Browsing Category

Reflexões

7 em Comportamento/ Destaque/ Reflexões no dia 18.01.2017

Sucesso x Fracasso: o perigo da comparação!

Uma das principais armadilhas do nosso ego é a comparação. Seja no quesito corpo, amor, beleza, amizade, profissional ou em qualquer aspecto da nossa vida. Toda mulher foi educada a se comparar, a se adequar e por isso esse assunto que deveria ser tão simples, se torna tão complexo. Volta e meia a gente pisca e nosso foco mudou de lugar, deixou de estar no nosso próprio jardim e pulou para a grama do vizinho. Quando a gente foca mais energia no outro do que na gente, um sinal amarelo tem que acender na hora. Fazer algo novo e diferente é mesmo mais trabalhoso e é muito mais fácil perder tempo invejando, criticando ou reclamando.

Ah, mas isso só acontece com gente malvada, invejosa e infeliz? Claro que não. A inveja é algo inerente do ser humano e quanto mais você reconhece a sua, mais você compreende o seu lado sombrio e transforma isso em algo que não te prejudica, então ela para de ter controle sobre você.

As pessoas amam dizer que a inveja do outro vai ferrar a nossa vida. Pode até mandar uma energia ruim, a gente pode até absorver quando o corpo não está fechado pra isso, mas o maior prejudicado pelo fator comparação é sempre quem compara e não quem é comparado.

Eu acho fácil ver isso na carreira, mas vezes na família ainda me pego com um ímpeto de me comparar com meu irmão. Quando me dou conta que isso só vai prejudicar a mim mesma me lembro que essa é uma armadilha muito perigosa do ego e não quero cair nela.

No início de 2016 eu andava meio perdida, sem entender para onde ir e os exercícios do coaching me levaram a olhar para o meu jardim. Parar de pensar no mercado, parar de pensar na concorrência, parar de pensar no que as pessoas me falavam e colocar toda a energia em mim, no que eu tinha feito aqui, no futi e fora dele.

Esse processo reverberou em tudo. Eu comecei a entender que funciono brilhantemente melhor quando não estou me comparando a ninguém. Seja com o cliente de look que perco para a menina que é magra, seja com a viagem que eu não fui chamada, no convite que não recebi ou no publieditorial que não fechei. Para que vou gastar tanta energia focando no que não rolou quando pode ter algo mágico acontecendo bem na minha frente?

A verdade é que para isso acontecer precisei fazer algumas mudanças de comportamento, precisei sair de um antigo padrão onde certas coisas eram normais. Quebrei conceitos antigos na minha terapeuta, mudei de hábitos e enalteci o que gosto de ver. Em todos os âmbitos da minha vida existiam aquelas pessoas que só sabiam reclamar dos outros, mas fazer algo novo e diferente? Isso não. Comecei a ver que em todas as esferas, do amor à amizade, o pessimismo só chamava negativismo. Eu precisava sair daquela vibração e plantar algo novo, mais otimista. Aquela espiral estava acabando comigo.

Quando me dei conta, eu tinha um jardim todo zoado pra replantar. Durante o coaching eu limpei todo ele, tirei as ervas daninhas e tudo que podia atrapalhar. Não tinha mais muito a perder então pensei que tinha que ser tudo diferente. No quesito profissional eu e Carla nos propusemos tentar algo novo, na minha vida pessoal idem, queria toda uma nova postura. Algo que fosse menos persona e mais essência. Sem medo de julgamento, sem buscar a unanimidade.

Assim sendo, tratamos o solo, escolhemos sementes lindas nas quais acreditávamos muito e plantamos. Regamos, cuidamos e por fim, começamos a colher os novos frutos. Ainda estamos no primeiro momento da primeira colheita, mas sem dúvida nenhuma entendemos que tirar o foco dos outros jardins que existem pelo Brasil fez toda diferença. O sentimento de inadequação foi dando espaço para um sentimento gostoso de estar fazendo a coisa certa, com muita verdade.

Falando por jardim do vizinho a gente pode abranger tudo, da promoção da sua colega de trabalho até o corpo da menina da recepção que te faz morrer de inveja. Quanto mais comparação, mas chance de sentir inadequação. A sua amiga de colégio não vai viajar menos porque você se incomoda, aquele casal fofo não vai terminar porque você manda umas indiretas, não adianta torcer pra sua chefe se ferrar, isso não vai te levar pra cima. Para obter o que você sonha de nada adianta se comparar e torcer contra a outra pessoa.

Foi nesse processo que eu aprendi que o meu SUCESSO não é o seu FRACASSO. O seu FRACASSO não é o meu SUCESSO.

Você pode estudar o comportamento do mercado para entender o que vai crescer melhor no solo único do seu jardim, mas só regando seu trabalho, seu corpo e seus sonhos que você vai colher o que deseja. Falar do jardim do outro não vai te trazer nada de bom, apenas te colocar vibrando numa frequência controversa.

Seu sucesso pode conviver com o sucesso da outra pessoa. Há espaço sob o sol pra todo mundo que trabalha bem feito, basta escolher o lugar certo para curtir a brisa. O seu fracasso também pode coexistir com o fracasso da outra pessoa. E serão apenas dois tristes fracassos. Parece simples e lógico, mas nem sempre é prático, as vezes a gente pisca e volta a fazer do jeito antigo! Por isso é importante lembrar.

Isso se aplica a homens e mulheres, mas como nós mulheres fomos educadas a competir e a procurar defeitos em outras mulheres, acho ainda mais pertinente falarmos sobre isso!

Não vamos sair por aí diminuindo outras mulheres só pra nos sentirmos seguras. Se sentir segura só depende de nós mesmas. Chamar outra mulher de gorda, desleixada ou questionar o trabalho dela não vai fazer de você uma mulher mais magra, arrumada ou competente.

Mudar de padrão de comportamento da noite para o dia não é fácil, mas proponho um ganho de consciência, porque ai isso vai acontecendo de forma gradual e consistente. Acredito que todas juntas podemos elevar a vibração do mundo, somando e crescendo juntas, elogiando e trabalhando com o coração.

Ah, sim, mesmo com toda essa tentativa de expansão de consciência aparecem situações tentadoras para eu perder o foco, mas to dando meu melhor para não cair nas armadilhas.

Beijos

No último live do grupo “um papo sobre autoestima” me sugeriram esse tema para o próximo. Dia 23 de janeiro as 21 horas eu vou falar sobre esse assunto para quem estiver online no nosso espaço facebook. Se esse assunto te interessa, coloca na agenda e vamos trocar figurinha por lá.
2 em Autoconhecimento/ Autoestima/ Reflexões no dia 11.01.2017

Não, falar de autoestima não é estimular a preguiça

Passeando por pelas fotos da #paposobreautoestima, um dia me peguei no meio de um papo onde alguém insinuava que esse movimento só estava incentivando as pessoas preguiçosas a continuarem gordas.

Logo depois, eu entrei em uma pequena discussão familiar porque meus pais acharam que eu engordei e eu disse que não havia notado porque todas as minhas roupas ainda cabiam em mim apesar de eu estar desde junho sem subir na balança. “Ah, mas agora com isso de autoestima você não vai notar mesmo”.

Não vou dizer que estou 100% satisfeita comigo agora, seria bem hipócrita. Eu ainda estou me adaptando à necessidade de ter que fazer minha comida, o que tem me levado a consumir muita comida pronta (não congelada, feita no dia e comprada no mercado, mas tudo banhado no óleo e sabe-se lá mais o quê) e eu não estou satisfeita com isso, não porque estou engordando e sim porque chega numa hora que meu corpo não aguenta mais esse tipo de alimento. Queria muito ter paciência para fazer comidas saudáveis em todas as refeições, mas eu passo o dia sozinha cuidando de tudo da casa, do Arthur e do trabalho, francamente, cozinhar é a última coisa que me dá vontade de fazer. E arrumar tudo depois é a penúltima. Eu estou aprendendo a adquirir essa paciência e aos poucos to reunindo receitas fáceis e nutritivas no meu repertório (não fica lá essas coisas, mas tudo tem ficado comível pelo menos rsrs).

Outra questão que tem pegado aqui é a rotina de academia. No Brasil meu dia a dia era muito diferente. Por anos eu não tive filho, meu marido trabalhava até tarde da noite, tinha diarista algumas vezes na semana para cuidar das questões da casa ou seja, meu foco era só trabalho e academia mesmo, então, eu sempre ia de 4 a 5 vezes por semana. Aqui eu não consigo repetir esse feito, apesar da academia ser no meu prédio. As vezes passo o dia na correria, Arthur dá mais trabalho do que eu gostaria, Bernardo chega mais tarde e quando eu vejo já to cansada e só quero dormir. E eu odeio acordar super cedo para isso, então de manhã nem é uma opção para mim. Hoje, se eu vou 3 vezes na semana eu tenho que me dar por satisfeita, 4 é uma vitória. E tá tudo bem. 

Queria mudar esses detalhes? Queria, e to fazendo o possível para adequar o que me deixa satisfeita com a minha realidade. Posso ter engordado? Hm…talvez. O que posso dar certeza é que meu corpo definitivamente não é o mesmo de quando eu saí do Brasil, afinal, muita coisa mudou e é óbvio que iria refletir. E falar sobre autoestima, ouvir os relatos de tanta gente bacana e trocar ideias tem sido a minha maior válvula de escape nesse momento de indefinição e fragilidade.

É muito provável que, se eu não tivesse sendo incentivada a respeitar meu tempo e minhas possibilidades, eu ainda estaria na neurose, me cobrando loucamente, querendo atingir metas impossíveis perante à minha realidade. E aí eu me frustraria e seria mais um abacaxi para eu descascar por aqui, como se já não bastasse a minha dificuldade em aceitar a vida de mãe full time/dona de casa, que ainda está aprendendo a equilibrar isso tudo com o trabalho, então ao invés de ficar me lamentando, vou usar essa inspiração toda pra ficar na parte boa.

Por isso, cada vez que eu vejo alguém usar o argumento de que falar sobre autoestima é incentivar a preguiça, a comilança e a acomodação me dá vontade de gritar!! Não, não e não! Quem fala uma coisa dessa não tem ideia da quantidade de emails e mensagens que recebemos de meninas lindas (e para quem não acredita, muitas que são magras!) que não querem aproveitar um dia de praia porque não gostam de se ver de biquini. Não tem noção da quantidade de mulheres que estão descobrindo que a pior inimiga delas mesmo as olham no espelho. E infelizmente, não deve saber a sensação maravilhosa que é se olhar e se aceitar, independente dos detalhes que você queira melhorar.

 
Não, o #paposobreautoestima não é uma egotrip de mulheres gordinhas. Ele é um movimento que se revela ajundando as mais variadas mulheres, com os mais diferentes corpos, a pararem de procurar defeitos em si mesmas, a curtir a vida como estão hoje, ainda que pretendam mudar no futuro e queiram ser diferentes. 
 
Será que é tão difícil entender isso?
Beijos!