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9 em Comportamento/ crônicas/ Relacionamento no dia 11.04.2017

Emily, eu também não vi o meu abuso emocional

Emily é vítima, mas por muito do que ela disse e fez no programa não gostaria que ela ganhasse, apesar de achar que hoje ela já ganhou esse BBB. Infelizmente.

No entanto, queria aproveitar a situação pra dizer uma coisa: meu coração apertou horrores ao ver Emily “não entendendo” o que de fato estava acontecendo. Eu voltei no tempo. Toda pessoa que viveu um relacionamento de abuso emocional principalmente antes dos 20 sabe que dói tanto quanto levar um tapa, sem contar que o tapa pode chegar a acontecer.

O pior é que é verdade! A coisa é tão velada e insconsciente que você não vê! Eu mesma quase morri de desgosto quando meu relacionamento abusivo terminou, todo mundo via o que eu não via. Foi um favor aquele fim, mas eu não enxergava. Eu sofri como se fosse o fim, o meu fim, mas na verdade foi o meu começo.

Eu precisei de uns 6 meses para me recuperar, mas levaram ANOS pra eu ENTENDER tudo que havia acontecido, para eu compreender que emocionalmente eu havia sido destruída, que minha autoestima tinha sido dilacerada.

Eu não enxergava que a comparação com outras mulheres era uma forma de manipulação. Não me chocou o dia que ele falou por mim e contou pra todo mundo “o que tinha acontecido com a gente”. Ele mentiu, eu menti junto (por medo não sei do que). Eu cedi muita coisa porque “era assim que a menina antes de mim fazia”. Eu abri mão de pensar por mim pra não o perder, por medo. Eu achava normal ouvir que eu não era tão bonita, tão gostosa ou tão adequada quanto as outras garotas. Eu achava normal ser comparada a uma ex perfeita que fazia tudo que o cara queria. Era comum pra mim que se usasse da minha baixa autoestima pra me manipular. Eu achei normal dizer não pra uma viagem maravilhosa por medo de deixar ele sozinho, deixei de sair do país pela primeira vez. Tinha um padrão, eu fingia que não via. Eu não fazia terapia, eu escolhia o que contava pros outros e eu não enxergava, mas pior, eu não suspeitava! Até poucos anos atrás não sabia o que era o perigo do abuso emocional até que eu descobri vários esqueletos saindo do armário. Curioso como eu não lembro de várias coisas, mas minhas amigas de uns anos pra cá me contam histórias absurdas que meu cérebro recalcou. Hoje, quando falamos nisso, todas percebemos o que na época não fazia tanto sentido.

Eu era muito novinha, não tinha nenhuma segurança e nenhuma autoestima.

Recentemente uma grande amiga me revelou algo que esse cara me disse, na frente dela e foi como se eu tivesse ouvido aquele absurdo pela primeira vez; porque na época eu não entendi. Era um soco no estômago, destruidor. Falado em alto e bom som, na frente dos outros. Depois outra amiga de infância me lembrou uma outra história que eu esqueci e no fim, eu me sinto meio estranha de dizer que eu não via.

Um dia me perguntaram se eu apanhei dele. Eu enchi a boca pra falar que “em mim ele nunca encostou um dedo”. Eu não devia ter me preocupado em defender o cara. Talvez se eu tivesse levado um tapa eu tivesse entendido, talvez não. 

Eu não via da mesma forma que a Emily parece não ver. 

Eu acredito que ela não vê, mas que bom que viram por ela e que bom que tomaram uma atitude por ela.

O Brasil aprende hoje, na marra, que abuso não pode ser confundido com amor, com zelo ou carinho. O abuso precisa de intervenção, seja físico ou emocional.

“Se eu não quiser você, ninguém vai querer”.

É, meu caro Rodrigo, melhor que eu tivesse ficado sozinha do que levado comigo as cicatrizes que você deixou.

Eu achava normal ser punida – de diversas maneiras emocionais – por não me comportar da forma “certa”. Eu mudei tanta coisa em mim pra me adequar e eu não contava as coisas que me soavam estranhas pra ninguém, eu fingia pros outros – e principalmente pra mim – que tudo era normal.

Depois de um tempo eu levei o temido pé na bunda. Hoje vejo que foi graças ao bom Deus porque eu não sei o que aconteceria comigo se eu tivesse continuado naquela relação. Eu sofri muito sem entender que era um livramento. Eu hoje agradeço por todo aquele caos, por ele ter me deixado. Só não agradeço por ter deixado o abuso emocional funcionar como um vicio mesmo após o fim. Foram meses colada naquela situação que não acabava. Ele não me deixava ir, me confundia, mas não me queria. Ali meus pais começaram a ver, ali eles me ajudaram a ver. Foi assim até o dia que eu embarquei pra uma viagem longa, ele me pediu pra não ir, eu fui.

Lá eu conheci um cara, que em poucos dias mudou minha vida. Eu contei parte daquilo pra ele, aos prantos no nosso quarto de hotel na França. A janela estava aberta, era uma noite fria, estávamos deitados abraçados e eu chorei, meio sem sentido eu contei parte para ele. Sei que ele disse algo, o que eu não me lembro exatamente, mas o conceito me libertou. Naquele dia eu vi que eu merecia mais. Naquele dia eu comecei meu processo comigo.

Dali em diante eu cruzei com muita gente legal. Depois disso eu namorei muitos anos com um cara bem bacana, com quem eu tive uma relação mais tranquila, que respeitou todos os meus traumas e questões e nunca me fez muitas perguntas. Sou grata, com ele eu vi que existia coisa muito melhor no mundo, reestabeleci a fé nos relacionamentos.

Depois desses anos todos eu passei a ver rápido alguns sinais de abuso psicológico e disso eu CORRO! Quando eu começo a ver requintes de crueldade em alguma pessoa eu me apavoro. Corro rápido, afinal quando estamos dentro nós não vemos. Essa lição Rodrigo deixou na minha vida: quando estamos dentro nós temos muita dificuldade de ver. Precisamos confiar na nossa intuição.

Como Rodrigo existem vários. Tem Ricardos, Paulos, Gustavos… e Marcos. Tem muitos, assim como têm mulheres que fazem o mesmo. Existem seres humanos desequilibrados que abusam emocionalmente de outras pessoas.

Que o povo do twitter me perdoe, mas #forçaMarcos é triste.

Hoje o que realmente importa é que eu aprendi o meu valor e jamais me permiti viver ou permanecer em um relacionamento – amoroso – abusivo de novo.

Não foi só comigo, não foi só com a Emily, não é só com aquela sua amiga! É com muita gente, umas apanham, outras não podem usar batom vermelho ou são levadas a fazer sexo não consensual com seu parceiro. Umas mentem sobre o olho roxo, outras enganam a si mesmas por falta de amor próprio.

Físico ou emocional, não importa. Em 2017 abusos não passarão e nós criaremos mulheres que aprenderão a diferença entre ser amada e ser abusada. Porque acreditem, em muitos casos isso parece a mesma coisa. 

———————————– Esse texto pertence a tag de crônicas do blog ———————————–

Conforme contamos aqui, a tag de crônicas não tem nenhuma obrigação de refletir histórias verdadeiras, nossas ou recentes. Ela é inspirada em sentimentos reais e muitas vezes floreada com a imaginação. Hoje a história contada é de outra pessoa, mas poderia ser de muitas pessoas mais.
1 em Comportamento/ crônicas no dia 31.03.2017

A felicidade é sempre bem vinda, você também Olivia!

Felicidade é uma palavra que no meu dicionário se confunde com plenitude. Sempre que sinto algo PLENO, por inteiro e muito visceral, eu sinto felicidade. São palavras com significados distintos, mas que no meu vocabulário se misturam.

Se eu já senti felicidade com uma conversa incrível no sofá, andando pela minha cidade preferida, tomando uma taça de vinho, com um sexo inesquecível, um abraço mágico ou uma conquista suada, também já senti felicidade por razões que não conseguiria explicar. Felicidade é um sentimento que se manifesta em mim de tal forma que não cabe nenhuma outra sensação. Quando a felicidade transborda eu me sinto por inteira, e muito inteira.

Eu sou humana e seria um toque de hipocrisia romântica eu dizer que sinto essa felicidade plena sempre. Seria até injusto com todos os sentimento igualmente – ou não – intensos com os quais convivo. De vez em quando me sinto quase toda feliz, mas com pequenas – ou não tão pequenas assim – doses de frustração, ansiedade e outros sentimentos comuns. Acho importante ter parâmetros, eu só dou valor à plenitude por conhecer as partes. 

Acredito de verdade que me sinto uma pessoa feliz boa parte do tempo. Me conhecer me trouxe um novo olhar sobre mim mesma e sobre a minha vida no qual enxergar o copo meio cheio é comum até na adversidade. No entanto, nos momentos de dor, eu aprendi a importância de SENTIR. E seja lá qual for o sentimento que sentimos, se for por inteiro, é arrebatador e transformador.

Sentir é agente transformador na nossa vida. Seja numa relação a dois, de amizade ou na família. Sentir é a chave para muitas portas que abrimos com direção a nos conhecer. 

Quarta-feira passada eu acordei sentindo um gostinho de felicidade, dessas assim, bem plenas. Em meio a muitos sonhos doidos, um deles se passava com uma festa linda da minha família, uma festa que eu não entendia muito bem. Estávamos todos celebrando alguma data especial e no meio da correria minha sobrinha Olivia vinha correndo na minha direção, rindo e emanando a maior alegria. Ela já devia ter uns 4 ou 5 anos no sonho, era a cara da mãe – minha prima irmã – e me perguntava ansiosa onde estava a mãe dela. E eu? Inventava uma desculpa qualquer para distrair a menina enquanto a Aninha se arrumava.

Eu acordei extasiada mas rapidamente fui consumida pela rotina e esqueci do meu sonho. Esqueci de contar pra Aninha que a sua tão esperada “paçoca” tinha finalmente dado às caras. Até que ela me mandou uma mensagem e olhando para nossa conversa no celular de repente eu me lembrei do sonho e compartilhei.

Sexta-feira, dois dias depois, meu dia seguia num formato já habitual, entre muito trabalho e reuniões no skype, quando chegou a mensagem que o parto da Olivia precisou ser marcado e ela estava pronta pra chegar. Pronto, as preocupações já comuns da rotina deram lugar à uma sensação mágica de felicidade, plena e abençoada. Tão parecida com a felicidade que eu senti no dia em que o Arthur nasceu, uma mistura de vontade de rir e chorar, uma emoção sem sentido. Mesmo não sendo a primeira vez, era difícil de explicar. Dessa vez eu busquei sentir mais e entender menos mas não foi igual. Foi parecido, foi novo de novo. 

Por um segundo eu senti um nó preso na garganta. A partir desse dia minha responsabilidade aumentou, agora tem no mundo mais um ser humano pra amar, cuidar e ajudar a crescer. Ser coerente, dar o exemplo e buscar criar um mundo melhor ganhou de novo toda uma nova importância. Pela Olivia, pelo Arthur, pelo Fred e pelos outros que virão. Aliás, acho que logo mais serei tia – emprestada – de um batalhão. :P

Tudo isso é digno de felicidade plena. Sentir a família crescer vai além de ter novos parentes nascendo. SENTIR a família crescer dentro do meu coração foi mais uma vez um êxtase dessa tal felicidade completa. 

Revivi o mesmo sentimento do dia em que o Arthur nasceu. Nada tinha a ver com sangue, se criou um laço que jamais vai ser rompido. Sexta-feira eu senti de novo esse laço, esse fio, essa conexão. Não tem regra ou explicação. Quando a Olivia estava para nascer, eu senti mais um laço sair de dentro do meu coração, conectando essa mulher num corpo de 30 anos com aquela menina pequena de 48 cm, 3 quilos e dedinhos micros.

De novo, eu sei que a vida jamais será igual. A felicidade plena de sexta-feira vai se repetir em muitos momentos importantes da Óli. A felicidade inteira mexe com a gente, preenche, tira o sono e anestesia. Seja no dia seguinte de uma grande festa, na hora de uma grande conquista ou quando um amor novo chega pra te preencher mais e mais uma vez.

Se é para  ser viciada em alguma coisa nessa vida, quero ser viciada nessa felicidade plena que eu já não tenho nenhum medo de sentir. 

Seja bem vinda felicidade, seja bem vinda Olivia!
Sua tia te ama muito e vai estar SEMPRE aqui pra você.

———————————– Esse texto pertence a tag de crônicas do blog ———————————–

Conforme contamos aqui, a tag de crônicas não tem nenhuma obrigação de refletir histórias verdadeiras, nossas ou recentes. Ela é inspirada em sentimentos reais e muitas vezes floreada com a imaginação.
1 em crônicas/ Destaque/ Relacionamento no dia 01.03.2017

Eu, o crush e a ex namorada

Morar em uma cidade relativamente pequena tem peculiaridades que hoje me fazem lembrar com doses de risada e nostalgia. Esses dias me peguei contando para uma amiga algo que aconteceu quando eu morava no interior. Bem antes de São Paulo ser o endereço fixo que preencho na lacuna de residência. Uma história que na época me deixou super mal e hoje me faz arrancar boas risadas numa mesa de bar. Talvez seja a minha história mais estranha e divertida, aquela que quebra qualquer gelo e todo mundo na família tira sarro.

Vamos começar do começo? Lá pelos meus 14 anos eu morava no interior do estado e sempre cruzava meu caminho com um garoto que eu achava uma graça. Toda festa da cidade, da igreja ou carnaval lá estava ele, sempre um gatinho, também sempre acompanhado, então mais do que natural a gente nunca ter tido a oportunidade de conversar.

O universo fez com anos se passassem sem que nossos caminhos se cruzarem, até que um dia, lá pelos meus 22 anos de idade eu estava curtindo um sol na piscina do clube e ele estava lá. Nesse dia não tinha menina por perto, ele não parou de olhar pra mim e trocamos vários sorrisos. Nessa hora você acha o que? Que é destino, que dessa vez vai.

Cidade pequena tem dessas coisas, soube que ele estava solteiro. O que fazer? Adicionar no facebook, afinal tecnologia é para essas coisas, não? De cara ele aceitou, puxou papo e conversamos por dias. Conversamos muito, trocamos dezenas de inbox. Nada mais natural de que quando eu voltasse para a cidade ele me chamasse para sair, não é mesmo? Assim ele fez. Certamente havia um misto de ansiedade nos dois, semanas conversando, era inevitável.

Nesse misto de ansiedade e animação ele me perguntou onde eu queria ir, na hora nem pensei duas vezes e falei do bar mais badaladinho da cidade, desses que todo mundo vai. Como cidade pequena tem dessas coisas, chegamos no bar e demos de cara com o pai dele. Primeiro encontro e já conversamos horas com o possível futuro sogro, devia ser um sinal, né? Agimos com naturalidade e conversamos com ele por um bom tempo. Um tempo depois ele sugeriu que mudássemos de mesa e eu abri um sorriso.

Sentamos no cantinho só nós dois e começamos a conversar muito, sorrisos pra lá, risadas para cá e quando eu menos esperava alguém chegou perto da mesa. Como se não bastasse puxou uma cadeira e sentou conosco. Quando eu vi era a menina, a mesma menina de sempre, a menina dos 14 anos.

A primeira frase dela: “Que bonito, hein Ricardo? O que você está fazendo ai com essa menina?”

Hoje eu olho pra cena e acho digno de uma música de Maiara e Maraisa, mas na hora eu gelei a espinha. O que eu estava fazendo de errado? Será que entendi mal e ele não estava solteiro? Será que eu era “a outra” ali?

Não satisfeita em nos abordar dessa forma, ela pediu um copo, se serviu da nossa cerveja, olhou pra mim e começou o questionário: “Quem é você? Quantos anos você tem? O que você faz da vida?”

Enquanto eu estava sem respostas, completamente atônita, senti uma movimentação ao meu lado que acreditava ser do cara prestes a me tirar daquela situação desconfortável, mas vocês imaginam o que ele fez? Foi ao banheiro! Isso mesmo, ele me deixou sozinha no interrogatório da ex – e também no encontro mais estranho do mundo.

Durante a ausência dele descobri que eles estavam separados mas foi um término ainda cheio de sentimentos, pelo menos da parte dela (já que a parte dele estava lá no banheiro, se livrando da saia justa): “Você vai me desculpar, mas a gente namorou 7 anos. Você já namorou assim? Um dia você vai entender a minha situação”

Quando ela me fez essa pergunta, um milhão de pensamentos passaram na minha cabeça em menos de um segundo. Não, nunca namorei tanto tempo, mas fiquei aliviada por isso. Se fosse para terminar um namoro longo e ficar assim, interrogando os casos do ex, preferia continuar com meus namoricos passageiros. Eu jamais vou entender ela ter sentado na nossa mesa e começar a me interrogar. Eu entenderia ela chamar ele pra conversar, entenderia ele encerrar o date. Eu entenderia muita coisa, menos aquela conversa maluca. O “errado” nos olhos dela era eu, não ele. Será que ela queria comprovar que era melhor que eu? Será que era ciúmes? Só sei que naquele momento eu tive certeza que se ele voltasse do banheiro não haveria um segundo encontro. Aliás, minha vontade era ir atrás dele no banheiro só para botar sua cabeça dentro da privada e dar descarga.

Quando finalmente eu reuni forças – e coragem – para sair dali, o indivíduo saiu do banheiro e…foi atrás dela! Imaginem como eu me senti, né? A última bolacha do pacote. E não, nada a ver com gostosa, e sim aquela última bolacha toda quebrada, esfarelada e esmigalhada. Fui embora me sentindo péssima.

Eu cheguei em casa e tremia igual vara verde, eu não conseguia acreditar naquele que foi o primeiro – e último – encontro mais estranho do mundo.

Eu fiquei tão tensa que não consegui rir da história num primeiro momento, depois meus pais transformaram isso em piada e hoje eu acho a maior graça. Vocês imaginam ir num encontro com um crush de longa data e passar por isso? Nem eu, se a história não fosse minha acharia ela meio fantasiosa.

O mais curioso de tudo é que muitos anos depois encontrei com o casal. Ok, eu contei que eles voltaram? Eles voltaram. Provavelmente naquela noite. Encontrei com os dois num show do aniversário da cidade e mais uma vez o inesperado aconteceu. Na verdade, quando ele veio falar comigo eu não sabia que estava acompanhado. Ele chegou sozinho, me dando um abraço apertado, um beijo na bochecha demorado e começou a puxar papo. Conversei por educação e sem dar muita brecha, afinal, depois do “encontro mais estranho do mundo”, eu tinha desencantado. Até que em algum momento da conversa eu olhei pra frente e me deparei com a menina novamente me olhando. Quando achei que essa história era um passado enterrado, lá estava eu sendo encarada com o mesmo olhar daquele dia na mesa do bar.

Dessa vez eu não fiquei mal nem sem reação, na verdade fiquei até com pena da menina. Imaginem namorar tanto tempo com alguém que não te inspira confiança? Imaginem estar numa relação em que você sinta a necessidade de estar sempre alerta? Eu hein, prefiro não entender mesmo esse tipo de relacionamento.

Esse texto pertence a tag de crônicas do blog | Carla Paredes

Conforme contamos aqui, a tag de crônicas não tem nenhuma obrigação de refletir histórias verdadeiras, nossas ou recentes. Ela é inspirada em sentimentos reais e muitas vezes floreada com a imaginação.