Browsing Category

entretenimento

0 em Autoconhecimento/ entretenimento no dia 20.12.2016

#acheiporaí: 5 lições de vida que toda mulher pode aprender com o filme Brooklyn

Outro dia lá no grupo do Facebook, a Helena compartilhou esse texto sobre o filme Brooklyn e eu achei bem legal, até porque eu fui dessas que achou que ele se tratava apenas de uma história de amor, mas ele vai além e eu amei essa nova visão sobre ele, quis traduzir (se tiver algum erro me avisem!).

Na próxima vez que você precisar de uma desculpa para ficar em casa numa sexta feira, pegue uma pipoca, algumas amigas e o filme indicado ao Oscar, Brooklyn. Enquanto você estiver pegando o controle e achando o lugar mais confortável do sofá, você verá na vida de uma imigrante irlandesa na era de Eisenhower. Junto com Eilis Lacey você batalhará contra saudades de casa, suportará colegas de quarto enfadonhas, se apaixonará por Tony (um italiano charmoso) e achará conforto em um homem que oferece a familiaridade de casa.

Um alerta justo: A história de amor de Eilis é bonita e te deixará tentada a encarar o filme como um simples romance. Mas Eilis tem muito mais a ensinar sobre a vida do que como achar um homem. Aqui estão 5 lições que toda jovem mulher pode aprender com Brooklyn  (e se não estiver óbvio, spoilers à frente!):

tumblr_nzo8rx79qh1srnwquo4_540

1 – Uma mentora no momento certo pode fazer toda a diferença:

Assim que Eilis embarca no navio que a levará para a America, um par de brincos de pérolas e um borrão de batom vermelho entra em sua cabine, pedindo a melhor cama e oferecendo um cigarro para Eilis ao mesmo tempo. Eilis se intimida com Georgina, que navega facilmente pela vida de imigrante. Apesar de sua intimidação, Eilis aprende uma coisa ou outra com sua companheira de cabine. Assim que o oceano vai se afastando, Georgina vai guiando a menina: “Fique ereta, polia seus sapatos e não tussa. Não seja rude ou insistente e não pareça nervosa. Pense como uma americana. Você tem que saber onde está indo.”

Georgina não aparece no resto do filme, mas a breve mentora de Eilis modela a coragem que antes lhe faltava. Em qualquer momento das nossas vidas nós podemos cruzar com alguém que pode mudar nossa forma de pensar. Eilis estava aberta aos conselhos que Georgina tinha a dar, e ela os seguiu. Sem a ajuda da ousada loira que a ensinou como andar, pensar e se vestir como uma americana, talvez Eilis não teria passado pela inspeção da imigração.

2 – Autoconfiança deve ser mostrada:

Depois de voltar para a Irlanda por causa de uma emergência familiar, Eilis encontra sua melhor amiga, Nancy, que alardeia a transformação dramática que sua amiga passou – “Oh, Eilis, você está tão glamurosa!” A Eilis que está em frente a ela, que veste um vestido amarelo shape A, batom fúcsia e um toque de delineador preto não tinha nada a ver com a menina que foi embora para o Brooklyn com sua mala de vestidos e saias sem graça. É claro que Nancy vê a mudança de forma extrema, mas ela foi bem gradual. Começou quando Georgina colocou um pouco de máscara em seus olhos antes de ir para a imigração e continuou quando sua colega de quarto a empurrou para o banheiro durante uma dança irlandesa, lhe passou um batom e ofereceu uma certa forma de encorajamento: “Pronto! Está melhor. Agora você não parece como se estivesse ordenhando vacas.”

Depois que ela conhece Tony, a aparência de Eilis vai mostrando sua confiança crescente o seu senso de segurança que está sendo desenvolvido. Não importa se foi motivado por amor, uma nova paixão ou apenas um forte desejo interno por mudança, confiança é algo que toda mulher deveria procurar ter.

3 – Seja seletiva com quem você compartilha sua vida:

Quando Eilis se muda para uma república, suas colegas de quarto passavam rumores e fofocas pela mesa de jantar junto com a cesta de pães. Duas dessas meninas tentam virar os holofotes para Eilis depois que ficam sabendo sobre seu misterioso Tony, e elas a interrogam para mais informações. Com seu jeito sempre classudo, Eilis deixa seus lábios cerrados em um sorriso, instigando suas colegas com um sorriso enigmático e deixando a curiosidade no ar. Embora ela se deleite com a privacidade de sua vida pessoal, Eilis aprende rapidamente a gostar da atenção de Tony.

No primeiro encontro deles, Eilis não resiste aos olhos e às perguntas bem colocadas . Uma refeição depois, Eilis não consegue parar de falar e se ilumina com o contentamento de compartilhar sua história enquanto ela se abre com Tony sobre suas esperanças em um futuro na America e sobre seu passado na Irlanda. Eilis mostra que você pode aproveitar sua beleza e fascínio sem parecer que está ostentando.

4 – Sofrer faz parte da vida, mas é a parte que mais a enriquece:

Eilis começa a sentir falta de casa assim que pisa no Brooklyn. Ao receber as primeiras cartas de casa, ela se vê de de coração partido e arrependida, mas segue em frente. No final do filme, enquanto ela volta de uma visita à Irlanda, Eilis encontra uma jovem menina viajando para a America pela primeira vez. Ela a avisa: “Você vai sentir tanta falta de casa que vai dar vontade de morrer e não tem nada que você possa fazer a não ser aguentar. E você conseguirá, isso não vai te matar”. Algumas vezes nós encontramos alguns desafios na vida que exigem muita força até passarem – nada amortece ou acelera o processo. E é isso, esses desafios acabam e você fica mais forte, e essa força é a coisa mais importante no final.

5 – Amadurecimento requer sacrifício:

Eilis volta para casa por um tempo e deixa Tony no Brooklyn. Ela fica mais de um mês na Irlanda, reparando no ritmo que sua vida teria caso ela nunca tivesse ido embora. Um homem que ela encontra enquanto está por lá pede para ela ficar: “Sua vida aqui pode ser tão boa quanto. Melhor, talvez”.

No final, Eilis se vê com uma escolha difícil: ficar na Irlanda no conforto de casa ou voltar para o Brooklyn, o lugar que fez ela se tornar uma mulher independente. E Eilis fala para uma pessoa conhecida no final do filme, sobre a vida de imigrante: “Você se pegará pensando em algo ou alguém que não tem nenhuma conexão com seu passado, alguém que é só seu, e você perceberá que é a sua vida é ali.”

Se você é mulher e está à procura de uma inspiração fresca, esse filme é para você. Se desafie a canalizar Eilis Lacey e achar o seu Brooklyn.

 

11 em entretenimento/ séries no dia 05.12.2016

Netflix: Rever para repensar

Semana passada eu resolvi recomeçar Mad Men. Falei da Joan por aqui outro dia e me deu muita vontade de rever os personagens de uma série que curti tanto. E como estou tentando fazer meu marido curtir séries comigo, achei que essa seria uma ótima porta de entrada.

Imaginem minha surpresa quando vi uma Joan cujo sonho era arrumar um marido rico, uma Peggy completamente submissa e várias passagens extremamente machistas de personagens que eu terminei me afeiçoando com o passar dos anos?

she-starts-dating-again-she-willing-settle

 

Eu não consigo acreditar nisso. Você é tão decepcionante.

Apesar da série ter começado em 2007, eu só comecei a ver apenas em 2011. Nem faz tanto tempo assim, como eu pude esquecer essas cenas?

Aí me toquei que a questão é mais grave ainda. O problema não foi eu ter esquecido, foi eu não ter me importado. A Carla de 2011 era tão alheia à esse tipo de assunto que só conseguia me chocar com o Peter Campbell, que era o pior de todos ali, o jovem privilegiado sem limites que queria se dar bem em cima de todos – e principalmente, de todas. Mas as cantadas inapropriadas,  a falta de voz das mulheres, até mesmo a forma que educavam os filhos. Tudo isso passou completamente despercebido há quase 6 anos e outro detalhes machistas tão comuns anos atrás (e tão bem retratados na série) foram ignorados por mim. Que bom que os personagens não foram os únicos que evoluíram, né?

E se eu demorei para engrenar Mad Men lá atrás, dessa vez que eu to devorando, vendo tudo com outros olhos. E posso falar? To amando enxergar tudo atráves de óculos problematizadores – e essa série tem muitas coisas para questionar. Depois dessa, confesso que fiquei com vontade de fazer isso com outras, principalmente aquelas que eu não via problemas.

Então tá com um tempinho livre? Reveja séries que você amava. Séries de anos atrás, aquelas que você não perdia um capítulo e achava tudo perfeito. Veja os defeitos, assista com olhar crítico, não tenha medo de se desapaixonar pelos seus personagens preferidos do passado. Acho que é um ótimo exercício de desconstrução, um jeito eficiente de ver o que acontecia ao seu redor, de repensar quem você era há alguns anos e uma ótima forma de consumir entretenimento com consciência e realidade.

Vocês já fizeram isso??

banner-SNAP-ca

4 em entretenimento/ séries no dia 29.11.2016

Personagens que influenciam

Eu vejo muitas séries. Hoje em dia bem menos do que gostaria, mas continuo acompanhando muitas religiosamente e agradeço todos os dias aos inventores do Netflix por me darem a possibilidade de rever séries antigas (tá faltando Dawson’s Creek, #fikdik) e me atualizar com as novas.

Aí outro dia, minha amiga Thais postou um texto dizendo como queria ser a Lorelai Gilmore (aliás, taí uma série que nunca vi e comecei essa semana! hahaha Mais uma vez, culpa do Netflix) e eu parei para pensar sobre isso. Quais personagens me marcaram, influenciaram ou até mesmo inspiraram?

Jen Lindley

anigif_enhanced-buzz-14713-1385306942-25_preview

Eu tinha mais ou menos uns 15 anos quando comecei acompanhar Dawson’s Creek religiosamente. Por muito tempo eu me identifiquei com a Joey, personagem certinha, careta, tímida e eterna romântica apaixonada pelo Dawson. Mas Joey nunca me acrescentou nada por um simples motivo: eu era muito parecida com ela.

Já Jen era meu oposto. Livre, sem medo de falar o que pensa, rebelde mas com um coração enorme. Uma das personagens que mais amadureceram ao longo da série. Eu demorei para entender que Jen me inspirava, mas a verdade é que ela foi uma das poucas personagens da série que me fazia enxergar tudo por outro ângulo, então é merecido que ela encabece essa lista (mesmo não tendo ordem de preferência).

Piper Halliwell

tumblr_ltjhkfcmyk1r3muhuo1_500

Você é uma das pessoas mais fortes e capazes que eu já vi. E não esqueça que eu estou por aí há bastante tempo.

Ainda nas séries antigas, assim como Dawson’s Creek, em Charmed eu sempre me identifiquei com a Piper. Sim, gente, eu sempre fui atraída pelas personagens mais certinhas, caretas e apaixonadas que vivem grandes amores.

Quando revi ano passado ela me inspirou novamente pois passei a enxergar a Piper como irmã preocupada, mãe zelosa, esposa dedicada mas que ainda conseguia arrumar tempo para ser dona da boate mais famosa de São Francisco. Mesmo sendo a mais quieta das 3 irmãs, ela foi a única que me deu esperanças que dá para dar conta de tudo, mesmo que as coisas saiam da ordem de vez em quando.

Joan Holloway

592f8e20-7ce5-0132-43aa-0ebc4eccb42f

As vezes quando as pessoas conseguem o que querem, elas percebem como seus objetivos eram limitados

Eu tinha esquecido dela até a Sil lembrar e eu recordar como Joan é uma personagem incrível, forte e ambiciosa. Nunca foi de levar desaforo pra casa e soube se impor no meio predominantemente masculino da publicidade nos anos 60 – que infelizmente nem é tão diferente do meio de hoje em dia. Aliás, raros foram os momentos que ela permitiu ser anulada por alguém, seja no trabalho ou no ambiente familiar, total dona do próprio nariz e poderosíssima por ter tanta consciência disso

Acho que toda mulher deveria levar Joan como inspiração, só vejo benefícios. Inclusive fiquei morrendo de vontade de rever Mad Men só para analisar melhor as cenas dela!

Callie Torres

Quando comecei a ver Grey’s Anatomy ela era apenas mais uma personagem. Mas Callie tem carisma, opinião, é bem resolvida e tem um coração gigante, me ganhou. Ela me inspira sempre a achar liberdade nas pequenas coisas e saber confiar no próprio taco.

A cena dela botando a Sofia para dormir e pegando o fone de ouvido para dançar é uma das mais inspiradoras da minha vida de seriadista (ficou mais significativa ainda pós Arthur haha)

Abby Whelan

abby-whelan

Eu AMO como essa personagem cresceu até o momento e tenho medo do que ela pode vir a se tornar, mas vamos conversar sobre Abby até agora.

No início da série ela era apenas uma mulher que vivia às sombras de Olivia Pope, que não sabia fazer nada sem o aval da amiga e parceira. E de repente ela deu uma reviravolta e virou outra mulher, passou a ser dona do próprio nariz e das próprias decisões. Mas a mudança não aconteceu do nada, ela não se empoderou de um dia para outro e de repente virou assessora do presidente. Ela foi indo aos poucos, com medo em alguns momentos, duvidando de si mesma em certas horas, mas foi aceitando os desafios e vendo no que ia dar até perceber que ela podia ir além.

Acho que recentemente Abby foi a personagem que mais me inspirou, mas veremos se ela vai se corromper muito nessa própria temporada (aliás, quem não se corrompe em Scandal, né?).

E vocês? Têm personagens inspiradoras? Quais são?

Beijos!

banner-SNAP-ca