1 em Autoestima/ Deu o Que Falar no dia 08.11.2018

Demi Lovato, desculpa. De novo.

Ontem só deu ela nas notícias de fofoca: Demi Lovato, que acabou de sair da reabilitação. Se você não é muito ligada em celebridades, eu explico rapidinho. No final de julho desse ano a cantora teve uma overdose em sua casa, onde foi encontrada inconsciente. Depois de ter conseguido sobreviver, foi internada em uma clínica de reabilitação, de onde saiu recentemente.


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Essa não foi a primeira vez que Demi teve problemas. Ela já lida com o vício há muitos anos sem esconder isso do seu público. Inclusive, um pouco antes de ser internada, na sua última apresentação no Rock in Rio Lisboa, ela lançou Sober, uma música que fala justamente sobre recaídas.

Mas então, o que me impressionou nessa história toda? O fato de que, quando alguns sites mostraram a foto de Demi, a maioria dos comentários era relacionado ao peso dela. “Nossa que bolota”, “caramba, ela tá muito gorda”, “olha a Demi gorda” são algumas das coisas que podemos ler em todas as fotos postadas por veículos de imprensa.

Assim como Demi é muito aberta em relação aos seus vícios, ela também é sobre suas questões com imagem corporal. Inclusive, já disse muitas vezes que o julgamento da pessoas foi um dos principais fatores que a fizeram recorrer às drogas. E cá estamos, nesse ciclo sem fim, onde a maioria das pessoas fizeram justamente o que? Voltaram a julgar a imagem dela.

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Eu já fui essa pessoa. Aquela que diante de uma foto de alguém – especialmente famosa – olha, antes de qualquer coisa, para a imagem. Se está gorda ou magra. Pouco importava se a paisagem era linda, se o figurino era maravilhoso ou se ela parecia feliz, a primeira coisa que eu reparava era o quanto a pessoa estava magra ou não. E putz, como eu perdia com isso.

Primeiro porque estava reduzir uma pessoa apenas a sua aparência. Em um mundo de qualidades, colocar “magra” como a primeira delas – sendo que isso nem mesmo é uma qualidade – é ser alguém muito pequeno. No próprio caso da Demi, ela canta muito bem, dança, compõe, toca piano…e está sendo reduzia apenas ao formato do seu corpo naquele momento.

Segundo porque olha o significado disso tudo: ela está viva! Ela sobreviveu a uma das coisas que devem ser, de fato, um dos maiores níveis de sofrimento de uma alma, uma overdose. Se drogar para querer fugir da realidade de ser julgada.

>>>>>> Veja também: Demi Lovato, a bulimia e o vício nas drogas <<<<<<

E não se enganem, não precisamos chegar a nenhum extremo para vermos exemplos claros de pessoas que fogem da realidade para evitarem os julgamentos. Não precisa ser apenas em um contexto triste e extremo como esse. Querem exemplos?

A amiga que sempre recusa os convites de ir à praia ou em viagens em grupo por ter vergonha do corpo. A colega de trabalho que tem medo de pisar na academia porque não considera que é um ambiente que vai acolhê-la. Poderia dar mais mil exemplos, porque infelizmente o que não falta é gente fugindo de programas e criando cápsulas protetoras por causa do medo de serem julgadas. E se você é famosa então, a cobrança para estar sempre perfeita é infinitamente maior.

É triste perceber que Demi passou por mais uma crise e infelizmente, nada mudou de lá para cá.

é por isso que a empatia é item fundamental. Ela separa as pessoas entre meras julgadoras arrogantes e quem de fato se importa com o outro e se coloca no seu lugar. É por isso que a gente bate sempre na mesma tecla. Por mais que pareça repetitivo, é necessário. Enquanto houver comentários como esses, temos que levar a mensagem da empatia.

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1 Comentário

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    Mariana Tomazelli
    09.11.2018 às 13:31

    Me vejo em um comentários como já fui a amiga que não viajou ou foi ao clube por me sentir gorda…. Mas o caso da Demi é tão sério, as pessoas não conseguem enxergar o quanto esse tipo de comentário pode ser prejudicial a elas mesmo e ao seu redor.

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