0 em Destaque/ Maldivas/ Trip tips/ Viagem no dia 18.10.2017

Destino lua-de-mel: Maldivas


As Ilhas Maldivas fazem parte do sonho de consumo de muitos casais e famílias em busca de sombra e água fresca. E não é à toa.

Localizada no Oceano Índico, a sudoeste do Sri Lanka, a República das Maldivas é um arquipélago de quase 1.200 ilhas, rodeadas por águas turquesas lindas de morrer.

Como o principal negócio do país é o turismo, é de se esperar que o país ofereça uma boa infra-estrutura de serviços para os turistas e foi isso mesmo que encontramos por lá.

Espere encontrar ilhas inteiras privadas dedicadas a um único resort (e preços elevados), assim como ilhas públicas com várias guesthouses (a preços mais amigos).

Como chegar

Nós conjugamos a visita às Maldivas com a nossa passagem pelos Emirados Árabes, por entender ser a maneira mais fácil de chegar até lá. A Emirates, Etihad e Qatar Airways tem vôos diretos diários saindo de Dubai, Abu Dhabi e Doha. Outra opção é ir via Europa (de British ou Turkish Airways, por exemplo).

Nós pegamos o vôo em Abu Dhabi e em 4 horas chegamos às Maldivas, num vôo direto da Etihad (comprado com milhas Smiles).

As Ilhas Maldivas não são um destino muito perto e as passagens costumam ser bem salgadas, por isso conjugar os trechos pagos com trechos com milha pode ser uma ótima pedida para considerar nas opções de viagem dos sonhos e lua-de-mel.

Clima

Nas Maldivas faz sol e calor o ano inteiro. Entretanto, nos meses de abril a outubro ocorrem as monções, que trazem consigo o período de chuvas.

Nós fomos em agosto, em plena época chuvosa, de propósito. E não, não sou louca (pelo menos não tanto assim).

As ilhas Maldivas não estavam no nosso bucket list de viagens (não pq não quiséssemos conhecer, mas por achar que era longe e caro) até que um dia eu me deparei com uma foto aérea em que apareciam dezenas de arraias mantas nadando num mar azul cristalino. Pi pi pi pi, o alerta da Felícia aqui começou a apitar e eu fui logo procurar saber onde era aquele lugar fenomenal da foto.

Foi aí que descobri que existe um fenômeno de migração das arraias manta justamente durante a época de monções e que existem alguns lugares das Maldivas por onde esses gigantes marinhos passam com mais freqüência. Pronto, Maldivas subiu imediatamente para o topo da lista e eu tratei de arrumar um jeito de chegar até lá (sim, tenho uma atração inexplicável com animais grandes moradores das profundezas do mar).

Aliado a isso, eu também faria 5 anos de casado em agosto, motivo pelo qual o mês foi o escolhido para a viagem. E lá fomos nós, na época de chuva, para o meio do oceano índico catar as benditas arraias manta. E achamos, um monte! Mas isso eu conto daqui a pouco.

Em relação ao tempo, uma coisa é verdade: apesar de só termos pegado 1 dia inteiro de chuva, tivemos outros dias com tempo meio incerto do tipo sol com nuvenzinhas e algumas pancadas de chuva. Para quem vai no intuito único e exclusivo de curtir a praia, eu sugiro ir em uma época com o sol mais firme (dezembro a março) para evitar decepções.

Já para quem quer economizar na estadia, a época de chuvas também é a baixa temporada e muitos hotéis fazem grandes promoções com descontos, upgrades, transfer grátis… pode valer a pena arriscar (foi exatamente o nosso caso!).

Como se locomover

Como eu falei, a maior parte dos grandes resorts ficam em ilhas privadas e exclusivas. E para chegar nelas existem basicamente 2 meios de transporte: lanchas ou avião. Para ilhas próximas à capital Malé, normalmente o transfer é feito com lanchas. Já para hotéis mais distantes, é possível pegar um hidroavião ou, a depender da localização, um vôo doméstico regular mais uma lancha. Isso tudo vai depender muito da região que você escolher e normalmente é tudo organizado pelo próprio hotel (eu não vi outra opção que não essa, exceto para os vôos regulares que podem ser comprados nos sites das companhias Maldivian e Flyme).

Tenha em mente que os transfers são caríssimos e muitas vezes mais caros que a passagem do Brasil até as Maldivas (acredite se quiser). Então se informe bem antes para não ter surpresas.

 

Quantos dias ficar

Varia demais de pessoa pra pessoa. Nós ficamos 10 noites e teria ficado mais sem nenhuma sombra de dúvida. Minha recomendação seria de 5 noites se a opção for ficar em 1 hotel e 8 a 10 noites se a opção for ficar 2 hotéis. Menos de 3 noites por hotel acaba sendo corrido demais e você acaba perdendo muito tempo em deslocamento (que não é super simples e, como falei, é super caro).

 

Onde ficar

Nós ficamos em três hotéis em ilhas diferentes:

Já adianto que amamos todos e que cada um deles tem um diferencial bem claro, o que tornou nossa experiência nas Maldivas muito diferenciada.

Achei que mudar de hotel foi bem interessante, principalmente porque nos deu a oportunidade de aproveitar diferentes ilhas das Maldivas, além de nos das acesso a estruturas diversas de atividades, o que permitiu que utilizássemos o melhor de cada hotel e cada região.

Não tenho dúvidas que a experiência que você vai ter nas Maldivas está muito relacionada com o local e o hotel em que vai se hospedar, então vale a pena avaliar com cuidado as opções de acordo com seu gosto e bolso. A viagem não é barata e nós não gostamos de jogar dinheiro fora, não é mesmo?

Shangri La Villingili

Finolhu

Aveyla Manta Village

Nossa primeira parada foi no Aveyla, uma pousadinha fofa que fica em Dharavandoo, uma ilha pública com aeroporto. Escolhemos o Aveyla porque a ilha fica no atol Baa e muito próxima a Hanifaru Bay, uma estação de limpeza bem rasa que as mantas amam de paixão nessa época do ano. Isso porque na baía ficam muitos plânctons acumulados (comida preferida das mantas!). Resultado: é possível ver aquele montão de arraias nadando mergulhando só com o snorkel!

Nós poderíamos ter ido a Hanifaru Bay partindo de qualquer hotel no atol Baa, mas seria mais longe e infinitamente mais caro. Por isso, preferimos nos hospedar ali pertinho e aproveitar o máximo do fenômeno das mantas (afinal, era para isso que estávamos ali).

Nós ficamos 3 noites no Aveyla e fomos a Hanifaru Bay 3 vezes. Em uma delas, não vimos uma mantazinha se quer (natureza né, às vezes elas decidem não aparecer). Em compensação, nas outras duas vimos dezenas de mantas dançando dentro da água, algo que marcou minha vida para sempre, com toda certeza. Chega a ser inacreditável a quantidade de arraias nadando lado a lado, ali no rasinho.

Além disso, fizemos 6 mergulhos de cilindro (2 por dia) para pontos próximos a Dharavandoo, onde tivemos a experiência de ver mais e mais mantas, dessa vez mais no fundo (sim, a estrela da festa era a manta gente, só queria saber delas). Também vimos outros animais marinhos como nemos, moreias, polvos, tartarugas, entre outros.

O Aveyla oferece todos os passeios através do Liquid Salt Divers, a operadora de mergulho que é do mesmo dono. Isso facilita muito a vida na hora de decidir o que fazer.

A praia da pousada é bem bonita. Tem uma estrutura de rede, espreguiçadeira e balanços, para relaxar e ler um livro entre um mergulho e outro. Em relação à alimentação, nós fechamos a pensão completa, com café da manhã, almoço e jantar no estilo buffet (bebidas à parte). Apesar de simples, a comida era muito bem feita e bem gostosa, uma grata surpresa.

O único porém é que, por ser uma ilha pública e como a República das Maldivas é de religião muçulmana, é proibido vender bebida. Por mim ok, achei ótimo até fazer um detox, mas alguns dos outros hóspedes estavam sedentos por uma cervejinha na beira do mar.

Nós adoramos nos hospedar no Aveyla e achamos a relação custo benefício excelente. Para quem está com o orçamento mais apertado ou para quem ama mergulho (em especial com mantas), sem dúvida é uma ótima escolha.

Nos próximos posts vou mostrar mais do Finolhu e do Shangri-La Villingili, os outros dois hotéis em que nos hospedamos nas Maldivas.

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