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Moda

1 em Looks/ Moda no dia 25.05.2017

Look da Jô: uma bota pode mudar tudo!

Acho engraçado que todo mundo passou o último mês elogiando minhas botas, nenhuma delas é da coleção desse ano mas todas são da Cavage. Parece até que eu estava escondendo o jogo, mas para falar a verdade é o tempo do Rio que não me ajudou no último “inverno”.

Bom, verdade seja dita, assim como algumas cariocas, eu já tive umas 1.200 questões com botas antes de virar blogueira. Nunca fui de usar por aqui e as que tive na infância e adolescência eram da minha “versão vaqueira”, então rolou uma associação fashionística de um período onde meu estilo era muito mal resolvido.

Sim, para quem não sabe eu fui criada indo pra fazenda todo fim de semana, andando de galocha, subindo no cavalo, tirando leite da vaca, usando esporas quando necessário e ouvindo o CD Amigos. Sertanejo era uma paixão minha muito antes dessa moda do universitário. Ou seja, a contextualização serve pra eu dizer que além da minha cidade não ter muito a DEMANDA de botas, esse calçado sempre me fez lembrar da época que eu me vestia toda descombinada na roça.

O tempo passou, meu estilo ficou mal resolvido por outros motivos que eu ainda desconheço. Volta e meia eu montava looks caricatos de tão vintage tentando encontrar aquilo que comunicaria minha personalidade. Eu amo renda, amo peças românticas, modelagens femininas e um toque antigo, sim, mas descobri que acho tudo isso muito mais moderno, divertido e a ver comigo quando eu consigo dar um toque mais urbano ou rock and roll.

Ai voltamos às botas e chegamos no look de hoje.

Quando a Barbara, minha amiga do Ceará que é coordenadora de estilo de uma marca muito bacana de lá, me ajudou a resolver o problema que eu tinha com esse vestido.

Eu contei pra ela que adorava a peça, a modelagem, mas que tinha problemas de usar porque toda vez eu apostava numa bolsa delicada e um scarpin elegante. Fica ótimo, chique, mas ao mesmo tempo muito óbvio, não traz o outro lado da minha personalidade que eu tenho tentado trazer pro meu estilo, um toque mais moderninho.

Assim, ela sugeriu duas coisas: uma jaqueta de couro + uma bota bem moderna. Na hora lembrei que foi mesmo uma maravilha me livrar do preconceito com botas, porque elas realmente ajudam nesse tipo de proposta. Peguei minha bota envernizada com salto de madeira e coloquei pra jogo.

vestido Zara | jaqueta Naf Naf | bota Cavage (inverno 2016)

Não poso negar, eu AMEI a produção. O vestido perdeu o ar “boa moça” que eu queria tirar e trouxe um toque mais urbano, fashionista, que eu queria. Não é que tenha sido a descoberta da pólvora, mas foi o toque simples que fez a diferença. Se antes eu usaria esse look de sapatilha e blazer, em Curitiba aderi à ideia da Barbara e deixei tudo mais interessante.

Esse foi o look que usei para chegar em Curitiba e passear no Jardim Botânico. 

O que vocês acharam?

Beijos

11 em Looks/ Moda no dia 24.05.2017

Dê uma chancezinha pro xadrez vichy p&b, vai…

Apesar de eu assinar embaixo naquela frase de que peça com estampa de onça é praticamente neutra, quem vê meus looks por aqui ou no instagram consegue perceber que eu sou pouco estampada no meu dia a dia.

Tirando casos de amor à primeira vista por certos tipos de estampa, a verdade é que eu costumo implicar com muitas por motivos bem idiotas. Medo de enjoar, medo de ficar “marcada” e dar a impressão que eu só uso uma roupa (esse é o medo mais imbecil de todos, eu tenho plena consciência) e muitas vezes, por puro preconceito mesmo.

Preconceito? Pois é. O xadrez vichy, por exemplo, passou quase a minha vida inteira sem chance no meu armário porque eu associava imediatamente à toalha de piquenique ou de mesa de restaurante. Até começar a pipocar a versão dessaturada dos clássicos vichys azuis ou vermelhos com branco e eu me ver pagando a língua lindamente. Ah, a moda sendo irônica sempre, né?

Não resisti à uma blusa quando passei pela Zara de SP em fevereiro, e desde então ela tem sido minha queridinha, daquelas que eu uso com todo cuidado porque não quero estragar nem ficar sem (com criança vocês sabem que pra sujar qualquer roupa é uma piscadinha, né?). A blusa em questão é essa:

É impressionante como é só eu botar a bendita para me sentir muito fashionistinha, chega a ser até engraçado.

Aparentemente essa é a estampa da vez, o que quer dizer que praticamente todas as fast fashions providenciaram modelitos em vichy para enfeitarem suas araras. E sabem o que tem acontecido? Um fenômeno muito curioso onde meu olhar é direcionado imediatamente para tudo que é xadrez preto e branco que tem nas lojas, não importa quantas estampas, luzes e paetês estão pulando no local.

Outro dia, inclusive, tive que me controlar para não sair levando outra blusa parecida com a que eu tenho, mas a saia ainda está nos meus planos, confesso. :)

E o Pinterest, que depois que eu resolvi procurar por inspirações de looks para usar minha blusa, até hoje me sugere todo tipo de roupa em vichy? É uma tentação, pra não dizer um complô pra me deixar mais influenciada ainda.

Minha única dúvida é: vocês acham que vale ter mais de uma peça da mesma estampa no armário? Meu coração diz que sim, mas minha razão diz que é besteira.

Enfim, já que por enquanto estou me controlando por aqui, passo a vontade pra vocês aí. E quem também tem preconceito com essa estampa, pode pensar duas vezes, viu? Palavra de quem torcia o nariz e agora está com o bolso coçando para ter outras no estilo. 

2 em Autoestima/ Destaque/ Looks/ Moda no dia 22.05.2017

Looks da Cá: minha nova relação com a cintura alta

Já contei aqui várias vezes sobre a minha relação com meus seios. Eu queria muito que ela fosse melhor e mais bem resolvida, mas a verdade é que eu odiava ter peitos tão grandes na adolescência. Além deles não me deixarem tão livres quanto outras amigas minhas mais despeitadas, que podiam sair de blusas sem sutiã ou biquinis tomara que caia sem se preocupar que eles realmente poderiam cair, eu acabava sendo vista como o “mulherão” que eu nunca fiz questão de ser, e isso me deixava desconfortável.

Tanto que mesmo depois que fiz a cirurgia de redução e comecei a me permitir decotes e saídas sem sutiã, eu ainda guardava esses sentimentos todos na cabeço e até hoje (que ganhei uns quilos desde meus 20 anos e os peitos aumentaram de novo) ainda acho muito dificil desassociar.

O resultado disso foi uma postura errada de encaixar os ombros pra frente para tentar escondê-los, uma certa aversão por decotes e outros tipos de modelagens que poderiam evidenciar os peitos grandes. Não que eu não tentasse, só que ao contrário de tantas mulheres que se olham no espelho com decotes gigantes ou com peitos em evidências e se acham maravilhosas, eu não conseguia me achar bonita ou sexy, só via mesmo peitos pulando.

Uma dessas roupas que eu evitava ter no armário era justamente qualquer coisa de cintura alta e mais colada ao corpo. Eu até tentava arriscar  e descobri nas saias de cintura alta – lápis, sino ou evasê – boas aliadas, pois elas acabavam equilibrando meu quadril e não deixando os peitos ficarem em destaque.

Até que cheguei aqui e comecei a ver muitas mulheres com calças e shorts de cintura alta. Calça skinny, coladinha, com corpos parecidos com o meu e peitos de todos os tamanhos, inclusive maiores do que os que estão aqui comigo.

Não demorou muito para eu descobrir um modelo que eu amasse: 9″ high rise skinny jeans, da Madewell. Comprei primeiro uma calça jeans e tive a “coragem” de botar a blusa pra dentro, um medo que sempre tive porque tinha certeza que aumentaria a comissão de frente.

Olha, me senti sexy. Como nunca tinha me sentido antes em uma calça jeans.

E aí depois comprei outra, preta com rasgos no joelho, também da Madewell e com a mesma modelagem. E tive outra “coragem”: usar com uma blusa bem justa, pra dentro. Ou seja, tudo coladinho, coladinho, sem medo de peitões ou qualquer outra neura que a gente pode ter quando resolve vestir um look mais justo.

De novo, me senti poderosa. Não tanto pelo look em si, mais pela minha ousadia de quebrar minhas próprias barreiras.

E eu vi que realmente tinha tirado meu preconceito total com cintura alta e peitos avantajados quando adquiri recentemente um jeans bem diferente: uma pantacourt cintura altíssima. Também da Madewell, porque eu viro cliente fiel quando eu curto muito alguma coisa. E apesar dos jeans de lá não serem baratos (variam de 100 a 130 dólares), a qualidade e o atendimento ao cliente me fazem sempre experimentar as novidades de lá.

Eu não me senti tão sexy nesse modelo quanto nos outros, mas acho que a proposta desse tipo de calça nem é essa e eu nem esperava isso dela. Eu queria algo mais fashion/ousado e, novamente, eu só me interessei por esse tipo de modelo porque cruzei com muitas meninas lindas e estilosas – com todos os tipos de corpos – que me convenceram a tentar. Tentei, gostei, achei que tinha a ver comigo, levei. E o peito ficou mais em destaque, sim, e sabem o que aconteceu? Milagrosamente, EU NEM LIGUEI.

Eu ainda estou na dúvida se o fato de eu não ter ligado está mais relacionado à minha autoaceitação ou se é porque eu tenho visto tantas referências inspiradoras e reais nas ruas que estão me fazendo ter vontade de testar coisas diferentes, mas a verdade é que eu estou mais feliz do que nunca de ver meu corpo em outras modelagens, tomando diferentes formas e proporções independente das minhas neuras. <3

Vocês têm alguma história de bloqueio com peças que foi superado? Me contem!