0 em Autoestima/ Comportamento no dia 19.07.2018

Independência financeira têm a ver com autoestima?

Vamos falar sobre sua vida financeira? Eu sei, dinheiro é sempre um assunto delicado. Mas é importante falarmos sobre isso e, por incrível que pareça, está muito mais ligado à nossa autoestima do que imaginamos. Você não precisa se basear no saldo da sua conta bancária para se sentir mais ou menos confiante, mas testar a sua habilidade de poder fazer dinheiro pode, sim, te ajudar em diversos aspectos.

Pra começar, todas nós somos plenamente capazes de produzir algo que possa ser remunerado. Essa é a vantagem de sermos todas diferentes, com aptidões diferentes, até mesmo dentro de uma mesma área. Partindo deste princípio, temos o que é necessário para nossa independência financeira em nossas mãos.

Não importa qual seja sua renda ou classe social, ter o seu próprio dinheiro te dá um poder fundamental: o de fazer o que você quiser com ele. Mesmo que seja pouco, que pague coisas menores como uma ida à manicure, essa foi uma decisão que você tomou sem precisar pedir ou consultar ninguém a respeito daquilo. Era seu dinheiro e você usou como quis. Isso faz da gente um pouco dona do nosso nariz, sim! E essa vontade vai crescendo dentro da gente e nos estimulando a fazer mais para poder adquirir ainda mais independência.

É possível ser dona do seu nariz morando com os pais, com o namorado, marido e, é claro, sozinha. Mas é fundamental que você seja dona do seu nariz para só estar em situações que você queira estar ou, em caso de algo dar errado, poder sair de situações onde não quer estar sem precisar depender de ninguém pra isso. E ouso dizer que esse é um dos principais motivos para a independência financeira ser tão importante e necessária.

É através dela que podemos sair de uma relação abusiva, deixar a casa dos nossos pais, mudar de cidade, até mesmo de país. Mas tão importante quanto ganhar o dinheiro para pagar nossos tão falados boletos, o fato de sermos recompensadas financeiramente por algo que fazemos bem é o que de fato nos estimula e nos faz sentir valorizadas.

Pode parecer estranho falar sobre isso em pleno 2018, já que a crise está aí e todo mundo está tendo que se reinventar, trabalhar mais e fazer o necessário para garantir o sustento (próprio e da família também), mas o fato de ainda vivermos em uma cultura machista, torna mais importante ainda esse tipo de debate. Muitos dos casos que vemos no grupo do Papo Sobre Autoestima no Facebook e que envolvem relacionamentos – seja com o marido, namorado, pais, mães – se resolveriam de maneiras diferentes se a mulher que foi procurar ajuda tivesse uma certa independência financeira.

Sabemos que o momento é um tanto quanto delicado no Brasil. Sei que emprego não é simples, mas quero insistir com vocês: todo mundo tem um talento que pode ser remunerado por isso. Temos várias empreendedoras por aí cozinhando, decorando festas, prestando consultoria para empresas, tanto quanto engenheiras, médicas e advogadas. É fundamental se sentir útil e valorizada e neste aspecto, o trabalho, seja ele qual for, tem sim um poder muito grande sobre a nossa autoestima. É a sua capacidade, e não uma carteira assinada, que determinam o seu valor. E somos responsáveis com o que fazemos com nossos talentos. Ou seja, tá na nossa mão!

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