5 em Europa/ maternidade/ Viagem no dia 03.07.2017

Viajando com criança: Riviera Francesa

Essa não é a primeira viagem que fazemos com o Arthur. Em Dezembro fomos para Orlando e eu contei tudo sobre minha experiência com ele, que na época tinha quase 1 ano de idade, tanto nos parques da Disney quanto nos da Universal. Depois fui para o Brasil em fevereiro, mas como fiquei na casa dos meus pais, nem pensei em fazer post. Agora acho que to devendo um falando sobre minhas experiências em viagens de avião sozinha com ele, porque cada uma tem uma surpresa.

Quem dera viajasse quietinho assim, né? Acho que é pedir demais! hehe

Dessa vez aproveitamos alguns dias de férias que o Bernardo pôde tirar depois do Festival de Cannes para encontrarmos com ele na Riviera Francesa. Quando se pensa em Côte D’Azur no verão muita gente já pensa na badalação de Saint Tropez ou na ostentação de Monaco, por isso mesmo eu estava bem perdida nas minhas referências do que fazer com uma criança, mas decidida que não iríamos para esses lugares mais ~topzera.

Outra coisa que eu estava um pouco receosa era o fato que eu nunca tinha reparado no tratamento dos franceses com crianças. Já fui para alguns lugares da França, inclusive quando estava grávida, mas realmente nunca tinha parado para prestar atenção nisso. Minha única referência é aquele livro “crianças francesas não fazem manha”, sendo que eu nunca li uma linha do que está escrito lá, mas já fui achando que franceses não têm crianças que falam alto, que não sabem ser contrariadas ou que sentam na mesa e não fazem uma bagunça. Enquanto isso, meu filho dá uns gritos ocasionais de alegria, não curte muito ser contrariado, faz uma certa bagunça para comer, mesmo a gente estando do lado prestando atenção e sim, nós recorremos ao Ipad para hipnotizar crianças. Bem, era ver para tirar conclusões, né? Por isso, fomos!

Pegamos um hotel em Nice pela facilidade. Além do aeroporto principal ser ali, é uma cidade bem central e fácil de andar pelos outros cantos da Riviera Francesa. Também alugamos um carro. Até dá para conhecer boa parte da Côte D’Azur de ônibus, mas com o Arthur preferimos a comodidade do carro.

E se o fuso horário estava me preocupando durante a viagem – afinal, é difícil sair de uma cidade as 6 da tarde e chegar as 6 da manhã é bem doido rs – foi a melhor coisa do mundo na primeira noite: dormimos 13 horas seguidas, inclusive o Arthur! Eu acordei me sentindo leve e verdadeiramente renovada, nem lembro a última vez que eu fiz isso mas com certeza foi em dias pré filho! hahaha

No porto de Cap Ferrat, em um parquinho que achamos por ali!

Em Paloma Beach, Cap Ferrat

No beach club de Paloma Beach <3

Em Villefranche sur Mer

Nosso primeiro dia foi conhecer Villefranche sur mer e Saint Jean Cap Ferrat, dois lugares super charmosos a 20 minutos de Nice. Em Cap Ferrat fomos almoçar em Paloma Beach, que tem um beach club bem charmoso e famosinho. Tentamos pegar espreguiçadeiras também – porque a praia é de pedra, não é dos lugares mais confortáveis para estender a canga – mas era sexta feira e eles já estavam lotados e não aceitando reservas, mas consegui ver que caso a gente conseguisse, teríamos que pagar 16 euros para o Arthur entrar com a gente. Obviamente fiquei intimidada com isso, apesar de achar justo cobrar para receber crianças em um lugar claramente para adultos. Felizmente o restaurante foi uma grata surpresa. Comida gostosa, staff atencioso e simpático e até mesmo cadeira especial para crianças.

Èze

Èze

No dia seguinte fomos mais ousados: Èze e Saint Paul de Vence. Não indico fazer as duas cidades no mesmo dia porque elas são distantes uma da outra – 40km para ser mais exata. Mas como fazíamos questão de ir nas duas e esse era o único dia que daria para visitá-las, encaramos o desafio. São duas cidades medievais lindas, sendo que Èze tem uma vista do Mar Mediterrâneo de tirar o fôlego. Em ambas cidades vimos muitas crianças de todas as idades, mas Èze é preciso ir preparada para subir e descer muitas escadas.

Saint Paul de Vence

Saint Paul de Vence

Almoçamos em um lugar em Èze chamado La Taverne D’Antan porque o lugar que nos foi indicado – Le Nid D’Aigle – estava fechado. Não foi o melhor lugar do mundo, estava super calor, ficamos do lado de dentro em um sofá cheio de decoração (ou seja, Arthur mexendo em TU-DO) e ainda por cima era cozinha italiana, que eu amo mas não era bem o que eu estava pensando em comer na França.

Arthur andou muito, explorou bastante, brincou nas fontes, enfim, se esbaldou. Valeu super a pena ir nas duas e só me provou que criança é bicho explorador mesmo e é maravilhoso poder proporcionar essas experiências!

No restaurante, a caminho de Gorges du Verdon

No terceiro dia fomos mais ousados ainda: fomos em um lugar chamado Gorges du Verdon, um lago no meio dos Alpes onde as pessoas ficam andando de pedalinho ou barco elétrico que é tão incrível que terá post à parte contando todos os detalhes! Foi um desafio, 2 horas de viagem em uma estrada cheia de curvas, almoçamos em um restaurante beira de estrada muito do meia boca, Arthur passou mal por causa da estrada e por um momento eu me arrependi, mas quando chegamos lá qualquer resquício de arrependimento foi embora. Ele se divertiu demais na água, no pedalinho, terminou o dia completamente desmaiado e eu fui dormir novamente agradecida.

Juan Les Pins

Juan les Pins

 

Último dia tiramos para descanso! Fomos conhecer Juan les Pins, praia que durante as minhas pesquisas, apareceram como dica para ir com crianças. Almoçamos em Antibes, que fica praticamente grudada em Juan Les Pins e tem mais opções de restaurantes, mas novamente não escolhemos um bom lugar para comer. Depois de almoçados escolhemos um beach club em Juan Les Pins (escolhido a dedo porque tinham várias crianças de diferentes idades) e foi uma delícia. O mar é calmo, sem ondas, dava pé e ele se divertiu bastante na água. Também compramos um baldinho em uma das inúmeras lojas de souvenir para ele se distrair e foi a melhor ideia porque ele ficou horas distraído com os brinquedos de praia.

No fim do dia fomos conhecer o porto de Nice e jantamos perto dali, na Cours Saleya (Marché aux Fleurs), mas também não escolhemos um lugar legal.

Ou seja, foi uma viagem super família e gostosa de fazer, cheia de atrações e coisas novas para ver! Vale falar que todos os lugares que comemos tinha pelo menos um cadeirão para o Arthur sentar na mesa com a gente, enquanto o quesito fralda foi mais complicado, mesmo assim a gente se virava. Trocamos no carro, em pé no banheiro, na espreguiçadeira, na praia, onde a gente via uma oportunidade a gente trocava. rs

Aliás, levamos bastante coisa na mala: fraldas, panos umedecidos, colete para nadar, toalhas, etc. Só compramos no supermercado comidinhas para darmos para ele e leite.

Minha única decepção foi no quesito gastronomia, até agora estou indignada de ter passado 5 dias na França e não ter tido nenhuma refeição muito maravilhosa, já que não fomos felizes nas nossas escolhas de restaurantes e quase sempre a gente jantava no hotel, para não sobrecarregar mais ainda o Arthur.

De qualquer forma, para uma primeira experiência real de viagem com criança, eu achei um sucesso! Amei a experiência, amei as oportunidades, amei vê-lo explorando o mundo com seus olhos curiosos, fiquei orgulhosa de ver como ele topou tudo e foi nosso companheiro. Ainda sonho com uma lua de mel pós filhos, ou seja, uma viagem romântica só com o marido, mas fiquei morrendo de vontade de tê-lo como companhia em mais lugares do mundo. :)

E vocês? Como se viram viajando com seus filhos? Vamos dividir dicas de lugares, truques e afins?

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5 Comentários

  • RESPONDER
    Roberta
    04.07.2017 às 11:08

    Que delicia Carla…. Fotos dignas de mãe perfeita do instagram! kkkk… Brincadeiras à parte como vc faz com as sonecas?? Arthur dorme em qq lugar? Te pergunto pq tenho um filho com um mês a mais e ele tira TODO dia duas sonecas, de manhã e a tarde, mas no quartinho dele, no silêncio… meu maior pânico em viajar com ele é nesse ponto! Pq ele e eu somos os doidos da rotina (odeio ser assim)… Beijo

    • RESPONDER
      Carla Paredes
      05.07.2017 às 16:42

      hahahaha a gente tenta postar fotos lindas com legendas verdadeiras! :) Ele dorme em qualquer lugar, mas à noite a gente preferia não sobrecarregá-lo e dificilmente ficávamos até muito tarde na rua e evitávamos restaurantes. Como na França a gente alugou carro, também era outra tática, ele sempre dormia nas viagens. rs

      Sobre ser doida da rotina, sinto lhe informar mas acho que em viagens tem que dar uma soltada! Porque senão você fica mais louca que ele – e como tudo é novidade, muita informação, a criança (pelo menos o Arthur) fica muito excitada e com tudo trocado! No caso do sono não prejudicou tanto, mas em relação a alimentação, ficou uma droga. Para eu não me estressar, relaxei, senão toda refeição eu ficaria mal!

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    Ana
    07.07.2017 às 8:46

    Carla, uma curiosidade… e o Jackie, ficou com quem? Pergunto isso pq estou indo morar em Miami e tenho um cachorro, e me preocupo com quem deixá-lo qdo viajar? Bjs

    • RESPONDER
      Carla Paredes
      07.07.2017 às 12:44

      Ficou com a tia do meu marido que mora aqui também! Mas existem uns serviços que muitas pessoas que conheço com pet indicam que é o DogVacay, tipo um airbnb para cachorros. Dá uma olhada se existe isso em Miami! :)

      • RESPONDER
        Ana
        08.07.2017 às 9:52

        Obrigada, vou procurar sim! Mas nada como deixar com um parente ne? Afinal, eles são nossos filhos tb, e se eu pudesse, levaria para todo lugar 😘😘

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