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Saúde

13 em Saúde no dia 08.12.2016

Depois de um susto parei para pensar: Você dá sua saúde por garantida?

Quase sempre a gente dá a nossa saúde – física – por garantida todos os dias. A verdade é que por maior que seja nosso processo de tentativa de evolução, é difícil estar preparada para uma notícia inesperada. Uma doença arriscada, um acidente ou qualquer coisa que traga um mínimo risco de mudar muito da nossa vida em poucos segundos.

Esse ano eu tomei um susto que colocou toda minha relação com a saúde do meu corpo em perspectiva novamente. Felizmente reverti a situação de forma rápida, mas ela me colocou para pensar sobre tudo. Minha saúde, meus exames e o quanto não posso dar por garantida a minha qualidade de vida.

Com o emocional que tenho, esse susto me desestabilizou por completo. Minha máquina pode pifar, mas ainda não estou pronta pra isso. O meu corpo é o santuário da minha alma nessa vida e eu não tomo tanta conta dele quanto deveria. Na verdade, gosto de fazer dele o que eu quiser, sem medo de rótulos e preconceitos, mas hoje o texto não sé sobre isso.

Me lembro como se fosse hoje dos meus 14 anos e do diagnóstico de hipotireoidismo. Foi um susto tão grande, misturado à incompreensão do novo e falta de informação. Na hora me chocou, mas depois disso nada foi tão surpreendente. Fui descobrindo que podia lidar com quase tudo que eu ia tendo, ainda que não da forma ideal. Até julho desse ano eu não havia parado para refletir a importância REAL de ter um corpo saudável (seja magro ou gordo, mas saudável).

No início do primeiro semestre fui parar numa emergência morrendo de dor no ovário. Sim, esse é mais um capítulo inesperado da novela do ovário (novário).

Isso aconteceu justo no dia de viajar para Itaipava para o casamento de uma grande amiga onde eu seria madrinha. Na verdade, eu já vinha sentindo uma dorzinha há uns dois dias, e ela foi se transformando em algo que não me permitia pisar sem fazer uma careta. Tive que interromper uma caminhada na esteira e ir direto para uma emergência especializada em ginecologia. Eu sabia que o problema era naquela região, e apesar de terem me informado que poderia ser apêndice ou afins, acabei buscando algo especializado porque minha intuição me dizia pra fazer isso.

Depois de quase duas horas esperando em um bom hospital, eu consegui ser atendida. O médico gentilmente me ouviu, disse que de repente eu precisaria de uma emergência clínica mas que antes de tudo ele faria os exames. Eu sabia que o problema era ali.

Lado esquerdo tudo lindo, DIU no lugar, mas na hora de ver o lado direito, um grito! Nessa hora eu fui na lua e voltei, com direito a berro e tudo.

exame

Ali tinha um cisto hemático (de sangue) de praticamente 5cm de diâmetro. Nessa hora eu fiquei TENSA. O diagnóstico parece simples ouvido agora, mas na hora com a imagem, a textura e a dor que eu sentia não foi. Ele poderia romper a qualquer momento, ou não.

Nessa hora eu estava completamente desestabilizada. Nem um pouco preparada para uma possibilidade de cirurgia de emergência, nem um pouco preparada para lidar com uma situação não planejada no meu corpo. O pior? É que na verdade isso pode acontecer com todo mundo, a qualquer momento. Então a forma como eu lidei com a situação é que foi o problema. Eu estava sentindo tanta dor que esqueci de tudo.

Foi tamanha confusão: liga pra mãe, pra Carla, apaga snap reclamando da dor boba, compra o remédio da dor, liga pra homeopata, corre na ginecologista e descobre se vão te operar naquele dia ou tentar algo pra ver se o corpo absorve antes. Aliás, nos primeiros exames não havia nenhum indício de que o cisto seria reabsorvido com facilidade, mas era uma possibilidade e eu estava rezando pra isso. E se explodisse? Muita dor, hemorragia interna (?) e medo. Até que eu, minha médica e minha mãe decidimos que eu iria tentar um remédio, repouso e ser uma madrinha presente no casamento. Se tudo desse certo, depois a gente resolvia o que fazer.

Mas de cara eu tinha um problema: não saber lidar com a possibilidade de uma cirurgia de emergência. Fiquei impressionada com a imaturidade emocional que eu tive com relação à minha saúde e meu corpo. Resolvi então que preciso melhorar isso, os cuidados com meus exames, com minha saúde e histórico familiar, além da maturidade para lidar com riscos comigo. Sou tão consciente para tanta coisa, nessa hora não fui.

Só me acalmei quando reestabeleci minha fé em Deus e no universo, quando entendi que só iria operar se tivesse que operar e eu podia emanar uma energia de cura mesmo no meio daquela situação. Em meio ao caos, resolvi recorrer à minha médica homeopata de anos atrás e fui com fé nesse tratamento. Eu sabia que ela já tinha resolvido pepinos dessa natureza antes e acreditei muito que podia funcionar e no fim, pra mim, nessa situação funcionou.

homeopatia

Tomei meus glóbulos, a mantive informada e fui usando a medicação para dor que minha ginecologista prescreveu. Como minhagGineco tinha um plano de espera da menstruação descer para agirmos, ganhei tempo de tratar com a homeopatia. Nesse caso, o receio geral era o fato de que eu estaria fora do Rio caso o cisto rompesse, a solução que arranjamos foi ir com uma amiga de sobreaviso que poderíamos ter que voltar a qualquer momento.

No meio da confusão, voltei para dentro e quis entender o porquê de tamanho desconforto com a situação, daí me veio uma epifania: Tanto incomodo emocional poderia ser proveniente de uma certa culpa e responsabilidade que eu sentia, já que optei por não seguir o pedido de 2 dos meus médicos de perder peso e ganhar massa magra por causa do SOP. Em busca de manter minha taxa de fertilidade alta e os efeitos colaterais da síndrome dos ovários policísticos controlados, eles queriam que eu tivesse menos sobrepeso e melhorasse as taxas dos meus exames. Eu não dei bola para isso e quando tudo aconteceu fiquei com a sensação que não fiz minha parte, mas a verdade é que nunca vamos saber. Não existe uma verdade absoluta pra essa situação.

Foi um susto, que trouxe uma possibilidade de expansão de consciência. 

A epifania ficou rondando minha cabeça e graças a Deus as bolinhas foram fazendo efeito. Apenas 3 dias depois eu acordei sem dor alguma, nenhum resquício. Nessa hora eu sabia que estava tudo bem, mas esperei confirmar na ultrassonografia, que não apontava absolutamente nada mais.

((( nessa hora meu sobrenome era gratidão )))

No entanto a moral da história e do susto continuou ali, continua até agora. Eu sempre dei a saúde diária do meu corpo como garantida, depois daquele fim de semana eu tentei entender que não é bem assim que funciona. Eu preciso cuidar de mim e da minha saúde, não preciso ser magra, não preciso atender um padrão, mas para viver a vida que eu desejo, eu preciso ser saudável.

Esse episódio do Novário e do desequilíbrio emocional me fez ver que precisamos entender que nada é estático. Tudo está sempre em constante transformação, até nossas células e nosso corpo. E por conta de sustos como esse, além de dores no joelho e outros problemas de saúde que minha família tem, eu preciso cuidar mais de mim. Estou me amando como sou, pretendo continuar o fazendo, mas nem por isso vou descuidar dos cuidados com meu corpo.

saude

Semana passada fazendo todos os exames possíveis!

Espero ampliar minha consciência com relação à alimentação, exercícios e saúde física em 2017, mas sem neurose. Porque pessoalmente, eu prefiro gordura em excesso à neurose.

Mas não esperei o ano virar, já estou indo nas minhas médicas, fazendo meus exames e fui até na nutricionista (coisa que eu vinha evitando). Não vai ter projeto, não vai ter meta de peso, mas vai ter melhora dos mais variados exames. Essa coisa de idade metabólica de uma mulher de 45 anos me assustou. rs

No entanto quero saúde, longevidade e sabedoria, tudo isso com minhas curvas, sendo quem eu sou! Sem pensar em ser gorda ou ser magra, e sim em ser saudável. Porque existe magro saudável e magro doente, gordo saudável e gordo doente, mas isso é papo pra outro post. Essa é uma parte do meu desafio pessoal.

Aqui só deixo a proposta de reflexão sobre não dar nossa saúde física, mental e emocional por garantida na correria da rotina. Trabalho, marido, desgaste familiar ou nenhuma escolha deve colocar a nossa saúde em risco. É impossível controlar tudo, mas podemos dar nosso melhor.

Beijos

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Ps1: Acho importante deixar claro: como eu ia viajar eu não quis deixar de atender a recomendação de nenhuma das minhas duas médicas. Segui a linha de analgesia sugerida pela minha super ginecologista Dra. Helena e tratei com a minha homeopata que tem cuidado de todas as minhas questões, incluindo o SOP. A Dra. Livia tem me dado resultados muito legais inclusive quanto ao SOP, mas isso é papo pra outro post.
Ps2: eu sou grata por ambas existirem na minha vida, as duas já me tiraram de situações difíceis e são médicas muito competentes. Não vou colocar os contatos delas aqui, mas mando para quem me pedir como sempre faço. 
21 em Comportamento/ desafio de peso/ Saúde no dia 12.07.2016

Mudança de hábitos!

Já tinha ensaiado por aqui minha nova forma de ver a vida em relação a exercícios e tudo mais que me cerca. Contei sobre o novo tênis da Mizuno que estou usando e comecei a me planejar para voltar a ter uma vida ativa, 100% focada na saúde, na melhora dos exames, no meu bem estar, e na minha autoestima, é claro.

A verdade é que toda vez que quis emagrecer foi tentando me encaixar, pertencer. Acho que minha compulsão alimentar veio disso. Recentemente contei por aqui como minha relação com o transtorno alimentar tem melhorado e apesar de não mais comer para me sabotar, sei que ainda tenho um longo caminho para desconstruir minha relação com a comida. Agora tenho os motivos mais nobres do mundo para voltar a me cuidar: minha saúde e meu foco na longevidade. Quero poder viajar, caminhar, correr, fazer trilha mesmo quando estiver mais velha e, para isso, preciso começar a mudar meus hábitos já.

Essa coisa de pertencer é muito cruel. Quando era adolescente eu me achava gordinha. Hoje olho as fotos e vejo que eu era 100% normal, mas como minhas referências eram minhas amigas – sendo que todas tinham a barriga seca – eu não consiga entender isso. Acho que hoje posso dizer que não era fácil ser pré adolescente sem nenhum exemplo de representatividade. Eu não me via nas atrizes, modelos e amigas, fosse no cabelo, corpo ou altura e demorou muito até eu quebrar – quase – todos esses paradigmas.

Hoje eu sinto que não posso usar a desculpa do corpo fora do padrão para nada mais.  Não preciso perder uma grama sequer para pertencer a nada, por mais que existam dias mais complicados ou momentos em que me sinto cobrada, principalmente nesse trabalho de blogueira que quase sempre dá preferência às meninas que vestem 38 para baixo. Agora já não me sinto alvo de preconceito e muito menos me sinto menor ou pior do que ninguém por questões de tamanho, cabelo, corpo ou beleza. Eu desconstruí essas ideias e provei pra mim mesma que consigo realizar todos os meus sonhos e desejos com esse corpo e decidi que estar fora do padrão não seria um empecilho para nada na minha vida. 

No último ano o universo me deu milhares de oportunidades para que eu provasse isso para mim mesma. O que eu precisava não era perder peso, brigar com a balança ou mesmo me privar de comer e beber o que eu queria. Eu precisava me sentir bem comigo, me sentir bonita e cuidar da minha autoestima. Foi isso que permitiu que eu provasse tantas coisas pra mim mesma.

O tempo foi passando e eu entrei na zona de conforto. Foi aí, olhando meus exames e conversando com meus médicos que me dei conta que eu precisava mudar a fórmula do meu bolo. Por mais que eu esteja me garantindo na minha autoestima, chegou a hora do novo desafio: a busca pela saúde e por uma vida longa. Por causa do SOP é muito importante que eu perca peso, visando preservar minha fertilidade. 

aula

Foi nesse contexto que resolvi, com uma ajuda sobre a qual falarei no futuro, ajustar e alinhar minhas expectativas, acertar os pensamentos e focar no que importa: a mudança de hábitos.

O primeiro passo foi óbvio: liguei para o Arthur, meu personal, para voltarmos a treinar. Minhas metas? Fazer exercício para aguentar as trilhas que amo fazer, para melhorar meus exames, para me dar condicionamento físico e liberar endorfina. Por nenhum segundo mencionei a perda de peso como objetivo. Dessa vez isso vai ser consequência, sabe-se lá em que momento essa consequência virá, mas estou desconstruindo que isso não é meu objetivo principal. 

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Dessa vez resolvemos fazer algo diferente, nossas duas aulas por semana acontecerão na Lagoa, como sempre, com foco em: fortalecimento muscular e melhora da postura. Todo exercício aeróbico será feito por minha conta, coisa que não vemos desde os tempos da finada Estação do Corpo em 2009. Ou seja, minha primeira dificuldade foi entrar na academia. Como detesto minha relação com esse tipo de ambiente. fui tremendo, mas fui. Me senti vencendo um medo enorme enquanto preenchia os 3 cheques.

Não posso falar ainda sobre vitórias, só posso pedir a torcida de todas vocês para mandarem energias boas, afinal, quero muito engrenar nessa mudança de hábito. Ao longo das últimas semanas me vejo levando os exercícios à sério e isso é bastante animador, dado que eu estava em uma espiral de sedentarismo bem chata. Estou em fase de adaptação, ainda sinto dores no corpo e me sinto bastante tímida pra fazer alguma luta ou dança coletiva, mas o importante é que estou disposta a vencer tudo isso.

Quanto à alimentação, resolvi fazer uma mudança saudável por minha conta agora. Ainda não me sinto emocionalmente preparada para ir à uma nutricionista, não quero prestar conta quanto ao meu peso, não quero correr o risco de entrar em nenhuma neurose ou mesmo me sentir cobrada. Por ninguém. Eu não quero sentir nenhuma cobrança da parte da família, do Arthur (meu personal, não meu afilhado hehe), das seguidoras do insta, ou mesmo das leitoras do blog. Tudo isso já me ajudou muito, mas achei que valia a pena mudar a perspectiva.

Um lado meu deseja que eu não conte quantos quilos vou perder ou muito menos publique um antes e depois. Acredito que isso pode ser um desserviço a tudo que tenho pregado nos últimos tempos. Não quero alimentar nenhum pensamento como “ela ficou muito mais bonita mais magra”, “olha como ela está melhor agora” ou coisas dessa natureza. Eu nunca estive tão bem comigo quanto estou hoje, mesmo sabendo que provavelmente nunca estive tão pesada. Com ou sem mudanças no corpo ou no peso, eu serei a mesma garota que eu sou agora.

Nunca vou querer ser um exemplo de garota que conseguiu tudo porque perdeu peso. Quero ser exemplo pelo que sou hoje. Uma mulher fora do padrão de corpo imposto pela sociedade que não precisa atender as demandas externas pra sair com um cara legal, pra usar a saia curta que quiser, pra colocar uma roupa de praia na frente do boy, pra se sentir sexy, pra ficar com o cara mais bonito da festa ou fazer fotos de look do dia. Se antes eu achava que precisava ter 68 quilos pra isso, hoje eu já provei que dou conta de tudo isso com mais de 80. 

Então eu estou aqui, compartilhando minha vontade da mudança de hábitos,  de focar nos objetivos certos, desconstruindo a minha antiga necessidade de pertencer que nunca me fez bem, só foi uma erva daninha para minha autoestima na adolescência e em alguns períodos da vida de blogueira.

Foco e determinação, dessa vez eu vou correr atrás de vocês! Vamos torcer pra que eu consiga dar uma reviravolta na minha saúde, no meu SOP e no meu condicionamento físico. :) E quem quiser dar dicas, contar suas histórias ou até mesmo palavras de incentivo, estou aqui!

Beijos

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