Browsing Category

entretenimento

1 em Autoestima/ Comportamento/ entretenimento/ séries no dia 24.08.2018

3 séries da Netflix para inspirar sua autoestima

Sabe aquela hora que você abre o Netflix e leva um tempão pra decidir o que assistir? Vamos ajudar você com algumas sugestões de séries que podem até não parecer que falam sobre autoestima, mas mostram sim, diferentes aspectos sobre como mulheres foram aumentando sua autoconfiança seja profissionalmente, na vida amorosa ou nas demais áreas da sua vida! Precisamos parar de associar diretamente autoestima e autoimagem, assim vamos ver que temos muito o que aprender e nos inspirar com filmes, livros ou seriados. Conteúdo de entretenimento pode sim falar de autoestima sem usar a palavra, basta que te inspire você a se gostar mais, se olhar com mais amor, se conhecer ou se respeitar. Ver histórias reais, possíveis pode nos inspirar a seguir em frente ao longo dessa jornada do autoconhecimento. Vamos às sugestões?

The Good Wife

TheGoodWife_3919200-CBS_GOOD_WIFE._V392939157_RI_SX940_

Alicia Florrick era uma advogada que deixou a carreira de lado para apoiar o marido, Peter, em sua carreira política. Até que surge um escândalo onde a traição de Peter é revelada e ela se vê num cerco da mídia ao seu redor e começando a tomar de volta as rédeas da própria vida e se redescobrir.

Com altos e baixos, competição no escritório com homens e integrantes bem mais jovens, a trajetória de Alicia é bem possível de acontecer com qualquer mulher em diversas idades e mostra como ela vai recuperando sua autoestima através do trabalho e de suas novas (ou seriam antigas?) relações pessoais.

Grace & Frankie

GandF_Keyart-Vertical_US-MAIN

Jane Fonda e Lilly Tomlin mostram com muita delicadeza e doses de humor na medida que nunca é tarde para recomeçar e se redescobrir. Aos 70 anos, as duas São pegas de surpresa por uma revelação de seus maridos e acabam virando colegas de casa. Em meio a descobertas sexuais, amorosas e procurando uma nova profissão, elas mostram que é possível dar a volta por cima e ter sororidade a qualquer etapa da vida.

The Crown

the-crown-007

Você pode achar estranha essa indicação ter a ver com autoestima, já que a Coroa é muito repressora e todo esse sistema real não beneficia muito as mulheres. Pois imagine como contornar isso sendo mulher e tendo virado rainha sem esperar e sem ter sido preparada para isso. Aposto que a sua visão sobre a Rainha Elizabeth II vai mudar depois de ver a série e você vai perceber como ela soube contornar alguns (infelizmente não todos) os percalços e se sentir mais empoderada ao longo de todos esses anos de reinado.

1 em Comportamento/ entretenimento no dia 24.07.2018

Você já ouviu falar de Nanette?

Sim, vou chover no molhado aqui. A essa altura, muita gente já deve ter ouvido alguma amiga falar sobre Nanette. Ou leu rapidamente algum post compartilhado no seu Facebook. Ou cruzou com algum tweet de alguma celebridade nacional ou internacional que deu a dica. Então aqui estou eu, aumentando o coro.

Se você tem uma conta na Netflix e está afim de assistir algo que vai te impactar de alguma forma, pode ver Nanette sem medo. O stand up, que de comedy tem pouca coisa, comandado pela comediante australiana Hannah Gadsby é poderoso e instigante.

Recentemente ele foi super indicado no grupo e o que eu achei curioso é que ele tocou pessoas de formas muito diferentes. Então, ao invés de ficar aqui fazendo textão para indicar esse filme, achei melhor trazer para cá alguns dos comentários que vi por lá.

hannah-gadsby-nanette

“Assisti essa semana e é realmente maravilhoso! Não conhecia a Hannah e fiquei hipnotizada com a forma dela de abordar temas tão sensíveis. Recomendo demais!!” – Fernanda

“Dentre outras coisas, falamos mto da força que ela transmite, da dor ao falar da violência e da coragem. Eu, bem capricorniana, destaquei umas falas que me pegaram na veia:
– “ não há nada mais forte do que uma mulher destruída que se reconstruiu”
– “Sua resiliência é sua humanidade”
– “Envergar e não quebrar, isso é uma força incrível”
– “Diversidade é força”
– “Ninguém tem o direito de espalhar raiva”
– “O que cura são as histórias”” – Margareth

“Eu terminei de assistir hj de manhã. Como chorei. Como todo mundo (principalmente homens brancos heterossexuais – como ela mesma disse) devem assistir. Mto forte e mto sensível.” – Laura

“Só consegui assistir ontem e realmente o discurso vai ganhando uma força, um peso. Como ela mesma disse, ela é muito boa em segurar a tensão. Incrível.” – Camila

“Ja tinha visto varias pessoas recomendarem, mas so hoje conseguir ver. Deu aquele nó sabe? Achei incrível demais, vale recomendar mil vezes mesmo, todo mundo deveria ver.” – Roberta

“Assistir ontem. Ainda não tinha me rendido com medo de ela se auto depreciar no show. Mas vi trechos no IG da Cecília. Aí sim entendi a proposta. E só amores. A parte que ela fala sobre: “temos a necessidade de estar certo, só pra discutir e não ajudar o outro a se construir.”Outro trecho: “não odeio homens, tenho medo deles. Se você não sente medo de estar em uma roda só de homens então nunca conversou com nenhuma mulher ao seu redor.” Pra refletir e muitooooo terminei o vídeo impactada.” – Jacqueline

“Eu assisti 2X para pode entender tudo. E na 2a vez eu chorei de soluçar por pensar que merda de patriarcado que fez isso com as mulheres. Que temos um caminho longo pela frente. Que talvez as futuras gerações ainda vão sofrer muito com racismo, homofobia e machismo. Quem começou a assistir e achou meio arrastado da uma chance. O início é um stand up não muito engraçado mas depois ela vira a mesa e tudo se encaixa.” – Tania

“Assisti há dois dias. nunca vi nada tão bem escrito, bem amarrado e bem falado na VIDA. ela reescreveu a história da arte com olhos femininos. reescreveu a comédia com olhos femininos. reescreveu a própria história. é muito difícil ser respeitada quando vc está BRAVA. ninguém quer ver uma mulher puta da vida não é mesmo???? nãaaaaao. só homem pode ficar puto da vida. a gente tem que ser fofinha compreensiva e acolhedora. mulher assertiva???? ai. não pode. mas há motivos para estar puta. me identifiquei com hannah em vários níveis. temos a mesma idade, inclusive. É difícil pra mim explicar o tanto que amei esse monólogo da hannah e o quanto me identifico com muito do que ela acredita e até muito do que ela é.” – Juliana Ali de novo rs

Você já assistiu? O que achou?

0 em Autoestima/ Comportamento/ Destaque/ entretenimento no dia 05.07.2018

Sexy por Acidente, aquele filme que não poderia ser mais #paposobreautoestima

Em 8 anos de blog, nós nunca tínhamos sido lembradas e associadas à algo que tivesse a cara do nosso trabalho. Normal, por muito tempo esse blog era feito com muito amor mas não tinha nenhuma característica forte definida. Mesmo depois de termos criado o #paposobreautoestima e esse movimento ter ganhado vida própria, começamos a ser associadas com muitas histórias, frases e matérias, mas ainda não tínhamos vivido esse movimento da forma e intensidade que vimos quando o filme Sexy por Acidente foi lançado.

Amigas nossas que trabalham com imprensa e viram o filme em primeira mão já haviam falado com a gente há alguns meses. Quem mora aqui nos Estados Unidos – onde o filme foi lançado antes mas infelizmente eu não consegui ver – começou a nos mandar mensagens. Uma agência inclusive nos procurou para fazer uma ação para o lançamento desse filme e até sugerimos uma ação diferente, mas não fomos respondidas. Aí o filme lançou, e quando isso aconteceu, nosso direct simplesmente explodiu: “É a cara do papo!”, “é tudo o que vocês falam!” “é incrível!”. Bem, e daí que não rolou nenhuma ação, né? Não dava para não falar desse filme que, de fato, era a nossa cara.

Quando vi o trailer pela primeira vez confesso que fiquei um pouco desanimada. Ele lembra muito aquele filme “O Amor é Cego”, onde o cara é hipnotizado para ver apenas a beleza interior das mulheres e se apaixona por uma mulher gorda, que só ele tem certeza que tem a cara e o corpo da Gwyneth Paltrow. Durante quase 2 horas vemos aquele show de gordofobia que há quase 17 anos, infelizmente, era visto como piada.

A ideia de Sexy por Acidente parece a mesma, mas só parece (atenção, spoilers a seguir!): Amy Schumer interpreta Renné Bennett, uma mulher insegura e que tem como maior sonho ser bela, bate a cabeça e quando acorda, passa a se enxergar bonita. Em alguns momentos confesso que fiquei meio cabreira. Por exemplo, quando ela acorda ela pergunta para a mulher da academia se ela está vendo seus braços tonificados, sua barriga dura e afins, e eu só consegui pensar “putz, lá vai ela achar que virou padrão e só enxergar sua beleza por causa disso, nada de novo sob o sol dos filmes de Hollywood, não é mesmo?”.

Só que não. Achei maravilhoso que, por mais que ela passe a se enxergar de outra forma, em nenhum momento ela muda algo em seu corpo ou passa a mensagem que precisamos ser diferentes para sermos bonitas ou, mais importante, nos sentirmos bonitas. A autoconfiança, muito mais que a beleza, realmente vem de dentro e acaba refletindo fora.

Fica claro no filme que a insegurança que ela tinha vinha sempre da comparação que ela fazia com mulheres que ela considerava bonitas, e no momento que ela se botou em primeiro lugar e parou de olhar para o que as outras mulheres tinham (e consequentemente o que ela não tinha), tudo fluiu. Ela arrumou o emprego dos sonhos, parou de se importar com a opinião alheia e até arrumou um cara bacana, mesmo que esse não seja o objetivo do filme. Só que aí vamos para outro momento de tensão (e mais um spoiler): ela começa a exagerar na dose.

Me peguei tensa novamente porque fiquei com medo da mensagem que o filme poderia passar, afinal, ainda vivemos em um mundo onde a mulher que se ama demais e reconhece seus pontos fortes é vista como arrogante. E no filme, quando ela se vê bonita e passa a se sentir segura em sua própria pele pela primeira vez, ela começa a ter atitudes exageradas a ponto de suas amigas se afastarem, por exemplo. A arrogância até pode existir, mas ela não é uma característica inerente de uma boa autoestima, e fiquei realmente com medo do filme incentivar isso de uma forma. Mais uma vez fui surpreendida e não foi isso que aconteceu.

O slogan do filme é: "mude tudo sem mudar nada". E faz todo sentido!

O slogan do filme é: “mude tudo sem mudar nada”. E faz todo sentido!

A mensagem final me tirou algumas lágrimas dos olhos. Engraçado um filme bobinho e despretensioso ter feito isso comigo, mas fez. Em diversas partes eu me vi representada e me senti de certa forma vingada. É libertador ter sido criada em uma geração que endeusa O Diabo Veste Prada (e eu faço parte desse time) e poder ver um filme onde a personagem principal é ela mesma do começo ao fim e consegue tudo que ela quer sem precisar se adequar, se hipnotizar e, como Renné descobre no final, também não precisava ter batido a cabeça. Como eu falei no post de outro dia, não é um processo fácil chegar no ponto de equilíbrio, não se constrói uma autoestima boa e sólida no passe de mágica, e sim no olhar amoroso, que é o que acontece quando ela percebe que sempre foi a mesma pessoa. 

A autoconfiança e o amor próprio é algo que vem de dentro, e esse filme deixa isso muito claro. Quem estava na dúvida, pode ver sem medo. Vale a pena. :)