1 em Autoconhecimento/ Autoestima no dia 07.12.2018

Você se considera uma pessoa exigente?

Eu sou uma pessoa exigente. E não foi algo fácil de descobrir. Justamente porque eu não queria admitir isso para mim. Como poderia eu, que sou feliz no pouco e no muito, me considerar alguém exigente? Mas sou. E eu só cheguei à conclusão sobre essa faceta da minha personalidade, quando percebi que eu dificilmente ficava satisfeita com serviços que vez ou outra me são prestados.

Mas esse texto não é para reclamar do mau atendimento com o qual me deparo algumas (muitas) vezes. Ele é para falar da minha relação com eles. Porque embora eu seja exigente, eu tenho dificuldade de expressar minha insatisfação. Primeiro, porque eu não quero estressar uma relação. Segundo porque eu me pego muitas vezes com medo de que os prestadores de serviço não gostem de mim.

Agora me diga: se estamos falando de uma relação de trabalho, porque eu tenho medo de não gostarem de mim? Por que precisam gostar de mim? Por que muitas vezes eu tive que me contentar com menos só para não me acharem uma chata?

Aliás, por que eu deveria me importar com a imagem de exigente que eu passo?

foto: Heather Schwartz

foto: Heather Schwartz

 

Aí vem o pulo do gato: mania de aprovação. Ah, essa mania de querer a aprovação das pessoas. Foi quando finalmente me dei conta de que eu queria passar uma diferente versão de mim que eu resolvi começar um processo de mudança. Eu não sou fofa. Eu não me contento com um mais ou menos (ainda mais quando estamos falando de trabalho). Eu sou firme, e eu sou educada.

Depois que entendi que, ao não demonstrar minha exigência eu não estava sendo eu, passei a ser abertamente exigente – com toda educação necessária, que fique claro. Passei a ser alguém que deixa claro o que espera e não aceita menos que o combinado.

Desde então eu passei a me sentir mais segura de mim. E isso me desafia com frequência, porque o medo de não ser querida ou ser considerada uma chata exigente ainda existe. Não se enganem que vez ou outra eu mesma entro nessa sensação de que devo ser uma chata reclamona. Mas tenho passado por cima dele frequentemente. Até chegar ao meu objetivo e me sentir feliz com o resultado. Quando tenho oportunidade, arrisco até um feedback – novamente, dentro dos limites da educação.

Se a gente não pode aceitar menos do que acreditamos merecer na vida, porque aceitaríamos menos nos serviços, sendo que estamos pagando por eles? Acho, inclusive, que começar a ser exigente nos serviços, por ser algo combinado e mutuamente acordado, pelo qual pagamos, pode ser um ótimo começo para o exercício de não se contentar com pouco na vida.

O que acham? Se tentarem, me contem como foi?

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1 Comentário

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    Evana Izabely
    07.12.2018 às 10:26

    Esse texto falou tanto comigo! Venho trabalhando nessa minha mudança, de enfrentar o medo de não ser querida. Ainda tenho dificuldades de expressar o que sinto e penso pelo temor de não agradar, não ser perfeita. Mas é um exercício diário, né? :-)

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