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0 em Autoestima/ Comportamento/ entretenimento no dia 11.09.2018

O que podemos aprender com a final do US Open: sororidade

Você não precisa ser fã de tênis para conhecer Serena Williams. A tenista é uma potência como atleta e também como mulher, ao ponto de sua fama ter saído das quadras e ganhado o mundo. Porém, vamos falar de algo que aconteceu dentro das quadras do US Open, um dos maiores torneios do esporte no mundo, e trazer isso para fora das quadras, porque tem muita coisa aí que pode ser debatida.

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Pra começar, vamos falar sobre empatia pela Serena. Ela tem 37 anos e está voltando às quadras após ter sua primeira filha, no ano passado. Se vemos tantos casos de mulheres que têm dificuldades em voltar ao mercado de trabalho depois da maternidade, no caso da Serena Williams, sua licença maternidade lhe custou o primeiro lugar no ranking do Woman’s Tennis Association, o principal do esporte. Na verdade, lhe custou muitos lugares, já que ela foi parar em 451o. na lista e abriu toda uma discussão sobre o quanto esse ranking é justo ou não. É como se ela virasse mãe e quando voltasse ao trabalho, descobrisse que teria que recomeçar tudo do zero, já que as conquistas de toda uma carreira não foram consideradas. E isso não se aplica apenas para Serena. Muitas mulheres vivem tudo isso na sua rotina ao se tornarem mães, e os dilemas são os mesmos!

E lá estava ela, em uma final, competindo acima de tudo contra ela mesma, seus limites e com o olhar do público, que mesmo a apoiando, é inegável que gostaria ver toda sua potência em quadra. A cereja do bolo é que ela estava jogando contra uma atleta 17 anos mais nova, que não parou de treinar por um ano e, por todos esses motivos, está no auge de sua potência física. Que tal essa pressão? Soma-se à tudo isso a responsabilidade de manter seus recordes e desempenho para não perder patrocínios, propostas e até mesmo sua base de fãs. Quer mais um pouquinho? Não podemos esquecer da recente polêmica envolvendo o nome da tenista, quando o presidente da Federação Francesa de Tênis proibiu o uso de um macacão, desenvolvido pela Nike para auxiliar sua circulação sanguínea e evitar coágulos que apareceram durante o parto de sua filha, no torneio de Rolland Garros e levantou um debate sobre o sexismo no tênis. 

Pois bem, pintado esse quadro, o que sabemos é que durante o jogo ela brigou com o juiz, quebrou raquete e foi multada por isso. Saiu como descontrolada, louca, mas a verdade é que julgar Serena por sua atitude durante o jogo sem levar em conta toda a pressão que ela estava inserida fora das quadras é muito simplista e sem empatia. E julgá-la só ajuda a reforçar o estereótipo de que mulheres ficam enfraquecidas depois da maternidade. 

Agora vamos olhar o outro lado, o da vencedora do torneio, Naomi Osaka. Ela sonhava um dia poder jogar com Serena Williams. Antes do jogo ela fez questão de dizer em entrevista que amava Serena. Ela jogou contra uma das suas grandes inspirações e ganhou um dos maiores torneios do mundo. Isso por si só deveria ser visto como um orgulho na história de vida de qualquer pessoa, né? Ela recebeu o prêmio chorando, mas não foi um choro de alegria. Foi um choro de quem estava decepcionando as pessoas, de quem estava envergonhada por ter derrotado a adversária. Ainda por cima, ela teve que se desculpar por ter ganhado da sua ídola e se desculpou para um público que vaiava sua vitória. Quão injusto é isso? Quantas pessoas aqui fora ficam com sua autoestima abalada por falta de apoio e reconhecimento quando realizam grandes coisas? Quando são colocadas em comparação? 

Na final do US Open, por mais tumultuada que tenha sido e por mais que os veículos queiram focar na parte polêmica da partida, não dá para a gente ignorar o lindo exemplo de sororidade que aconteceu enquanto Serena Williams consolava Naomi Osaka. Naquele momento não importou pressão, patrocinadores, contratos, rankings. Era uma mulher apoiando a outra e juntas, sendo mais fortes. No fim das contas, o saldo de pontos foi bem positivo para a gente, que estava assistindo.

1 em Autoestima/ Comportamento/ entretenimento/ séries no dia 24.08.2018

3 séries da Netflix para inspirar sua autoestima

Sabe aquela hora que você abre o Netflix e leva um tempão pra decidir o que assistir? Vamos ajudar você com algumas sugestões de séries que podem até não parecer que falam sobre autoestima, mas mostram sim, diferentes aspectos sobre como mulheres foram aumentando sua autoconfiança seja profissionalmente, na vida amorosa ou nas demais áreas da sua vida! Precisamos parar de associar diretamente autoestima e autoimagem, assim vamos ver que temos muito o que aprender e nos inspirar com filmes, livros ou seriados. Conteúdo de entretenimento pode sim falar de autoestima sem usar a palavra, basta que te inspire você a se gostar mais, se olhar com mais amor, se conhecer ou se respeitar. Ver histórias reais, possíveis pode nos inspirar a seguir em frente ao longo dessa jornada do autoconhecimento. Vamos às sugestões?

The Good Wife

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Alicia Florrick era uma advogada que deixou a carreira de lado para apoiar o marido, Peter, em sua carreira política. Até que surge um escândalo onde a traição de Peter é revelada e ela se vê num cerco da mídia ao seu redor e começando a tomar de volta as rédeas da própria vida e se redescobrir.

Com altos e baixos, competição no escritório com homens e integrantes bem mais jovens, a trajetória de Alicia é bem possível de acontecer com qualquer mulher em diversas idades e mostra como ela vai recuperando sua autoestima através do trabalho e de suas novas (ou seriam antigas?) relações pessoais.

Grace & Frankie

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Jane Fonda e Lilly Tomlin mostram com muita delicadeza e doses de humor na medida que nunca é tarde para recomeçar e se redescobrir. Aos 70 anos, as duas São pegas de surpresa por uma revelação de seus maridos e acabam virando colegas de casa. Em meio a descobertas sexuais, amorosas e procurando uma nova profissão, elas mostram que é possível dar a volta por cima e ter sororidade a qualquer etapa da vida.

The Crown

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Você pode achar estranha essa indicação ter a ver com autoestima, já que a Coroa é muito repressora e todo esse sistema real não beneficia muito as mulheres. Pois imagine como contornar isso sendo mulher e tendo virado rainha sem esperar e sem ter sido preparada para isso. Aposto que a sua visão sobre a Rainha Elizabeth II vai mudar depois de ver a série e você vai perceber como ela soube contornar alguns (infelizmente não todos) os percalços e se sentir mais empoderada ao longo de todos esses anos de reinado.

1 em Comportamento/ entretenimento no dia 24.07.2018

Você já ouviu falar de Nanette?

Sim, vou chover no molhado aqui. A essa altura, muita gente já deve ter ouvido alguma amiga falar sobre Nanette. Ou leu rapidamente algum post compartilhado no seu Facebook. Ou cruzou com algum tweet de alguma celebridade nacional ou internacional que deu a dica. Então aqui estou eu, aumentando o coro.

Se você tem uma conta na Netflix e está afim de assistir algo que vai te impactar de alguma forma, pode ver Nanette sem medo. O stand up, que de comedy tem pouca coisa, comandado pela comediante australiana Hannah Gadsby é poderoso e instigante.

Recentemente ele foi super indicado no grupo e o que eu achei curioso é que ele tocou pessoas de formas muito diferentes. Então, ao invés de ficar aqui fazendo textão para indicar esse filme, achei melhor trazer para cá alguns dos comentários que vi por lá.

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“Assisti essa semana e é realmente maravilhoso! Não conhecia a Hannah e fiquei hipnotizada com a forma dela de abordar temas tão sensíveis. Recomendo demais!!” – Fernanda

“Dentre outras coisas, falamos mto da força que ela transmite, da dor ao falar da violência e da coragem. Eu, bem capricorniana, destaquei umas falas que me pegaram na veia:
– “ não há nada mais forte do que uma mulher destruída que se reconstruiu”
– “Sua resiliência é sua humanidade”
– “Envergar e não quebrar, isso é uma força incrível”
– “Diversidade é força”
– “Ninguém tem o direito de espalhar raiva”
– “O que cura são as histórias”” – Margareth

“Eu terminei de assistir hj de manhã. Como chorei. Como todo mundo (principalmente homens brancos heterossexuais – como ela mesma disse) devem assistir. Mto forte e mto sensível.” – Laura

“Só consegui assistir ontem e realmente o discurso vai ganhando uma força, um peso. Como ela mesma disse, ela é muito boa em segurar a tensão. Incrível.” – Camila

“Ja tinha visto varias pessoas recomendarem, mas so hoje conseguir ver. Deu aquele nó sabe? Achei incrível demais, vale recomendar mil vezes mesmo, todo mundo deveria ver.” – Roberta

“Assistir ontem. Ainda não tinha me rendido com medo de ela se auto depreciar no show. Mas vi trechos no IG da Cecília. Aí sim entendi a proposta. E só amores. A parte que ela fala sobre: “temos a necessidade de estar certo, só pra discutir e não ajudar o outro a se construir.”Outro trecho: “não odeio homens, tenho medo deles. Se você não sente medo de estar em uma roda só de homens então nunca conversou com nenhuma mulher ao seu redor.” Pra refletir e muitooooo terminei o vídeo impactada.” – Jacqueline

“Eu assisti 2X para pode entender tudo. E na 2a vez eu chorei de soluçar por pensar que merda de patriarcado que fez isso com as mulheres. Que temos um caminho longo pela frente. Que talvez as futuras gerações ainda vão sofrer muito com racismo, homofobia e machismo. Quem começou a assistir e achou meio arrastado da uma chance. O início é um stand up não muito engraçado mas depois ela vira a mesa e tudo se encaixa.” – Tania

“Assisti há dois dias. nunca vi nada tão bem escrito, bem amarrado e bem falado na VIDA. ela reescreveu a história da arte com olhos femininos. reescreveu a comédia com olhos femininos. reescreveu a própria história. é muito difícil ser respeitada quando vc está BRAVA. ninguém quer ver uma mulher puta da vida não é mesmo???? nãaaaaao. só homem pode ficar puto da vida. a gente tem que ser fofinha compreensiva e acolhedora. mulher assertiva???? ai. não pode. mas há motivos para estar puta. me identifiquei com hannah em vários níveis. temos a mesma idade, inclusive. É difícil pra mim explicar o tanto que amei esse monólogo da hannah e o quanto me identifico com muito do que ela acredita e até muito do que ela é.” – Juliana Ali de novo rs

Você já assistiu? O que achou?