1 em Book do dia/ Comportamento/ Destaque no dia 15.06.2018

Book do dia: O Jogo do Anjo, de Carlos Ruiz Zafón

Que vergonha de mim. Não por estar demorando horrores para terminar meus livros, isso eu já superei e entendi que minha vida atual não me permite passar noites em claro porque não consigo parar de ler ou passar tardes inteiras saboreando uma boa leitura. Que vergonha porque só hoje me dei conta que tem quase 5 anos que eu li o primeiro livro de Carlos Ruiz Zafón, A Sombra do Vento, consagrei esse autor como um dos meus preferidos da atualidade e…..

simplesmente não comprei mais nenhum livro dele.

Acho que já contei aqui que, por causa dessa tag de BDD, eu não gosto de ler trilogias seguidas porque vou me sentir na obrigação de resenhar todos os livros seguidos e pode ser que essa tag fique um pouco chata por um tempo. Acho que a única vez que fiz isso aqui foi com a série de livros da Elena Ferrante (e mesmo assim não consegui fazer a resenha do último porque jurei que já tinha muita Elena para pouco tempo rs). Uma espécie de mania minha, eu sei. E por causa disso, fiquei postergando comprar outros livros do Zafón. De repente, quando percebi, quase 5 anos se passaram, eu tinha parado em “A Sombra do Vento” e continuava parada lá.

Pois bem, há uns meses acabei comprando a parte 2 da trilogia Cemitério dos Livros Esquecidos. E apesar de ser uma trilogia, todos os livros da série são independentes. O que de certa forma é bom, pois nenhum deixa pontas soltas que te obrigam a começar a próxima leitura imediatamente.

jogo-do-anjo-carlos-ruiz-zafon

Sinopse: Aos 28 anos, desiludido no amor e na vida profissional e gravemente doente, o escritor David vive sozinho num casarão em ruínas. É quando surge em sua vida Andreas Corelli, um estrangeiro que se diz editor de livros. Sua origem exata é um mistério, mas sua fala é suave e sedutora. Ele promete a David muito dinheiro e sua simples aparição parece devolver a saúde ao escritor. Contudo, o que ele pede em troca não é pouco. E o preço real dessa encomenda é o que David precisará descobrir. Em O Jogo do Anjo, o catalão Carlos Ruiz Zafón explora novamente a Barcelona do início do século XX, cenário de seu grande êxito internacional A Sombra do Vento, que vendeu mais de 10 milhões de exemplares em todo o mundo. 

Não tenho dúvidas que Zafón é um autor maravilhoso. Ele descreve cenários e situações com tantos detalhes que é quase uma experiência sinestésica. O cenário em “O Jogo do Anjo”, por exemplo, é decadente, escuro, com cheiro de pó e mofo. Você sente medo, angústia e em alguns momentos eu não consegui ler no escuro, por exemplo. O estilo narrativo dele é muito bacana para quem gosta de uma leitura mais poética e envolvente. Quem gosta de livros mais rápidos, talvez ache esse estilo um pouco cansativo.

Porém, ao contrário de “A Sombra do Vento”, “O Jogo do Anjo” não me pegou logo de cara e eu tive que insistir um pouco para pegar no tranco da leitura. Não sei se é por causa de David, o protagonista que demora para mostrar uma faceta mais agradável, não sei se é porque o livro demora para dizer a que veio. Só sei que precisei de um personagem para começar a me interessar mesmo: Isabela. Calma, não vou dar spoilers, mas essa mulher, que nem aparece na sinopse, é o ponto de equilibrio que faz a engrenagem do livro funcionar.

“Não está com uma cara boa – sentenciou.
Indigestão – repliquei.
De quê?
De realidade.”
O jogo do Anjo, Carlos Ruiz Zafón

Depois disso, pode esperar fantasia, mistérios e desesperanças com toques de realidade, poesia e até mesmo humor. Só sei que deixo aqui meu comprometimento público de que não vou esperar mais cinco anos para terminar essa trilogia – nem para ler outra obra de Carlos Ruiz Zafón. Me cobrem, por favor. :)

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1 Comentário

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    Pâmela Lenoir dos Anjos
    15.06.2018 às 11:59

    Que legal! Eu já li a Sombra do Vento e realmente é um livro maravilhoso. Quero ler esse também

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