2 em Comportamento/ crônicas no dia 31.03.2017

A felicidade é sempre bem vinda, você também Olivia!

Felicidade é uma palavra que no meu dicionário se confunde com plenitude. Sempre que sinto algo PLENO, por inteiro e muito visceral, eu sinto felicidade. São palavras com significados distintos, mas que no meu vocabulário se misturam.

Se eu já senti felicidade com uma conversa incrível no sofá, andando pela minha cidade preferida, tomando uma taça de vinho, com um sexo inesquecível, um abraço mágico ou uma conquista suada, também já senti felicidade por razões que não conseguiria explicar. Felicidade é um sentimento que se manifesta em mim de tal forma que não cabe nenhuma outra sensação. Quando a felicidade transborda eu me sinto por inteira, e muito inteira.

Eu sou humana e seria um toque de hipocrisia romântica eu dizer que sinto essa felicidade plena sempre. Seria até injusto com todos os sentimento igualmente – ou não – intensos com os quais convivo. De vez em quando me sinto quase toda feliz, mas com pequenas – ou não tão pequenas assim – doses de frustração, ansiedade e outros sentimentos comuns. Acho importante ter parâmetros, eu só dou valor à plenitude por conhecer as partes. 

Acredito de verdade que me sinto uma pessoa feliz boa parte do tempo. Me conhecer me trouxe um novo olhar sobre mim mesma e sobre a minha vida no qual enxergar o copo meio cheio é comum até na adversidade. No entanto, nos momentos de dor, eu aprendi a importância de SENTIR. E seja lá qual for o sentimento que sentimos, se for por inteiro, é arrebatador e transformador.

Sentir é agente transformador na nossa vida. Seja numa relação a dois, de amizade ou na família. Sentir é a chave para muitas portas que abrimos com direção a nos conhecer. 

Quarta-feira passada eu acordei sentindo um gostinho de felicidade, dessas assim, bem plenas. Em meio a muitos sonhos doidos, um deles se passava com uma festa linda da minha família, uma festa que eu não entendia muito bem. Estávamos todos celebrando alguma data especial e no meio da correria minha sobrinha Olivia vinha correndo na minha direção, rindo e emanando a maior alegria. Ela já devia ter uns 4 ou 5 anos no sonho, era a cara da mãe – minha prima irmã – e me perguntava ansiosa onde estava a mãe dela. E eu? Inventava uma desculpa qualquer para distrair a menina enquanto a Aninha se arrumava.

Eu acordei extasiada mas rapidamente fui consumida pela rotina e esqueci do meu sonho. Esqueci de contar pra Aninha que a sua tão esperada “paçoca” tinha finalmente dado às caras. Até que ela me mandou uma mensagem e olhando para nossa conversa no celular de repente eu me lembrei do sonho e compartilhei.

Sexta-feira, dois dias depois, meu dia seguia num formato já habitual, entre muito trabalho e reuniões no skype, quando chegou a mensagem que o parto da Olivia precisou ser marcado e ela estava pronta pra chegar. Pronto, as preocupações já comuns da rotina deram lugar à uma sensação mágica de felicidade, plena e abençoada. Tão parecida com a felicidade que eu senti no dia em que o Arthur nasceu, uma mistura de vontade de rir e chorar, uma emoção sem sentido. Mesmo não sendo a primeira vez, era difícil de explicar. Dessa vez eu busquei sentir mais e entender menos mas não foi igual. Foi parecido, foi novo de novo. 

Por um segundo eu senti um nó preso na garganta. A partir desse dia minha responsabilidade aumentou, agora tem no mundo mais um ser humano pra amar, cuidar e ajudar a crescer. Ser coerente, dar o exemplo e buscar criar um mundo melhor ganhou de novo toda uma nova importância. Pela Olivia, pelo Arthur, pelo Fred e pelos outros que virão. Aliás, acho que logo mais serei tia – emprestada – de um batalhão. :P

Tudo isso é digno de felicidade plena. Sentir a família crescer vai além de ter novos parentes nascendo. SENTIR a família crescer dentro do meu coração foi mais uma vez um êxtase dessa tal felicidade completa. 

Revivi o mesmo sentimento do dia em que o Arthur nasceu. Nada tinha a ver com sangue, se criou um laço que jamais vai ser rompido. Sexta-feira eu senti de novo esse laço, esse fio, essa conexão. Não tem regra ou explicação. Quando a Olivia estava para nascer, eu senti mais um laço sair de dentro do meu coração, conectando essa mulher num corpo de 30 anos com aquela menina pequena de 48 cm, 3 quilos e dedinhos micros.

De novo, eu sei que a vida jamais será igual. A felicidade plena de sexta-feira vai se repetir em muitos momentos importantes da Óli. A felicidade inteira mexe com a gente, preenche, tira o sono e anestesia. Seja no dia seguinte de uma grande festa, na hora de uma grande conquista ou quando um amor novo chega pra te preencher mais e mais uma vez.

Se é para  ser viciada em alguma coisa nessa vida, quero ser viciada nessa felicidade plena que eu já não tenho nenhum medo de sentir. 

Seja bem vinda felicidade, seja bem vinda Olivia!
Sua tia te ama muito e vai estar SEMPRE aqui pra você.

———————————– Esse texto pertence a tag de crônicas do blog ———————————–

Conforme contamos aqui, a tag de crônicas não tem nenhuma obrigação de refletir histórias verdadeiras, nossas ou recentes. Ela é inspirada em sentimentos reais e muitas vezes floreada com a imaginação.

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2 Comentários

  • RESPONDER
    Bruna
    21.04.2017 às 21:56

    Interessante.

  • RESPONDER
    Flavia
    23.06.2017 às 11:17

    Gostei.

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