0 em Autoestima/ Convidadas/ Moda no dia 19.09.2017

Exercitar a autoestima não é fazer a Poliana

Eu trabalho com consultoria de estilo há 3 anos, e dentre tantas coisas que ensinamos para nossas clientes (e seguidoras: segue a gente lá no @estiloassinatura do instagram!), também acabamos trabalhando a questão de como resgatar a autoestima delas – que, normalmente, são mulheres que ficaram tempo demais cuidando dos outros e se esqueceram de si mesmas.

Autoestima não é uma condição mágica, que te permite ver beleza onde outras pessoas talvez não vejam. Tenho a impressão que há quem acredite que autoestima chega a ser algo até meio heróico, mas na verdade é algo que você cria, exercita e luta pra manter.

Ou seja, ter uma autoestima bacana não significa mentir pra você mesma e fingir que gosta de tudo. É aceitar que existem coisas preferidas e outras nem tanto – e tá tudo bem. O segredo é justamente entender como esse equilíbrio de sensações funciona pra que você possa valorizar o conjunto da obra.

Sair do piloto automático e tentar entender porque eu gosto tanto de determinada roupa em ciclana mas não em mim é super válido. Entender porque me sinto tão bem com a cor X mas não com a Y também. Avaliar, dentro da minha rotina de vida e opções pessoais, o que é possível mudar ou o que pode ser mantido é essencial.

Sou casada, tenho dois filhos pequenos e trabalho muito numa coisa que eu amo. Não quero deixar de trabalhar, de dormir ou de ficar com a minha família para ir a uma academia 6x por semana (no máximo consigo ir às minhas aulas de dança 2x na semana quando muito, rs). Meus prazeres, atualmente, são tomar um vinho em frente a TV enquanto petisco um belo queijinho com o meu marido, já que não dá pra sair mais com tanta frequência. Mas não sou muito fã da minha barriga, ainda mais depois das gravidezes.

Nem por isso vou me esconder num buraco e me cobrar todos os dias pra mudar isso, ou vou achar que um belo dia eu vou acordar, me olhar no espelho e passar a amar tudo que eu não curto tanto em mim, inclusive a barriga. Aprender a se amar é exercício diário, e não acaba quando termina. A forma que eu encontrei para lidar com essa questão é usar os truques que aprendi na consultoria para valorizar o que eu amo em mim e deixar a barriguinha em segundo plano.

E não se engane: eu não faço isso pros outros – faço isso 100% por mim. Pra EU me sentir bonita e segura. Pois é fato que esse tipo de recurso acaba fazendo tão bem pra mim e pra minha autoestima se usado sistematicamente, que quando a barriga estiver aparecendo (alô, verão de biquíni!) eu não vou estar nem aí, mesmo com ela em evidência.

Talvez eu tenha divagado, mas o que eu queria dizer, no fundo, é que os caminhos até alcançarmos a autoestima e a desconstrução dos padrões são muito peculiares, e esse foi o caminho que eu encontrei. Vale comentar que quando eu estava 10, 12Kg mais magra eu me gostava muito menos do que eu me gosto hoje e era muito menos segura das minhas decisões com relação ao vestir e ao meu corpo.

Ou seja, não importa o que vai te levar até esse ponto de evolução nem o que vai te manter lá, o que importa é o autoconhecimento, a autorreflexão e os insights que eles podem te render. Eu gosto de dizer que exercitar a autoestima não é fazer a Poliana e achar que magicamente vou me achar linda da noite pro dia. Por isso, se o vestir for a ferramenta necessária pra me fazer recobrar a autoconfiança e a autoestima (minha e/ou de alguma cliente), é por aí que vamos seguir.

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