1 em Autoconhecimento/ Autoestima/ Reflexões no dia 28.12.2017

Qual a sua palavra de 2017?

Outro dia vi um post da Lua Fonseca (mulher incrível que indiquei nesse post) dizendo que a palavra de 2017 dela foi fortaleza. E fez um texto lindo explicando o motivo dessa escolha. E eu fiquei pensando qual seria a minha.

Depois de pensar e concluí que não poderia ser outra além de resiliência.

Definição psicológica: a capacidade de o indivíduo lidar com problemas, adaptar-se a mudanças, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas sem entrar em surto psicológico, emocional ou físico, por encontrar soluções estratégicas para enfrentar e superar as adversidades.

Na verdade, parei para prestar atenção nessa palavra há pouco tempo, depois que uma amiga fez uma tatuagem com essa palavra. Depois de alguns anos enfrentando alguns obstáculos complicados, esse foi o ano que ela começou a se reerguer e brilhar novamente. Foi o ano que finalmente voltei a ver brilho nos seus olhos, e quando ela mostrou essa palavra e eu entendi seu significado, achei que não poderia ter palavra mais perfeita para defini-la.

Só que depois vi que essa palavra se aplicava à mim também. Que, como eu contei um pouco naquele texto do cair e levantar, meu ano foi cheio de percalços que eu ultrapassei – e ainda estou ultrapassando. E isso é resiliência.

Acho que entrei em alguns surtos, sim. Penso nos ataques de choro que eu tive, nas vezes que eu achei que só gritando e me descabelando (coisa que eu nunca tinha feito até esse ano) eu conseguiria ser ouvida, nos momentos que eu me senti tão emocionalmente exausta que não sabia onde arranjar mais forças. Mas até eles foram úteis, pois me fizeram sair da minha zona de conforto e enxergar situações que eu preferia não ver e aceitar fatos que eu preferia fingir que não existiam. Isso também é resiliência.

frase-resiliencia

Foi um ano que eu entendi que eu precisava de mim. De me entender, de saber o que eu queria, de saber quem era a Carla e do que ela precisava. E isso me trouxe alguns obstáculos. Pela primeira vez me olhei no espelho e não soube quem era aquela mulher que estava olhando de volta. Demorou e digo que ainda estou no processo, mas em algum momento eu resolvi abraçar a imagem que estava vendo refletida. Estamos nos conhecendo novamente. Bati de frente com muita gente que sempre preferi baixar a cabeça porque não aguentava mais me sentir tão nula. Foi um ano que me senti confusa e ao mesmo tempo tão segura. E foi também o ano que mais procurei meios para me reerguer. Novamente, isso é resiliência.

Doeu, sim. Porque dói pra caramba sair de um lugar tão confortável para enfrentar um mundo onde algumas verdades machucam antes de libertarem. Mas elas libertam. E acho que se deparar com seus monstros e preferir sentar para conversar com eles ao invés de varrê-los para debaixo da cama também é uma atitude resiliente.

Foi o ano que eu me descobri mais forte do que eu jurava que era, mas ao mesmo tempo, essa fortaleza veio junto com uma resistência que me impediu de me adaptar com facilidade. Talvez isso não seja tão resiliente, mas resiliência também não é um caminho sem volta, onde você descobre a fórmula mágica e segue uma vida maravilhosa.

Resiliência é cair e levantar, cair e andar engatinhando, cair, rastejar e então levantar novamente. É não desistir de tentar, e isso, minhas amigas, é algo que nem existe no meu vocabulário. :)

Gostou? Você pode gostar também desses!

1 Comentário

  • RESPONDER
    Divana Barbosa
    03.01.2018 às 13:26

    Oi Carla!
    Minha palavra de 2017 foi DESCOBERTA.
    Me conheci, me descobri de uma maneira profunda em diversos aspectos da minha vida. E percebi que andei dando muita bobeira por aí simplesmente porque não me conhecia direito.
    O bom é que esse ano vai ser diferente, porque sei mais e mais sobre mim que antes.
    Abraços!

  • Deixe uma resposta