4 em Comportamento/ maternidade no dia 17.09.2018

Diálogos para depois da escola

Quem nunca voltou da escola e ouviu dos pais: “e aí? como foi a escola?”. Parece uma forma neutra de iniciar a conversa, e na verdade ela nunca tinha me incomodado tanto até eu ver um comercial na TV, onde pais tentavam conversar com seus filhos (uma adolescente e outro com cerca de 7, 8 anos) na mesa de jantar e simplesmente nada acontecia. “Foi tudo bem”, o mais novo murmurava baixo, com cara de entendiado. “Legal”, falava a adolescente. Mas a conversa não seguia em frente.

Me deu uma angústia aquele comercial, porque fiquei imaginando o tanto que as crianças poderiam estar escondendo dos pais. Bullying, frustração, brigas, decepções.

Meu filho até responde quando eu pergunto como foi a escola. Ele está numa idade fofa, interativa – e que, infelizmente, eu sei que não vai durar pra sempre. Mas a gente pode tentar fazer com que ele seja mais aberto aos pais, né? Aliás, acho que todos nós podemos.

Outro dia cruzei com uma imagem em uma hashtag que eu sigo de memes sobre parentalidade e quis mostrar aqui para vocês. São algumas ideias de perguntas que podemos fazer para nossos filhos ao invés do clássico “como foi a escola”. Uma forma interessante de tentar trazer mais conversas para dentro de casa, e quem sabe, saber mais sobre o que está acontecendo com eles.

brooke-smart-parenting

Algo me diz que isso deve ser bem bacana com crianças de 4, 5 anos:

  • O que fez você sorrir hoje?
  • Você pode me dizer alguma gentileza que você viu hoje ou que você mesmo praticou?
  • O que você fez hoje de criativo?
  • Com quem você sentou hoje no almoço?
  • Alguém faltou hoje na sua sala?
  • Me diz alguma coisa que você aprendeu hoje e que você não sabia ontem
  • Qual foi a regra mais difícil de seguir hoje?
  • Se você pudesse mudar uma coisa sobre seu dia, o que seria?
  • O que fez sua professora sorrir hoje?
  • Se você pudesse mudar de lugar com uma pessoa hoje na sala, quem seria? E por quê?
  • Que tipo de pessoa você foi hoje?

Eu sei que algumas perguntas parecem vir diretamente daquele livro “uma pergunta por dia” – e deve ter vindo de lá mesmo. Algumas dessas perguntas também me parecem super difíceis de responder, ainda mais depois de adultos, quando já estamos engessados de tantas caixinhas e padrões que tentamos nos encaixar por uma vida toda. Mas são iniciadores de conversa, são formas de puxar papo que geram reflexão, que geram análise crítica, o que é algo muito bacana de se estimular desde cedo.

Não são perguntas feitas para cumprir a função, são questionamentos que realmente demonstram interesse e atenção. Vi, quis dividir e quis saber também: alguém já testou esse tipo de conversa e viu efeito?

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4 Comentários

  • RESPONDER
    Tamy
    17.09.2018 às 15:35

    Carla, eu vou anotar as suas perguntas pq elas são ótimas mesmo! E isso que vc comentou do comercial super acontece com a gente mesmo, tem hora que não sabemos mais como perguntar a mesma coisa.. =)
    Algumas outras que eu uso: Qual foi a coisa mais legal que vc fez hoje? Qual a parte do dia que vc mais gostou? O que comeu de gostoso/diferente? O que estava fazendo quando o vovô foi te buscar?
    Elas geralmente servem de gancho para todo um jantar de conversas. Na maioria das vezes, dá tudo certo. =) hehehehe
    bjs

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    Marcia
    17.09.2018 às 18:26

    O meu filho é daquela minoria que desata a contar tudo, sobre si e sobre os outros. Não precisa nem perguntar. Tanto que, quando ele era menor, as mães dos coleguinhas dele me ligavam para sondar se ele havia me contado alguma coisa sobre o filho…rs. Agora, adolescente, diminuiu. Mas ainda assim ele fala bastante. Precisamos até ensiná-lo a guardar algumas coisas para si e a construir o conceito de intimidade, individualidade e privacidade neste mundo em que tudo virou um gigante BBB. É um equilíbrio muito delicado esse porque não queremos fechar canal de comunicação (jamais), então, há que se ter muita delicadeza e clareza para colocar as coisas.

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    Talita
    18.09.2018 às 12:00

    Exatamente, utilizo perguntas “diferentes” para saber do dia, principalmente porque minha filha passa tempo integral na escola.
    Também tenho aprendido a respeitar um pouco o momento dela. Muitas vezes não quer falar logo que sai da escola, ou chega em casa. Se percebo que não esta tudo bem eu sempre me coloco a disposição para a hora que ela quiser conversar pode me chamar, e normalmente funciona. Também deixo ela puxar o assunto na hora do jantar, ou depois do banho, na hora de dormir…percebi que nestes momentos é quando ela fala com mais vontade, onde conta detalhes e não fica só naquela informação superficial de quem esta respondendo uma pergunta simplesmente de como foi seu dia.

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    Tatielly
    24.09.2018 às 16:08

    Achei interessante. Eu não tenho filhos, mas quando vejo minhas primas eu sempre pergunto o que elas aprenderam ou fizeram na escola e com isso percebo que elas só estavam esperando uma oportunidade para falar quando fossem questionadas.
    Agora, falando de mim, queria saber na opinião de vocês, se essa falta de comunicação (que não é para culpar vcs mães) influencia no diálogo que eles terão com as pessoas no futuro?

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