0 em Comportamento/ Juliana Ali no dia 15.12.2017

Com amor, Ju: por um final de ano sem metas!

Nunca gostei do final do ano. Desde criança, sentia uma melancolia esquisita em relação a essa coisa de virada. De mudança. De recomeço. Ainda me sinto do mesmo jeito.

Parece que você é obrigada a planejar, sabe? A decidir coisas. A pensar. A rever sua vida. Para alguém mais tranquilo, mais deboas, isso não deve ser algo pesado. Talvez seja gostoso. Mas para pessoas como eu – cada erro é uma culpa eterna, mudanças trazem insegurança, etc etc – fazer as tais resoluções de ano novo são um grande saco.

Claro que ninguém é obrigado a nada, e eu nunca fiz resolução de ano novo nenhuma na minha vida, mas ainda assim… Não gosto, quero que acabe logo esse clima de:

Não, sério. Olha a cara da Simone, parece que ela vai me matar se eu não responder: “FIZ TUDO CERTO PAPAI NO… quedizê, SIMONE!”. É muita pressão.

Então nesse fim de ano vou me propor uma novidade. E proponho pra você também – caso você seja como eu, uma pessoa que não está a fim de provar pra Simone nem pra ninguém que você foi boazinha em 2017.

E se a gente desencanasse de fazer promessas de ano novo? E se a gente não pensasse na vida nem no que a gente fez nem no que vai fazer? E se só curtisse o momento? E se a gente só ficasse feliz por estar aqui, por ter enfrentado mais uma batalha, por ter sobrevivido a mais um ano? E se a gente se orgulhasse de estar disposta a seguir em frente em 2018? E se as resoluções fossem sendo feitas conforme nossa necessidade, nosso momento, ao longo do ano, da vida?

Aposto que deve ter várias minas entre vocês, que estão aqui me lendo, que já fazem isso e estão pensando “porra, mas não é assim que é? Só quero pular sete ondinhas, Simone who?”

Orgulho de quem é assim. Vou me inspirar. Vou tentar ser mais leve, nesse reveillon, e em 2018. Opa, pera! Será que acabei de fazer uma resolução de ano novo?

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