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0 em Autoconhecimento/ carreira/ Comportamento/ Convidadas no dia 09.06.2017

Por que os 30 nos fazem questionar nossas escolhas profissionais?

Faça um teste rápido: pergunte aos seus pais se eles eram felizes e viam sentido no trabalho quando tinham 30 anos. Possivelmente eles irão estranhar a pergunta, ou responderão que foi graças ao trabalho que criaram os filhos e construíram a vida. Muito provavelmente não vão entender que o seu questionamento está relacionado ao propósito de vida ou relevância daquilo que fazemos diariamente.

Questionar o sentido da profissão e valorizar um estilo de vida mais pleno, no qual a felicidade não é algo a ser alcançado, mas sim sentido em pequenas doses durante o caminho, é uma das principais características da geração que vive hoje na casa dos 30 anos. Essa busca por realização profissional pode gerar estresse e ansiedade, mas também coloca muita gente na estrada do autoconhecimento e até do empreendedorismo.

É natural fazermos uma revisão de rotas quando chegamos na casa dos 30. Para as mulheres, então, é praticamente inevitável. A pressão social pelo sucesso na carreira, pela formação de uma família e por realização financeira parecem cada vez mais oprimir em vez de ser algo para comemorar. Quem nunca, ao chegar aos 30 anos, foi questionada por ainda não ter um cargo mais alto ou por não ter se casado ou não ter tido filhos?

Essa é uma pressão externa que muitas vezes faz com que percamos de vista o nosso verdadeiro propósito. Quando nos permitimos fazer uma revisão sincera e percebemos que estamos nos guiando pela vontade do outro e não pela nossa própria, vemos nascer em nós um desejo forte de mudança e um alinhamento com aquilo que nos motiva, o que pode significar largar tudo e mudar de profissão, ou empreender dentro da sua área de atuação, ou ainda tirar um período para viajar e se reconectar com você mesma.

Busque autoconhecimento em vez de reconhecimento

Os caminhos a seguir a partir da constatação da infelicidade profissional é o que difere uma reflexão bem sucedida sobre nossas escolhas do impulso destrutivo de questionarmos nossas competências e valores pessoais. Muitas vezes associamos dúvidas e incertezas à fraquezas e incapacidade, o que pode destruir nossa autoestima. A culpa e o esgotamento mental causados pela insatisfação profissional também podem abrir caminhos para sérios transtornos mentais, como Síndrome de Burnout, Síndrome do Impostor e crises de pânico.  A saída para um movimento positivo de mudança não está em buscar certezas ou o reconhecimento alheio, mas sim na busca pelo autoconhecimento e satisfação pessoal.

A psicóloga Renata Green, que atende no Zenklub, acredita que o segredo para ser feliz na profissão – ou durante uma transição de carreira – é entender o que te move, seja seu catalisador dinheiro, status, sua contribuição com os outros ou ter mais tempo em casa e para o relacionamento. “Mais importante do que estar contente com o seu trabalho atual é procurar a sua motivação intrínseca. O que gente vê são pessoas fazendo coisas a partir de motivadores externos, ou seja, o que os outros esperam que elas façam”, destaca.

Encontrando o seu motivo, vai ser muito mais fácil trocar de trabalho, de carreira ou permanecer onde você está. Já sabe o que te move? Os 30 estão aí pra isso. Se joga!

39 em carreira/ Celebs/ Mayara Oksman no dia 21.07.2016

O sucesso da garota “sem talento”

Eu fiquei com receio de falar sobre esse assunto, pois a princípio me pareceu meio “da semana passada”, mas acabei de ler algo na internet e, bom, vi que temos sim que falar sobre Kim Kardashian. E não, não estou falando da briga dela com a Taylor, isso eu estou apenas observando, sentadinha no sofá e comendo meu fandangos de presunto.

Vejam, não é de hoje que quando vão falar sobre a Kim sempre mencionam a sex tape que ela fez há mais de dez anos (sim, amiguinhos, o vídeo vazou em 2007 mas foi gravado em 2003). Falam de como ela ficou famosa por causa disso. Como ela ganhou dinheiro por causa disso. Como ela casou por causa disso. Como ela teve filhos por causa disso. Ou seja, ela pode estar em 42º lugar das 100 celebridades mais bem pagas do mundo e tudo o que vão lembrar é que um dia ela fez uma sex tape. Como se tuuuudo o que a Kimberly fez desde então dependesse apenas dessa maldita sex tape.

Pessoas sempre me perguntam como faz para ficar famoso. Minha resposta é simples. Tenha um pai que defenda a morte de uma mulher. Vaze uma sex tape. É isso. Boa sorte. | A ironia de uma das mulheres com menos talento no mundo atacando uma das mulheres mais talentosas.

Tweet 1: Pessoas sempre me perguntam como faz para ficar famoso. Minha resposta é simples. Tenha um pai que defenda a morte de uma mulher. Vaze uma sex tape. É isso. Boa sorte. Tweet 2: A ironia de uma das mulheres com menos talento no mundo atacando uma das mulheres mais talentosas.

Primeiro: e daí? Segundo: o que pode ter começado com uma sex tape, virou algo nunca antes visto. Kim Kardashian (agora também West) fez um tonel com infinitos galões de limonada com os limões que tinha. A mulher tem um reality show de sucesso, linhas de roupa, de maquiagem, um livro, emojis próprios e um dos jogos de maior venda do mundo. Não sou eu que to puxando a brasa para a sardinha da Kim, não. Ela foi capa da Forbes. Sabe, a Forbes? E foi capa porque ela tem sim uma bela visão para negócios e ganhou nada menos que 45 milhões de dólares com seu jogo para celular.

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Kim é especialista no quesito marketing. Ela transformou seu próprio nome em uma marca e ganha dinheiro atrás de dinheiro todos os dias. Ela fez dos seus casamentos um espetáculo visto por milhões de pessoas. Ela fez do seu livro de selfies quase um best-seller. Ela consegue com que marcas famosíssimas queiram estar no seu joguinho: Balmain e Chanel são duas delas.

Eu adoro quando pessoas me subestimam e depois ficam agradavelmente surpresas

Eu adoro quando pessoas me subestimam e depois ficam agradavelmente surpresas

E enquanto eu procurava dados e fatos sobre a Kimberly para escrever esse texto – e tive que ler comentários bestas e maldosos enquanto fazia isso – cheguei à conclusão de que ela representa sim, muitas de nós. Ela é subestimada sempre e por quê? 1) porque ela fez uma sex tape; 2) porque ela coloca o popô para jogo; 3) porque ela tem um reality show; ou 4) porque ela é mulher? Eu diria que todas as anteriores.

Um dos paralelos que consigo fazer entre ela e eu é que talvez o simples fato de não sermos homens faz com que precisemos, todos os dias, provar o quanto somos capazes. Eu posso não receber as críticas que ela recebe (e nem quero começar a receber), mas percebo a dúvida estampada na cara de algumas pessoas quando digo que sou advogada criminalista, uma área com muitos mais homens do que mulheres. Isso quando não me olham com cara de espanto e soltam a famosa “nossa, tão bonita e trabalha com isso?“. Pois é, mas isso é papo para um outro post.

Então enquanto eu e você estamos aqui sentados – e você está chamando Kim de fútil e outras coisas piores – ela está viajando o mundo, curtindo sua família, bebendo bons drinks e pensando na próxima estratégia de marketing que ela pode criar para ganhar ainda mais dinheiro. Queria eu ser uma garota sem talento como ela.

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2 em carreira/ Comportamento no dia 29.06.2016

Coaching de carreira: o que eu achei!

Há alguns meses contei aqui que pretendia olhar para minha carreira sob outra perspectiva, queria criar um planejamento para ela a longo prazo. Fazendo com que ela comportasse o blog e outros sonhos que eu tenho. Nos últimos dois anos não consegui me dedicar a nada que não fosse o futi.

Minha meta inicial era aprender a dividir meu tempo, desenhar um plano de carreira e lapidar as outras coisas com que eu também gostaria de trabalhar. Como sou libriana escolher não é uma tarefa fácil e foi assim, meio perdida, que fui parar na sala da Pollyana, da AZ Consult.

Contei mais sobre minhas motivações aqui, nesse post do blog.

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O que era para ser um “re” planejamento de carreira se tornou uma das experiências mais importantes que tive nos últimos tempos. Sai da minha décima sessão com a sensação de que a minha vida mudou e que agora eu me conheço mais. O céu pareceu ser o limite naquele momento.

O que era pra ser uma série de dinâmicas que me ajudariam a ver os nichos e assuntos que quero trabalhar tomou outra forma. Se tornou algo que me ensinou sobre mim, minhas ambições, meus problemas, minhas travas, minhas qualidades, forças, fraquezas e expertises. E como lidar com tudo isso junto e fazer as coisas acontecerem.

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Durante todo o processo determinei 3 caminhos muito claros que quero seguir, desconstrui um monte de ideias antigas e me desfiz de crenças que me limitavam. Cada sessão mexeu comigo de uma forma única, algumas foram mais difíceis do que outras, mas todas agregaram valor. A verdade é que nem sempre o processo de tomada de consciência é fácil.

A metodologia e os exercícios são impressionantes, quando você pisca já vê as coisas funcionando.

O método do Coaching que eu fiz é o apreciativo. Focado no ser. A ideia é não é desenvolver apenas habilidades, mas transformar de dentro pra fora. A ideia é ter um resultado de ação sustentável. Que traga resultados a longo prazo. 

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Acredito que o “turning point” foi tão forte que já me imagino fazendo Coaching pra resolver uma outra situação. Fiquei impressionada quando soube que dá pra fazer todo o trabalho focado em qualquer coisa. Desde a carreira até um divórcio por exemplo. Não é terapia, mas são dinâmicas focadas em autoconhecimento, que nos leva a resolver uma questão objetiva. 

Em tempos de crise repensar a carreira é uma das melhores estratégias para lucrar com a situação atual. Assim sendo, acredito que fiz isso no momento perfeito. 

Falando de uma forma mais pessoal, achei engraçado como tudo aconteceu de forma natural, parecia que o universo estava sincronizado com os exercícios e objetivos que eu tinha. Foi um processo impressionante. Em diversos momentos me peguei falando algo como: Meu Deus Polly, você é boa nisso. Faltou só soltar um “eureca!”.

Como sou uma apaixonada por processos terapêuticos e pela busca do autoconhecimento, estava aberta a enxergar minhas falhas, minhas frustrações e a sair da zona de conforto.

Dividir minha atenção em projetos diferentes sempre foi um grande desafio pra mim, só que agora é a hora de quebrar isso. Reconstruir planos e organizar uma forma de realizar meus 3 sonhos diferentes, sem matar nenhum. Sabendo que obviamente não é fácil a ideia de se dedicar a mais de uma coisa ao mesmo tempo. Meu contexto atual, meio engessado, não me preenchia mais.

O mais engraçado é que fui tomando coragem de mudar a minha forma de trabalhar, escrever e me relacionar com as pessoas. Dia após dia fui mudando minha forma de ver as coisas.

Consegui enxergar a linha que quero seguir no blog ao lado da Cá, entendi que certas coisas que cercavam meu trabalho não pertecem aos planos quero pra minha vida e compreendi que eu tenho talentos que precisam ser melhor aproveitados. Eu absorvi tanta coisa durante esses 10 encontros que a ficha ainda está caindo.

Foi muito satisfatório mergulhar nesse processo de olhar para a carreira. Em pouco tempo eu estava gostando mais do que escrevo no blog, me arriscando nas minhas crônicas e acreditando que elas tem espaço. Quando prestei atenção já me vi desenhando o trabalho de posicionamento e estratégia que quero fazer no universo de marketing digital e de cara já com a possibilidade de trabalhar com um cliente que vai ter tudo a ver com o público que eu amo e entendo. Tudo a ver com o que quero trabalhar junto ao universo feminino e flertando com a área de  relações públicas, que eu amo.

Se me contassem que o resultado seria tão redondo (com direito a novo plano de negócio e cliente pra ele) eu não acreditaria, não parecia nada provável que eu fosse em tão pouco tempo me ver tão definida. Eu aprendi, absorvi e dei meu melhor para fazer acontecer. 

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Eu queria fazer um planejamento de carreira e no fim acabei fazendo algo muito melhor. Muito mais concreto do que eu pensei que seria.

Alguém mais fez esse processo de coaching? Como foram suas experiências?

Beijos

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