1 em Autoestima/ Cabelo/ Convidadas/ Destaque no dia 30.11.2017

Mudar é bom, principalmente quando não “temos que” nada – por Bruna Ramos

Quando a Joana me pediu pra escrever um texto para o Futi, bateu o desespero. Não sou boa escrevendo, sempre me perco vagando pelas ideias, mas aceitei esse convite.
Mas e aí, o que escrever? Aaah, vou falar de uma das coisas que mais gosto no meu corpo…Quando eu era criança, nunca me via diferente das outras. Mas aí veio a adolescência, onde todas passamos por aquela fase de descoberta, de construção de identidade e veio aí minha relação com o cabelo.Não que eu não gostasse do meu cabelo, mas foi uma fase que eu queria ter o cabelo comprido, como o cabelo da maioria das minhas amigas.


Mas por que queria ter o cabelo comprido, não é mesmo? Ah… essa é fácil. Chega uma fase que você quer pertencer a algum grupo e eu não me sentia parte de nenhum. Eu não era do grupo das lisas, das morenas, das loiras, das cacheadas… É, representatividade faltava nessa fase.Na infância eu tinha o cabelo estilo “menininho”, com a adolescência eu queria mudar para me sentir “parte do grupo”, foi aí que enfrentei o permanente afro (como eu sofri durante o processo, tanto que nunca mais fiz) e por fim, anos de relaxamento. Fiz também trancinhas nele, mas era pela facilidade que eu tinha e não pelo mesmo motivo de agora. Mas não parou por aí, veio o alisamento! Sim. Cheguei a alisar. Mas aí logo voltei ao relaxamento.Mas por que falar sobre toda essa trajetória com o cabelo? Então…Hoje eu sou completamente feliz com meu cabelo. Ele não é cacheado, com ondas perfeitas, porque é isso que a atual ditadura do natural quer nos impor. Não. Meu cabelo é lindo e crespo. É… crespo.

E meu cabelo posso usar do jeito que eu quiser! Se eu quiser alisar eu aliso, se eu quiser trançar ele eu tranço, se eu quiser colocar aplique eu coloco, se eu quiser deixar o maior black do universo, também posso. Você também pode!

Fico muito contente em ver que hoje em dia isso mudou. Vejo muitas cacheadas e crespas pelas ruas, na tv, nas revistas, na mídia e isso contribui para que muitas crianças e adolescentes se identifiquem e se amem como são.

Com certeza muitas mulheres, principalmente, depois dessa onda do cabelo natural, experimentaram mudar e voltar às origens. Saíram do tal padrão para experimentarem o novo.

Bom ressaltar que ninguém é obrigado a nada, não é porque agora a vibe é usar cabelo natural que você “tem que”, ok?

meu cabelo hoje tá assim – e amanhã? Sei lá, as possibilidades são tantas. :)

Meus amigos dizem que eu sou uma das pessoas que mais mudam de visual quando o assunto é cabelo. Fazer o quê se eu não tenho medo da mudança? Nós não deveríamos ter medo de mudanças. Arriscar sempre é uma possibilidade e eu gosto muito disso.
Lembre-se, nós podemos ter o cabelo que quisermos ter, é só querer e se jogar.

Não se sinta pressionada a ter o cabelo natural porque é a onda do momento, nem pela opinião dos outros, deixa seu cabelo ser o que você quiser que ele seja.

É tão bom sermos quem queremos ser, nos aceitarmos, assumirmos quem somos sem medo de sermos julgadas… a vida fica muito mais leve.

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1 Comentário

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    Romárvores Melo
    03.12.2017 às 19:41

    O espaço infinito,
    Na atualidade,
    Convide o olhar profundo.

    Cor da noite,
    Lisa, suave,
    Isso faz você querer tocar.

    Os grossos são,
    Portas,
    Caminhos para o coração.

    São os seus olhos,
    Sua pele,
    Teus lábios.

    Eu não o negoço,
    Soma dos meus desejos …
    Néga!

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