1 em Autoconhecimento/ Autoestima/ Destaque no dia 05.01.2018

Em 2018 não se compare tanto!

Fiquei muito na dúvida de como chamaria esse texto, queria que fosse: Nem tudo é o que parece (e está tudo bem)! Independente do título, esse texto fala daquela sensação ruim de inveja que as pessoas sentem ao se comparar com outras pessoas, sejam amigos, vizinhos ou quem seguimos na rede social. Quase sempre essa comparação é uma estratégia não consciente (e falha) de se interessar mais pelo que é do outro do que com o que é nosso. 

Nessa hora pode parecer que nossas férias em uma pousada que não é à beira da praia são menos perfeitas, nosso corpo fora do padrão musa fitness não é o mais adequado e nossa família cheia de problemas, menos harmoniosa. Só que não é bem assim.

ilustra: Agathe Sorlet

ilustra: Agathe Sorlet

A grama do vizinho parece sempre mais verde, mas porque não sabemos das dores, lutas e dificuldades daquela pessoa, daquela família. Todo mundo que está vivo tem questões para vencer, uns mais do que outros, mas saúde, dificuldade no relacionamento familiar, problemas no relacionamento, questões com a imagem e outras coisas atingem a todas as pessoas. Independente da conta bancária.

O que faz algumas dessas pessoas terem uma vida genuinamente bacana (não perfeita) é a forma como a pessoa leva as coisas, não a cor do cartão de crédito ou um abdômen definido como pode parecer.

Quando alimentamos padrões idealizados de perfeição e começamos a nos diminuir focando nossa energia no externo passamos a criar ilusões que não ajudam com que olhemos pra nossa vida com amor. No fim, nós ou a musa do seu instagram, queremos a mesma coisa: amar e ser amada, ser acolhidas por quem amamos como somos e ser feliz com as pessoas que amamos. Todo mundo encontra os amigos, ri, paquera e leva a vida comum. Existem coisas maravilhosas naquelas pessoas que você nunca vai saber e existem coisas ruins, que elas também têm todo direito de guardar.

Parece que sem perceber, estamos tentando alcançar uma felicidade idealizada proveniente da vida da outra pessoa, que apenas parece mais perfeita do que a nossa.

Claro que não estou falando isso para nos tornarmos conformistas, muito pelo contrário. Já falei sobre isso algumas vezes, mas volto a repetir: quanto mais eu olho pra minhas qualidades e meus defeitos, mais me conheço e mais fácil fica achar o que realmente me faz feliz, independente de comparações.

Muitas vezes é mais fácil diminuir a outra pessoa porque ela está caminhando pra frente e nós estamos aqui,  parados. Não que a pessoa não possa ser equivocada, mas nossa energia precisa estar focada no que pode nos levar pra onde queremos ir e não na trajetória do outro.

Entenderam o motivo de eu ter dito que essa estratégia de comparação é falha? Se focamos naquilo que sonhamos pra nossa vida, sem tentar atender obrigatoriamente a um padrão do outro, passamos a conquistar mais no trabalho, na família, no amor, na saúde e até no corpo. Se o parâmetros somos nós e a versão da gente que mais gostamos, o fardo fica menos pesado.

Espero que em 2018 a gente se compare menos. Foque mais nos nossos sonhos, nosso trabalho, nosso corpo, nossa alma, nossa menta, nossa família e nosso amor. Perfeito não existe, até a pessoa que você considera perfeita, considera outra pessoa perfeita que não ela. Então que isso nos traga senso crítico para reavaliar o que tomamos como verdade.

Na dúvida, vamos olhar outras pessoas para nos inspirar, nos trazer novas referências de moda, viagens ou trabalhos, mas que isso não dite um padrão impossível de atingir, satisfazer e manter pra nossa vida. Que a gente cuide do nosso jardim para que ele seja o melhor que ele pode ser, não para que ele seja igual a todos os outros do condomínio.

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1 Comentário

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    Renata Castro
    10.01.2018 às 15:44

    Texto maravilhoso, Jô!! Amei a parte: “Muitas vezes é mais fácil diminuir a outra pessoa porque ela está caminhando pra frente e nós estamos aqui, parados. Não que a pessoa não possa ser equivocada, mas nossa energia precisa estar focada no que pode nos levar pra onde queremos ir e não na trajetória do outro.” É exatamente o que penso… quanto mais focamos na nossa vida, mais fazemos por nós, mais somos felizes!!

    Bjo

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