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0 em Destaque/ Estados Unidos/ maternidade/ Viagem no dia 10.01.2017

Universal Studios e Islands of Adventure com bebês

Depois do post que eu falei melhor sobre Orlando e Disney com bebês, não podia deixar de terminar minha saga falando sobre os parques do complexo Universal.

Quando eu conversei com as minhas amigas que foram para Orlando com seus filhos de mais ou menos 1 ano todas tinham feito a mesma escolha: deixaram de fora o Universal Studios e o Islands of Adventure. O motivo? Ah, é muito voltado para crianças maiores e adultos, não valia a pena.

O único problema é que eu e meu marido somos loucos por montanhas russas e eu particularmente estava doida para conhecer o Beco Diagonal, a parte nova do Harry Potter que inaugurou na Universal. Nem precisamos pensar muito para bater o martelo. Vamos? Vamos!

Nós pegamos 1 parque por dia porque queríamos fazer tudo com calma. Mas não seria de todo o ruim fazer 1 dia/2 parques, pois o parque da Universal é realmente rápido de fazer, principalmente se você está indo nas principais atrações como single rider. Aliás, eles têm a opção do baby swap (aquele esquema de uma pessoa pegar a fila enquanto a outra fica com a criança e depois quem esperou pega a fila expressa) mas estava valendo muito mais a pena entrar como SR, na maioria dos casos nós não pegamos nenhuma fila, inclusive em atrações cuja fila normal estava 40 minutos.

Começamos pela Universal e de cara já vimos que realmente não dá para curtir os brinquedos com bebês: quase nenhum aceitava menores de 86 cm! Quando constatamos isso, resolvemos ver as atrações que mais queríamos ir: Revenge of the Mummy e Rip Ride Rockit. Fomos, trocamos e fomos de novo porque estava muito rápido. rs

Deixei de lado várias atrações que eu já conhecia e não tinha muita vontade de ir de novo sozinha, como os simuladores de Despicable Me, Shrek 4D, Simpsons, Terminator, ET, etc. Acho que eu fui em apenas 3 atrações do parque e conforme eu ia recusando os brinquedos, eu comecei a achar que realmente tinha sido uma furada ter escolhido a Universal. Até que chegamos no Beco Diagonal.

Sério, é incrível essa área do Harry Potter, você se sente teletransportada para os filmes e livros da JK Rowling. É tudo muito bem feito, todos os detalhes são absurdamente bem pensados, as lojas são cheias de produtos temáticos incríveis e eu achei encantador ver de perto como funcionam os pontos de mágica – isso é, pontos que você faz o feitiço com a varinha e mágicas acontecem. Eu já conhecia Hogsmeade, que fica no Island of Adventure, mas achei a experiência de visitar o Beco Diagonal muito mais imersiva.

Já na entrada do metrô para o Beco Diagonal, você se depara com o Knight Bus e com uma cabine telefônica londrina. Dentro do Knight Bus tem uma cabeça encolhida que conversa com quem está passando e faz piadas, eu adorei o senso de humor usado para brincar com o Arthur, morri de rir. Quem quiser entrar na cabine telefônica para tirar foto, preste atenção em um número que tem no telefone, você pode ligar para o Ministério da Magia! Lá dentro do Beco tem shows da Celestina Warbeck em vários horários e o Gringotts Money Exchange te permite trocar dólar por notas de Gringotes e você ainda pode bater um papo com o gnomo que está lá.

Ah, tanto em Hogsmeade quanto no Beco Diagonal você pode entrar na loja do Olivander para participar do ritual de escolha da varinha. Não sei se dei sorte mas no Beco Diagonal eu entrei direto, já em Hogsmeade a fila tava grande! Outra coisa que achei o máximo foi a Travessa do Tranco, você vira uma esquina e entra no beco voltado para as Artes das Trevas, inclusive pode visitar a Borgin & Burkes, loja só de artefatos sinistros. É um lugar escuro e pode ser que crianças menores e bebês fiquem com medo, mas vale a pena tentar! :) Ah, e tem um trem que leva os visitantes de uma área para outra, para quem quiser permanecer no mundo de HP.

O único brinquedo de lá é o Escape from Gringotts, um simulador/montanha russa 4-D muito bem feito e maravilhoso. O cenário da fila é todo em Gringotes e é de tirar o fôlego, e olha que eu nem consegui ver tudo porque a fila de single rider é diferente!

Me empolguei aqui e nem falei o que interessa: e o Arthur nesse meio todo? Pois bem, ele realmente ficou no carrinho mais tempo do que nos parques da Disney, mas chegamos em uma área do parque que valeu muito a pena e compensou: o Fievel’s Playland! Ele é um playground todo inspirado no Fievel, o ratinho, e além de ter o chão macio, existem vários espaços ótimos para bebês além de gangorras, brinquedos com água, etc. Ficamos um tempão lá brincando com ele e foi muito divertido. Engraçado pensar que antigamente essa era uma área que eu nem passava perto porque não me interessava, né? 

Existe também uma área do Curious George bem legal. Do lado existe um picadeiro com escorregas e uns botões que fazem barulhos de bichos que deixou ele entretido por horas! rs

Terminamos o dia vendo a parada de balões da Macy’s. Ela só acontece fim do ano, mas valeu a pena esperar até porque eu não tive coragem de levar o Arthur na que aconteceu aqui em Nova York porque estava super frio!

No dia seguinte, voltamos ao complexo Universal para irmos ao Island of Adventure! Assim como na Universal, bebês não podem ir na maioria das atrações – nem em várias da área do Dr. Seuss, o que me deixou bem impressionada já que é uma área para crianças. Por causa disso, fomos passeando com calma por todas as áreas e escolhendo a dedo as atrações que queríamos ir.

Toon Lagoon é uma área super divertida de passear com as crianças, tem muita informação visual, tudo muito colorido, ótimo para estimular o olhar! Ela também tem dois brinquedos super divertidos, o Dudley Do Right’s Ripsaw Falls e o Popeye & Blutos. Os dois são com água e molham MUITO. Eu só fui no primeiro (e de capa! rs) mas o Bernardo foi no segundo enquanto eu trocava a fralda do Arthur. É um dos preferidos dele!

Na área de Jurassic Park, além do River Adventure agora também tem o novíssimo Skull Island: Reign of Kong. Foi o único que não tinha single rider e estava com a fila grande, mas valeu esperar e fazer o baby swap, é o máximo!

Também passeamos em Hogsmeade porque pottermaníaca que sou, não poderia deixar de ir. O Harry Potter and the Forbidden Journey (que é a mesma tecnologia usada em Escape from Gringotts) estava fechado para reformas e acabei nem indo na montanha russa (ex Dueling Dragons) porque fiquei com preguiça, mas deixei o Arthur dar umas passeadas por lá rs.

 

Como eu falei, deixamos a área do Dr. Seuss para o final porque estávamos crente que íamos gastar muito tempo indo em todos os brinquedos lá com o Arthur, mas foi um balde de água fria: ele só podia ir no Caro-Seuss-El e no One Fish, Two Fish, Red Fish, Blue Fish (aquele brinquedo que roda e você pode subir e descer).

Ao mesmo tempo, lá existe uma área chamada If I Ran The Zoo que tem escorregas, esconderijos, botões interativos e brincadeiras com água que o Arthur se acabou! Não esperávamos por essa! Só não esqueçam de incluir na mochila uma toalha porque tivemos que comprar uma de tão molhado que ele ficou depois (sorte que a gente sempre tinha levado uma segunda muda de roupas rs).

Mas Carla, valeu a pena??

Eu e meu marido realmente queríamos ir nas atrações mais radicais – que não são tão presentes na Disney – então isso fez valer muito a pena. E o fato da maioria dos brinquedos terem single rider também foi ótimo para que a gente pudesse se divertir sem esperar muito. Não vou dizer que eu não fiquei um pouco frustrada com o fato de não poder levá-lo em quase nada, mas eu já estava esperando isso então não foi nenhuma surpresa. Em contrapartida, fui surpreendida com essas áreas recreativas que eu nunca tinha reparado nas minhas outras visitas. O Arthur conseguiu brincar muito!

Ah, outra coisa que eu notei é que os personagens são mais disponíveis e fáceis de tietar nos parques da Universal e não tivemos que enfrentar filas enormes para tirar foto com nenhum. Conseguimos com Bob Esponja, Cat in the Hat, Scooby Doo (clássico, amo! rs), Dora, etc.

Fora isso, o parque tem toda estrutura para receber bebês e poder deixar o carro em um estacionamento que dá para ir e voltar andando fez toda a diferença na volta, quando o Arthur já estava praticamente dormindo e não precisamos acordá-lo para fechar o carrinho.

Se você está indo pela primeira vez e não conhece nenhum dos parques, é melhor fazer 1 por dia, com calma, aproveitando tudo. Como eu já conhecia ambos, o 1 dia/2 parques funcionaria perfeitamente para nós, mas vivendo e aprendendo, né?

Se alguém tiver alguma dica para complementar meu post, é só comentar! :)

Beijos!

 

7 em Comportamento/ Destaque/ maternidade no dia 04.01.2017

Mãe à beira de ataque de nervos? Temos!

Desde que eu tive o Arthur e passei a falar sobre essa vida de mãe na internet, vivo recebendo mensagens de meninas que dizem adorar a forma que eu mostro e vivo a maternidade. De fato, eu tento levar tudo de forma leve e descomplicada, tento não entrar na paranoia ou ficar neurótica por coisas pequenas, mas a verdade é que nem sempre eu consigo.

Outro dia me vi realmente de cabelos em pé por alguns detalhes que depois reparei que todas as mães passam, só muda mesmo a forma de encarar. Alguns exemplos?

o Arthur sempre foi uma criança boa de boca, e ainda é para falar a verdade. Quando comecei a dar papinhas, ele comia até o fim, todas. Frutas? Come até acabar. Até que começamos a dar comida de verdade para ele, e pra quê? Quase me arrependi e quis voltar para as papinhas. Fecha a boca, vira, bate na colher, vai tudo pro chão (e como a cozinha é junto com a sala, já viu, né?), suja a mão de comida e passa no cabelo, chora, esperneia e o que antes era algo fácil, rápido e agradável, passou a ser uma verdadeira guerra. Eu, que não tenho lá essa paciência toda, fico pra morrer! Minha salvação foi conversar com outras mães e ver que não estou sozinha, aparentemente essa fase acontece em toda família e deixa todo mundo de cabelo em pé mesmo. #tamojunta mas ainda to aceitando dicas para conviver melhor com isso. rs

 

Eu nunca fui uma pessoa organizada, sou daquelas que vai deixando tudo em cima da mesa até não ter mais espaço. Mas uma coisa é eu me entender na minha própria bagunça, outra completamente diferente é ter brinquedo espalhado por tudo quanto é canto, gavetas abertas e roupas jogadas no chão até um ponto que você nem sabe por onde começar a arrumar. Isso porque eu tento ensiná-lo a guardar os brinquedos no lugar, mas como ele ainda não entende muito bem o conceito, tenho encontrado surpresas pela casa toda como chupetas dentro da gaveta de meias e brinquedos dentro do armário da cozinha. Isso eu acho fofo, mas ver a casa, que já não é grande, toda bagunçada me deixa mais nervosa do que eu gostaria, confesso.

Só pra explicar, o lugar não é tão perigoso assim, apesar de ser a gaveta de um forno (ela não esquenta)

Arthur está naquela fase de querer explorar tudo e mais um pouco, inclusive aquilo que não pode. Até aí tudo bem, não tinha a mínima pretensão de achar que educar seria algo fácil. O que pegou pra mim foi a repetição, ter que tirar a mão dele 15 vezes seguidas do fio para ele entender que não pode, e no dia seguinte ter que repetir tudo de novo porque ele dormiu e esqueceu. E quando você diz que não pode e ele repete a ação olhando para a sua cara? NOSSA MÃE DO CÉU, fico pra morrer! hahaha

E por fim: o trocador da tensão!

Lembro muito bem da dificuldade que eu senti quando fui aprender a trocar fralda no boneco na aula de pais que eu fiz antes do Arthur nascer. Soma isso às inúmeras histórias que a gente ouve do filho da amiga da amiga que caiu do trocador e está feito o estrago. Só que assim que o Arthur nasceu, trocar fralda foi o de menos, tava tudo tranquilo e não conseguia enxergar a possibilidade dele cair do trocador. Até ele aprender a se virar e querer pegar tudo que estava ao alcance. Hoje em dia o medo é real – e a atenção redobrada, claro!

Mesmo com essas coisas que me deixam de cabelo em pé, não posso negar que essa fase é muito maravilhosa, gostosa, cheia de amor pra dar e vender. Quase todo dia me pego numa situação que quero arrancar os cabelos mas ao mesmo tempo não aguento tanta fofura. E aí me vejo preferindo ser leve, tentando levar as coisas com menos preocupação. Obvio que eu tenho me preocupar se ele está a passos de fazer algo perigoso, óbvio que tenho que ficar de olho e impor limites, mas a casa não precisa estar um brinco se estou sozinha com ele e não estou esperando convidados. Ele não vai morrer de fome se não comeu tudo que eu botei, e eu não preciso ficar frustrada por isso. Juro pra vocês que depois que defini isso minha vida ficou um pouco mais fácil.

E vocês? O que deixam vocês de cabelo em pé o que vocês fazem para contornar isso?

Beijos!