2 em Beleza/ Esmaltes no dia 15.05.2018

Hipotireoidismo: das unhas fracas e quebradiças às unhas de fibra de vidro

Nos últimos anos tenho falado muito pouco sobre unhas e esmaltes, o principal motivo muito pouca gente sabe. Eu perdi o tesão por fazer a unha e entrei num processo de paz com não ter unhas perfeitas, ou até mesmo feitas. Foi sem dúvida nenhuma a melhor coisa que eu fiz, e depois de uma vida tentando fazer minhas unhas melhorarem eu resolvi aceitar que não havia um produto mágico que iria resolver minhas unhas quebradiças, que descamavam e quebravam com muita facilidade. Essa era a única consequência real e prática que eu sentia do meu hipotireoidismo, mais especificamente síndrome de Hashimoto.

O processo de liberdade e consciência de que as unhas não precisam estar perfeitas foi engrandecedor, adorei e aprendi que desde que elas estejam limpas, eu me sinto bem. Já fiz shooting de revista com esmalte vermelho descascando, já fui pra grandes eventos apenas com uma base, mas até mesmo manter a cutícula organizada me dava um certo trabalho. No entanto, pra mim, o melhor foi descobrir que fazer unha não tem nada a ver com dignidade. Isso foi um aprendizado de liberdade. Simplesmente entendi que é um adorno zero obrigatório porém muito incentivado pela sociedade no Brasil.

Depois da liberdade de não ter que fazer nada, eu passei a olhar para as minhas unhas com outro olhar. Me tirei dessa obrigação social de estar sempre perfeita e comecei a viajar nas minhas próprias reflexões quanto à esse pedacinho de mim. Como tudo que eu tenho feito na vida, resolvi viver um processo de autoconhecimento e reconhecimento das minhas unhas e redescobri muitas coisas ao sair do automático. 

Em primeiro lugar, me dei conta de que não adiantaria comprar todas as bases do mundo para fortalecer as unhas. Isso é algo que veio com o hipotireoidismo e eu nunca consegui resolver, mesmo com todas as taxas em dia.

Unhas antigas de quando eu ainda tentava fazer elas crescerem.

Unhas antigas de quando eu ainda tentava fazer elas crescerem.

Em segundo lugar me lembrei de quando comecei a fazer as unhas pela primeira vez. Eu fui criada dentro de um salão. Eu, como libriana bem vaidosa, procurava novidades todos os dias. Adorava fazer as unhas e tinha o sonho delas crescerem para eu usar a cor “café com leite” numa unha bem comprida! rs

Naquela época eu obviamente não fazia ideia do quanto a sociedade cobrava da beleza feminina. Eu simplesmente achava divertido fazer a mão e fui associando isso cada vez mais a estar arrumada, bonita e bem cuidada. Coisas que foram mudando pra mim nos últimos anos. Hoje posso, sim, achar unhas bonitas como um adorno estético, mas cada dia quero ficar menos refém de ser obrigada a seguir mais um padrão. Foi libertador descobrir que eu não precisava de nada disso, mas é aí que eu entra a fibra de vidro na história: poder experimentar algo que me desse as sonhadas unhas referências da infância também foi muito muito positivo. 

Na minha vida, o feminismo é sobre eu tomar consciência das coisas e aos poucos desconstruir crenças. Eu não preciso estar de unhas feitas para estar bem cuidada, mas entendi que eu também posso buscar unhas perfeitas se eu achar que vai ser legal pra mim. Foi o que decidi fazer agora ao driblar as consequências do problema de tireóide e passar uma fase com unhas grandes. Passei um bom tempo sem me importar com elas, agora deu vontade de mudar.

Da primeira vez coloquei elas um pouco grande, mas depois diminui na manutenção.

Da primeira vez coloquei elas um pouco grande, mas depois diminuí na manutenção.

Há quase 2 meses resolvi colocar unhas de fibra de vidro para ver como me sinto e, por enquanto, tem sido divertido.

Não vou negar que as melhores partes de ter unhas de vidro têm feito a Joana adolescente que ainda vive dentro de mim amar essa experiência. Estar com as unhas sempre prontas, bonitas, brilhosas, que não descascam, descamam e quebram e – na minha opinião, a melhor parte – trocar de esmalte porque eu enjoei da cor (e não porque a unha se destruiu) me fazem adorar essa técnica.

Porém, existem alguns pontos negativos que acho que valem ser pontuados, apesar de eles ainda não serem suficientes para me fazer desistir de usá-las:

  • tempo: A primeira vez demora um pouco mais, mas mesmo a manutenção não chega a ser exatamente tão rápida quanto uma unha tradicional.
  • durabilidade: a manutenção deve mesmo acontecer em duas semanas. No dia 22 da minha uma unha caiu, ou seja, acredito que manter a distância de 14-18 dias é mesmo fundamental. Perdi a data e me atrapalhei.
  • tamanho: se exagerar no tamanho, pode ser complicado limpar as partes íntimas, motivo pelo qual diminui as minhas na manutenção.

Eu faço na Barra no Espaço Sheila Santos, com a própria Sheila. A mais nova empresária do Rio de Janeiro, que mora na comunidade da Maré, deixou de atender à domicílio e expandiu seus negócios abrindo um espaço na Barra da Tijuca. Hoje ela trabalha com mais uma profissional no seu estúdio.

1ª manutenção

1ª manutenção

Os preços: R$200 a primeira vez e R$120 a manutenção. Durante o mês de maio a primeira vez está custando R$180, então, se você mora no Rio de Janeiro e está desejando experimentar um serviço de confiança pode marcar. Não deixe de navegar pelo insta da Sheila para conhecer seu trabalho – e preste toda atenção nas unhas sem esmalte para ver como é impecável.

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Para mim, o saldo da balança está super favorável, me sinto mais sexy e poderosa com elas, mesmo sabendo que não preciso delas para me sentir dessa forma. Estou adorando a criatividade e a praticidade das unhas de fibra de vidro, mas posso desistir disso a qualquer momento e lixar, tirar e me ver novamente naquela situação de só fazer as unhas quando der vontade. Quero seguir sem ser escrava ou refém de nenhuma ideia fixa. 

Alguém mais dribla as unhas fracas do hipotireoidismo com unhas de fibra de vidro? Temos dicas de profissionais bacanas de outros estados? 

Espero que gostem da minha mais nova invenção de moda.

Beijos

Parceria* Sheila foi a pessoa que eu escolhi para fazer minhas unhas, ela é a parceira do blog que eu recomendo. É importante ir em profissionais responsáveis. 

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2 Comentários

  • RESPONDER
    Renata Vigoder
    16.05.2018 às 11:00

    o titulo está escrito facras. não deveria ser fracas?

    • RESPONDER
      Carla Paredes
      16.05.2018 às 13:35

      deveria. consertei, obrigada!

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