0 em Autoconhecimento/ Autoestima/ Cabelo/ Destaque no dia 23.05.2017

O dia que eu parei de depender do secador

Eu sempre tive uma relação muito tranquila com o meu cabelo. Não tenho como vir aqui dizendo que o odiava ou que não gostava dele por algum motivo porque isso seria uma mentira deslavada. Ao contrário, tirando uma época que eu achava que podia ter uma franja certinha ou o corte chanel da Posh Spice naturalmente, eu sempre amei meu cabelo e tirando a cor, eu nunca pensei em fazer outro tipo de química. Nunca gostei de mim com escova ou chapinha, nem nunca cogitei um alisamento porque acho que não fico bem de cabelo lambido.

Dito isso, a verdade é que apesar de não alisar meu cabelo, eu sempre fui refém do secador. Tipo, muito. Apesar de amar o volume e já ter brigado com muitos cabeleireiros que teimavam em querer cortar de uma forma que o diminuísse como se fosse um problema (como assim? Volume, no meu caso, é VIDA), eu sempre tive um pouco de medo quando meu cabelo adquiria vida própria. Isso é, quando ele secava naturalmente e eu não sabia como iria ficar o resultado.

E o motivo disso? Porque eu queria que ele secasse como se eu tivesse acabado de fazer babyliss, mas isso acontece em 5% das secagens naturais. Ou seja, quando não secava dessa forma eu encarava como algo não muito bonito, uma secagem meio selvagem e descontrolada que não me agradava. Por isso, para evitar as surpresas que até então eu considerava desagradáveis, eu preferia secar os fios sempre com a mão, pelo menos assim eu conseguia “domá-los” sem tirar muito o volume.

Só que ultimamente comecei a ficar muito incomodada com o resultado dessas secagens, porque achava que ele estava ficando muito sem graça, principalmente agora, que está chegando perto da hora de cortar o cabelo de novo. Soma essa minha insatisfação com as minhas referências que têm mudado radicalmente, já que várias meninas estão assumindo seus cachos ou ondulados naturais, e pronto, lá estou eu sendo virtualmente inspirada. O maior exemplo para mim foi a Bruna Vieira, eu fiquei encantada com ela mostrando seus fios naturais e acabei me inspirando a tentar fazer isso com os meus também.

Outra coisa que me ajudou bastante a tentar mudar minha relação com a secagem natural foi a forma que eu usava meus finalizadores. Eu sempre usei o finalizador para selar as pontas e proteger do secador (já que a maioria dos finalizadores da Bio Extratus têm proteção térmica), mas descobri que podia fazer melhor se os usasse com o cabelo quase seco, amassando as pontas e modelando as ondas para deixá-las mais definidas.

Esse foi o passo de mágica para mim, porque me ajudou a ver que meu cabelo poderia ficar com um ondulado bonito e volumoso (só não está mais porque, como disse, estou precisando cortar). E tem me ajudado, inclusive, a parar de ficar tirando pontas duplas, uma mania que eu tenho há anos e que só ajuda a deixar as pontas, que já são secas por causa das luzes, ainda mais detonadas.

A prova de fogo que me mostrou que eu realmente quebrei a dependência foi no final de semana retrasado, quando fui para San Diego e o hotel que ficamos não tinha secador. Meu primeiro instinto foi desesperar, meu segundo foi aproveitar que eu estava em um fim de semana completamente relax e testar. Esqueci minha escova (aquela de madeira que eu amo, lembram?), não tinha secador, mas tinha meu finalizador, meus dedos e uma vontade de confiar no meu cabelo. E não é que deu certo? Acho que nunca curti tanto meu cabelo natural quanto nessa viagem.

Desde então eu já estou há um mês sem usar o secador, apenas com finalizador e com as mãos amassando os fios.. E o melhor? Não estou com medo de como meu cabelo vai secar e nunca imaginei que iria me sentir tão livre.

Claro que não aposentei o secador, ainda amo babyliss, mas gosto de lembrar que o motivo de eu sempre ter gostado tanto do meu cabelo – isso é, por causa de sua versatilidade – está mais firme e mais forte do que nunca.

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