0 em Destaque/ feminismo/ maternidade no dia 21.06.2018

Pelo direito dos meninos

Depois que virei mãe de menino, uma coisa que passa diariamente pela minha cabeça é como eu e meu marido podemos fazer nossa parte para que ele se transforme em um homem que respeite não só às mulheres, mas também à si mesmo. Como criar uma criança que tenha personalidade e discernimento para saber quando faz sentido pular fora de situações.

Dizem que toda mulher que se torna mãe acaba descobrindo o feminismo, e apesar desse movimento ser uma pauta que já era do meu interesse anos antes de ter um filho, diria que agora é algo imprescindível no meu dia a dia.

Sei lá se existe resposta certa para criar um ser humano (acho que não), sei lá o quanto teremos que nos desgastar e o quanto morderemos nossa língua lá na frente, mas sei que esse é um assunto que eu quero mais é trocar, aprender e tentar entender como fazer a minha parte.

mae-de-menino

Cruzei com esse post de Silvia Amélia de Araújo que foi loucamente compartilhado na minha timeline e achei que tem tudo a ver com o que eu acredito que quero criar meu filho. Quis botar ele aqui, justamente para eu nunca mais perder, e também para compartilhar com quem não tem Facebook:

“Que nenhum menino seja coagido pelo pai a ter a primeira relação sexual da vida dele com uma prostituta (isso ainda acontece muito nos interiores do Brasil!)

Que nenhum menino seja exposto à pornografia precocemente para estimular sua “macheza” quando o que ele quer ver é só desenho animado infantil (isso acontece em todo lugar!)

Que ele possa aprender a dançar livremente, sem que lhe digam que isso é coisa de menina.

Que ele possa chorar quando se sentir emocionado, e que não lhe digam que isso é coisa de menina.

Que não lhe ensinem a ser cavalheiro, mas educado e solidário, com meninas e com os outros meninos também.

Que ele aprenda a não se sentir inferior quando uma menina for melhor que ele em alguma habilidade específica – já que ele entende que homens e mulheres são igualmente capazes intelectualmente e não é vergonha nenhuma perder para uma menina em alguma coisa.

Que ele aprenda a cozinhar, lavar prato, limpar o chão para quando tiver sua casa poder dividir as tarefas com sua mulher – e também ensinar isso aos seus filhos e filhas.

Na adolescência, que não lhe estimulem a ser agressivo na paquera, a puxar as meninas pelo braço ou cabelos nas boates, ou a falar obscenidades no ouvido de uma garota só porque ela está de minisaia.

Que ele não tenha que transar com qualquer mulher que queira transar com ele, que se sinta livre para negar quando não estiver a fim – sem pressão dos amigos.

Que ele possa sonhar com casar e ser pai, sem ser criticado por isso. E, quando adulto, que possa decidir com sua mulher quem é que vai ficar mais tempo em casa – sem a prerrogativa de que ele é obrigado a prover o sustento e ela é que tem que cuidar da cria.

Que, ao longo do seu crescimento, se ele perceber que ama meninos e não meninas, que ele sinta confiança na mãe – e também no pai! – para falar com eles sobre isso e ser compreendido.

Que todo menino seja educado para ser um cara legal, um ser humano livre e com profundo respeito pelos outros. E não um machão insensível! Acredito que se todos os meninos forem criados assim eles se tornarão homens mais felizes. E as mulheres também serão mais felizes ao lado de homens assim. E o mundo inteiro será mais feliz..

O machismo não faz mal só às mulheres, mas aos homens também, à humanidade toda.

Meu ativismo político é a favor da alegria. Só isso.”

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