3 em Destaque/ Nova Zelândia/ Viagem no dia 01.06.2018

Porque Rotorua deve entrar no seu roteiro da Nova Zelândia

Quando eu contei aqui sobre os programas mais legais da Ilha Norte da Nova Zelândia, acabei pulando a região de Rotorua. Não porque os passeios que fizemos lá não merecessem destaque, na verdade é justamente o oposto: tem tanta coisa legal para fazer que os dois dias que ficamos na cidade foi pouco!

Antes de falar sobre os programas específicos, vale a pena explicar um pouquinho da localização especial de Rotorua. A cidade fica numa região com grande atividade geotermal, com muitos geisers, nascentes de água quente e lagos de lama borbulhante, além de rios com águas agitadas e vulcões ativos. Prepare-se para sentir cheiro de ovo podre (ops, enxofre) pelas ruas de Rotorua (e até ter esse odor impregnado nas suas roupas quando você sair de lá!). Para completar, é um local em que os costumes Maori e seu folclore se destacam, trazendo um quê cultural muito interessante para os visitantes que passam por ali.

Agora sim, vamos aos passeios:

Hell’s Gate

Como contei no outro post, o tempo estava super chuvoso no dia que dirigimos desde Turangi rumo a Rotorua. Mesmo assim, animamos de ir conhecer o primeiro parque geotermal da nossa viagem, Hell’s Gate.

Como nós estávamos bem cansados dos últimos dias de estrada que tinhamos enfrentado, tenho que assumir que o parque em si não foi o atrativo que nos fez decidir incluir Hell’s Gate no roteiro. A verdade é que nós estávamos buscando mais hot pools para relaxar (no estilo da Tekapo Springs), quando encontramos Hell’s Gate e suas piscinas diferentonas.

Pra rechear a lista de “primeira vez que fizemos isso na vida”, mergulhamos de cabeça na piscina de enxofre e na piscina de lama! Confesso que a de lama foi muito mais interessante, por ser mais diferente, não fedorenta, e por deixar a nossa pele quase como de bebê. Fiquei muito impressionada com o efeito da lama na nossa pele. Eu achava que essa coisa medicinal da lama era lenda, mas juro que saí muito hidratada (e pensando como seria bom ter uma dessas em casa e não ter que passar horas passando creme hidratante, já pensou?). A piscina fedida de enxofre também teve seu papel: ela tem propriedades medicinais que ajudam a relaxar e a curar artrites, artroses e outros problemas ósseos.

Pra mim, o grande destaque de Hell’s Gate foram os banhos (eu tava mesmo atrás de uma vida boa à essa altura) mas também aproveitamos para fazer o passeio pelos geisers da propriedade: erupções de água quente das mais variadas formas, super interessantes mesmo com a chuva torrencial que caía. Para dizer a verdade, como o parque é todo bem cinza, acho até que a chuva compôs um cenário bem de visão do inferno mesmo, deixando o passeio ainda mais interessante.

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Wai-o-tapu Thermal Wonderland  

Acho que uma das imagens mais conhecidas (e mais impressionantes) da região de Rotorua é a da Champanhe Pool no parque de Wai-o-tapu.

Parece lindo e incrível, né? Exatamente por isso estava com um medo danado de chegar lá e achar meio nada demais. Sou dessas que super cria expectativas com as coisas e quando não é exatamente o que eu estava esperando, fico super decepcionada (característica péssima, eu sei, até pq eu não sou muito boa de lidar com frustrações). Para a minha felicidade, não só a Champanhe Pool como também várias outras piscinas do parque eram mais surreais do que eu imaginava!

Outra piscina que eu amei foi a Devil’s Bath, com uma cor de canetinha marca texto impressionante e muito fotogênica. E de pensar que a coloração é de uma mistura de elementos químicos, um efeito totalmente natural. Fiquei horas e horas pensando em como a natureza é perfeita e exuberante nos mínimos detalhes.

O parque de Wai-o-tapu é bem incrível e merece demais ser incluído em todos os roteiros que passam pela ilha Norte da Nova Zelândia. A propriedade é bem grande e precisa de um bom tempo para ser visitada (tiramos uma manhã pra isso). Na parte de fora do parque, tem ainda um vulcão de lama, que pode ser visto durante todo o dia até por quem não tem o ingresso de Wai-o-tapu.

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Champanhe Pool

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Polynesian Spa

Já deu pra reparar que a gente ama hot pools né? E de água natural então, melhor ainda.

Entre um parque geotermal e outro, encontramos um tempinho para fazer uma parada no Polynesian Spa.

São várias piscinas quentinhas, pra você colocar os pés pro ar, relaxar e esquecer da vida. O que eu mais gostei foi a grande opção de temperaturas de piscina (até 42oC, socorro!!!), além de ter água termal e água ácida, aquela que ajuda a aliviar problemas de dores no corpo. Ah, tinha um tanque de água geladona também, para dar aquele choque térmico.

Adorei que o Polynesian Spa tem o preço bem acessível: a partir de 20 doletas neozelandesas (uns 50 reais), você pode ficar o dia inteiro usufruindo de todas as piscinas. Nós escolhemos o “Deluxe Lake Spa”, um pacote que dava acesso a piscinas com um visual incrível do lago Rotorua.

Amei poder relaxar e desopilar a cabeça entre um programa turístico e outro.

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Te Puia

E como uma imersão cultural não poderia faltar em um destino como a Nova Zelândia, escolhemos o parque de Te Puia para conhecer melhor os costumes maoris, além do parque geotermal e o Pohutu geiser, o maior geiser ativo do hemisfério sul. Nós optamos pelo pacote Te Ra + Te Po, que incluía não só o passeio pelo parque mas também um espetáculo de dança maori e um jantar.

Normalmente eu fico super dividida com esse tipo de programa que tem como objetivo principal mostrar pessoas: não sei se ir até lá ver como elas vivem é de fato ajudá-las ou se na prática é como exploração. Mas logo no início do passeio, o nosso guia, um maori, fez questão de fazer um discurso bastante interessante sobre o tema: “turistas, se hoje, nós maoris temos algo para mostrar é graças a vocês.”

Segundo ele, todo o valor dos ingressos do parque são revertidos em bolsas de estudo e de apoio para maoris continuarem aprendendo e se dedicando às atividades tradicionais de sua cultura, como o artesanato, dança e a escultura, algo que não seria possível sem o turismo. Faz sentido, né?

Vimos a universidade em que eles estudam, participamos de um ritual para entrar na casa de um maori da maneira tradicional, assistimos e aprendemos a fazer as danças (até o famoso HAKA) e no fim ainda jantamos a comida típica maori, que é uma delícia. Não tenho dúvidas que essa vai ser umas das maiores lembranças que temos da NZ, o povo!

OBS: claro que cada lugar é diferente do outro e eu já tive o desprazer de conhecer “atrações culturais” que muito me pareceram exploração de pessoas, mas definitivamente ali não foi o caso. Amamos o passeio e recomendamos demais!

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Onde ficar  

Para hospedagem na cidade, optamos pelo Novotel Rotorua Lakeside, um hotel da rede Accor muitíssimo bem localizado. Como o nome já diz, o Novotel fica ao lado do lago Rotorua, o que garante uma bela paisagem da janela dos quartos. Além disso, a ruazinha principal que concentra grande parte dos bares e restaurantes da cidade fica a menos de 3 minutos a pé do hotel.

Os quartos são simples mas as camas super confortáveis, o que, como já mencionei em outros posts, estava valendo mais que ouro pra gente! O Novotel tem um restaurante grande, onde é servido o café da manhã todos os dias (completíssimo!), e um bar bem simpático com uma mega lareira no meio. Mas a grande surpresa pra mim foram as piscinas. Aliás, piscinas não, hot pools!!!!

Mas Aline, mais hot pools? Não é possível! Pois eu também já estava conformada que os banhos de piscina quentinha tinham chegado ao fim, até que descobri esse oásis dentro do Novotel. E sim, é natural e o calor vem diretinho de dentro da Terra. O hotel tem 5 piscininhas dessas quentes para os hóspedes usarem e abusarem. E eu fiz o que? Quis nem saber que já era tarde, subi correndo e troquei de roupa pra curtir mais desses spas naturais que eu tanto amei.

Achei o Novotel Rotorua Lakeside com uma excelente relação custo-benefício e será minha escolha de hospedagem se eu voltar à cidade.

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Rotorua contribuiu muito para me deixar ainda mais impressionada de como a Nova Zelândia tem paisagens tão diferentes, me fazendo sentir conectada à natureza e suas peculiaridades.

Gostou? Você pode gostar também desses!

3 Comentários

  • RESPONDER
    Luiza
    01.06.2018 às 10:54

    Alguém lê esses posts de gente rica esfregando riqueza na cara dos outros? Gente, vocês tem postagens ótimas, mas essa tag de viagens tem sido só isso, não adianta falar de auto estima e pregar padrões que são inacessíveis para boa parte dos leitores. Vocês são privilegiadas em relação a milhares de brasileiros e sabem disso. É claro que ninguém vai num blog para ver tristeza, pobreza, reclamações, mas entrar aqui e ver esse tipo de conteúdo de viagens é ver um padrão sendo pregado, um padrão que muita gente sequer pode pensar em um dia atingir. Por que não falar de viagens mais acessíveis, de gente contando o quanto ralou para conseguir x ou y? Se for para sabe da vida de gente do Leblon, a gente vê novela do Manoel Carlos.

    • RESPONDER
      Carla Paredes
      05.06.2018 às 0:07

      Luiza, a tag de viagem existe desde que o blog era praticamente recém nascido e foi uma das que a gente fez questão que continuasse no blog mesmo com a mudança de posicionamento (assim como a tag de resenha de livros, que muitas vezes não falam nada relacionadas a autoestima). O motivo de continuarmos? Porque nós acreditamos que viagens podem ser maravilhosas para o autoconhecimento e para abrir os horizontes para novas experiências.

      Pode ser elitista? Pode, e vc tem todo o direito de achar isso, mas esse é um blog de experiências pessoais e não vamos deixar de postar porque é de uma realidade acima de outras – muitas vezes inclusive da nossa. Mas irei deixar sua sugestão de procurar viagens mais acessíveis anotada e ver o que podemos fazer para incluir esse tipo de conteúdo também, obrigada por apontar.

      Porém, desculpa descordar, mas não tem padrão nenhum sendo pregado aqui. Em nenhum post de viagem – principalmente depois da mudança do blog e do #paposobreautoestima – você vai ler um parágrafo que diz ou que passe a ideia de que você precisa ir para algum desses lugares para ser feliz ou que você só será realizada se viajar e ser rica.

      Beijos!

    • RESPONDER
      Aline Rajão
      05.06.2018 às 6:51

      Olá Luiza, como vai?
      Desculpa o atraso em responder, estou no meio do Maranhão em viagem e a internet aqui está bem intermitente.
      Primeiro de tudo, sinto muito que os posts de viagem não sejam do seu agrado. Sabemos que é impossível agradar a todos e estamos sempre tentando fazer nosso melhor para trazer informações relevantes pras leitoras do Futi. Você tem alguma sugestão de como podemos melhorar ou algum destino que você gostaria de saber mais sobre?
      Em relação a serem posts elitistas, me permita discordar. As minhas viagens tem sim um quê de luxo, mas se você ver bem, elas são sempre high-low (não, eu não ganho pra viajar e tenho que pagar no meu bolso mesmo). Além disso, tem um montão de posts de destinos mto mais em conta na coluna Trip Tips, tem post dizendo como economizar em viagem… esse post mesmo que você comentou, não tem nada de milionário nele. São passeios que qualquer um que vai a Nova Zelândia poderia fazer. Se o destino é longe e talvez exótico, aí são outros 500.
      Aliás, eu tento sempre trazer a verdade da experiência aqui pro blog e duvido que posts tipo o da nossa experiência no motorhome apareceriam em novelas da Globo. Você chegou a ler esse?
      Sobre eu ser rica ou deixar de ser, eu tomaria um pouquinho mais de cuidado antes de julgar a vida dos outros sem saber. Eu estudei muito e trabalho igual uma louca durante 11 meses do ano para conseguir tirar 1 mês de férias (isso sem falar em tudo que eu abro mão, como roupas, restaurantes, noitadas e muito mais). Planejo todas as viagens com uma antecedência inacreditavel (o que também já foi pauta aqui no blog) para torná-las viáveis. Eu amo viajar pq me faz muito bem e sem duvida é algo que está ajudando na minha busca pelo autoconhecimento. Cada um encontra seu jeito e seu caminho e o meu é esse.
      A ideia não é e nunca foi esfregar nada na cara de ninguém e sim ajudar com dicas a quem tenha interesse de ir pra esses mesmos destinos.
      Por fim, se o conteúdo em si não te agrada, eu sugiro que pule os posts de viagem, então. Acho que nenhum blog terá um conteúdo 100% do seu interesse e ninguém é obrigado a ler sobre algo que não gosta, certo?
      Continuamos a disposição para melhorar a coluna e estamos abertas a sugestões.
      Se quiser falar direto cmg, manda direct pra mim lá no insta. Respondo todos os meus seguidores com o maior carinho e atenção.

      Beijos!

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