0 em #paposobremulheres/ Autoestima/ Moda no dia 11.03.2018

Papo Sobre Mulheres: usando o vestir como ferramenta de empoderamento

A palavra “empoderamento” foi tão falada nos últimos meses que pouca gente ainda se importa com o real significado dela. A galera diz que virou clichê ou modinha, então fui até o dicionário (virtual, porque se nem o word reconhece essa palavra, imagino que as antigas versões impressas de dicionário não atenderiam às minhas expectativas) dar aquela pesquisada básica.

Pelo Aurélio, empoderamento significa “ato ou efeito de empoderar ou empoderar-se”.

Não me contentei, fui procurar “empoderar”. Pelo mesmo dicionário, empoderar significa “dar ou adquirir poder ou mais poder”.

Aí fui buscar a palavra “poder” e me deparei com 50 possíveis significados. Vou me ater aqui aos que entendo terem mais afinidade com a intenção dessa coluna de hoje: falar sobre empoderamento da mulher usando o vestir como ferramenta. Olha só:

  • Força ou influência.
  • Capacidade de fazer uma coisa.
  • Ter força, possibilidade, autoridade, influência para.

Então, basicamente, se estamos falando de usar a roupa como ferramenta para o empoderamento feminino, estamos falando de usar o vestir como forma de dar meios, capacidade ou até mesmo força para a mulher.

F-utilidade? (hahaha, desculpem, eu não poderia deixar passar essa possibilidade, rs) Nada disso, muito pelo contrário. O vestir pode ser poderoso na hora de dar às mulheres esses meios para que elas façam o que bem entenderem. E isso acontece porque quando nos sentimos bem na nossa própria pele, nos sentimos capazes, nos sentimos seguras, nos sentimos poderosas. Taí, empoderamento <3.

Não sei vocês, mas para mim, sentir poder é ter poder. Digo isso com toda a propriedade do mundo, por experiência própria. É aquela história: quando nos sentimos bonitas, somos bonitas. Quando nos sentimos capazes, somos capazes. Ou seja, o velho e bom exercício diário daquela coisa tão maravilhosa chamada autoestima, né mores?

E como fazer pra que o vestir nos dê essa força?

Bom, antes de mais nada, vamos falar sobre o que NÃO fazer – que é dar ouvidos à famosa “””””dica”””” disfarçada de julgamento.

Outra coisa boa pra te ajudar a usar o vestir como forma de empoderamento: AUTOCONHECIMENTO.

Sim, porque o vestir como ferramenta de empoderamento é algo precioso, mas só funciona se soubermos o que queremos alcançar com o vestir. Qual imagem ou mensagem eu quero transmitir? Isso vai depender da sua personalidade, da sua rotina, do seu trabalho… Qual parte do corpo eu quero destacar? E destacar de que forma? Com texturas/estampas/recortes/bordados/transparências/luzinhas de pisca-pisca?

Pode parecer tudo meio etéreo e abstrato demais, mas a verdade é que quando mergulhamos nessa onda do autoconhecimento, tantas outras coisas passam a fluir melhor e a fazer sentido que acaba extrapolando o vestir. Ou seja, vale a pena mesmo investir nisso.

estilo-vestir-empoderar

E não precisa de muito pra começar – dê uma olhada nas suas fotos e nos seus looks preferidos, daqueles dias em que você estava se sentindo pronta pra conquistar o mundo. Tente entender o por quê deles serem seus preferidos, do por quê eles te darem essa segurança toda. E busque trazer esse elemento para os seus looks futuros.

Dê uma navegada pelo Instagram e pelo Pinterest e selecione de 5 a 10 imagens de looks que te fazem suspirar. Quais delas você usaria/experimentaria? Dentre essas, o que te fez decidir por isso? E dentre as que você não traria pra sua vida real, o que te fez descarta-las e – o mais importante – o que te fez gostar delas, mesmo que de um jeito meio platônico?

Entender os por quês é fundamental para que o novelo do autoconhecimento comece a correr solto e desencadear vários insights.

Vou dar um exemplo autobiográfico: eu amo cores, sou super comunicativa mas 50% do meu armário é preto, 20% é branco e só tem 30% de peças com cores coloridas. Primeira coisa: reconhecer que pode haver um descompasso já é uma forma de autoconhecimento.

Segunda coisa: entender porque isso acontece é o começo de tudo. No meu caso, fiquei anos pra perceber que meu estilo é absurdamente urbano. Gosto de morar numa selva de pedra, férias na praia não é algo que me comove (até gosto, mas depois de 3 dias já estou entediada, rs), curto demais um museu, um passeio cultural, um cinema – muito mais do que uma roda de samba, um lual na praia ou uma trilha.

Ou seja, o que somos influencia nos nossos gostos e isso influencia no nosso estilo – afinal, estilo é escolha e não moda.

E não é que faz sentido eu ter um guarda-roupas predominantemente preto e branco, com alguns pontos de cor? Faz todo o sentido. Mas fiquei quase 4 anos pra chegar nesse ponto de iluminação.

E quando digo “cheguei”, não quer dizer que cruzei a linha de chegada e ok – vou me manter aqui na minha zona de conforto e tá tudo certo. Não mesmo.

Essa descoberta me ajuda a pensar melhor na hora de me vestir e na hora de gastar. Afinal, quando EU escolho a roupa que eu vou usar (e não a moda, ou a revista, sei lá) eu me sinto segura. E quando EU decido onde gastar dinheiro, por estar segura das minhas decisões, gasto menos, me sinto mais dona do meu nariz, do meu dinheiro e de tudo o que diz respeito a isso.

Por tudo isso, digo e repito: o vestir pode ser sim uma excelente ferramenta de empoderamento. Mas o vestir por si só não faz isso – ele só surte esse efeito se vier acompanhado de muita reflexão e autoconhecimento. E aí, quando uma coisa encontra a outra, é maravilhoso, pois automaticamente a nossa autoestima chega chegando e mostra a que veio. Falei também um pouquinho sobre isso aqui.

Queria agradecer à Cá e à Jô por me convidarem pra falar de um tema tão lindo e tão complexo como esse e sugerir a vocês que, neste mês da mulher, se dêem o presente do autoconhecimento como forma de empoderamento. Seja relacionado ao vestir, seja relacionado a qualquer outro campo da sua vida.

E se você usar o vestir como forma de empoderamento, posta a foto com a #inspiraAE e marca a gente (@estiloassinaura). Vamos amar conhecer esses looks e saber que causamos esse efeito maravilhoso na vida de vocês!

Beijo grande,

Carol.

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