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Book do dia

4 em Book do dia/ Comportamento no dia 22.12.2016

Book do dia: A vida de aparência de Evelyn Beegan, de Stephanie Clifford

A Joana trouxe esse livro quando veio para cá em Setembro e a capa me ganhou de cara. Infelizmente não consigo mais ler na velocidade que eu lia antes do Arthur e esperei terminar Orfanato da Srta Peregrine para começar esse. Acho que o título e a ilustração já dão boas dicas do que está por vir e se você imaginou uma vibe meio Gossip Girl, você não está tão errada assim.

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A sinopse é a seguinte (que eu cortei uma parte grande, porque praticamente contava a história toda)Todo mundo quer pertencer a um grupo. Mas até onde você iria para ser aceita? O ano é 2006, o lugar é Manhattan, lar de jovens cheios de charme e estilo. Dinheiro e classe colidem numa cidade prestes a mergulhar em um precipício financeiro, carregando com ela boa parte do país. Aos 26 anos, Evelyn Beegan é uma pessoa inteligente e engraçada que está determinada a traçar o próprio caminho e se libertar das garras da mãe – uma alpinista social que a criou para se casar com um homem de uma família tradicional e influente. Evelyn se sente uma estranha em meio á elite nova-iorquina, mas, quando consegue emprego em uma rede social voltado exclusivamente para ricos e milionários, vê uma oportunidade de se juntar a eles.

Logo nos primeiros capítulos eu fiquei impressionada com a relação mãe e filha, que estava bem relacionada com o post que a Bruna tinha acabado de postar aqui. Até levei um susto com a sincronicidade e de certa forma senti que Evelyn poderia ter escrito um post parecido aqui no blog. Ela é muito refém e dependente da mãe e de certa forma todas as suas ações no livro só acontecem porque ela queria impressionar Barbara a todo custo.

Conforme eu ia passando as páginas, eu fiquei totalmente absorvida na história mesmo odiando a personagem que dá nome ao livro. Juro, eu a odiei 90% do tempo justamente pelo fato dela ter valores distorcidos e total falta de limites. Evelyn é aquela personagem que faz tudo pelos motivos errados, que prefere inventar uma versão de si mesma que ela acha que vai agradar mais as pessoas, é ambiciosa de uma forma horrível e vai até o limite para passar uma imagem de algo que não é. Além disso ela também mente,  inventa e, como diz o título, vive de aparências.

Eu não consegui sentir compaixão ou até mesmo pena, mesmo me identificando em alguns momentos – principalmente nessa história de querer entrar em grupos que eu não me encaixava ou tentar agradar pessoas que não se importavam comigo. Graças a Deus essa fase passou há algum tempo. rs

Não vou falar mais porque se eu contar mais um pouco posso dar spoiler. O livro é bem previsível, mas não tem necessidade de atrapalhar a leitura de ninguém, né? hehe Quem curtiu a ambientação de Gossip Girl ou até mesmo curtiu filmes como Meninas Malvadas e até mesmo Segundas Intenções, pode ler sem medo!

Beijos!

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6 em Book do dia no dia 22.11.2016

Book do dia: O orfanato da Srta. Peregrine para crianças peculiares, de Ransom Riggs

Fiquei interessada por esse livro quando dei de cara com o cartaz do filme e soube que seria feito pelo Tim Burton. Logo depois uma amiga me sugeriu – e depois me alertou que não era isso tudo. rs Como sempre curti as obras do diretor, nem pensei duas vezes na hora de começar a leitura e dei uma leve ignorada na opinião da minha amiga (desculpa, Sissi).

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A sinopse também instiga:  A história começa com uma tragédia familiar que lança Jacob, um rapaz de 16 anos, em uma jornada até uma ilha remota na costa do País de Gales, onde descobre as ruínas do Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares. Enquanto Jacob explora os quartos e corredores abandonados, fica claro que as crianças do orfanato são muito mais do que simplesmente peculiares. Elas podem ter sido perigosas e confinadas na ilha deserta por um bom motivo. E, de algum modo – por mais impossível que possa parecer – ainda podem estar vivas.

Como a maior parte das pessoas que começaram a ler sem saber do que se tratava, jurava que seria terror, mas na verdade o tema central da história nada mais é do que um assunto que aterroriza dezenas de adolescentes todos os dias: não se encaixar.

Jacob é assim, não tem muitos amigos no colégio, trabalha na rede de farmácias da família mas odeia o seu trabalho e o fato mais empolgante que acontece em sua vida é ouvir as história do seu avô polonês, que perdeu sua família por causa do nazismo e ao fugir, foi parar no Orfanato da Srta. Peregrine junto com as “crianças peculiares”. E é claro que ninguém acreditava no avô, todo mundo jurava que ele inventava as histórias como forma de escapar dos horrores que sofreu.

Como o livro é ficção e fantasia infanto-juvenil, é claro que Jacob descobriu que era tudo verdade e resolveu ir atrás. Foi com essa base que Ramson Riggs criou sua trilogia, que também conta com “A Cidade dos Etéreos” e “A Biblioteca de Almas”.

Uma característica super interessante desse livro é que o autor ilustra os personagens através de fotos de época (que no final eu descobri que são fotos reais, apesar de algumas obviamente terem sofrido algumas modificações photoshopísticas para mostrarem as peculiaridades). Elas não são super necessárias, mas ajudaram a criar o clima peculiar que a história pedia.

Porém, contudo, entretanto, não acho que vou continuar. Não sei se já to velha demais para literatura Young Adult (meu amor por Harry Potter não mudou, então continuo acreditando que ainda posso gostar de uma coisa ou outra), mas terminei “Orfanato” dando aleluia por ter finalmente acabado.

O mais engraçado é que é uma leitura fácil e rápida, os personagens não são chatos, a ideia é boa e muito relacionável (afinal, que adolescente nunca se viu nesse dilema de se achar peculiar?) mas não consegui me encantar com nada. Ainda por cima o autor tentou criar um romance bem esquisito que não me convenceu – e me fez gostar um pouco menos da história.

Esse é o típico caso de “o problema não é você, sou eu”. Tenho certeza absoluta que muita gente vai curtir a leitura, outras tantas vão se identificar e entrar nesse universo. Acho que eu que to chata demais mesmo.

Alguém leu? O que achou??

Beijos!

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8 em Book do dia no dia 04.10.2016

Book do dia: A garota do trem, de Paula Hawkins

Fiquei interessada nesse livro desde que ele foi lançado no ano passado, mas aí fui lendo outros títulos, fazendo outras coisas e quando vi tinha esquecido dele completamente até me deparar com o poster do filme, que estreará essa semana por aqui. Aí foi impossível ignorar, né?

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Para quem não sabe do que se trata, a história é a seguinte: Todas as manhãs, Rachel pega o trem das 8h04 de Ashbury para Londres. O arrastar trepidante pelos trilhos faz parte de sua rotina. O percurso, que ela conhece de cor, é um hipnotizante passeio de galpões, caixas dágua, pontes e aconchegantes casas.
Em determinado trecho, o trem para no sinal vermelho. E é de lá que Rachel observa diariamente a casa de número 15. Obcecada com seus belos habitantes a quem chama de Jess e Jason , Rachel é capaz de descrever o que imagina ser a vida perfeita do jovem casal. Até testemunhar uma cena chocante, segundos antes de o trem dar um solavanco e seguir viagem. Poucos dias depois, ela descobre que Jess, na verdade Megan, está desaparecida.
Sem conseguir se manter alheia à situação, ela vai à polícia e conta o que viu. E acaba não só participando diretamente do desenrolar dos acontecimentos, mas também da vida de todos os envolvidos.
Uma narrativa extremamente inteligente e repleta de reviravoltas, A garota No Trem é um thriller digno de Hitchcock a ser compulsivamente devorado.

Adorei a forma que a autora encontrou para contar a história: ela alternou a visão das 3 mulheres principais, Rachel, Megan e Anna. O mais legal é que nenhuma delas é óbvia ou previsível, todas têm nuances e segredos que vão sendo desvendados através das páginas e deixando o leitor com a pulga atrás da orelha. Como o livro é contado sempre em primeira pessoa também temos o privilégio de saber o que essas 3 personagens estão pensando, e isso traz um grau de realidade muito bom para quem está lendo, é fácil se conectar com as três.

Paula Hawkins tem um quê de Gillian Flynn, a autora de “Garota Exemplar”, os dois livros inclusive foram bastante comparados. Claro que ambos são thrillers psicológicos com personagens instáveis e relacionamentos abusivos, mas “A garota do trem” tem o seu mérito. Paula soube criar uma história super envolvente e tensa, ótima para quem gosta de mistérios.

Apesar do final ser um pouco previsível o durante é realmente cheio de reviravoltas. Li super rápido e adorei! Quem gosta desse tipo de leitura pode comprar – quem quiser ajudar, pode comprar aqui pelos nossos afiliados!

E quem já leu, curtiu também?

Beijos!

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