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Autoconhecimento

4 em Autoconhecimento/ Autoestima/ Destaque no dia 24.07.2017

Jura que você acha que estou usando meu filho como desculpa para não ir para a academia?

Eu nunca fui o tipo de seguidora de musa fitness que quer seguir todas as dicas e todos os passos para poder ter o mesmo corpo da dona do perfil. Aliás, desde que me conheço como pessoa que usa o instagram só segui duas, e muito mais pelo lifestyle delas do que pelas dicas que elas soltam em seus posts.

Só que calhou de eu descobrir que estava grávida na mesma época de uma musa fitness. A filha dela nasceu alguns meses antes do Arthur e eu acabei acompanhando seu pós parto com entradas diárias em seu perfil, inclusive disse aqui no blog que foi inspirador ver a forma aparentemente calma e sem neuras que ela lidou com o corpo pós parto. 

Acho que eu acabei absorvendo o que eu queria ter absorvido e depois que o conteúdo deixou de me agregar, eu parei de procurá-la. Até que outro dia eu caí no perfil dela novamente e resolvi dar uma olhada.

Enquanto eu descia as fotos, me deparei com uma onde ela estava com a filha dentro da academia e a legenda que acompanhava era a seguinte: “sou mãe e isso nunca foi desculpa”.

Eu me senti péssima.

Péssima porque ir para a academia é algo que sempre fez bem para mim. Não sou dessas que saem do treino dizendo que tá sentindo a endorfina mas sou dessas que se fica alguns dias sem malhar sente falta. É o meu momento comigo mesma. É a forma que eu encontrei para cuidar de mim, seja nos aparelhos de musculação, no transport, em um treino funcional ou dançando.

Antes do Arthur eu ia religiosamente 5 vezes na semana, 4 se estivesse muito complicado (porque sempre tive uma resistência para malhar no fim de semana, são meus dias de descanso, po!). Depois do Arthur eu também ia 5 vezes na semana, porque tinha babá para cuidar dele quando eu precisava me ausentar. Depois do Arthur e já em Nova York, a coisa mudou de figura.

Escolhemos um prédio com academia justamente pela facilidade (óbvio que esse não foi o único motivo, mas foi um dos fatores bem positivos na hora de escolher o local). E mesmo assim eu me vi furando constantemente meus 5 treinos semanais. Eu, que sempre fui de treinar na parte da manhã do tipo 9/10h, não conseguia mais ir nesse horário porque o marido já estava no trabalho. Aí tentei acordar antes de todo mundo, às 6h, mas eu simplesmente ficava cansada demais com essa rotina, já que sempre fui de dormir tarde. Aí eu resolvi ir para a academia depois que meu marido chegasse do trabalho, que pode ser qualquer horário entre 6 às 9 da noite, só que isso implicava em jantarmos separados e só nos vermos na hora de dormir.

E eu me frustrei. Por meses eu fiquei angustiada e chateada, encarando isso como uma injustiça, imaginando que essa minha privação de algo que me faz feliz e me dá prazer não tinha data para melhorar. Aquela sensação de perda da liberdade – item tão estimado por mim – voltou a tomar conta e demorou muito tempo para eu entender que minha vida tinha mudado e minha rotina de academia também.

Demorou para eu entender que eu sempre fui uma pessoa noturna e acordar 6 da manhã sempre foi algo que eu fiz quando a obrigação pedia, e eu não queria encarar a academia como obrigação. Demorou para eu entender que eu não queria perder uma noite de Netflix & chill com o marido porque precisava ir para a academia.

Até que Arthur entrou na escolinha. Apenas duas vezes por semana, mas já foi o suficiente para eu ter dois dias na semana onde eu não preciso depender de ninguém para fazer as minhas coisas, inclusive cuidar de mim. Também serviu para que meu imediatismo relaxasse e eu pudesse pensar que daqui a mais um tempo, eu terei algumas horas durante todos os dias da semana para voltar aos meus 5 treinos semanais. E só então eu consegui encarar as coisas com mais leveza e menos neurose. Levando em conta que o primeiro dia do Arthur foi no começo de julho, não faz nem 30 dias que essa minha mudança de pensamento aconteceu.

Por todo esse contexto que ver o tal post que praticamente jogou na minha cara que eu estava usando meu filho como desculpa para não ir à academia me incomodou profundamente. Diariamente ouço relatos de leitoras, seguidoras e amigas contando como se sentiram mal com algo que leram ou ouviram mas até então eu nunca tinha passado por isso de forma tão visceral.

Até que esse atingiu em cheio. Na hora que li a legenda me senti uma acomodada, que poderia estar levando o filho para a academia e malhando com ele do lado mas estava usando-o como desculpa para não malhar. Que poderia estar acordando cedo, que poderia estar botando a academia em primeiro lugar das prioridades, que poderia ter comprado pesos para fazer os exercícios em casa, mas não estava fazendo nada disso por pura preguiça. Me senti culpada, mas acima de tudo me senti trouxa por um dia já ter me inspirado com algo que ela falou. 

Só fui aceitar que não era trouxa nem preguiçosa ou acomodada por esses dias. Eu simplesmente não tenho a prioridade do corpo perfeito. Eu não preciso de uma barriga trincada para me sentir realizada, eu não trabalho com isso e eu não ganho dinheiro mostrando barriga tanquinho e uma bunda dura diariamente no instagram, eu não tenho vontade de botar a academia antes do meu filho, do meu casamento ou até mesmo do meu cansaço.

Eu não quero ser refém, eu quero ser cúmplice da malhação. Quero que ela exista para me fazer feliz mas não quero depender dela para ter felicidade, e não quero me sentir infeliz porque um dia, ou dois, eu tomei a decisão de não ir. Aí a mensagem foi perdendo a força.

Então, se um dia você cruzar com um post de alguma influenciadora que bata tão errado quanto esse bateu em mim, reflita. Não encare como verdade, como sinônimo de derrota ou como uma prova que você não é tão iluminada ou privilegiada quanto aquela pessoa. Não se compare e muito menos compare a sua vida com a dela. Priorize o que é importante para você, e acima de tudo, não perca sua paz ou sua sanidade por algo que alguém que você nem conhece disse.

3 em Autoconhecimento/ Comportamento/ Convidadas/ Destaque/ Experiência no dia 21.07.2017

“Há exatamente 4 anos eu decidi largar tudo e começar do zero”

Tudo bem, o meu tudo não era tanto assim. Aos 25 anos, após uma faculdade de Design Gráfico e uma pós em Marketing eu tinha um bom trabalho, em uma grande empresa, ganhava um salário razoável. Pagava minhas contas, viajava e ainda guardava alguma coisa.

Mas eu não estava satisfeita. Eu tinha um sonho, um sonho distante. Sabe daqueles que parecem tão loucos que você nem fala em voz alta? E esse sonho começou muito antes disso..Até eu prestar o vestibular a palavra “design” era como raiz báscara… Quer dizer, parecia algo importante, mas a garota de Bauru aqui não tinha ideia do que era exatamente. O problema é que eu não me encaixava bem nas profissões tradicionais, eu era boa mesmo na aula de artes e nos cursos de desenho, daí descobri o Design Gráfico que me pareceu uma escolha razoável.

De fato uma das melhores escolhas que eu fiz na vida! Eu amava a faculdade, embora não fosse a melhor da turma. E foi nessa época que minha mãe me convenceu a participar de um concurso de design de joias. Fiz um desenho em sua homenagem, cheio de amor e com um significado especial de nossa relação, nossa grande família de duas (como costumamos falar). Este desenho se transformou em joia e a joia em prêmio, da categoria profissional! Pronto, meu destino de certa forma estava selado. É difícil explicar…Pela primeira vez acreditei que tinha um talento e que podia fazer algo lindo com isso! Ser designer de Joias? Será? Não seria muita ambição? Nessa época eu ainda não sabia, mas foi assim que eu descobri mais que uma profissão, uma verdadeira paixão.

No último ano de faculdade tive a oportunidade de fazer um curso de Design Italiano em Milão. Era tudo que eu queria. Ter um curso desses no currículo era como uma chave para abrir vagas de emprego. Chegando lá, no Instituto Europeu de Design, recebi a notícia de que o curso havia sido cancelado por falta de inscritos e que teria duas opções: Pegar meu dinheiro e voltar para o Brasil (qual é a chance?) ou escolher outro curso, entre eles, Design de Joias. Eu sei que falar em destino é muito esotérico, cafona e batido… Mas eu não vejo outra explicação, foi o destino sim, me dando um tapa na cara.

Voltei da Itália e junto com o trabalho e a faculdade, já comecei um curso de ourivesaria. Não sai mais disso.

Três anos se passaram e a brincadeira de fazer joias cresceu. Eu já tinha um site, coleções e clientes. Tudo isso trabalhando de noite e nos finais de semana. Para crescer mais eu teria que largar meu emprego estável e mergulhar de uma vez nisso. Só de escrever, sinto o frio da barriga daquela época, sabe aquela sensação de pular de paraquedas? Bom, eu nunca pulei, mas imagino ser algo parecido.

No dia 21 de Julho de 2013, eu com uma pequena poupança, um FGTS menor ainda, o apoio de uma amiga super competente que me ajudou nos planejamentos, uma mãe receosa mas que por amor me incentivou e um namorado inconsequente que não vê o lado ruim de nada, me atirei de vez no mundo do empreendedorismo, e assim, a Livia Kerr deixou de ser uma pessoa e passou a ser uma marca de joias e semijoias.

Digamos que paguei o preço pela inexperiência já na minha primeira feira. Ao fim dela eu ainda tinha 70% do meu estoque e só 10% da minha autoconfiança. Em outras palavras, foi um banho de água fria. Eu acreditava no meu talento e até me considerava boa em marketing e identidade de marca mas não tinha e até hoje, devo admitir, não tenho talento para vendas. E esse foi só o primeiro tropeço. De lá pra cá eu já fui enganada por uma assessoria de imprensa, por uma RP, por uma cliente de atacado, por algumas lojas e sem contar as “clientes” de feira com mãos leves. Falando em feiras, estava nelas de segunda a domingo sem poder sair nem para ir ao banheiro, montei e desmontei inúmeros stands, viajei sozinha de ônibus com todo meu estoque em uma mala. Muita gente duvidou de mim e eu inclusive questionei minha capacidade, mas não precisava provar nada para ninguém. Eu estava fazendo isso porque é o que eu sou e não iria desistir do meu sonho.

Um dos melhores momentos nessa empreitada foi a inauguração o meu tão sonhado ateliê em uma vila charmosa no Jardins, para isso tive que sair do meu apartamento alugado e fui morar com o Luis, meu companheiro. Não fui parar na casa dele de um jeito planejado, tão pouco romântico, muito menos sensato já que namorávamos na época a cerca de 6 meses, mesmo assim considero uma das melhores decisões da minha vida.

No entanto nem tudo foi um mar de rosas. Um dos piores momentos, foi a venda do meu carro, meu único bem, dado por minha mãe com muito sacrifício. Mas não havia outra saída, eu precisava pagar meus fornecedores, estava próxima das vendas do natal e se não fizesse isso não teria como continuar, foi difícil mas não me arrependo. É através da dedicação, do sacrifício e claro, um pouco de sorte que as coisas acontecem.

Depois de ser tão enganada e perder tanto dinheiro, peguei a coragem e a cara de pau e decidi fazer tudo sozinha. E então com o tempo meu trabalho começou a aparecer em alguns lugares.

Sabe aquela história: a mãe, do amigo, do primo do meu namorado… Era produtora da Ana Maria Braga – gente, eu sei que para alguns pode parecer estranho, mas sou mega fã dela – e então mandei umas peças. Vai que, né?

Agora, tenta imaginar a minha alegria quando eu vi na TV ele usando minhas coisas? Eu pulava pela sala, meu cachorro não entendia nada e na verdade, nem eu. Parece bobo, mas ver algo que eu criei, sendo usado por uma de minhas musas (Musa SIM) eu estava no céu. E não parou por ai, ela usou outras vezes, me mandou um beijo, um dia meu anel até caiu em uma panela de arroz gerando uma piadinha do Louro José. E assim outras portas foram se abrindo. Vi meu trabalho sendo usado por Ivete Sangalo, Sabrina Sato, Agatha Moreira, Paloma Bernardes e por ai vai. Produtores de revistas como Vogue e Estilo já decoraram o caminho até meu ateliê e admito que me encho de orgulho por isso. Sem contar o apoio desde o início da minha amiga Carla e da sócia dela, a Jô, conhecidas por vocês e que eu admiro muito, cada vez mais!

Não é fácil, confesso que já pensei em desistir mais de uma vez, com certeza se tivesse seguido o caminho tradicional e trilhado uma carreira no mundo corporativo certamente estaria ganhando mais (ou desempregada, devido a crise), mas não me arrependo nem por um segundo. Faço o que eu amo, o que eu nasci para fazer, trabalho das 8 até a hora que for preciso, não espero pela sexta-feira, fim de semana muitas vezes é mais um dia de trabalho e nem por isso me sinto menos feliz, pelo contrário, todo dia eu acordo com um beijo de namorado, uma lambida de cachorro, penso nas minhas pequenas conquistas e uma sensação de gratidão toma conta de mim. Gosto de pensar que esses são apenas os primeiros passos de uma longa jornada. Eu tenho muita sorte.

>>> A Livia é muito minha amiga (Carla falando) e eu acompanhei todos esses momentos, convidei a Li para contar a história dela aqui no blog porque sempre achei corajosa e inspiradora, estou muito feliz que ela aceitou o convite! E quem quiser conhecer o sonho, ou melhor, o trabalho da Li, as leitoras do Futi têm 15% de desconto! É só digitar o código LKNOFUTI quando finalizar a compra. :) <<<

0 em Autoconhecimento/ Comportamento no dia 20.07.2017

Porque eu sou rica

Serei um pouco clichê e direi que sou rica de amigos, muito rica. Vivo uma vida abastada de pessoas incríveis e não sabia ao certo se seria uma espécie de ostentação falar sobre isso com vocês, mas ao mesmo tempo, a gente vive de discutir minhas epifanias, pensamentos e aprendizados, então deixarei o medo do julgamento de lado e direi: sim, eu sou muito rica de boas amizades.

Aliás, sou tão abençoada nesse quesito que até aquelas amizades tóxicas, que sugam, diminuem ou aprisionam acabam não ficando muito tempo na minha vida. Quanto mais eu mergulhei no meu processo de mudança e autoconhecimento, mais como num passe de mágica as amizades nocivas foram saindo da minha vida. Na hora não entendi, na hora doeu, mas como bem disse uma das minhas melhores amigas, “vai ser melhor assim” e foi.

Nesse contexto posso seguir dizendo que nem só de dias fáceis vivem as amizades. Nem só de comportamentos corretos vivem essas relações tão especiais, mas a cada aprendizado que tenho aprendo mais sobre a importância de ser leal, fiel e sincera com as minhas amizades, porque elas são o que tenho de mais especial nessa vida.

Hoje é o dia do amigo, esse dia não é exatamente um dia muito importante no comércio, mas nem por isso se torna menos importante na vida real. Mais do que memes a serem compartilhados, o dia do amigo serve para lembrarmos de quem está do nosso lado. Eu brinco que não há amizade e lealdade maior do que a de uma amizade de alma. Que te dá aquela sensação de que você mata e morre pela pessoa, que você embarca num voo de quantas horas forem necessárias para resolver um problema grave, que você acorda no meio da noite e entra num uber pra chegar junto numa emergência, te faz presenciar a partida de um ente querido da pessoa que você ama para que ela não esteja sozinha ou que faz você parar suas férias paradisíacas para dar um conselho no telefone.

Eu já fiz coisas dessa natureza, eu já recebi de volta coisas desse tipo.

Muita gente acha que sou privilegiada por ter uma família que me proporcionou bons estudos e oportunidades bacanas. Muita gente acha que sou sortuda por ser blogueira e ter oportunidades incríveis com o trabalho, seja em eventos especiais como estar num trio do carnaval, num camarote da vida ou em viajar de graça pra lugares como Paris, Londres ou Nova Iorque. Não vou diminuir as oportunidades que a vida me deu, sou grata a cada uma delas, batalhei e batalho muito pra isso, mas minha maior riqueza não está no meu currículo, nos convites do blog, não está só na minha família de sangue (que eu amo, mas me foi dada) e muito menos no que tenho de material.

 

Quanto mais eu vivo plenamente quem eu sou, quanto mais eu vibro com confiança a minha essência, mais eu tenho certeza de que o plano espiritual e a minha conexão com o divino guiam os meus caminhos e me apresentam pessoas mágicas. E a minha verdadeira riqueza é essa junção, que me permite estar junto de gente fina, elegante e sincera com quem compartilho todo meu afeto e que dividem comigo o que elas têm de mais especial.

O verdadeiro motivo de eu ser uma pessoa afortunada são as relações felizes que eu cultivo e levo comigo. Não consigo ver presente maior do que ter aquelas pessoas que sem ganhar nada em troca vão pra toda frente de batalha comigo, me dão a mão e dividem tudo que têm com a minha pessoa. Eu sou uma privilegiada por ter amigas e amigos tão bons.

Tenho casa em alguns cantos no Brasil, tenho famílias de outros estados que adotei pra vida, tenho abraços em lugares que jamais pensei, tenho sofá-cama em cidades do planeta que jamais imaginei, tenho abraços por Skype, conversas profundas por Facetime, tenho gente que embarca comigo pra realizar sonhos que levo comigo (seja pro Atacama ou pra Amazônia). Tenho quem precisa de conselho na mesma proporção que tenho quem vive me dando uns também.

Um dos motivos de maior gratidão que tenho são as pessoas que levo comigo. Que me ajudam nos desafios do trabalho, que são entusiastas torcedoras da minha carreira, que me dão a mão na busca da espiritualidade, que me ouvem falar de cada boy que passa na minha vida 200 vezes, que torcem para eu ser feliz. Eu tenho amigas e amigos que me fizeram ter a certeza que eu não devo ficar em nenhum relacionamento que me ofereça pouco, porque eu nunca vou estar sozinha.

Eu me sinto firme e forte pra abrir mão de cada história que não me faz bem porque eu tenho afeto e acolhimento de sobra na minha vida. Posso me dar ao luxo de querer algo pleno, de me entregar muito, porque eu vou ter esse tanto de gente perto de mim, na torcida mais linda ou genuína, seja anônima ou famosa, grande ou pequena, loira ou morena,  homem ou mulher, mas sempre grandes de alma por perto.

Ver gente que eu admiro comemorar minha torcida é amizade. Ver gente que tem pouco tempo, me dando aquele espacinho na agenda, é amor. Ver gente que tem seus conceitos bem rígidos quebrar suas crenças pra me ver feliz é muito especial. Ver gente me dando bronca, não concordando e se mantendo firme por achar que vou me dar mal também é parceria. Ainda que no fim a pessoa torça pra estar errada, pois quer me ver bem.

Ser amigo não é querer estar certo sobre a vida do outro, é dizer o que pensa, trocar experiência e esperar que independente dos caminhos traçados a pessoa encontre aquela tal felicidade que busca. Seja concordando ou discordando, melhor do que estar certo é estar feliz.

Amizades não são perfeitas ou idealizadas, mas eu tenho o privilégio de ter algumas melhores amigas sensacionais espalhadas pelo globo. Tenho algumas irmãs de alma que não partilham do mesmo material genético comigo, mas todo o resto sim.

Eu sou rica de amigos e feliz pela família que levo por opção. Só posso esperar que cada uma de vocês tenha um amigo irmão, porque só quem vive isso sabe o que é viver em comunhão. Todos os meus segredos estão guardados com as irmãs que tenho de coração.

Feliz dia do amigo!