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Book do dia

8 em Book do dia no dia 04.10.2016

Book do dia: A garota do trem, de Paula Hawkins

Fiquei interessada nesse livro desde que ele foi lançado no ano passado, mas aí fui lendo outros títulos, fazendo outras coisas e quando vi tinha esquecido dele completamente até me deparar com o poster do filme, que estreará essa semana por aqui. Aí foi impossível ignorar, né?

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Para quem não sabe do que se trata, a história é a seguinte: Todas as manhãs, Rachel pega o trem das 8h04 de Ashbury para Londres. O arrastar trepidante pelos trilhos faz parte de sua rotina. O percurso, que ela conhece de cor, é um hipnotizante passeio de galpões, caixas dágua, pontes e aconchegantes casas.
Em determinado trecho, o trem para no sinal vermelho. E é de lá que Rachel observa diariamente a casa de número 15. Obcecada com seus belos habitantes a quem chama de Jess e Jason , Rachel é capaz de descrever o que imagina ser a vida perfeita do jovem casal. Até testemunhar uma cena chocante, segundos antes de o trem dar um solavanco e seguir viagem. Poucos dias depois, ela descobre que Jess, na verdade Megan, está desaparecida.
Sem conseguir se manter alheia à situação, ela vai à polícia e conta o que viu. E acaba não só participando diretamente do desenrolar dos acontecimentos, mas também da vida de todos os envolvidos.
Uma narrativa extremamente inteligente e repleta de reviravoltas, A garota No Trem é um thriller digno de Hitchcock a ser compulsivamente devorado.

Adorei a forma que a autora encontrou para contar a história: ela alternou a visão das 3 mulheres principais, Rachel, Megan e Anna. O mais legal é que nenhuma delas é óbvia ou previsível, todas têm nuances e segredos que vão sendo desvendados através das páginas e deixando o leitor com a pulga atrás da orelha. Como o livro é contado sempre em primeira pessoa também temos o privilégio de saber o que essas 3 personagens estão pensando, e isso traz um grau de realidade muito bom para quem está lendo, é fácil se conectar com as três.

Paula Hawkins tem um quê de Gillian Flynn, a autora de “Garota Exemplar”, os dois livros inclusive foram bastante comparados. Claro que ambos são thrillers psicológicos com personagens instáveis e relacionamentos abusivos, mas “A garota do trem” tem o seu mérito. Paula soube criar uma história super envolvente e tensa, ótima para quem gosta de mistérios.

Apesar do final ser um pouco previsível o durante é realmente cheio de reviravoltas. Li super rápido e adorei! Quem gosta desse tipo de leitura pode comprar – quem quiser ajudar, pode comprar aqui pelos nossos afiliados!

E quem já leu, curtiu também?

Beijos!

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2 em Book do dia no dia 22.09.2016

Book do dia: Silo, de Hugh Howey

Depois do sucesso de Jogos Vorazes, nada mais natural que editoras e produtoras começarem a apostar pesado em outros livros com o mesmo tema. Foi assim que surgiu Divergente, outro sucesso de vendas e de bilheterias. Jurava que pararia por aí, mas em 2014 foi lançado Silo, o primeiro de uma série de 5 livros, sendo que o terceiro acabou de ser lançado agora no Brasil, mais especificamente no dia 06 de setembro.

Na época que Silo lançou eu fiquei interessada mas acabei esquecendo. Até que há uns 2 meses atrás eu voltei a cruzar com ele nas sugestões do Kindle e resolvi finalmente comprar.

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A sinopse: O que você faria se o mundo lá fora fosse fatal, se o ar que respira pudesse matá-lo? E se vivesse confinado em um lugar em que cada nascimento precisa ser precedido por uma morte, e uma escolha errada pode significar o fim de toda a humanidade? Essa é a história de Juliette. Esse é o mundo do Silo. 

Em uma paisagem destruída e hostil, em um futuro ao qual poucos tiveram o azar de sobreviver, uma comunidade resiste, confinada em um gigantesco silo subterrâneo. Lá dentro, mulheres e homens vivem enclausurados, sob regulamentos estritos, cercados por segredos e mentiras. Para continuar ali, eles precisam seguir as regras, mas há quem se recuse a fazer isso. Essas pessoas são as que ousam sonhar e ter esperança, e que contagiam os outros com seu otimismo. Um crime cuja punição é simples e mortal. Elas são levadas para o lado de fora. Juliette é uma dessas pessoas. E talvez seja a última.

Mundo hostil pós apocalíptico – checado. População presa a regulamentos estritos, distribuída por tarefas e sob leis de um governo totalitário – checado. Uma heroína que vai comandar uma revolução e provavelmente mudar o mundo – checado. Como deu pra ver, a base não é muito diferente da que foi usada por seus predecessores, a diferença em Silo é que ela não é tão voltada para o público infanto juvenil. A grande maioria dos personagens têm de 25 anos para cima.

Eu tive sentimentos ambíguos durante as 512 páginas. Em um primeiro momento eu achei bem entediante ver a fórmula que eu já conhecia sendo usada para um público alvo mais velho. Depois eu achei que estava dando certo. E aí eu não sabia mais o que achar, mas terminei o livro curtindo bastante. Entenderam o caos? rs

Pensando bem, acho que o maior problema da narrativa é que as vezes ela se perde em explicações sem fim sobre cenas e detalhes que não fazem muita diferença pra trama, tornando a leitura um pouco cansativa em algumas partes. Hugh Howey consegue ser bem prolixo as vezes e nos leva para caminhos que a gente acha que vai levar para algum lugar aparentemente promissor que acaba sendo alarme falso. Algumas cenas acontecem sem nos preparar enquanto várias perguntas permanecem sem respostas, e isso é meio frustrante.

Ao mesmo tempo eu fechei o livro bem curiosa para ler Ordem, a parte 2 da série Silo. Concluindo, acho que essa não tá sendo uma boa resenha, né? rsrs Resumindo, o resultado final é bom mas o durante pode ser meio maçante em algumas partes. Mas vale a pena, principalmente se você está carente de séries como Jogos Vorazes e Divergente. :) Quem quiser comprar, tem aqui! 

Alguém já leu? O que achou?

Beijos!

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8 em Book do dia no dia 18.08.2016

Book do dia: Baía da Esperança, de Jojo Moyes

To quase pensando em mudar o nome da tag para “book da Jojo Moyes do dia”, porque ela é uma das autoras que mais aparecem por aqui! A verdade é que quando surge algo novo dela para ler eu nem penso duas vezes, e como sei que tem muita gente aqui que acompanha meu entusiasmo, também não penso duas vezes para postar muita Jojo por aqui!

Baía da Esperança foi lançado ano passado em português mas na verdade é um livro de 2007, bem antes dos famosos “A última carta de amor“, “A garota que você deixou pra trás” e “Como eu Era antes de você“.

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A sinopse: Quando Mike Dormer parte de Londres para uma pequena cidade litorânea da Austrália, a fim de impulsionar a construção de um resort de luxo, vislumbra apenas mais um contrato milionário que lhe permita subir outro degrau da escada empresarial. O destino, porém, lhe reserva algo diferente. Baía da Esperança não é uma cidadezinha qualquer, e as tripulações de observação de baleias, lideradas pela enigmática marinheira Liza McCullen, logo vão se revoltar contra o apetite predatório do forasteiro Mike. Quando a megaconstrução começa a ganhar vida, e então se revelam os efeitos na fauna local, os mundos de Liza e Mike se chocam, com resultados dramáticos. Perigos inesperados irão confrontar os nativos, sejam eles criaturas marinhas ou seres humanos. E Mike se vê obrigado a responder à pergunta que paira sobre Baía da Esperança: até onde se pode chegar, antes de acabar por destruir o que se ama?

Baía da Esperança é um livro fofo, tem uma temática gostosinha mas está longe de entrar na minha lista de preferidos. Muita gente, inclusive, achou tudo muito chato. Não foi meu caso, apesar de concordar que não é um livro tão envolvente quanto os últimos best sellers que Jojo lançou. Dá para sentir aquele DNA que já conhecemos, mas também dá para perceber que ela ainda era um pouco inexperiente.

Apesar do pano de fundo serem completamente diferentes, eu achei muito parecido com Um mais Um – e não só por causa da narrativa onde cada capítulo é a visão de um personagem diferente. Em primeiro lugar, achei que os personagens de Baía da Esperança são muito parecidos com os de Um mais Um, apenas com outra roupagem. Em segundo, ambas as histórias têm finais bem previsíveis, a diferença é que no de 2015 ela já sabia a fórmula para nos envolver com todos os personagens. Lembro que tive um misto de sensações em Um mais Um que não tive em Baía da Esperança.

Quem quiser comprar, sugiro começar com expectativas baixas. É um livro legal, gostosinho, mas diria que é uma história bem de filme Sessão da Tarde. Nos nossos afiliados, achamos para vender na Saraiva e na Livraria Cultura tem a versão digital. :)

Alguém já leu? O que achou?

Beijos

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