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4 em Beleza/ Cabelo/ Destaque/ Patrocinador no dia 01.08.2017

Kit Cronograma Capilar, uma aula de autoconhecimento sobre seus fios

Já tem um tempo que ouço falar de cronograma capilar. Já li em blogs, vídeos no youtube, ouvi opiniões de conhecidas e amigas e todas, sem exceções, afirmavam que esse tipo de tratamento mudou a vida delas.

Para quem não sabe, cronograma capilar é um método para você repor nutrientes e massa para recuperar seus fios em um mês através de uma agenda de hidratação, nutrição e reconstrução.

Nunca tinha feito isso antes por pura preguiça. Eu sou prática até demais e com paciência de menos, inclusive na hora de cuidar dos meus cabelos (oi, manteigas e ampolas de 60 segundos). Por isso toda vez que me interessava sobre o assunto e ia pesquisar, acabava voltando atrás porque achava muito complicado. Além disso, o cronograma me obrigava a criar um compromisso pelo menos 3 vezes na semana e isso também me deixava com preguiça. Já tenho tanta coisa pra fazer que ficar 10 minutos esperando a máscara fazer efeito para voltar para o banho não me parecia uma opção tão sedutora assim.

Até que a Jô voltou de uma viagem com a Bio Extratus e me contou que o BB Kit, que eu adorei, ia sair de linha para dar lugar ao Kit Cronograma Capilar. Na hora fiquei triste, mas depois eu achei que seria uma ótima ideia de finalmente testar esse tipo de tratamento de forma pratica e sem precisar procurar 500 tipos de produtos diferentes. No começo de julho eu comecei meu tratamento, ou seja, já estou terminando a 4a. semana e sim, posso definitivamente entrar para o time das entusiastas do cronograma capilar.

O Kit Cronograma Capilar da Bio Extratus entra no time dos tratamentos práticos por uma característica: as ampolas de Vitaminas A+E (hidratação), Argan e Cártamo (nutrição) e queratina (reconstrução) podem ser usadas com qualquer máscara que você tiver. Ou seja, você não precisa comprar 3 produtos diferentes, é só usar sua máscara preferida, colocar 12 gotas da ampola que será usada no dia, deixar por 10 minutos, tirar o produto e pronto.

Quem estiver com os cabelos extremamente danificados, pode fazer uma combinação de 12 gotas de cada uma das 3 ampolas e seguir com a mesma proposta que o BB Kit tinha, isso é, dar um tratamento de choque nos cabelos.

A Bio Extratus também oferece duas opções de tabela, uma para danos intensos e outra para danos leves a moderados.

Parece fácil, e é, mas eu tive algumas questões no meio do caminho que achei que valia a pena dividir com vocês, para quem resolver começar agora saber que é normal.

Primeira semana

Na metade da primeira semana, ainda sem cortar.

Comecei usando as ampolas com a máscara da linha pós química e decidi seguir a tabela de danos intensos. Estava há muito tempo sem cortar e as pontas estavam pedindo arrego, como eu pretendia cortar ainda esse mês, achei que valia a pena testar a danos intensos para ver se dava um jeito na situação.

Primeiro dia, hidratação. Meu cabelo ficou macio, sedoso, amor à primeira ampola. Segunda vez da semana, nutrição. Uau, que brilho, que maciez, por que eu não fiz esse tratamento antes? Terceira vez, queratina. SO-COR-RO.

Eu não sabia que a queratina era a parte do tratamento que não traz os melhores resultados visíveis logo após o tratamento mas é essencial para deixar o cabelo bem tratado. Quando isso acontece é sinal que o cabelo está sendo realmente reconstruído, só que como eu não sabia dessa informação, levei um susto quando vi meu cabelo endurecido, estranho e totalmente diferente do que ele estava nos processos de hidratação e nutrição.

Segunda semana

Logo após a queratina, que é um passo super importante na recuperação dos fios, o cabelo ficou meio estranho e indefinido. Essa foto foi logo após eu ter feito a etapa de hidratação na segunda semana, que deixou ele um pouco melhor do que estava. Depois disso ele só foi melhorando.

Resolvi mudar o cronograma e passei a seguir a tabela de danos leves (que na verdade é igual ao de danos intensos nesse estágio).

Mesmo tendo bad hair days por dias seguidos – o que foi um exercicio para a minha paciência – eu resolvi encarar isso como um belo aprendizado. Inclusive, tenho que agradecer a todas as meninas que me deixaram mais tranquila quando falei sobre isso no stories. Elas me convenceram que só assim eu aprenderia as reais necessidades do meu cabelo e eu tive que concordar. Encarei como exercício de autoconhecimento capilar. :)

Também espacei mais os dias de tratamento. Se antes eu estava dando uma janela de 48 horas entre eles, resolvi espaçar mais. No final da segunda semana eu já estava virando melhor amiga do meu cabelo porque tinha certeza que sabia o que ele queria. haha

Terceira semana

Como sempre tem o arco íris depois da tempestade, a terceira semana foi um relax só. Como só tinha hidratação e nutrição, eu fui ser feliz sem preocupações. A única mudança que aconteceu foi na troca da máscara. A de pós química acabou e eu passei a usar da linha Cachos Perfeitos, e talvez por ser mais leve, notei que o brilho deu uma aumentada considerável, fiquei bem satisfeita.

Quarta semana

Assim que entrei na quarta semana eu cortei meu cabelo e pude comprovar que ele realmente não estava tão danificado quanto eu pensava que estava. Agora que as pontas secas de 6 meses sem corte foram embora, dá para sentir nitidamente como meu cabelo está gostoso e macio.

Enquanto escrevo esse post ainda não fiz a última etapa mensal do tratamento, a já tão temida por mim queratina. Na verdade, acho que vou ser ousada e não seguir a tabela. Ou melhor, vou mudar a tabela, pois como já reconstruí esse mês não acredito que precise de outra reconstrução por enquanto.

O que eu achei afinal?

Muito, muito incrível. Mais do que os benefícios que eu pude comprovar nos meus fios, o que eu mais gostei dessa experiência foi poder realmente conhecer meus cabelos. Entender por quê determinado produto deu certo enquanto outro não. Mesmo com a semana pavorosa pós queratina, o conjunto das 4 semanas foi essencial para eu entender como prosseguir daqui para a frente, e usar os produtos certos para o que eu estou buscando no momento.

Saí desse mês continuando o tratamento e tendo certeza que todo mundo que gosta de cuidar bem dos cabelos precisa fazer esse exercício de entender o que seus fios estão pedindo. Vale muito a pena mesmo! :)

Quem quiser conhecer o Kit Cronograma Capilar, é só entrar nesse link e descobrir onde tem mais perto de você! :)

6 em Autoestima/ Beleza/ Make-up no dia 12.07.2017

Padrão de beleza e maquiagem, um pensamento solto!

De uns tempos pra cá tenho pensado muito que maquiagem precisa ser uma ferramenta para nos libertar, para nos ajudar – se quisermos – a exercer a liberdade sobre nossa imagem, nos possibilitar ser mil versões e nos ajudar a encarnar cada versão de nós que pode ser interessante naquele momento.

Há duas semanas fui a uma aula de automaquiagem da MAC e o que eu levei de lá foram questões muito mais bacanas do que um lançamento, uma dica de olho esfumado ou uma cor de batom que será o “must have” da estação. A incrível Fabiana Gomes chegou quebrando a banca e indiretamente mexendo comigo desde o primeiro momento. Ela me fez pensar para caramba, me tirou da zona de conforto e desde então, estou num processo de mergulho interno refletindo sobre o que eu acredito que seja o que mais funciona pra mim, tomando mais consciência das minhas decisões de beleza, ainda que elas permaneçam as mesmas.

Você pode seguir a @f.a.b.i.a.n.a.g.o.m.e.s no insta

Logo de cara ela nos levou a tirar a maquiagem e eu fiquei vulnerável pela primeira vez nessa aula, Mal sabia eu que seria a primeira de algumas vezes. Mostrar minha acne, ainda que a pele esteja melhorando, não é algo tão fácil pra mim. Eu não estou em busca de uma pele perfeita, aliás, perfeição é um conceito que estou tentando manter longe de qualquer palavra que esteja ligada ao meu corpo como eu contei no post da tatuagem. No caso, eu faço muitos stories de cara lavada e vou à rua assim também, mas estar num ambiente de trabalho sem maquiagem foi difícil pra mim. Eu estou desde dezembro tão empenhada na minha automaquiagem que aquele momento não foi pessoalmente fácil, mas não foi isso que me fez pensar.

Logo de cara Fabiana trouxe questionamentos sobre a necessidade de uma pele tão pesada ou contornos tão marcados. De cara ela começou falando dessa pele tão rebocada que aparece diariamente em todos os perfis de instagram de beleza do mundo. Ela falou da necessidade de pararmos de achar que a maquiagem social precisa reproduzir essa pele sem poros, perfeita e com muitas e muitas camadas de produto e base de alta cobertura.

Não, ela não estava tentando vender produto. Aliás ela sabe que essa “moda” faz a marca vender mais e mais, mas no longo prazo nos aprisiona em novos padrões de beleza mesmo quando queremos quebrar padrões. Ela me fez lembrar da minha teoria de que no instagram só funciona o perfeito, até mesmo quem representa as minorias no instagram carrega muitos likes e comentários quando faz uma pele perfeita, uma maquiagem perfeita, um look perfeito, num cenário perfeito e numa foto perfeita. Ou seja, até para quebrar paradigmas nessa rede é preciso ter perfeição envolvida.

Nessa hora me deu um baque, será que precisamos fazer tanta pele? Será que essa vida de blogueira se desdobrou pra audiência e a gente está se acostumando com uma maquiagem de “instagram”, de casamento ou formatura na nossa rotina? Eu achei LINDA a proposta que ela deu de não usar base sempre, achei incrível o conceito de que não precisamos “corrigir” a pele de todo mundo igual e achar que todo mundo precisa parecer que não tem poros. Existem casos e casos, situações e situações.

Eu, minha pele oleosa e minha acne seguimos firmes e fortes no universo da alta cobertura, mas certamente vi valor nessa pele mais natural, nessa beleza toda mais simples porém iluminada e com uma pele cheia de viço. Com um preparo que cuida, hidrata e afins. Me deu uma sensação que mais importante do que mascarar nossa pele é entender dela, cuidar das necesidades dela e esses cuidados permitirão maquiagens cada vez mais bonitas, chiques e funcionais, não só perfeitas para uma foto de instagram.

Depois do assunto “vício das peles pesadas” fomos para uma reflexão sobre contorno de rosto. A Fabiana tocou num ponto importantíssimo. No ocidente estamos presas no novo padrão de beleza de “consertar” todos os rostos com contorno para deixa-lo oval, entendendo que existe um tipo de rosto certo, entendendo que ter um rosto que parece mais magro é o certo e criando mais um padrão na maquiagem que pode ser usado de vez em quando como um artifício, principalmente pra quem trabalha com foto e imagem, mas pode ser mais uma coisa “inofensiva” que está na nossa rotina para atendermos o padrão.

Nessa hora viajei nas minhas ideias novamente e refleti sobre o fato de que todo mundo diz que quer quebrar os padrões, mas muitas vezes ainda se pega muito preso a admirar apenas aquilo que atende a esse conjunto de regras do perfeito. Então eu falo que quero ver um mundo melhor, mas só vejo beleza naquilo que eu entendo socialmente falando como bonito. Em tipos de belezas usados de uma forma que deixem o corpo “certo”,  a maquiagem “favorecendo” e outras coisas simples, mas que vem cheias de mensagens subliminares de certo e errado.

Quando ela foi ensinar a fazer o olho eu já tinha me perdido, primeiro porque eu não estava nada familiarizada com essa tecnica, segundo porque eu realmente comecei a refletir. Eu amo o poder que eu sinto quando faço uma maquiagem poderosa, mas quero ir aos poucos transformando essa maquiagem em algo funcional, boa pro social. Na prática sempre tento fazer algo bacana, mas não dou conta de elaborar aquelas super makes de instagram.

As vezes a gente entra numas pirações que faz a gente esquecer que as necessidades de performance de uma maquiagem de desfile, casamento, fotos para uma revista, eventos de trabalho ou eventos sociais de uma maneira geral são diferentes. A Fabiana me levou a pensar e repensar sobre isso. Vou continuar usando o que eu gosto, o que me dá vontade, mas vou refletir sobre o quanto preciso ou não atender certas demandas externas, das pessoas ou do mercado.

Eu acho que a gente pode tudo, usar a maquiagem que quiser, fazer a versatilidade que der vontade no rosto, mas vale termos uma palavra chave: consciência. Podemos procurar ser cada vez mais livres. Desde esse dia eu parei de me contornar toda vez, parei de fazer cobertura pesada todo dia. Continuo gostando de uma maquiagem pesada mas quero escolher cada vez melhor que tipo de maquiagem usar pra cada situação. Na verdade, quero ir me livrando de qualquer aprisionamento que eu possa ter com essa ferramenta que eu gosto de usar pra evidenciar o melhor da minha beleza e não transformá-la em algo que ela não é.

Pra mim, maquiagem é sobre criar versões diversas da gente mesma, sobre se curtir e ajudar a se gostar no espelho. Acho que se a gente passa a levar a maquiagem de uma forma mais leve fica mais fácil deixar sobressair a nossa personalidade, jamais perdendo a nossa identidade.

 

Quem acompanha nossos stories viu que essa semana teve aula da @maccosmeticsbrasil no Rio, com a super @f.a.b.i.a.n.a.g.o.m.e.s! O melhor da aula não foram as dicas de MAKE, pra mim foram os questionamentos sobre o padrão de beleza ocidental que vem impondo (sem a gente notar) um tipo certo de contorno e afins! Amei os questionamentos e espero transforma-los em post! No entanto vou falar de outra coisa, dos presentes que ganhei (e de fato amei, já coloquei pra uso) + as compras que fiz com os 30% de desconto que ganhamos no dia do evento. Presentes : AMEI a fragrância do perfume #velvetteddy, ganho sempre perfumes que não amo, esse eu adorei! Ganhei exatamente o blush que a @gabihmachado me indicou pra contorno (HARMONY), ainda não usei, mas aposto que vou amar. O prep+prime de lábios, já tinha tido e gostado. E A ESTRELA DA FESTA, a paleta de sombras COPPERDELUXE, mais a minha cara impossível. Compras: iluminador DOUBLE-GLEAM, o segundo iluminador Soft & Gentle da minha vida (sim, acabei com um em UM ano) e outra dica da Gabih, o FIX+ (embalagem de viagem). #belezanofuti Eu amei a aula, o convite, os pensamentos propostos e os presentes @laisbemerguy e @indexassessoria! Muito muito obrigada! <via Jô>

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Obrigada MAC e Fabiana Gomes, além de produtos sensacionais, vocês me deram muito no que pensar, refletir e diversificar na minha maquiagem.

1 em Autoestima/ Beleza/ corpo/ Destaque no dia 11.07.2017

Tatuagem, autoestima e o meu bloqueio…

Semana passada eu fiz um post no grupo do PAPO SOBRE AUTOESTIMA no facebook e foi tão elucidativo que me vi com vontade de escrever sobre isso aqui no blog. Vamos falar de tatuagem e autoestima?

Nesses 7 anos e meio de Futi eu acho que nunca contei pra vocês sobre minha enorme vontade de fazer uma tatuagem. Como assim, Jô? Explico, esse tópico é muito sensível pra mim porque como uma boa libriana tenho dificuldade de escolher em meio à tantas vontades, principalmente se for algo irreversível. No meu caso, isso é um pouco mais complexo pois envolve corpo e autoimagem, que são tão delicados pra quem já teve algum transtorno alimentar, pra quem já distorceu o reflexo por anos no espelho. Em linhas gerais, pessoas com transtornos alimentares supervalorizam a importância do corpo e da imagem, o que pode levar a uma espécie de obsessão na qual a sociedade atual ajuda muito! Provavelmente a mídia, a moda e o padrão “imposto” é que criam essa realidade que gera o problema, mas esse é outro assunto.

E o que isso tem a ver com tatuagem? No meu caso quase tudo. Vou explicar minha mais nova teoria: Acho que nunca tive a coragem de me tatuar por uma espécie de preciosismo, uma mania de coisas perfeitas. No entanto a grande pergunta é: Existe tal coisa chamada perfeição? O perfeito hoje pode não ficar tão perfeito em 20 anos e isso faz parte desse movimento de ter uma “marca” eterna no corpo.

uma das tatuadoras que estou de olho: @luanaxaviertattoo

No ato de refletir sobre o que me deixava inerte, me surpreendi novamente ao ler as respostas das meninas do grupo: a maioria disse que mesmo não achando suas primeiras tatuagens tão bonitas atualmente, os desenhos fazem parte de quem elas são, das suas histórias e da sua autoestima.

Se eu já era exigente comigo no reflexo, imagina desenhar “nesse papel” que passou seus primeiros 28 anos de idade acreditando que precisava ser perfeito aos olhos da sociedade e aos próprios olhos?

Agora aos 30 – quase 31 – começo a achar que muito do que me paralisou até aqui foi o medo de não atender ao meu próprio IDEAL DE PERFEIÇÃO imaginário. Não tenho medo do julgamento externo, mas parece que é preciso acertar 100% internamente e não dá para ter esse controle dado que envolve escolher “a tatuagem”, o tatuador e o lugar do corpo.

Na terapia corporal descobri que a tipologia do meu corpo é bastante conectada ao que acontece nele e bem obcecada com a aparência. Por isso, tenho trabalhado muitas questões diretamente no corpo com o intuito de me livrar desse ideal de perfeição e tenho tido o resultado mais efetivo da minha vida, com calma, com eficácia. Tudo isso fez bastante sentido se levarmos em conta tudo que eu acreditei ser verdade sobre eu mesma por tantos anos.

outra tatuadora que tem feito meu coração bater mais forte: @mabiarealtattoo

Agora eu começo a trazer tal acolhimento e amorosidade pra mim mesma, abraço a coragem de ser imperfeita e por isso, a vontade de fazer essa tatuagem tão simbólica só cresce. Porque mesmo que não seja ideal, vai ter o significado que eu quero, por isso preciso ter um olhar menos rígido e me jogar no feeling de escolher o que eu quero fazer, onde quero fazer e com quem farei (sou 100% alucinada por tatuagens delicadas de traços finos, há anos).

Depois de tudo que ocorreu na minha cabeça, li cada um dos comentários do grupo novamente, descobri coisas novas e importantes pra mim que ajudaram na preparação para a tomada de decisão do desenho, palavra ou frase.

Se antes eu só pensaria em fazer em lugares magros do corpo, hoje não é mais assim. Antes onde tenho dobras e gorduras nunca seria uma opção. Hoje não faz a menor diferença, quero fazer onde me der vontade. É libertador pensar que pode ser em QUALQUER lugar. O que dificulta, porque abriu novamente todo o leque de possibilidades de lugares.

Todas falaram pra pensar no lugar primeiro, imaginar a “coisa” ali e partir para as outras tomadas de decisão. Assim sendo, resolvi que vou seguir o conselho, apesar de ter plena consciência que minha decisão vai acabar sendo meio impulsiva, se não sempre arrumarei motivos para não fazer.

No grupo entendi que pra algumas mulheres tatuagem é apenas sobre um adorno, algo bonito para estar no corpo. Achei incrível, porque jamais me ocorreria isso, pra mim tudo que passa na cabeça provem de significados profundos e importantes pra mim, tem a intenção de marcar uma era, uma virada, uma sensação ou uma situação. Sempre foi isso ou a ideia de me lembrar no corpo de algo que nunca posso esquecer.

Eu, que sempre quis palavra ou frase, ando desejando desenho. Eu que sempre jurei que seria micra e delicada, ando querendo algo maiorzinho. Eu que nunca achei que algo delicado me travava, vi que essa minha minha já antiga mania por um corpo ideal, perfeito em todos os detalhes, me prendeu mais do que eu imaginava. Me limitou mais do que eu acreditava. 

por último, mas não menos lindo, o trabalho da @mariainktattoo

Depois de ler tantas coisas fiquei com a certeza de que o que eu decidir não precisa ser perfeito, precisa ser MEU. Precisa me simbolizar algo bom, me inspirar e me lembrar do que não quero esquecer. Não haverá unanimidade, nem mesmo precisarei olhar com rigidez, só com amorosidade e acolhimento mesmo. Como em tudo que falamos no #paposobreautoestima.

Acredito que pra mim, como muitas, a primeira tatuagem terá uma ligação direta com a minha autoestima. Aliás, acho que todas terão, então espero que essa relação seja positiva de alguma forma, que simbolize essa nova fase de consciência comportamental e corporal, dessa minha nova consciência como unidade. 

Beijos

Jô

Ps: Quem me apresentou essas 3 tatuadoras foi minha amiga @ninaribeiro do Modices.