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Autoestima

0 em Autoconhecimento/ Autoestima no dia 18.09.2018

Eu não sou a minha profissão. E você?

Quando você conhece uma pessoa, o que costuma querer saber sobre ela? Se parar para relembrar suas “últimas primeiras conversas”, certamente, irá perceber que a pergunta “O que você faz?” apareceu entre os primeiros tópicos.

Mas por que isso é tão relevante para a gente? Será que a profissão de alguém nos diz realmente o que precisamos saber sobre quem está ali? Acredito que, dificilmente, ao comentarmos sobre um crush com uma amiga, iremos dizer: “o que mais gosto nele é o fato dele ser (insira aqui uma profissão qualquer)”.

Os últimos caras pelos quais me interessei me conquistaram por detalhes que sequer passam pelo que fazem profissionalmente. A música que ele colocou para tocar no carro e que, por coincidência, também é uma das minhas preferidas, as histórias de viagens que já fez, os destinos que sonha em visitar e que também estão no meu roteiro dos sonhos. As curiosidades que descobrimos brincando de “isso ou aquilo”, suas fraquezas, inseguranças e, até mesmo, defeitos. Seu filme e série preferidos, o que gosta de fazer nas horas vagas, suas especialidades culinárias, o nome do seu cachorro. Besteiras cotidianas – ou não – que revelam, pouco a pouco, sua personalidade e afinidades comigo.

Há tanto mais para desvendar sobre aquela pessoa ao seu lado – ou do outro lado de uma tela. Mas por quê nos prendemos ao clichê óbvio de querer saber o que ela faz em horário comercial, para ter a conta cheia no quinto dia útil?

É claro que nossa profissão revela um lado da nossa vida e, se fazes o que realmente desejou, fala também um pouco sobre a sua personalidade. Mas, por que, dar tamanha importância a isso?

ilustra: mari andrew tradução: artista - aquela que faz arte | escritora - aquela que escreve | dançarina: aquela que dança | cozinheira: aquela que cozinha | fotógrafa: aquela que tira fotos | cantora: aquela que canta

ilustra: mari andrew
tradução: artista – aquela que faz arte | escritora – aquela que escreve | dançarina: aquela que dança | cozinheira: aquela que cozinha | fotógrafa: aquela que tira fotos | cantora: aquela que canta

Fico me lembrando de quantas vezes perguntei a crianças o que elas gostariam de ser quando crescessem. SER. Um verbo que pode representar tanto e dá margem para infinitos adjetivos. Feliz. Segura. Viajada. Adulta. Mas que logo relacionamos à profissão.

Por mais que ame o que faço, não sou apenas uma jornalista. Isso é parte de mim, mas não me resume. Dizer que sou feminista, por exemplo, me define muito mais.

Se perguntarem o que faço, posso dizer que escrevo – e é verdade, como esse mesmo texto prova. Mas também poderia dizer que tenho um talento nato para dormir (me orgulho desse dom, dá licença!), que maratono séries quase compulsivamente, que sou expert na história da monarquia britânica, e tanto mais.

E você? O que responderá da próxima vez que perguntarem o que você faz? Vamos nos propor esse exercício? Afinal, nós somos muito além das nossas profissões.

PS: Gostaria de indicar o episódio “Você não é o seu trabalho”, do maravilhoso Podcast Mamilos. Ele propõe uma discussão mais profunda sobre esse tema e foi o que me inspirou a escrever esse texto. Vale muito a pena! <3

0 em Autoestima no dia 14.09.2018

Lá no #paposobreautoestima…

Já tem um tempo que eu, nas minhas passeadas pela hashtag no instagram, venho me deparando com pessoas que estão usando ela de uma forma que nada tem a ver com nosso posicionamento. Quando criamos, pensamos que ela poderia ser mais um espaço de inspiração para a gente, e ela tem sido (inclusive para nós).

Só que as vezes dá um desânimo ver no meio de tanta mensagem linda, um comercial de produto para emagrecer, por exemplo.

Como eu acho que não tem nada que possamos fazer para isso, o jeito é continuar postando aqui no blog algumas das mensagens mais inspiradoras que achamos lá. :D

fabi-saba
“Essa sou eu, Fabiana, 40 anos, mãe de duas meninas, casada, amo lavar os cabelos, tenho Ansiedade Generalizada, me acho super engraçada, amo cantar, canto super mal, apresento o FalaSaba, tenho um 🐶, tenho medo de dormir sozinha, acredito nas pessoas, AMO falar, e muito muito mais faz parte de mim. Ah, tento ser boa amiga, boa mãe, esposa, filha, irmã, e acho que tenho sido até ok, mas tão quanto posso né, tem dia que 👎 mas até que tem dia que 🙌👍🙂. Nossa, tem tanto mais que me faz ser EU! E sim, as celulites, as dobras nas minhas costas, a espinha que apareceu hoje na testa, os olhos verdes, as pintinhas nos ombros, e até os seios de silicone fazem parte de mim, da minha pessoa, mas não são mais meu foco, o principal! Hoje sou mil coisas, meu corpo faz parte delas, mas eh só isso. E você? O que ou quem você é? Nunca deixe seu corpo ser parte principal dessa descrição, você é mais, muito mais do que só o seu externo!!!” – por @fabisaba


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Uma publicação compartilhada por BABI (@dicasbarbarasblog) em

“Se você não achou essa capa maravilhosa, então você tem um problema! A capa da @cosmopolitanuk do mês de Outubro é a modelo plus size @tessholliday e gerou comentários negativos sobre a modelo. Hoje de manhã vi um texto sobre isso no jornal The West Australian, onde a colunista escreveu: “Essa não é uma conversa sobre aparência ou o que está na moda. Nem sobre se você acha que Tess Holliday poderia ser modelo ou não. Isso é sobre o mesmo lixo sendo vendido às mulheres – que qualquer forma ou tamanho são bonitos, mesmo que seja extremamente doente.” Se você NÃO CONCORDA, está no caminho certo! Mas se você CONCORDA, gostaria de te fazer uma pergunta.

1 – Você é médico(a)?! Se não, realmente você não tem como saber se ela está saudável ou não. Se você for médico passe para a próxima pergunta…
2 – Você teve acesso aos exames médicos da modelo?! Se não deu uma olhada nos resultados, você também não tem como saber se ela está saudável ou não.

Perceberam como não existe estar saudável apenas por olhar uma foto?! A @brunamarquezine disse isso semana passada, as pessoas comentam sobre o que você deve ou não fazer com o seu corpo, apenas por julgar o que olham em uma foto. – Não é mais fácil ficar calado?! Agora, passemos para a questão mais séria do problema… GORDOFOBIA! Você pode ter preferências em como quer parecer fisicamente, pode desejar emagrecer ou engordar, assim como pode estar completamente satisfeita com o seu corpo! Mas você só pode fazer isso com o SEU PRÓPRIO CORPO! O corpo do amiguinho, é só dele e ele faz o que for melhor para ele!

Ontem vazou uma foto de uma futura coleção da Revolve, marca de Los Angeles famosa por suas embaixadoras super influentes, como Camila Coelho, Rocky Barnes, Aimee Song e por aí vai… TODAS MAGRAS! A foto em questão era de uma camisa escrito: “Ser gorda não é bonito, é uma desculpa.” (print na 2ª foto). ALGUÉM AQUI JÁ QUESTIONOU OU JÁ VIU ALGUÉM QUESTIONAR A SAÚDE E A MAGREZA DESSAS INFLUENCIADORAS?

Ser gorda não significa não ter saúde, assim como ser magra não significa ser saudável. E com isso vamos a terceira foto: A Regra dos 5 Minutos!” – por @dicasbarbarasblog


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Uma publicação compartilhada por Thais Giubelli (@thagiubelli) em

“Eu tirei essa selfie ontem, após uma tarde entre amigas, tendo aula de automake com a musa @heloiseee. E tô postando não porque tô gata, ou porque eu aprendi tudo e ficou perfeita, mas exatamente porque o objetivo principal não era esse, nem tem que ser! Ainda hoje eu vejo muitas mulheres que enxergam a maquiagem como uma obrigação, um passo-a-passo cheio de regras. E desse jeito é óbvio que vira uma chatice. Maquiagem existe pra gente brincar, pra se divertir! É pra dirfarçar ou evidenciar algo que queremos? Também! Mas o mais gostoso não é isso, é a liberdade de poder fazer tudo-o-que-a-gente-quiser! Foram horas em meio a pincéis, bases, sombras, batons e muita, MUITA risada. Cada uma testando o que tava afim porque sim. O resultado? Mulheres felizes. E quando a gente tá felizona com a gente mesma, inevitável se sentir linda, né? Portanto, amores, usem maquiagem como as crianças usam lápis de cor. Esqueçam as regras, elas não existem. O resultado não tem que ser impecável, tem que te fazer bem, combinado?
E se eu puder dar mais um conselho: água thermal 😉”- @thagiubelli


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Uma publicação compartilhada por A Guiança – por Lu Fernandes (@a_guianca) em

“SOBRE MULHERES PARA NÓS MULHERES
‘Quando a sua “sinceridade” for capaz de baixar uma autoestima, cale-se.
Quando a sua “opinião” for capaz de desmotivar, cale-se.
Quando a sua “crítica construtiva” for capaz de diminuir, cale-se. “Verdades” sem empatia, são apenas conveniências emocionais para satisfazer o seu egocentrismo.’

Chega, simplesmente, chega de diminuir outras mulheres, sejam elas desconhecidas, celebridades, colegas, amigas, irmãs e até mães e filhas em detrimento da nossa baixíssima autoestima.

Ao invés de ressaltarmos o “defeito” da outra, olhemos pra dentro e façamos a seguinte pergunta: “Por que esse traço nela me incomoda?”. E descubra que a resposta virá de um ego que se sente ameaçado. Não é nada com a outra, mas sim com a gente mesma.” – por @a_guianca)


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Uma publicação compartilhada por Kerlen Rocha (@kerlen08_rocha) em

“Quero compartilhar com vcs um desafio que participei: me pediram que escrever uma lista das 10 pessoas que eu mais amo.
Então me perguntaram se a primeira pessoa dessa lista era eu. Resposta: Não! Depois me perguntaram se meu nome estava nessa lista. Resposta: Tb não!!! Então me pediram para refletir sobre isso, qual o grau de amor que sinto por mim? Como posso amar os outros mais dq a mim? Como podemos fazer os outros felizes se não estamos?
O segundo mandamento de Deus diz que devemos amar ao próximo “como a nós mesmos”, então Deus disse que devemos nos amar e depois amar ao próximo!
O amor próprio não é vaidade, nem egoísmo, nem tão pouco supérfluo! Precisamos estar bem para que a alegria que oferecermos seja real, transborde de dentro para fora!
O amor próprio não é fácil (na verdade é bem mais difícil do eu que pensava!), mas se vc cultiva-lo, aos poucos ele vai crescendo e a sementinha vira uma bela árvore florida! Vc vai aprendendo que ninguém é perfeito, quem não podemos ter tudo que queremos e que a felicidade deve vir de dentro para fora! Que vc deve ser feliz no caminho, na jornada, pq a vida é um caminhar constante e quando se chega ao final é pq ela acaba!
Comece a exercitar sua mente, comece a se amar como vc ama os outros!! Sabe aqueles incentivos que vc dá aos outros, se olhe no espelho e fale pra vc tb e procure ajuda, vc não precisa enfrentar tudo sozinho! PS: A vida é um presente para ser vívido!” – @kerlen08_rocha


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Uma publicação compartilhada por Vivi Barbosa (@vivipraisso) em

“Eu sei, você aprendeu que o verdadeiro amor é aquele que dá, dá, dá, sem pedir nada em troca. Este tipo de amor até existe; mas, será que ele te faz bem? .

Viver uma relação (amorosa, familiar, de amizade e até de trabalho), sem que haja uma troca, só favorece a baixa autoestima. E, muitas vezes, é essa falta de RECIPROCIDADE que anda te fazendo todo esse mal, gerando angústia, ansiedade e aquela sensação de “NINGUÉM ME AMA, NINGUÉM ME QUER”, que parece não ter fim. .

Quem ama cuida, compartilha, aplaude e apoia você. Qualquer coisa longe disso tem outro nome. Quer saber qual? MIGALHA! .

Você merece mais. 💜Dê sim o seu melhor; mas o faça para quem merece, e aí sim você reencontra o caminho da autoestima, em que o amor – qualquer que seja o tipo – só te faz bem. Afinal, amar é bom. Então, ame, MUITO, ame a si mesmo, principalmente. Porque aí, meu bem, você vai saber quando aquela relação é uma migalha perto do que VOCÊ MERECE!” – por @vivipraisso


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Uma publicação compartilhada por Vanessa Santos Plus (@vanessario83) em

“Eu paro pra pensar quanto tempo perdi da minha vida sendo privada de fazer tantas coisas por causa do meu corpo, quantas vezes deixei de ir numa praia, piscina, quantas vezes deixei de ir num shopping, quantas vezes deixei de sair pra dançar. Meu corpo era minha prisão. Me limitei. Me negligenciei. Esqueci que não sou apenas um corpo. Esqueci de mim, esqueci de viver. Hoje, eu só quero aproveitar a vida, quero ultrapassar meus limites, quero ser feliz. A vida é mt curta pra ser desperdiçada pra viver dentro da prisão de padrões. Viva cada dia como se fosse o último, preocupe-se apenas em ser feliz, aprenda a ser feliz com o que vc tem, com o que você é, e se você não estiver satisfeita mude o que vc não gosta, mas faça isso por você e não pelos outros. A vida é curta demais pra vivermos pra agradar os outros.  Seu corpo não te define! Padrão é ser feliz!” – por @vanessario83

0 em Autoconhecimento no dia 12.09.2018

À “não lista” dos 30

Acredito que todo mundo, em algum momento da vida, já fez uma lista, ainda que imaginária, de coisas que gostaria de fazer até X anos. Não fugi à regra e, há alguns anos, junto com uma amiga, enumerei 30 coisas para realizar antes dos 30.

A dois meses de completar essa idade representativa, posso dizer que não fiz metade do que listei. E isso é algo ruim? Definitivamente não!

Posso não ter voado de balão na Capadócia (ainda!) e nem ter tirado carteira de condução (isso não quis de jeito algum, mesmo com todas as cobranças). Mas quantas coisas mais eu fiz e que sequer pensei em colocar em uma folha de papel porque jamais cheguei a sonhar com elas?

Eu, por exemplo, quando escrevi aquela lista, não poderia imaginar que estaria hoje elaborando esse texto da mesa da minha nova casa, em um novo país. Tampouco que aprenderia a aceitar e até amar as minhas fraquezas (nada como uma década de terapia também, devo confessar).

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O ser humano tem uma mania, algo ainda mais forte nessa nossa geração, de projetar cenários ideais. Isso, inevitavelmente, gera frustração e é um dos motivos da ansiedade que toma conta da nossa cabeça. Tudo bem não sermos os mais bem sucedidos do nosso círculo de amigos, tudo bem sequer saber o que fazer da vida, tudo bem também querer recomeçar sempre.

Realizar metas que nos propusemos a fazer é ótimo, não há como negar. No meu caso, foi emocionante – e divertido – fazer topless no Mediterrâneo, algo que havia deixado registrado naquela tal lista. Mas sabe o que é ainda melhor? Ser surpreendido pelo inesperado!

Nem sempre o caminho é fácil e admitir fraquezas e fracassos é ainda mais difícil. Mas se tem algo que os 30 trazem também é a coragem de poder lidar com isso. Já nos conhecemos melhor, há uma maior autoconfiança, e não temos aquela sede incontrolável – e muitas vezes inconsequente – dos 20 e poucos.

Em uma hora, devemos desacelerar para escolher o caminho mais seguro. Em outras, podemos nos arriscar naquela estrada que nunca antes percorremos. Em cada uma dessas andanças, a paisagem nunca será a mesma, nem mesmo as histórias ali vividas. Mas uma coisa elas sempre terão em comum: o fato de trazerem novas experiências para nós.

Se fosse criar uma nova lista de “Coisas a fazer durante os 30 e tals”, apenas um item faria parte dela: “me permitir”. Com isso, me abro para novas vivências, para descobrir uma nova eu, mantendo, claro, a minha essência.

Posso garantir que nunca estive mais segura de mim e, só por isso, os 30 já são incríveis! Que essa nova década seja mais do que bem-vinda, porque tem uma mulher aqui dentro de mim louca para vivenciá-la e aprender com ela!