1 em Autoestima/ Destaque/ Relacionamento no dia 14.03.2017

Depois de você…

Os últimos meses foram os mais estranhos da minha vida “amorosa”. Entre aspas mesmo porque nem sempre teve amor mas teve afeto, amizades coloridas, rolos enrolados ou apenas uma fase de conhecer alguém que ficou poucos meses mas que trouxe algo novo.

Depois de você parece que eu reajustei vários pontos da minha vida mas perdi o fio da minha meada amorosa. Depois de você parece que tudo que dava certo começou a dar lugar a clichês – que são ótimas pautas para o blog, mas são cansativos pra mim.

Desde que pedi pra você ir embora nada fluiu. Eu não consegui reabrir a porta, nem pra você, nem pra ninguém. Sair de casa pra encontrar outro cara soava estranho, mesmo eu sabendo que eu nunca mais iria sair de casa pra encontrar você, independente de qualquer outra coisa.

Uns 3 meses depois que você se foi para viver sua vida, seu processo e suas escolhas eu resolvi que iria tentar de novo. De cara achei que tinha achado um amigo que podia ser colorido, mas foi bem mais pesado do que isso. O cara era o rei do casual – o que não era um problema pra mim, aliás era uma solução – mas as regras eram tão claras, rígidas e pré estabelecidas que eu não consegui ser eu mesma. Pelo menos eu disse isso pra ele, era tudo tão engessado que minha espontaneidade ficou de fora e considero que sem ela eu sou apenas mais uma na multidão. Encontro veio, encontro foi e levei aquele tal primeiro bolo. Pronto, foi o suficiente pra eu broxar e voltar pra estaca zero, voltar pro casulo.

Nessa hora eu tive saudade de você, da forma como você conseguia se deixar, se entregar e relaxar, ainda que a gente acreditasse que não havia amanhã. E não havia mesmo. Com você eu aprendi que preciso de fluidez, naturalidade e vontade pra desejar de verdade a outra pessoa. Seja por uma noite, seja por uma vida.

Depois eu comecei a sentir raiva de você, porque antes de você eu não costumava ficar no casulo. Eu via potencial de encontros divertidos em muitos caras, eu me propunha experimentar, eu olhava o copo das opções sempre meio cheio. Eu testava diferentes experiências e me divertia fazendo isso. Agora parece que tudo ficou meio chato, todo mundo está meio cinza.

Depois de você pouco virou realmente pouco, sinônimo de não valer a pena mesmo. Eu elevei meus padrões, todos eles. Eu resolvi que quero mais do meu tempo livre, mais de um encontro e mais da vida como um todo. Agora dá preguiça sair de casa se eu não achar mesmo que vai ser legal. Essa tal preguiça me prende no casulo ou o casulo me traz tal preguiça?

Eu não posso falar com você, ligar pra você ou mesmo falar de você, nem o contrário. No entanto não posso ignorar que existe a vida antes e depois de você, um marco que eu criei devido às experiências que eu tive naqueles dias. Não foi você quem mudou, fui eu. Você só voltou a ser você e eu descobri um novo eu.

Curioso como agora eu já não lembro do seu cheiro, eu fecho o olho e não lembro do seu rosto, seu beijo já não tem forma na memória, aos poucos eu sei que vou esquecer tudo. Era química ou física, mas na matemática a equação de nós dois nunca fez sentido lógico. E não dói mais encarar esses fatos.

Depois de você até as expectativas do outro extremo me sufocaram. Não importou o cara ser ótimo, só o fato dele estar procurando um relacionamento já me deixou sem ar. Eu não consigo mais me sentir uma peça de quebra cabeça a ser encaixada num espaço de formato pré definido. Um dia o vento pode me levar a isso, mas uma mão tentando me encaixar numa vaga disponível também não funciona pra mim.

Hoje estou de volta no casulo.

Eu quero virar borboleta de novo na minha vida afetiva, seja por amor, seja pelo sassarico, mas precisa ser por mim. Eu preciso fazer isso pra viver algo leve, divertido e despretensioso. Sem a pretensão de nunca se envolver, sem a pretensão de dar certo, com a intenção de ser apenas leve, apenas divertido, só por hoje.

Porque depois de você, eu quero ser bem tratada e tratar bem, por um dia ou por uma vida inteira. No meu tempo. Quando eu tiver vontade, quando eu conseguir. Até lá, quero começar a deixar esse casulo pra me divertir, nem que eu volte pra ele no dia seguinte.

Depois de você eu só não quero mais ficar inerte, porque me escondo tanto no trabalho que termino assim, paralisada. Depois de você eu preciso quebrar meu próprio paradigma que eu mesma criei.

Podia ser apenas um fim, mas depois de você foi mais do que isso pra mim.

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1 Comentário

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    Camilla
    15.03.2017 às 11:29

    Jo, eu terminei o post sabendo que foi você quem escreveu. Mas eu podia me ouvir falando em cada linha.
    Miga, queria ir ao RJ agora só pra te dar um abraço. Bóra juntas nesse casulo que depois dele vem asas lindas! <3

    Beijo no coração!

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