0 em Autoconhecimento/ Convidadas/ Destaque/ Devaneios da Mari no dia 03.03.2017

Quando a gente muda o olhar pra gente e para o mundo

ilustração: Henn Kim

Depois de algum tempo já fazendo parte dessa história linda que o Futi vem contando reparei que o meu olhar mudou completamente. Não só estou me enxergando melhor como meu olhar para o mundo também está infinitamente mais benevolente. E essa é uma mudança tão inacreditável que não poderia deixar de compartilhar aqui.

Pois é, eu nunca imaginei que um dia enxergaria a vida como tenho enxergado nos últimos tempos. Admito que passei muitos anos focando nos defeitos – os meus e os dos outros – onde quer que fosse. Em fotos, em vídeos, nas redes sociais… E essa visão não se limitava apenas à questão física/visual. Também se estendia para opiniões, estilo de vida, decisões. Basicamente existia julgando o mundo à minha volta e ao mesmo tempo tendo uma visão completamente embaçada, turva, disforme, de mim mesma.

E vou te falar o que fez com que virasse a chavinha de uma vez por todas: a empatia. Falando parece bem simples; o conceito é óbvio. Se colocando no lugar do outro a gente entende melhor de onde vem aquela atitude e consegue pesar menos a mão no julgamento. Mas sabe com quem eu comecei a ser assim? Comigo mesma. Porque antes de me colocar no lugar de qualquer um eu precisava me colocar no meu lugar, precisava me achar, me enxergar, me amar, me conhecer e me ler melhor.

Estou me abrindo aqui para te incentivar a fazer o mesmo. Porque não tem um dia que eu não olhe pra trás e não sinta genuinamente como sou uma pessoa melhor, mais leve, dessa forma. Autoestima é se amar e tratar bem e também tratar bem o outro. A verdade é que mesmo quando conhecemos alguém muito bem, nem sempre vamos saber de onde partiu certa atitude. Afinal, a gente não sai contando por aí o que contamos, por exemplo, pra psicóloga. E tem coisas que nem pra ela conseguimos falar. Então se lembre sempre disso.

José Saramago diz que “todo homem é uma ilha”, o poeta inglês John Donne diz que “nenhum homem é uma ilha isolada; cada homem é uma partícula do continente, uma parte da terra”, pois eu acho que somos na verdade um arquipélago, uma reunião de ilhas que precisa uma da outra pra formar esse coletivo, mas que tem suas individualidades. E essas individualidades são tão particulares que algumas delas nem nós mesmos conhecemos – sobre nós mesmos. Se a maneira que eu ilustrei não faz tanto sentido pra você não tem problema, só tente se apegar ao conceito. Se você ainda está se conhecendo, por que o outro não pode estar também? Sei lá, só um devaneio…

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