriana Carolina