2 em Destaque no dia 21.09.2017

Você consegue olhar as pessoas de uma forma diferente?

Como designer tenho a consciência de que rótulos facilitam a compreensão e ajudam na comunicação, mas tirando sua função importante em objetos e produtos, acho que eles são um problema em vários momentos. Separar pessoas em categorias é uma forma muito complicada e separatista de ver o mundo. Nós não somos produtos de supermercado, mas ao mesmo tempo saber quais nichos falam sobre você é reconfortante, conversar com quem passa pela mesma coisa pode mudar sua vida. Caso você cruze com quem tem outras opiniões, a troca ainda pode engrandecer. Ficamos mais inteligentes quando nos permitirmos conversar sem muros com pessoas que pensam diferente. A diferença ensina, acrescenta! 

O único problema é que muitas vezes o tal muro não cede de nenhum dos lados. E é por isso que eu queria falar sobre empatia. Ela pode ser a “palavra do momento”, mas ela não é só isso, afinal ela pode realmente transformar a forma de lidarmos uns com os outros, por mais que seja difícil aplica-la em todos os cantinhos da sua vida!

ilustra: erica dal maso

 

Quando me coloco no lugar do outro posso imaginar o quanto o preconceito pode doer, o quanto aquela doença pode ser assustadora ou quanto a dificuldade dele pode ser um fardo, ainda que – aparentemente – pra mim não seria. Quando eu pratico a empatia eu consigo pensar que o que é fácil pra mim, pode não ser pra outra pessoa e aprendo a respeitar.

Aplicar empatia também é um processo bacana de enxergar o indivíduo como único. Quase automaticamente eu paro de pensar que o “certo” é ser como eu ou você e busco entender que cada um vai ter o seu próprio lado certo.

A verdade é que esse juízo de valor que a sociedade enfia na nossa cabeça está velho e distorcido.  Se tornar uma mulher bonita não é mudar tudo em si para atender a todos os padrões de beleza, não tem certo e errado. O importante é descobrir o que te representa, o que te faz se sentir você e pode fazer sua luz brilhar de dentro pra fora. A verdadeira beleza implica em se sentir confortável sendo você mesma.

A verdade é que fomos ensinados a fazer juízo de valor de tudo. As coisas são boas ou ruins, certas ou erradas e na pratica, para desconstruirmos nossas crenças precisamos abrir mão dessas generalizações que nos são impostas.

Quando você analisa as entrelinhas começa a diminuir o julgamento que faz do outro, consequentemente começa a ter menos medo do julgamento que farão de você.

Na teoria, empatia até pode parecer fácil, na pratica até pode ser difícil, mas se você começa a aplicar um novo olhar sobre você e sobre as outras pessoas à sua volta, as coisas naturalmente começam a ir para um novo lugar.

Concentrada no meu processo eu me permito enxergar o que eu antes não via em mim com um olhar mais amoroso e acolhedor. Esse novo olhar transforma minha relação comigo, com o outro e com o mundo.

Por isso o #paposobreautoestima não é sobre corpos, cabelos ou imagem, é sobre esse novo olhar. É sobre ser uma versão de si que julga menos, a si mesma e a outra. E dessa forma, vamos também exercitando a empatia.

Obrigada por nos ensinarem tanto nesse processo, eu e Carla agradecemos muito a aprendizagem coletiva!

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2 Comentários

  • RESPONDER
    Sam
    25.09.2017 às 15:29

    Amei o texto!! É o que falta no mundo: respeito e empatia!

  • RESPONDER
    Renata Castro
    08.10.2017 às 10:55

    Jô, esse texto é de utilidade pública… Se todos tivessem empatia com o próximo, grande parte dos problemas estaria resolvido! Ótima reflexão!

    Bjo

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