0 em Destaque/ Maldivas/ Trip tips/ Viagem no dia 01.11.2017

Shangri-La Maldives: aquele paraíso clássico que nunca sai de moda

Para completar nossa viagem às Maldivas, escolhemos passar mais alguns dias no Shangri-La Villingili Resort & Spa. O hotel fica na ilha de Villingili, que faz parte do Addu Atol, o atol mais ao sul do arquipélago e o único abaixo da linha do Equador. Para chegar ao Shangri-La, voltamos de hidroavião do Finolhu até Malé, a capital do país, e de lá pegamos um vôo comercial de aproximadamente 1:30 até Addu City.

Uma coisa engraçada foi que no meio do voo um comissário de bordo nos deu um certificado de “Parabéns, vocês atravessaram a linha do Equador”, com nossos nomes e data impressos. Achei fofo o cuidado do hotel de receber os hóspedes já no voo.

Depois de chegar a Addu City foram mais 5 minutos de lancha e pronto, chegamos no paraíso!

Presentinho de boas vindas

A ilha de Villingili é a maior ilha de resort das Maldivas, com mais de 6 km de extensão. Logo ao chegar, já dá pra perceber que Villingili é diferente: são milhares e milhares de coqueiros espalhados por toda a ilha (é estimado um número de 17 mil coqueiros!), compondo um visual muito verde em contraste com o azul das águas que a rodeiam. E as particularidades não param por aí: no Shangri-La Maldives é onde está o ponto mais alto das Maldivas, o Mount Villingili Summit, com incríveis 5,1 metros de altitude! Eu fui super corajosa e caminhei arduamente até a plaquinha no ponto mais alto do país.

Outra curiosidade sobre a ilha é que ela serviu de base para o exército britânico durante a 2a guerra mundial e ainda de 1956 to 1976. É possível encontrar muitas ruínas dessa época espalhadas por ali, todas sinalizadas com placas que contam um pouquinho da história.

Além de muitos coqueiros, o pico das Maldivas e as ruínas de uma base militar, no Shangri-La Maldives existem 3 lagoas de água doce, chamadas pelas cores vermelha, azul e verde, sendo a última a maior e mais bonita. Ainda, há um campo de golf com 9 buracos, um outro diferencial do hotel.

Perto do campo de golfe existe uma plataforma de Stargazing (observação de estrelas), uma vez que ali quase não tem luz, o que facilita muito a visualização das estrelas. O deck tem mesinhas, poltronas e camas, para deixar os hóspedes à vontade para admirar o céu estrelado. Super romântico!

Existem várias trilhas cruzando a ilha que passam por todos os pontos de interesse e podem ser feitas a pé ou de bicicleta. Aliás, essa foi uma das coisas que eu mais amei no Shangri-La: cada um tinha uma bicicleta à sua disposição para andar para cima e para baixo durante todo o dia e a noite. Apesar de eu não ser um super primor andando de bike, amei ter a liberdade de pedalar e não depender dos buggys (que também estavam disponíveis o dia todo, mas tínhamos que chamar e esperar). Então mesmo na hora do jantar, eu arregaçava a saia do vestido e ia ser feliz pedalando até o restaurante.

Lagoa verde

Agora indo ao que interessa: praias paradisíacas! Afinal, é pra isso que fomos até lá, certo? O Shangri-La Maldives é rodeado por um mar com muitos tons de azul e 2km de praia com areia cor de talco. Precisa de algo mais?

A parte de fora da ilha tem a vista para o mar aberto, mais rústico e agitado, enquanto a parte de dentro tem vista para uma espécie de baía, muito calma e ótima para praticar esportes aquáticos. É ali que fica a boathouse do hotel, onde é possível fazer esportes não motorizados, como caiaque e stand up paddle (gratuitos), ou motorizados, como jet ski (custo adicional).

Além das atividades aquáticas disponíveis a partir da praia do hotel, é possível contratar passeios para outros pontos do atol. Nós fomos em dois deles, um no fim da tarde para ver golfinhos e outro para fazer snorkel.

O passeio dos golfinhos foi demais! Vimos dezenas deles saltitantes do lado do barco, dando piruetas e fazendo traquinagem ao nos seguir. Eram tantos pulando ao mesmo tempo que eu fiquei parecendo uma doida sem saber para onde olhar e onde tentar fotografar!

Já no passeio de snorkel não tivemos muita sorte. Apesar de termos ido a um ponto onde os corais estavam bem inteiros e conservados, não vimos muitos bichos (lembro só de uns peixinhos e uma tartaruguinha passando – natureza é assim mesmo!). Se tivéssemos mais tempo, teria tentado de novo! Aliás, dentro do Shangri-La existem corais super lindos onde é possível fazer snorkel também. É bem bonito, vale super a pena!

O hotel tem uma piscina principal com borda infinita de frente para o mar. Como eu falei, o verde está presente em todos os cantos da ilha e na piscina não é diferente: ela é rodeada por árvores e cabanas no estilo rústico para deitar e ver a vida passar.

O Shangri-La tem uma decoração rústico-chique bem tradicional. Todos os quartos são bangalôs de madeira com telhado de palha (me lembrou muito a Polinésia Francesa, mesma vibe!), espalhados pela areia da praia, na mata e sobre as águas. Existe um tipo para cada gosto, bolso e ocasião: vilas na praia, casa na árvore com vista para o mar (eu AMEI esse quarto!) e as clássicas overwater villas, aqueles bangalôs lindinhos que você cansa de ver em revistas. Todos os quartos, exceto as Water Villas, tem piscina particular, um luxo!

Pool Villa

Ocean View Tree Villa

Villa Muthee – a única em cima da água com piscina

Nós escolhemos a Water Villa e amamos. O quarto é gigante, com uma cama pra lá de king size e todos os frufrus que você pode imaginar. O banheiro tem pia dupla, uma banheira, um chuveiro interno e um externo (lembra aquele papo de tomar banho olhando para as estrelas?) e um janelão enorme que deixava a luz do dia e da noite entrar. Ainda, tem uma varanda com sofá e mesinha com cadeiras, além de um deck que dá acesso direto ao mar, com espreguiçadeiras, guarda sol e uma rede em cima da água.    

 

Olha esse quarto!

O staff do hotel foi muito atencioso com a gente do início ao fim. Como eles sabiam que estávamos comemorando nosso aniversário de casamento, fizeram questão de deixar uma mensagem de “Happy Anniversary” em cima da nossa cama na chegada, além de terem preparado um banho de espuma com pétalas de rosa de surpresa.

Em relação à alimentação, o Shangri-La Maldives conta com 3 restaurantes: Dr. Ali’s, com culinárias chinesa, árabe e indiana, cada uma feita por um chef diferente; Fashala, de comida mediterrânea (o mais chique); e o Javuu, onde é servido o café da manhã, almoço e jantar em estilo buffet. Experimentamos os 3 restaurantes e posso dizer sem medo: são todos maravilhosos!  Ah, todos são localizados de frente para a praia e tem vistas lindas, para combinar com a comida deliciosa.

Além desses, tem ainda o bar/restaurante da piscina, além dos bares Manzaru e M-Lounge, perfeitos para assistir o por do sol (horário que tem happy hour com drinks 2×1 uhuuuu!!!).

Experimentando a Shisha (nosso nargilê)

O hotel ainda oferece um programa chamado Dine by Design, que é um jantar feito especialmente para o hóspede em algum local da ilha escolhido por ele, como por exemplo no meio da floresta, no deck da lagoa verde, na plataforma de Stargazing, no meio do campo de golfe, no cume do monte Villingili, em uma cabana de frente para o mar ou até em um iate. Opções não faltam!

Para quem quiser relaxar, o Shangri-La Maldives tem um spa fantástico, o CHI, The Spa, também de frente para o mar, com 11 cabanas de massagem (5 para casais). A especialidade do CHI é uma massagem feita com óleo quente e conchas maldivas, num ritual chamado Kandu Boli. Nós fizemos o tratamento de Kandu Boli por 1 hora (SEN-SA-SI-O-NAL!) e saímos babando. Must do!

Outro mimo que o Shangri-La Maldives oferece é uma sessão de fotos gratuita com fotógrafo profissional para a família ou casal, com uma foto impressa grátis. Para quem gostar do resultado, é possível comprar o pacote de fotos digitais. Achei uma ótima opção para quem quer fazer um ensaio mais estruturado!

Nossa estadia no Shangri-La Maldives foi perfeita e fechou com chave de ouro a nossa viagem. Achamos o hotel incrível, digno de 5 estrelas, e capaz de agradar tanto a casais em lua-de-mel quanto a famílias: há opções de quarto para todos os gostos e ocasiões e, por ser grande e com muitas atividades espalhadas, a sensação é que está sempre tudo vazio, dando bastante privacidade aos hóspedes. 

Foi uma pena termos ficado só 3 noites, queríamos ter ficado por lá pelo menos uns 5 dias para conseguir explorar a ilha toda com calma. Vamos ter que voltar!

Ah, fiquei sabendo que o hotel vai promover uma super temporada de comemoração de fim de ano de 20 de dezembro a 20 de janeiro em parceria com o Buddha Bar. Vão ter várias festas regadas a Dom Perignon, Veuve Clicquot e Patron Tequila, com os DJs do Buddha Bar, uma super festa de ano novoalém de cruzeiros de iate no por do sol e uma surreal chegada do papai noel de parasail! Comé-que-eu-faço-pra-ir-senhor???

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