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Autoestima

4 em Comportamento/ Destaque/ entretenimento/ Relacionamento no dia 20.01.2017

Lalaland e os relacionamentos que engrandecem

Recentemente aconteceu a estreia de Lalaland e eu estava louca para que o filme estreasse logo no Brasil para que eu pudesse conversar com vocês sobre uma das mil coisas que me encantaram. Já adianto aqui que contém spoilers bem grandes, então, a partir dessa linha fica por sua conta e risco, tá? Vou até botar uma foto grande para separar as coisas.

Como a essa altura vocês já sabem, Lalaland é um musical fofo, feliz, o tipo de feel good movie que te faz sair do cinema leve, despreocupada, acreditando que o mundo é um lugar lindo e encantador. Adoro uma história de amor com final bem clichê de felizes para sempre, mesmo sabendo que na vida real o felizes para sempre vem acompanhado de muita doações, paciência e em algum momento vai terminar.

Só que em Lalaland o casal principal não termina junto (eu disse, spoilers gigantes). E estranhamente achei tudo bem. Aliás, mais estranhamente ainda e inédito para mim, achei bem mais legal do que se eles tivessem terminado felizes para sempre cantando e dançando por Los Angeles. Por quê? Porque eles se encontraram em um momento da vida em que ambos estavam precisando de um incentivo para alcançarem seus sonhos e o relacionamento deles aconteceu justamente para que eles se jogassem para cima, e isso foi o suficiente, pelo menos na minha percepção.

Sempre brinco que sou canceriana fajuta, quem me conhece brinca que não tenho nada de câncer. Até chegar na área dos relacionamentos. Aí sou câncer escrita. Gosto de relações duradouras, de ter pessoas perto de mim que eu considere família, e quero que sempre dure muito. Digo isso para contextualizar que sou uma péssima conselheira amorosa justamente porque sempre prefiro acreditar que dá para tentar mais um pouco. Não boto minha mão no fogo por ninguém, mas a não ser que eu perceba traços de relacionamento abusivo (isso não dá pra aturar e nem ter esperanças em hipótese nenhuma!), eu vou sempre dar o conselho de que duas pessoas que se amam não deveriam se separar por motivos que não sejam seríssimos.

Até que um dia me deparei com um casal amigo que se separou ainda com sentimentos. Nada de errado tinha acontecido, mas eles acharam que era melhor terminar porque eles não conseguiam mais se ajudar. Eles estavam estagnados em uma relação que tinha companheirismo, amor, mas não estava acrescentando em ninguém. Doeu muito nela, certeza que doeu nele também, eu fiquei algum tempo tentando convencê-la de que talvez valesse a pena tentar de novo até me dar por vencida de que foi a melhor coisa que aconteceu para os dois. E eu entendi que existe esse tipo de término, e que as vezes essa opção é a melhor que tem antes que o relacionamento descambe para infelicidade de ambos os lados. Antes que as brigas se tornem tão frequentes que as pessoas depois não consigam se olhar nos olhos tamanha amargura e rancor.

Terminar uma relação nunca vai ser um momento feliz, mas depois de me deliciar com Lalaland, eu saí do filme pensando como seria maravilhoso se os fins com pessoas bacanas fossem sempre como o deles, que aconteceu devido a algumas decepções, mas elas não foram grandes o suficiente para eclipsarem todo o bem que um fez para o outro. Que todos fossem leves a ponto de podermos encontrar a pessoa em algum momento e ao invés de mágoa, só existisse reconhecimento e agradecimento (mesmo que apenas com o olhar). E que fossem maduros e conscientes como o deles, que fantasiaram como seria se estivessem juntos, mas perceberam que não precisavam estar juntos para terem um final feliz.

A lição que eu tirei desse filme tão delicado é que as vezes o final feliz é apenas valorizar as pessoas que cruzaram seu caminho e te ajudaram a se tornar quem você é hoje. :)

PS: Eu sou a maior shippadora de Emma/Ryan (Rymma? Gostone? Qual o ship name deles? Não sei!) que vocês respeitam, desde Amor à toda prova. Imaginem a sofrência que eu passei para reconhecer que gostei deles não terem terminado juntos?

 

3 em Autoconhecimento/ Autoestima no dia 16.01.2017

Mas eu sou tudo isso mesmo?

Outro dia me deparei com um exercício que achei interessante. “Cite 10 coisas que ama em si mesma”. Parece fácil, né? Pois é, quando li pensei justamente isso. Super fácil, faço isso sem nem pensar, sem nem piscar inclusive. E aí comecei.

Primeiro fui citando coisas que eu gosto em mim fisicamente: meus cabelos, meus olhos, minhas pernas.  Fiquei na dúvida se continuava a citar outras partes do corpo ou se ia para a personalidade, mas achei besteira citar outras partes minhas que eu até gosto mas não diria que amo. Então resolvi começar a listar o que eu amava na minha personalidade. Só 7 vai, não faz sentido ser difícil…

Aí, minhas amigas, FERROU. Tudo, TUDO que eu citava eu sempre parava para pensar que eu não podia amar isso em mim porque eu não era isso tudo ou então conhecia outra pessoa que era muito melhor naquilo do que eu.

Era tipo “Ah, eu não amo o meu carisma porque eu não sou que nem a fulana de tal que chega no lugar e todo mundo quer falar com ela. Eu amo minha simpatia? Acho que não, porque eu sou tímida então não sou tão simpática quanto…sei lá…a Joana.” Depois fui listando algumas características de personalidade que eu acho incríveis tipo espontânea, inteligente, engraçada e não conseguia dizer que amava nada disso em mim porque não conseguia achar que eu tenho essas características em mim.

Aí parei pra pensar por qual motivo eu não conseguia me valorizar e por que eu precisava me comparar com outras pessoas em um (na teoria) simples exercício de autoaceitação e amor próprio. A pergunta não gera uma competição e não existe resposta perfeita, certa ou errada. Por que então eu estava com medo de soar prepotente?? E o pior, por que é tão mais fácil fazer uma lista de defeitos (sim, eu testei, foi muito mais rápido chegar aos 10 – e passar esse número!).

Com alguma dificuldade eu consegui completar a minha lista (citei também a minha força, minha curiosidade, meu senso de justiça, minha capacidade de fazer várias coisas ao mesmo tempo, minha fé nas pessoas, meu otimismo e minha praticidade), mas fiquei com a pulga atrás da orelha. Poxa, se eu tenho um blog que fala majoritariamente de autoconhecimento e autoestima, se nós falamos quase todo dia sobre se conhecer, se aceitar e se amar, eu não deveria ser a primeira a estar nos incentivando a completar a lista?

Então por isso eu escrevi esse post, afinal, assim como todas aqui eu também estou em eterna construção :) Mesmo com dificuldade, mesmo empacando em alguns momentos, que tal preencher também os 10 números dessa lista?

Beijos!

PS: Obrigada, Raisa, por trazer esse exercício maravilhoso para o grupo :)