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Autoestima

0 em Autoestima/ Brasil/ Viagem no dia 26.05.2017

O que teve de tão bom em Curitiba? Papo sobre autoestima!

Há alguns dias embarquei com destino à Curitiba’ para resenhar o Rio Hotel que fica no bairro do Batel. Assim que vi a localização privilegiada organizei a viagem para ficar 2 dias inteiros na cidade. Queria conhecer pontos turísticos, ver minhas amigas, comer bem, trabalhar e ainda arrumei um encontro do #paposobreautoestima. Dois dias pra tudo isso? Sim, eu fiz dar tempo.

E por que esse post? Porque eu acredito que tudo que conheci e vivi em Curitiba precisava ser registrado aqui. Apesar do pouco tempo, diria que tenho algumas boas dicas pra quem vai embarcar com destino à cidade e ainda posso dividir tudo que me falaram que não consegui ver por falta de tempo.

Do aeroporto para o hotel não demorei muito tempo, troquei de roupa e já peguei carona com a amiga Thais do Coisas de Diva para o Jardim Botânico. Entendi o motivo pelo qual todo mundo acha o lugar tão lindo, ele é lindo mesmo e bem me deu vontade de fazer um piquenique do #paposobreautoestima por lá.

Thais foi a melhor guia possível, me mostrou o jardim, tirou fotos, me levou para ver o por do sol no Museu Oscar Niemeyer e eu fiquei encantada. O olho é mesmo uma estrutura icônica na cidade, verdadeiramente impressionante como tudo que o arquiteto faz.

Depois do museu fomos na loja Mary Ann Apple Factory. Tá, agora você abre seu caderno de anotações e escreve logo abaixo de “Jardim Botânico”: comer a maçã tradicional desse lugar! Sério, foi a segunda vez que eu comi (a primeira vez foi quando O Boticário mandou uma pra minha casa no meu aniversário) e eu quase morri de amores. Sério, isso está na lista DE COISAS MAIS INCRÍVEIS que eu já comi NA MINHA VIDA INTEIRA. Depois você coloca o MON, porque ele é do lado e é mesmo muito lindo.

Depois demos uma volta de carro e paramos num lugar de drinks e comida deliciosos, com uma decor muito moderna e bonita, mas com a comida e a bebida ainda melhores que o ambiente. O Officina Resto Bar é um programa imperdível para a noite. Comi pinhão de entrada, tomei um drink incrível e jantei um prato muito saboroso, escolhi oporco num ato de ousadia e foi MARAVILHOSO.

No entanto são nos parques, na cidade limpa e na simpatia do paranaense que morou minha maior identificação. Posso ser honesta e dizer que fiquei ENCANTADA com o tanto que todo mundo foi solícito e quis me ajudar lá.

No dia seguinte eu trabalhei de manhã e fui almoçar no Patio Batel, que fica muito perto do hotel. O shopping de luxo contém muitas lojas fantásticas, mas o que me levou até lá foi o MARAVILHOSO hambúrguer do Madero. Nunca havia comido na rede, nada mais justo do que comer no seu lugar original. Eu achei tudo isso que falavam, sim, pão, sabor da carne, molho e batata maravilhosos.

Pena que só parei pra fazer foto quando eu já tinha mordido o sanduíche!

Depois voltei pro hotel pra tomar banho e me arrumar pro encontro do PAPO SOBRE AUTOESTIMA na The Cakery, uma bakery nova na cidade, pertinho do hotel também. A dona, a Cassiana, é famosa pelos seus bolos feitos sob encomenda mas agora ela tem um espaço pra todos os seus doces.

Como ela me foi muito bem recomendada pelo pessoal d’O Boticário, fizemos nosso encontro lá com muitos brigadeiros, brownie, bolo de cenoura com calda de chocolate e um pirulito de chocolate MARAVILHOSO.

Passando por lá eu recomendo: um café com bolo de cenoura + brigadeiro de churros. Foi o melhor brigadeiro da vida! Os brigadeiros e bolos são maravilhosos, to impressionada com os dotes gastronômicos de Curitiba. Eu voltarei na The Cakery, sem dúvida. Alias, no encontro devíamos ter chamado a Cassiana pra contar como foi abrir mão de um trabalho numa empresa enorme e bacana pra tocar seu sonho, mas nosso bate papo foi tão intenso que não deu pra todas as mulheres presentes contarem sua história.

Não sei NEM POR ONDE AGRADECER a essas mulheres que foram, me contaram suas impressões sobre o #paposobreautoestima ou mesmo só ouviram as histórias umas das outras. Cada cidade e cada grupo traz temas diferentes o que torna cada encontro único e muito especial pra mim. Falamos sobre padrão de beleza, relacionamento abusivo, questões da maternidade e até mesmo das dificuldades de um empreendedorismo feminino (beijo Vanessa!).

São tantos padrões, tantas imposições e questões complicadas que envolvem as discussões do #paposobreautoestima que não sei como expressar a gratidão que sinto por cada mulher que contou sua história. É magico como quando cada uma desabafa as outras compartilham seus aprendizados, generosamente quebrando paradigmas e somando com suas próprias experiências. Fazendo com que a história de uma ajude a outra e assim sucessivamente, empurrando as mulheres pra cima e corroborando a importância desse olhar amoroso e acolhedor pra si. Foi de novo emocionante, fiquei triste que não consegui ouvir todas as histórias, mas teve abraço forte, mãos dadas, lágrimas e palavras lindas de gratidão por posts, pelo grupo e pelo projeto.

Eu nunca vou esquecer de uma noite como essa, que tinha tudo pra ser fria, mas foi quente. Em dias assim a gente enxerga que o que estamos fazendo é bem maior do que podemos imaginar. E nessa hora quando falo no plural não falo só em meu nome e em nome da Ca, falo em nome de cada uma que participa nesse coletivo conosco. O encontro do grupo “um papo sobre autoestima” em Curitiba me mostrou que tem mais gente que nos acompanha com muito amor fora do eixo Rio e São Paulo.

Que venha o piquenique do Rio, que venha o de Belo Horizonte, e se tudo der certo lá por Nova York, que venha o internacional também! <3 <3 <3

 

Beijos

 

0 em Autoconhecimento/ Autoestima/ Cabelo/ Destaque no dia 23.05.2017

O dia que eu parei de depender do secador

Eu sempre tive uma relação muito tranquila com o meu cabelo. Não tenho como vir aqui dizendo que o odiava ou que não gostava dele por algum motivo porque isso seria uma mentira deslavada. Ao contrário, tirando uma época que eu achava que podia ter uma franja certinha ou o corte chanel da Posh Spice naturalmente, eu sempre amei meu cabelo e tirando a cor, eu nunca pensei em fazer outro tipo de química. Nunca gostei de mim com escova ou chapinha, nem nunca cogitei um alisamento porque acho que não fico bem de cabelo lambido.

Dito isso, a verdade é que apesar de não alisar meu cabelo, eu sempre fui refém do secador. Tipo, muito. Apesar de amar o volume e já ter brigado com muitos cabeleireiros que teimavam em querer cortar de uma forma que o diminuísse como se fosse um problema (como assim? Volume, no meu caso, é VIDA), eu sempre tive um pouco de medo quando meu cabelo adquiria vida própria. Isso é, quando ele secava naturalmente e eu não sabia como iria ficar o resultado.

E o motivo disso? Porque eu queria que ele secasse como se eu tivesse acabado de fazer babyliss, mas isso acontece em 5% das secagens naturais. Ou seja, quando não secava dessa forma eu encarava como algo não muito bonito, uma secagem meio selvagem e descontrolada que não me agradava. Por isso, para evitar as surpresas que até então eu considerava desagradáveis, eu preferia secar os fios sempre com a mão, pelo menos assim eu conseguia “domá-los” sem tirar muito o volume.

Só que ultimamente comecei a ficar muito incomodada com o resultado dessas secagens, porque achava que ele estava ficando muito sem graça, principalmente agora, que está chegando perto da hora de cortar o cabelo de novo. Soma essa minha insatisfação com as minhas referências que têm mudado radicalmente, já que várias meninas estão assumindo seus cachos ou ondulados naturais, e pronto, lá estou eu sendo virtualmente inspirada. O maior exemplo para mim foi a Bruna Vieira, eu fiquei encantada com ela mostrando seus fios naturais e acabei me inspirando a tentar fazer isso com os meus também.

Outra coisa que me ajudou bastante a tentar mudar minha relação com a secagem natural foi a forma que eu usava meus finalizadores. Eu sempre usei o finalizador para selar as pontas e proteger do secador (já que a maioria dos finalizadores da Bio Extratus têm proteção térmica), mas descobri que podia fazer melhor se os usasse com o cabelo quase seco, amassando as pontas e modelando as ondas para deixá-las mais definidas.

Esse foi o passo de mágica para mim, porque me ajudou a ver que meu cabelo poderia ficar com um ondulado bonito e volumoso (só não está mais porque, como disse, estou precisando cortar). E tem me ajudado, inclusive, a parar de ficar tirando pontas duplas, uma mania que eu tenho há anos e que só ajuda a deixar as pontas, que já são secas por causa das luzes, ainda mais detonadas.

A prova de fogo que me mostrou que eu realmente quebrei a dependência foi no final de semana retrasado, quando fui para San Diego e o hotel que ficamos não tinha secador. Meu primeiro instinto foi desesperar, meu segundo foi aproveitar que eu estava em um fim de semana completamente relax e testar. Esqueci minha escova (aquela de madeira que eu amo, lembram?), não tinha secador, mas tinha meu finalizador, meus dedos e uma vontade de confiar no meu cabelo. E não é que deu certo? Acho que nunca curti tanto meu cabelo natural quanto nessa viagem.

Desde então eu já estou há um mês sem usar o secador, apenas com finalizador e com as mãos amassando os fios.. E o melhor? Não estou com medo de como meu cabelo vai secar e nunca imaginei que iria me sentir tão livre.

Claro que não aposentei o secador, ainda amo babyliss, mas gosto de lembrar que o motivo de eu sempre ter gostado tanto do meu cabelo – isso é, por causa de sua versatilidade – está mais firme e mais forte do que nunca.

2 em Autoestima/ Destaque/ Looks/ Moda no dia 22.05.2017

Looks da Cá: minha nova relação com a cintura alta

Já contei aqui várias vezes sobre a minha relação com meus seios. Eu queria muito que ela fosse melhor e mais bem resolvida, mas a verdade é que eu odiava ter peitos tão grandes na adolescência. Além deles não me deixarem tão livres quanto outras amigas minhas mais despeitadas, que podiam sair de blusas sem sutiã ou biquinis tomara que caia sem se preocupar que eles realmente poderiam cair, eu acabava sendo vista como o “mulherão” que eu nunca fiz questão de ser, e isso me deixava desconfortável.

Tanto que mesmo depois que fiz a cirurgia de redução e comecei a me permitir decotes e saídas sem sutiã, eu ainda guardava esses sentimentos todos na cabeço e até hoje (que ganhei uns quilos desde meus 20 anos e os peitos aumentaram de novo) ainda acho muito dificil desassociar.

O resultado disso foi uma postura errada de encaixar os ombros pra frente para tentar escondê-los, uma certa aversão por decotes e outros tipos de modelagens que poderiam evidenciar os peitos grandes. Não que eu não tentasse, só que ao contrário de tantas mulheres que se olham no espelho com decotes gigantes ou com peitos em evidências e se acham maravilhosas, eu não conseguia me achar bonita ou sexy, só via mesmo peitos pulando.

Uma dessas roupas que eu evitava ter no armário era justamente qualquer coisa de cintura alta e mais colada ao corpo. Eu até tentava arriscar  e descobri nas saias de cintura alta – lápis, sino ou evasê – boas aliadas, pois elas acabavam equilibrando meu quadril e não deixando os peitos ficarem em destaque.

Até que cheguei aqui e comecei a ver muitas mulheres com calças e shorts de cintura alta. Calça skinny, coladinha, com corpos parecidos com o meu e peitos de todos os tamanhos, inclusive maiores do que os que estão aqui comigo.

Não demorou muito para eu descobrir um modelo que eu amasse: 9″ high rise skinny jeans, da Madewell. Comprei primeiro uma calça jeans e tive a “coragem” de botar a blusa pra dentro, um medo que sempre tive porque tinha certeza que aumentaria a comissão de frente.

Olha, me senti sexy. Como nunca tinha me sentido antes em uma calça jeans.

E aí depois comprei outra, preta com rasgos no joelho, também da Madewell e com a mesma modelagem. E tive outra “coragem”: usar com uma blusa bem justa, pra dentro. Ou seja, tudo coladinho, coladinho, sem medo de peitões ou qualquer outra neura que a gente pode ter quando resolve vestir um look mais justo.

De novo, me senti poderosa. Não tanto pelo look em si, mais pela minha ousadia de quebrar minhas próprias barreiras.

E eu vi que realmente tinha tirado meu preconceito total com cintura alta e peitos avantajados quando adquiri recentemente um jeans bem diferente: uma pantacourt cintura altíssima. Também da Madewell, porque eu viro cliente fiel quando eu curto muito alguma coisa. E apesar dos jeans de lá não serem baratos (variam de 100 a 130 dólares), a qualidade e o atendimento ao cliente me fazem sempre experimentar as novidades de lá.

Eu não me senti tão sexy nesse modelo quanto nos outros, mas acho que a proposta desse tipo de calça nem é essa e eu nem esperava isso dela. Eu queria algo mais fashion/ousado e, novamente, eu só me interessei por esse tipo de modelo porque cruzei com muitas meninas lindas e estilosas – com todos os tipos de corpos – que me convenceram a tentar. Tentei, gostei, achei que tinha a ver comigo, levei. E o peito ficou mais em destaque, sim, e sabem o que aconteceu? Milagrosamente, EU NEM LIGUEI.

Eu ainda estou na dúvida se o fato de eu não ter ligado está mais relacionado à minha autoaceitação ou se é porque eu tenho visto tantas referências inspiradoras e reais nas ruas que estão me fazendo ter vontade de testar coisas diferentes, mas a verdade é que eu estou mais feliz do que nunca de ver meu corpo em outras modelagens, tomando diferentes formas e proporções independente das minhas neuras. <3

Vocês têm alguma história de bloqueio com peças que foi superado? Me contem!