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3 em Looks/ Moda no dia 16.11.2017

Look da Jô: o poder do feminino em forma de moda

Finalmente eu fiz um look que eu AMEI MUITO com a minha saia MARAVILHOSA da Adriana Meira. Pra mim, o trabalho dela é arte purinha. Quem me apresentou foi a Ca, que por sua vez conheceu a Adriana por causa de uma amiga que fez a apresentação. Em pouco tempo comecei a entender o motivo da Carla ter falado tanto dela e antes mesmo de a conhecer pessoalmente, tivemos a ideia de fazer a saída que usaríamos no #paponapiscina.

Demos os nossos elementos principais que não queríamos que tivesse de fora: o diamante e a rosa. O resto fomos trocando e confiando no trabalho da Adriana. Para nós foi APAIXONANTE o resultado, mas hoje vou mostrar pra vocês outra peça do meu armário, a tal saia que foi a primeira a embarcar comigo para o Rio de Janeiro.

Não foi a primeira vez, já tinha utilizado nessas duas ocasiões:

Eu gostei, mas sei que fui na opção mais fácil ao optar usá-la com uma camiseta preta básica e acessórios pretos. Fiquei com a sensação que ainda faltava um look que mostrasse exatamente o potencial dessa peça única, e que a valorizasse ainda mais. Para quem não sabe, essa saia demora alguns dias para ser feita e isso não é uma estampa, e sim uma colagem de tecidos. A Dri corta e organiza tudo à mão para depois aplicar no tecido. O modelo se chama “jardim midi” e sou completamente apaixonada pelo efeito que ela causa, mas ainda faltava montar uma produção na qual eu me sentisse tão poderosa quanto a peça.

Foi exatamente isso que aconteceu sábado passado:

blusa Carol Campos Store | saia Adriana Meira | Bota Cavage | Bolsa Dolce & Gabbana

Eu sei que pela foto não mudou tanta coisa dos primeiros looks, já que continuei combinando com peças pretas. Dessa vez resolvi usá-la com uma blusa que eu me sinto mais poderosa, com o truque da jaqueta na cintura (depois que usei pela primeira vez nesse look, não quero outra coisa) e um mini mix de estampas com a bolsa de oncinha.

Além dessa saia, outra peça que voltou para casa comigo depois da visita ao ateliê da Adriana foi esse vestido aqui, só que em preto. Pretendo usar num casamento no dia 25 e se a foto ficar à altura trago o look pro blog. Sei que esse post já está cheio de fotos, mas como o trabalho da Adriana é tão singular e especial, resolvi trazer pra vocês um pouco das fotos que ela fez no Sertão da Bahia, de onde sua família vem e de onde ela tira inspiração para a maioria de suas criações. Eu sei que esse post já tem muito foto, mas é coisa bonita de se ver, vale botar mais, né? :D

Perguntei pra Dri o que tinha por trás dessa coleção tão bonita e autoral dela, pra nós ela disse:

“Como toda coleção que faço tem histórias, memórias e amor. Escolhi fotografar na fazenda do meu pai justamente por esse motivo. O lugar guarda memórias da infância, finais de semana e férias muito bem vividas lá. Eu tinha todo um mundo imaginário para me inspirar, além das minhas avós, que eram artistas dos bordados e costuras. Nomeei a coleção de ‘Umbuzeiros’ , árvore típica da caatinga com um fruto bem famoso por aquelas bandas. O umbu nasce na seca ou na chuva, sempre dá no pé. Essa espécie representa bem a força do sertanejo de ser antes de tudo, um forte… já dizia Euclides da Cunha em Grande Sertão Veredas.

E como não poderia faltar: os pássaros! Claro! Dessa vez tem o carcará, ave de rapina do sertão, imponente, terrível; o beija-flor, doce, romântico, difusor de amor e prosperidade; e, uma ave inventada, uma mistura de calopsita colorida com uma arara. Todas elas representam a minha personalidade, a sua, a nossa… como somos diferentes e parecidas, fortes e frágeis, criativas e únicos, transformadoras e renovadoras da nossa realidade.”

Impressionante como o trabalho da Adriana Meira nessa coleção trouxe isso, somado à força do feminino que sempre identifico nas rosas, nas flores e nas formas tantas vezes relacionadas de maneira muito discreta (tão discreta que só passei a entender a referência depois que ela nos contou) aos órgãos do nosso gênero.

Na moda, eu sempre fui de comprar mais em fast fashion e sempre no exterior, que era onde encontrava tudo que eu queria eu grades maiores, que coubessem em mim. Apoiar marcas locais é lindo e eu sou uma entusiasta, mas entendo que para quem está naquele limbo do 44/46, como eu, é quase sempre uma experiência frustrante, muitas vezes destruidora de autoestima. As peças de marcas brasileiras que eu tenho no armário só estão lá porque fui convencida que elas tinham meu tamanho. Porque trabalhei dentro delas ou porque conheci gente que trabalha ou trabalhou nelas e me fizeram testar.

No caso da Adriana, quando a Carla me apresentou, foi uma das primeiras coisas que eu falei: “Nossa, Adriana, é lindo, mas isso não vai dar em mim”. Ela me convenceu, e coube. O lado bom dessas marcas locais e menores é que muitas vezes a gente consegue conversar diretamente com quem cria (principalmente depois que o instagram permitiu que mandássemos mensagens diretas rs) e podemos ajustar expectativas, entender o que funciona.

É uma forma diferente de comprar, eu sei. É uma forma que não permite que nossos desejos sejam atendidos imediatamente, eu sei. Mas ao mesmo tempo nos faz comprar de forma mais consciente em diversos níveis.

Mas hoje queria mesmo era dividir com vocês meu look, minha saia e o trabalho dela, que eu acho lindo. <3

Beijos

Caso você queira seguir a Dri no instagram > @adrianameiraatelier

4 em Autoestima/ Destaque/ Looks/ Moda no dia 07.11.2017

Look da Jô: peitos soltos, livres e não tão em pé!

E tá tudo bem…

macacão Karamello | colar vício da Francisca Joias 

Aos 28 anos eu me vi bonita pela primeira vez, comecei a entender de fato que eu era “gostosa” e curtir a maneira legal como eu vinha me vendo. Não foi um processo fácil, tampouco proveniente de frases motivacionais. Isso foi consequência de algum tempo em uma terapia certa pra mim, o caminho da terapeuta transpessoal me levou ao autoconhecimento de uma forma bacana, que aos poucos foi me deixando segura e me ajudando a fixar o olhar naquilo que eu gostava mais em mim tanto no corpo quanto no comportamento e na essência mesmo. Tudo entrou na conta, não era apenas sobre se sentir bonita, era sobre se sentir BEM de uma forma geral.

Nesse contexto comecei a aplicar o olhar mais amoroso e acolhedor com meu corpo, o que pra alguém com histórico de transtorno alimentar foi um ganho inimaginável. Eu me peguei ali curtindo as coisas que eu tinha de mais bonitas (a meu ver): pernas, bunda, cabelo, altura e outras coisas que falavam mais alto do que dobrinhas de gordura localizada ou o nariz que foge do padrão de beleza feminino e delicado que tanto vemos por aí. Aos poucos eu estava ali, vendo o que eu tinha de mais bonito e bacana, alimentando isso.

Foi 100% natural que todas as pessoas começassem a falar que eu nunca tinha estado tão bonita, era genuíno, era verdade e eu me sentia assim. Era vindo de amiga, de crush e de leitora, todo mundo falando e eu finalmente acreditando, afinal era o que eu via. Não foi fácil, não soluciona todos os problemas da vida, mas foi bom. Não posso negar que foi preenchedor me sentir bonita, inteligente e segura de quem eu sou.

Só que como eu digo sempre, não é um passe de mágica, não acontece de uma hora pra outra e também não abrange tudo. Se você perguntar se eu acho meu nariz lindo eu direi que não sei te responder agora, afinal eu cresci “sabendo” que ele era inadequado, então eu acho que ele é meu, faz parte de quem eu sou e quando eu tirei o meu holofote imaginário dele, ele se transformou “apenas em um nariz”. Ele não era real causador de nenhuma rejeição, era tudo coisa da minha cabeça, não do meu corpo. No entanto, minha luta não é para me obrigar a amar aquilo que não aprecio. Meu objetivo no meu processo é apenas me libertar, não sou obrigada a amar nada, mas não quero que nenhuma crença construída sobre meu corpo ou minha vida me aprisione.

Foi basicamente assim que aos poucos fui me libertando as crenças limitantes que eu nutria sobre meus peitos. Ao só ver mamilos pequenos e “perfeitos” à minha volta na midia, passei a achar os meus estranhos. Eu era do tipo de pessoa que sonhava em reduzir os mamilos até pouco tempo atrás, imaginem só (e nunca tinha falado isso pra ninguém, imaginem só de novo).

Não posso dizer em um minuto passei a achar meu peito super bonito, seria mentira. No entanto aos poucos comecei a achar ele bem mais bonito do que eu via antes, um pouco mais pra baixo do que eu “gostaria”, do que a sociedade ensina por “bonito” ou “perfeito”, mas eu comecei a olhar num olhar positivo até pra ele, conseguindo gostar cada vez mais.  O curioso é que mesmo achando ele caído aos poucos eu já vinha num processo de sair sem sutiã quando o “look pedia isso”, é engraçado como mesmo não achando ele PERFEITO eu já não me via com tanto medo do julgamento e preferia olhar de uma forma geral que se aquele decote me fazia sentir poderosa e ali não cabia sutiã, eu ia sem.

Macacão Karamello (Rio Sul) | bolsa Dolce e Gabbana | colar (bbb) Francisca Joias

Aos poucos eu vou descobrindo que eu adoro o sutiã porque ele é um item de moda que me faz sentir bonita, que me traz conforto em alguns looks e produções, mas ele já não é mais uma prisão. Se eu precisar ir sem, vou sem e vou feliz. Usar porque quero e não porque preciso é uma espécie de liberdade da qual eu gosto muito, me faz sentir ainda mais segura de mim. 

Quando me vi com esse macacão, sem sutiã e com os peitos soltos, me senti forte, bonita e consciente de mim. Se não achassem bonito, tudo bem, é apenas o olhar do outro, no meu olhar tudo estava bem. Eu não precisava gostar do meu peito, mas fato é que com tantas mudanças eu estou começando a ver o que ele tem de melhor e hoje, ao invés de te dizer 10 coisas que eu não gosto nele, diria apenas que gostaria que ele fosse mais em pé. O que eu quero fazer pra mudar isso, por enquanto eu não sei. Nem sei se de fato quero mudar isso um dia. Tá tudo bem. Eu estou me curtindo assim.

Aos poucos percebo que atraímos mesmo o que vibramos porque parece que me cerco de seres humanos que notam as mesmas coisas positivas que eu noto, e cada dia fica mais claro que julgamentos negativos têm mais a ver com as crenças limitantes da pessoa do que sobre mim. Isso tem a ver com liberdade genuína, isso tem a ver com segurança de sermos quem somos e com o autoconhecimento como ferramenta de busca de felicidade. 

Eu não sei vocês, mas eu vim aqui pra ser feliz e, pra mim, ser feliz implica em ser livre. 

Beijos



fotos: Luiza Ferraz
0 em Looks/ Moda no dia 26.10.2017

Look da Jô: macacão de linho!

Há algumas semanas nós duas fizemos uma visita dupla à Karamello do Rio Sul. Nossa amiga Maraisa Fidelis havia nos dado um presente da marca e já tinha um tempo que a Rosi, dona da Karamello, vinha contando pra gente que adorava o #paposobreautoestima. Por isso ficamos muito felizes de conseguir marcar esse encontro com ela na loja para conhecer os produtos de perto. Fomos para trocar duas peças e saímos com duas sacolas cheias. Eu, que achava que nada caberia em mim, fiquei surpresa como todas as peças GG (meu número na Zara, Renner e afins) deram em mim perfeitamente e com folga. A numeração da Carla também foi muito fiel, ficou claro que eles vestem bem mulheres mais altas que a média.

Nessa visita eu não só troquei meu outro macacão de M para G (ele é de Jersey e o G coube bem), mas também aproveitei para trazer pra casa várias peças que queria usar nos eventos do papo ou na minha rotina de uma maneira geral. O primeiro dos exemplos que vou mostrar pra vocês é esse macacão de linho que eu e Carla escolhemos igual e acabamos usando pela primeira vez no mesmo dia (pelo menos em estados diferentes). Aproveitei o piquenique de Salvador para estrear essa peça!

 

colar Francisca Joias|macacão Karamello | bolsa 3.1 Phillip Lim | sapato Mr Cat 

Eu adorei modelagem e alfaiataria, o detalhe do recorte no meio dos seios, as listras e a cor, no entanto uma coisa me deixava apreensiva: a altura. Como fica claro na foto, ele é mais curto, seguindo essa tendência “pantacourt”. Até aqui eu ainda não tinha tido nada desse tipo, essa foi a primeira peça com esse comprimento que adentrou meu armário.

A verdade é que eu achei que iria estranhar o modelo, mas chegando em casa, tive que lidar com a primeira e única questão que tive com essa peça: qual sapato combinaria bem com esse look? 

Fazia tempo que eu não tirava do armário tantos sapatos para escolher uma produção e no fim, gostei de rasteira, espadrille e outros sapatos. O único que ainda não amei, mas acho lindo na teoria, é com o tênis branco. Vamos aguardar as cenas dos próximos capítulos para ver se irei curtir.

Acho que a modelagem, o tecido e o acabamento me impressionaram muito na marca de uma forma geral, o preço também. A Karamello tem loja no Rio Sul (a mais perto de mim) e sua faixa de preço para macacões e vestidos são mais competitivos que muitas lojas. Esse macacão de linho é da linha mais conceitual deles, que se chama KOSTURA, que está a venda no site.  Achei o preço (R$289) bacana para o produto que é, mas vale falar que da linha tradicional, eu cheguei a achar vestido de festa, bem acabado e de modelagem linda por menos de R$250. Tudo anda tão caro que achei essa visita animadora, ainda mais sabendo que a marca tem a maioria da produção feita por costureiras próprias e não é dessas que está fabricando na China ou terceirizando em lugares suspeitos.

Rosi ganhou tanto nosso respeito que já quero marcar de conhecer a fábrica. <3

Se você passar pelo Rio Sul, passa na loja e dá uma olhada na coleção, nos tamanhos e nos detalhes, pra vocês verem o capricho.

Esse foi meu look de Salvador, a sandália que vocês nunca viram por aqui foi um “assalto” ao armário da minha mãe que calça um pouquinho a mais que eu. Ela AMA essa linha de espadrilhes confort dessa marca.

Beijos