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Comportamento

5 em Autoestima/ Destaque/ Deu o Que Falar no dia 05.01.2018

Tour pelo corpo – porque ninguém precisa ser invalidada (mas precisamos discutir o que aconteceu)

Vamos matar um pouco das saudades do DQF por aqui? Porque estava acompanhando essa história hoje e me deu muita vontade de escrever. Mas antes, deixa eu contar para vocês o que aconteceu.

Dois vídeos com a mesma estrutura e uma ideia em comum bem interessante: um tour pelo corpo. O primeiro vídeo, lançado em outubro, foi feito pela Luiza Junqueira do canal Tá Querida que foi a criadora da tag. O segundo foi lançado 2 meses depois pela youtuber Ellora Haonne.

Hoje estourou uma polêmica quando o youtuber Bernardo Boechat resolveu apontar a gordofobia apresentando números e fatos: o primeiro vídeo teve muito menos likes que o segundo, muito mais rejeições e Luiza teve menos reconhecimento, apesar de ter sido a pioneira nesse tipo de vídeo aqui no Brasil. O post que ele fez foi esse:

Não é meu lugar de fala conversar sobre gordofobia, apesar de concordar que esse é um exemplo claro disso. Nem tanto por causa do número de likes de cada vídeo – afinal, Ellora tem o dobro de inscritos de Luiza e ambas estão mais ou menos com o mesmo número de visualizações  – e sim pelo número de dedinhos apontados para baixo no primeiro video. Coincidência a rejeição ser 10 vezes maior no vídeo da menina gorda que está mostrando sua barriga, estrias e dobras? Hmm, acho que não. 

Vendo os dois vídeos, acho que ambos têm a sua importância e cada um vai fazer sentido para seu determinado público alvo. O vídeo de Luiza mostra todas as suas inseguranças e normaliza o corpo além de pregar o amor próprio por inteiro. O vídeo de Ellora desmistifica o corpo perfeito das mídias sociais e fala sobre neuroses que ela, como mulher magra, tem em relação ao seu corpo. No meu julgamento de uma pessoa que não tem o corpo de nenhuma das duas, o vídeo da Luiza é muito mais alinhado ao meu discurso (aliás, ao discurso do Futi) do que o de Ellora, mas entendo quem olha para o vídeo da segunda e enxerga uma espécie de libertação. 

Como uma mulher considerada magra por muitas pessoas (afinal, visto 42 e ainda por cima sou alta) mas que já passou por poucas e boas porque o mercado simplesmente não me considera dentro do tal padrão, eu fico um pouco incomodada quando vejo gente querendo desmerecer quem disse que aprendeu a se amar mesmo sendo mais magra. A gente sempre fala aqui, mas volto a repetir. Depois de tantos piqueniques e tantas mensagens, chegamos à conclusão de que o tal padrão é tão inatingível que até quem está perfeitamente dentro do padrão, pode se sentir inadequada. 

Óbvio que essas mulheres – eu inclusa – não sofrem nenhum tipo de preconceito como pessoa (como blogueira, já fomos limadas de muita coisa). Nosso sentimento de inadequação está muito mais ligado à uma demanda pesada que a sociedade coloca na nossa cabeça do que à demonstrações diárias de intolerância e violências (quase) invisíveis.

dislikes

Gordofobia vai muito além desse preconceito que influenciadoras, amigos de whatsapp e familiares perpetuam. Existe gente que passa situações impensadas na vida prática, mas como disse, não tenho a vivência para me aprofundar nesse tipo de assunto (por isso logo teremos alguém que vive isso falando por aqui). Mas quero focar no que mais me chamou a atenção: 4.000 não gostei em um vídeo é uma atitude violenta. Muito violenta. O discurso da Luiza é sobre liberdade e amor próprio, a rejeição tão alta não faz sentido. E isso precisa ser discutido, sim, por mulheres de todos os tipos de corpos e pesos, por isso tomei a liberdade de me juntar para chamar atenção disso aqui no Futi.

Essa história toda só deixa mais óbvio como é importante que mulheres gordas com discursos empoderados ganhem cada vez mais voz e espaço, em todo lugar, inclusive aqui. Luiza, Ju, Alexandra, tantas outras. É importante que a gente veja e problematize o por que o vídeo da mulher magra ganhou destaque, viralizou, ela foi chamada para ir em programa de TV, deu entrevistas, enquanto o da gorda – que foi a pioneira no tema ainda por cima – não. Isso que aconteceu com Luiza não foi por um acaso, não sejamos ingênuas. Mas não precisamos desmerecer ou invalidar ninguém para discutirmos isso. 

5 em Comportamento/ consumo/ economia/ economoda no dia 04.01.2018

Rodando o Pião da casa própria

Não sei vocês, mas eu cresci ouvindo sobre a necessidade de se ter uma casa própria. Desde os sorteios na TV, o pião do Silvio Santos ou meus pais querendo sair do aluguel para ir a tal da casa própria. Confesso que quando nova não entendia muito bem o porque dessa vontade toda – tampouco o quão difícil é conseguir conquistar esse bem.

Mas passado a infância e avançando para o momento que o dinheiro começou a pingar na conta, comecei a minha vida de salário e gastos. Lembro que aos 16 anos mais ou menos, cai no re-financiamento do cartão sem nem saber o que era. Por falta de conhecimento, achei que só precisava pagar uma parte dos meus gastos e a Visa arcaria com o restante – risos . Assim a conta do cartão do mês seguinte veio com aquele jurinho caprichado e eu tive de sentar com a minha mãe para esclarecer. Aquele momento rolou minha virada de chave nesse sentido. E ali se iniciaria minha responsabilidade – e também independência – financeira .

Desde então passei a controlar meus gastos com uma planilha abastecida mensalmente – há quase dez anos – com todas as entradas e saídas do meu fluxo de caixa pessoal. Esse foi meu primeiro grande passo para rodar meu pião da casa própria. Além disso passei a retirar uma porcentagem do meu salário mensalmente e aplicar inicialmente na poupança. Esse dinheiro desde então foi mudando de propósito: passou por um intercâmbio de espanhol no Chile, Pós Graduação em Administração e por fim, a tal da casa. A cada conquista tirava uma parcela, e deixava um pouco por lá.

O tempo passou, o salário aumentou, o percentual também e o dinheiro saiu da poupança para um fundo de investimento. E assim, analisando o quanto tinha em meu FGTS ao longo de uns 10 anos de carteira assinada ( trabalho desde os 17) senti que era hora de investir naquela que é a minha maior conquista – e me orgulho disso toda vez que lembro.

 

 

Busquei um apartamento na faixa que poderia financiar, na localização desejada e um banco que pudesse ser meu “parceiro” com juros melhores. No fim, com o encontro de todos esses fatores, comprei meu primeiro apartamento :) Decorei ele lindamente, tudo do jeito que queria! Porém um pedido de casamento muito desejado aconteceu, e hoje a minha casinha está alugada para uma querida colega.

Abri mão de algumas – muitas – compras, possíveis viagens, sofri uns sustos no caminho e tive de me readaptar ao propósito. O caminho foi um pouco torno, mas consegui encontrar o “castelo” no final da “trilha na floresta”.

 

Nesse caso contei para vocês da minha conquista, meu primeiro apartamento, mas esse racional de planejamento financeiro vale para qualquer que seja seu objetivo. Eu passei por viagem, curso e você também pode se programar para o seu objetivo pessoal.

Pretendo aqui no Futi, contar um pouco mais dessa jornada nas próximas colunas, trazendo minha mudança de comportamento no consumo, formas diferentes de renovar seu armário sem precisar gastar e mais. Esse assunto não é novo, mas é algo delicioso de se conversar, traçar planos e objetivos e celebrar quando alcançados.

 

O apartamento tem instagram, para quem quiser acompanhar como foi a reforma: @aptob103!

Você também pode me seguir no @economoda.

1 em Comportamento/ Convidadas/ Mayara Oksman/ Reflexões no dia 02.01.2018

Hello, it’s me (para ficar agora)

Todo final de ano eu faço uma lista de coisas que quero tentar realizar ou cumprir no ano seguinte. A lista sempre varia bastante, com coisas que vão desde “tentar guardar dinheiro” (será que esse ano vai?) a objetivos mais específicos e concretos.

E enquanto eu fazia a lista para 2018, algo que Joana e Carla falam há tempos grudou na minha cabeça: ser colunista real oficial do Futi e aparecer aqui com regularidade. Elas nunca reclamaram dos meus sumiços e sempre me deram total liberdade para escrever quando eu quisesse, sobre o que eu quisesse. Mas elas sempre me deram espaço para eu chegar chegando e ficar de vez, quando me sentisse pronta para isso.

Talvez por medo de não conseguir cumprir com a função, talvez por medo de esgotar pensamentos, talvez por medo de vocês cansarem de mim e dos meus textos, das minhas ideias e desabafos, eu sempre tive um pé atrás. Sempre falei para Jo e Cá: “não, amigas, não to pronta” ou “não sei sobre o que eu escreveria todo mês” ou “não sei se teria criatividade”.

Pois bem. Decidi me jogar estando pronta ou não: se tem algo que eu aprendi em 2017 é que a gente não precisa necessariamente estar pronta. A gente só precisa respirar fundo e seguir em frente. A vida vai lançando os desafios e a gente vai caindo, levantando, caindo, levantando, mas sempre indo, seguindo.

Comece onde você está. Use o que você tem. Faça o que puder.

Comece onde você está. Use o que você tem. Faça o que puder.

Não sei sobre o que eu vou escrever nos próximos 11 meses. Talvez eu tenha mais dificuldade em um mês, mais facilidade em outro, mas não importa. Só sei que escrever para vocês sempre me fez bem. Ler o que vocês tinham para me dizer em resposta, mais ainda. Vocês não sabem como é bom isso, gente. E não to falando só do feedback positivo. Lembro até hoje de um comentário fazendo uma leve crítica ao meu primeiro texto e, poxa, como fez sentido, sabe? Rola uma troca aqui e eu decidi que quero ter essa troca com mais frequência.

Então é isso, me comprometo e garanto pelo menos uma coisa: que vocês me verão aqui todo mês, de janeiro a dezembro, abrindo os meus pensamentos, transbordando sentimentos, falando muito, falando pouco, na alegria e na tristeza, faça chuva ou faça sol.

FRASE2

Me desejem sorte, falem comigo se quiserem (nos comentários, por e-mail, pelo Instagram ou pelo messenger do Facebook – eu posso não estar mais no Facebook, mas o tio Mark deixa eu falar com vocês mesmo assim), mandem sugestões, enfim… estou e estarei aqui!

Real oficial, com medo, me jogando, seguindo.