3 em Autoestima/ Convidadas/ Moda no dia 29.06.2018

Sua carreira influencia na minha autoestima? A minha influenciou

Existe um costume da gente relacionar autoestima à aparência, a se amar, se aceitar como é… mas e quando a autoestima está ligada à nossa carreira e às nossas escolhas profissionais? Sim, porque é fácil ver relação entre autoestima e como a gente se enxerga com relação à beleza, mas não é tão fácil assim perceber essa relação quando falamos de trabalho.

E como eu tenho plena certeza de que mudar de carreira me ajudou muito no fortalecimento da minha autoestima, quis compartilhar minha experiência com vocês.

Sou advogada de formação, trabalhei em escritórios de advocacia, departamentos jurídicos de empresas. Até gostava do que fazia – e era bem boa, pra falar a verdade. Eu escrevia (muito), estudava (muito muito) e viajava pra cima e pra baixo ganhando um salário bem razoável pro meu tempo de experiência.

A questão é: eu nunca sentia que era suficiente. Primeiro porque eu me sentia subutilizada. Mesmo trabalhando 14h por dia, eu sempre achava que poderia fazer mais. Segundo porque eu não me sentia fazendo alguma diferença positiva na vida das pessoas.

Claro que na época nada disso estava super claro pra mim. O tempo e o autoconhecimento são excelentes aliados e, agora, olhando pra trás, consigo enxergar isso muito bem. Mas o fato é que eu não sentia que estava fazendo o meu melhor e sabia que algo me incomodava, por isso, acabei “botando a culpa” no mundo corporativo e na fogueira de vaidades que ele representa. Por pior que esse mundo seja pra mim, com certeza a culpa não era “só” dele.

Quando eu conheci a profissão de consultora de estilo mais a fundo, estudando-a e aplicando-a às minhas clientes, comecei a ver a diferença que esse trabalho fazia na vida delas, e o fortalecimento da autoestima delas parecia que fortalecia a minha autoestima.

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Sabe aquela coisa de que a melhor forma de aprender é ensinar? Pois no meu dia a dia comprovo isso. Quando eu ensino uma cliente a se olhar com mais amor, quando elas começam a se enxergar de um jeito diferente e entendem o real benefício do trabalho – que, ao contrário do que muita gente pensa, não é só “ganhar” looks novos, mas sim ressignificar o que esses looks representam – EU passo a me enxergar com mais amor. Pois ver isso acontecendo em outras mulheres por causa do meu trabalho me fortalece. E muito.

Ao mesmo tempo em que fui conhecendo e vivenciando essa nova profissão, comecei a produzir conteúdo para parceiros como forma de divulgar meu trabalho. E aí, entregando conhecimento de um jeito leve e despretensioso, me encontrei e encontrei também um propósito e uma forma de trabalhar que me preenche por completo, que me dá uma euforia boa, uma vontade de não me desconectar do meu trabalho.

Claro que não descansar nunca é bom, mas sabe quando você fica tão empolgada que você não quer parar? Afinal, receber um e-mail de uma pessoa agradecendo uma dica dada num post ou um direct de uma seguidora nos parabenizando pelo nosso trabalho e dizendo o quanto isso foi importante para que ela passasse a se ver com outros e mais amorosos olhos é motivador demais.

E é por isso que eu acredito muito no trabalho como forma de exercício da autoestima, afinal, essa sensação de dever cumprido e de gás pra realizar muito mais só valida as minhas escolhas.

Hoje eu trabalho mais, afinal, respiro a minha empresa quase que 24 horas por dia. Ganho menos (ainda, hahaha!!!!), mas aquela sensação de nunca ser suficiente nunca mais apareceu. Me sinto produtiva, importante, parte de um quebra-cabeças mucho loko da vida e que meu trabalho – seja como consultora, seja como produtora de conteúdo – quando toca alguém e muda a forma como esse alguém se enxerga (pra melhor) só me ajuda. E de um jeito que contra-cheque nenhum faria!

Aí você me pergunta: “ah tá, e quem não trabalha diretamente com isso, como faz?”. Elogia (de verdade) as amigas e as não tão amigas, ajuda as pessoas a enxergarem o melhor delas, não chama a atenção (leia-se: não aponte o dedo) para o que estiver fora do padrão… você vai ver o efeito transformador que esse tipo de atitude vai ter sobre elas e, principalmente, sobre você e sua autoestima!

Coloca em prática e depois me conta se não é verdade!

Beijo grande,

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3 Comentários

  • RESPONDER
    Sabrina
    30.06.2018 às 0:28

    Eu amei esse texto, Carol!! Me identifico muito com essa questão da relação entre trabalho e autoestima! Obrigada por trazer essas reflexões!!

  • RESPONDER
    Luciana
    30.06.2018 às 8:48

    Carol, como foi essa transição de uma profissão pra outra? Fez algum curso específico? Largou tudo de uma vez ou migrou aos poucos? Tenho várias ideias que gostaria de fazer e não sei por onde começar a colocar em prática e mudar um pouco o rumo da minha vida profissional. Sempre acho que tenho que fazer mil cursos pra conseguir isso e, por falta de tempo e dinheiro, não faço. Adoro o trabalho do Assinatura de Estilo. Parabéns!

    • RESPONDER
      Carolina Mantovani Caliman Peroba Barbosa
      01.07.2018 às 10:27

      Fiz sim, vários cursos, sempre mirando na área que eu queria. Mas o que me fez mudar mesmo foram os cursos de formação em consultoria de estilo e de moda. Aproveitei a licença maternidade do meu filho mais velho e a grana da rescisão (depois) pra me dedicar a isso :-)
      Beijos!

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