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3 em Autoestima/ Beleza/ corpo no dia 05.10.2017

Minha primeira tatuagem!

Em julho contei para vocês sobre meu BLOQUEIO em fazer minha primeira tatuagem. Acho que a primeira vez que quis realmente fazer uma foi aos 17 anos. Agradeço não ter tido coragem ou dinheiro na época, pois hoje não amo nenhuma das ideias que eu tinha antes. As únicas ideias muito antigas que eu sigo gostando são relacionadas à espiritualidade, que acho que marcariam muito facilmente uma etapa da minha vida, mas fato é que eu nunca me mexi para fazê-las e deve ter algum motivo pra isso.

Dos 18 aos 30 eu pensei em frases e palavras. Depois dos 30 comecei a gostar do que nunca tinha mexido comigo antes: símbolos e flores. Nossa senhora, como comecei a gostar de tatuagens com flores. Me apaixonei por duas da minha amiga Nina, assim como me encantei pelo diamante estilizado no pulso da Carla e por outras figuras cheias de beleza, só que para mim não poderia ser apenas um adorno. Para atender à minha demanda tinha que existir um significado maior. Então eu segui na dúvida, até que em meados de julho bateu uma luz.

Enquanto organizávamos a festa, minha terapeuta me recomendou que eu buscasse algo com uma rosa para entrar no simbolismo do poder do feminino no look, brinde ou na decoração da festa. Algo que eu e a Carla pudéssemos usar e que reavivasse a memória (que a gente nem sabe que tem) dessa força do poder do feminino dentro de nós. Foi assim que a rosa foi somada ao diamante e virou algo que deveria estar no nosso look da festa, mas para mim não foi o bastante. Por mais obra de arte que tenha sido a roupa que a estilista Adriana Meira fez pra nós, eu queria isso no meu corpo. 

Acontece que desde o dia que divagamos o quanto a rosa simbolizava muitas coisas importantes no quesito “força do feminino”, eu fiquei pensando nisso. As flores da Nina não saíam da minha cabeça, o desenho das flores e do diamante se repetiam em vários estilos nos guardanapos e papeis da minha vida e eu seguia com uma vontade incontrolável de ter algo assim, tão orgânico e geométrico e ao mesmo tempo tão simbólico em mim.

O mais curioso ficou por conta do acaso. Na mesma semana em que fiz o desenho pela primeira vez e no mesmo dia em que falei disso na terapia, chegou um presente pra mim. Recebi uma cúpula com uma rosa branca em casa. Foi impossível não encarar como um sinal desse simbolismo que eu queria pra mim. Aqui os descrentes chamarão de coincidência, eu ficarei com a frase “foi o sinal que faltava pra mim” para eu ter essa certeza.

O diamante está na marca do futi há anos, pelo menos desde o início de 2012. Eu sabia que ele precisava estar em mim, simples ou sofisticado. Meus rascunhos todos incluíam os elementos todos em uma tatuagem só, que posteriormente meu tatuador me mostrou que ficaria linda mesmo (de um jeito diferente do que pensei), mas teria que ser maior do que eu gostaria para um primeiro risco nesse corpo virgem que eu tinha até aquele momento.

Tudo mudou por influência de umas 3 ou 4 amigas que me disseram: Joana, você não precisa ter todos os simbolismos em uma tatuagem. Precisar eu sabia que não precisava, mas acabei achando melhor, não. Afinal eu tinha tanto medo que achei de uma ousadia IMPAR querer fazer algo gigante estando apavorada.

Eu não contei pra ninguém que eu ia tatuar assim, tão rápido, tão antes da festa e correndo em São Paulo, mas a verdade é que um dos motivos pelos quais eu fui pra lá foi esse: eu queria mesmo viver isso e eu já sabia qual era o tatuador da terra da garoa que riscaria meu corpinho.

Minha amiga maravilhosa Nathalie Barros marcou um horário pra mim no tatuador de confiança dela: o Julio. Esse ser humano calmo, competente e de uma energia MARAVILHOSA deu um jeito de me receber. Ele é bem famoso por lá, faz tudo de uma galera maravilhosa da internet e deu para entender o porquê.

O motivo? Poderia ser o traço fino, o bom gosto e o seu lindo trabalho todo disponível no instagram @kubanoink, mas não foi isso que me ganhou. Isso me fez escolher ir lá, mas não me ganhou.

imagens insta @kubanoink

Julio virou alguém que eu vou recomendar FELIZ por outra razão. Eu cheguei uma hora antes em Alphaville, liguei pra minha mãe chorando sem querer desistir, mas com medo por não ter decidido tudo direito devido à correria da festa, mas foi eu começar a conversar com ele que eu fiquei CALMA.

FOI AÍ QUE ELE ME GANHOU COMO CLIENTE. Eu estava apavorada, nos últimos dias dos meus 30 anos e prestes a fazer minha tatuagem sem conseguir nem pensar direito. Ele me acalmou sem falar nada, só com seu jeito tranquilo e começou a me ouvir, desenhou e eu ganhei a confiança de que não riscaríamos um “ai” sequer com pressa ou correndo, faríamos algo meu. Em minutos eu estava outra pessoa, confiante a ponto de contar pra ele tudo que passou na minha cabeça.

Em tempo: cheguei lá só pra fazer o nano diamante, dado que eu achava que não conseguiria mostrar em referências pra ele o que eu queria para meu braço. Ele é tão fera com as pessoas que ele sacou tudo. Minhas preces de que ele entendesse minha demanda foram atendidas da forma mais simples do mundo.

A verdade é que minhas flores tinham ganhado o plano de ficar pra um futuro próximo, meu diamante veio como uma fuga para não perder o horário, uma demanda simples e rápida de ser atendida. Eu abri mão de minha rosa + margarida por motivos muito claros pra mim: eu tinha medo de não ficar perfeito, por mais que eu estivesse louca pra fazer.

Foi só a gente conversar que tudo mudou, ficou simples e ele me pediu uma chance de tentar as flores. Ele desenhou a mistura das ideias, sentiu que não atenderia mesmo ao tamanho que eu estava disposta e por fim, ficou na ideia de fazer as flores. Em minutos eu vi surgir no computador e nas mãos dele a mistura da rosa e da margarida que eu estava procurando. Não poderia parecer um girassol, afinal o nome da minha mãe não é esse, não é mesmo? Precisava ser uma MARGARIDA e foi.

Eu sei que se ela fosse maior iria ficar ainda mais bonita em termos de leitura geral das outras pessoas, mas a verdade é que eu fiz ela pra mim e por isso fizemos no menor tamanho possível para que ela ficasse bonita, bem feita e do jeitinho que eu sonhava (sem nem saber). Se eu soubesse como me adaptaria fácil talvez tivesse sim feito um pouco maior ou com o diamante atrelado, mas a verdade é que não valia o risco e não valeu. Se um dia eu quiser, o Julio aumenta ela, se não, ficaremos assim.

Quando ele começou eu não senti nenhuma dor, fiquei tranquila com o quanto a agulha era fina e desesperada com medo de não amar ou de não ficar perfeita. No que ele foi fazendo, riscando e sombreando eu fui ficando muito tranquila, quando ele me mostrou pronta, a minha sensação de alivio e de ter ficado como eu nem sabia que queria foi impagável.

Eu amei, me peguei com a sensação de que carrego essas flores tão bem feitas e tão simbólicas com orgulho. Ficou delicada como eu queria e ficou tão realista quanto as referências que eu tinha na minha cabeça. Eu não buscava algo simplista e figurativo, então atendeu a tudo que eu buscava. Se ela vai ficar assim ou vai ganhar uns traços geométricos nos próximos tempos, eu não sei. Só sei que eu to tão apaixonada e curtindo esse momento que eu não poderia deixar de contar.

do jeitinho que eu queria no dia

Depois do meu texto aqui, li um da Nina no Modices muito legal e fiquei feliz de me sentir assim, tão dona de mim e do meu corpo. No meio do caminho conversando com minha mãe me dei conta de algo: tudo bem se não ficasse perfeito, afinal, minha existência na terra não tem mesmo nada a ver com um corpo perfeito ou unânime, quem precisa gostar dele sou eu e essa tatuagem fez com que ele se tornasse ainda mais especial pra mim.

uma foto zoada só pra mostrar que estamos bem <3

Obrigada Julio e Dani por terem vivido isso do meu lado. Jamais pensei que iria passar por isso sozinha, quando entendi que com vocês eu não estava mesmo sozinha, tudo foi ainda mais incrível…

Agora esse post está muito grande, então vou deixar a curiosa história de um diamante – feito planejadamente sem planos – para outro dia. :)

Beijos

1 em Autoestima/ Beleza/ corpo/ Destaque no dia 11.07.2017

Tatuagem, autoestima e o meu bloqueio…

Semana passada eu fiz um post no grupo do PAPO SOBRE AUTOESTIMA no facebook e foi tão elucidativo que me vi com vontade de escrever sobre isso aqui no blog. Vamos falar de tatuagem e autoestima?

Nesses 7 anos e meio de Futi eu acho que nunca contei pra vocês sobre minha enorme vontade de fazer uma tatuagem. Como assim, Jô? Explico, esse tópico é muito sensível pra mim porque como uma boa libriana tenho dificuldade de escolher em meio à tantas vontades, principalmente se for algo irreversível. No meu caso, isso é um pouco mais complexo pois envolve corpo e autoimagem, que são tão delicados pra quem já teve algum transtorno alimentar, pra quem já distorceu o reflexo por anos no espelho. Em linhas gerais, pessoas com transtornos alimentares supervalorizam a importância do corpo e da imagem, o que pode levar a uma espécie de obsessão na qual a sociedade atual ajuda muito! Provavelmente a mídia, a moda e o padrão “imposto” é que criam essa realidade que gera o problema, mas esse é outro assunto.

E o que isso tem a ver com tatuagem? No meu caso quase tudo. Vou explicar minha mais nova teoria: Acho que nunca tive a coragem de me tatuar por uma espécie de preciosismo, uma mania de coisas perfeitas. No entanto a grande pergunta é: Existe tal coisa chamada perfeição? O perfeito hoje pode não ficar tão perfeito em 20 anos e isso faz parte desse movimento de ter uma “marca” eterna no corpo.

uma das tatuadoras que estou de olho: @luanaxaviertattoo

No ato de refletir sobre o que me deixava inerte, me surpreendi novamente ao ler as respostas das meninas do grupo: a maioria disse que mesmo não achando suas primeiras tatuagens tão bonitas atualmente, os desenhos fazem parte de quem elas são, das suas histórias e da sua autoestima.

Se eu já era exigente comigo no reflexo, imagina desenhar “nesse papel” que passou seus primeiros 28 anos de idade acreditando que precisava ser perfeito aos olhos da sociedade e aos próprios olhos?

Agora aos 30 – quase 31 – começo a achar que muito do que me paralisou até aqui foi o medo de não atender ao meu próprio IDEAL DE PERFEIÇÃO imaginário. Não tenho medo do julgamento externo, mas parece que é preciso acertar 100% internamente e não dá para ter esse controle dado que envolve escolher “a tatuagem”, o tatuador e o lugar do corpo.

Na terapia corporal descobri que a tipologia do meu corpo é bastante conectada ao que acontece nele e bem obcecada com a aparência. Por isso, tenho trabalhado muitas questões diretamente no corpo com o intuito de me livrar desse ideal de perfeição e tenho tido o resultado mais efetivo da minha vida, com calma, com eficácia. Tudo isso fez bastante sentido se levarmos em conta tudo que eu acreditei ser verdade sobre eu mesma por tantos anos.

outra tatuadora que tem feito meu coração bater mais forte: @mabiarealtattoo

Agora eu começo a trazer tal acolhimento e amorosidade pra mim mesma, abraço a coragem de ser imperfeita e por isso, a vontade de fazer essa tatuagem tão simbólica só cresce. Porque mesmo que não seja ideal, vai ter o significado que eu quero, por isso preciso ter um olhar menos rígido e me jogar no feeling de escolher o que eu quero fazer, onde quero fazer e com quem farei (sou 100% alucinada por tatuagens delicadas de traços finos, há anos).

Depois de tudo que ocorreu na minha cabeça, li cada um dos comentários do grupo novamente, descobri coisas novas e importantes pra mim que ajudaram na preparação para a tomada de decisão do desenho, palavra ou frase.

Se antes eu só pensaria em fazer em lugares magros do corpo, hoje não é mais assim. Antes onde tenho dobras e gorduras nunca seria uma opção. Hoje não faz a menor diferença, quero fazer onde me der vontade. É libertador pensar que pode ser em QUALQUER lugar. O que dificulta, porque abriu novamente todo o leque de possibilidades de lugares.

Todas falaram pra pensar no lugar primeiro, imaginar a “coisa” ali e partir para as outras tomadas de decisão. Assim sendo, resolvi que vou seguir o conselho, apesar de ter plena consciência que minha decisão vai acabar sendo meio impulsiva, se não sempre arrumarei motivos para não fazer.

No grupo entendi que pra algumas mulheres tatuagem é apenas sobre um adorno, algo bonito para estar no corpo. Achei incrível, porque jamais me ocorreria isso, pra mim tudo que passa na cabeça provem de significados profundos e importantes pra mim, tem a intenção de marcar uma era, uma virada, uma sensação ou uma situação. Sempre foi isso ou a ideia de me lembrar no corpo de algo que nunca posso esquecer.

Eu, que sempre quis palavra ou frase, ando desejando desenho. Eu que sempre jurei que seria micra e delicada, ando querendo algo maiorzinho. Eu que nunca achei que algo delicado me travava, vi que essa minha minha já antiga mania por um corpo ideal, perfeito em todos os detalhes, me prendeu mais do que eu imaginava. Me limitou mais do que eu acreditava. 

por último, mas não menos lindo, o trabalho da @mariainktattoo

Depois de ler tantas coisas fiquei com a certeza de que o que eu decidir não precisa ser perfeito, precisa ser MEU. Precisa me simbolizar algo bom, me inspirar e me lembrar do que não quero esquecer. Não haverá unanimidade, nem mesmo precisarei olhar com rigidez, só com amorosidade e acolhimento mesmo. Como em tudo que falamos no #paposobreautoestima.

Acredito que pra mim, como muitas, a primeira tatuagem terá uma ligação direta com a minha autoestima. Aliás, acho que todas terão, então espero que essa relação seja positiva de alguma forma, que simbolize essa nova fase de consciência comportamental e corporal, dessa minha nova consciência como unidade. 

Beijos

Jô

Ps: Quem me apresentou essas 3 tatuadoras foi minha amiga @ninaribeiro do Modices.
8 em Beleza/ corpo no dia 31.08.2016

Inverno: Super hidratante nada óbvio!

Durante esse inverno eu me peguei usando um produto nada óbvio para hidratar minha perna que ficou super seca. Quando vi também passei a usar o produto no meio da coxa, aquela área tensa onde as superfícies estão se encontrando e criando assaduras e em ambos os usos esse creme me surpreendeu.

cutisanol-gel-2

Sei que ele é que nem o Propomel da  Bio Extratus, desse que a gente usa do pé à cabeça. Já falei dele no snapchat e agora que a embalagem está quase acabando resolvi falar dela aqui no blog também.

O Cutisanol Gel é um hidratante potente que ajuda na pele muito seca, brotoejas de bebê e dizem que faz bem até para acne por causa da ação cicatrizante. Ainda não testei em alguma espinha pra dizer, mas se o um dia o fizer e for sucesso eu conto pra vocês. Todo mundo fala que é maravilhoso pra bebês, por isso vou levar pra Carlinha testar no Arthur.

Para mim ele tem sido muito útil nessas 3 situações: perna seca, entre as coxas e na foliculite da pele meu bumbum (ai que vergonha! rs), dado que estou fazendo laser na área eu estou usando esse creme ao invés do cicaplast ou bepantol. O resultado está me surpreendendo muito.

O que ele promete?

Ser hidratante, antisséptico e cicatrizante. Ele previne e combate às assaduras, brotoejas, eczemas, dermatites, eritemas e escaras de decúbito. A fórmula possui agentes emolientes, hidratantes e antissépticos que deixam a pele macia e protegida das substancias que causam as assaduras e brotoejas.

O produto vende em todas as farmácias. O cheiro não é incrível, mas apesar de parecer branco como Hipoglós, espalha muito melhor e você nem vê a cor. A pele seca absorve bem rápido e o efeito é ótimo. 

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Tenho usado também nos pés antes de dormir, como eles também andam muito secos eu coloco o produto e depois uma meia, quando lembro de fazer isso meu pé acorda bem melhor.

Vocês já usaram Cutisanol Gel? Eu pretendo usar mais e poder falar de outros usos, mas por enquanto é isso! O bom é que ele é fácil de achar em qualquer lugar e tem 1001 utilidades, vale a pena!

Beijos

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