22 em Autoestima/ Convidadas/ Destaque/ Juliana Ali no dia 31.01.2017

Com amor, Ju: Magrofobia existe?

Hoje eu queria conversar com as magrinhas que acompanham aqui o Futi. Sabe você, que é magra?

Parece uma resposta bem fácil mas talvez você não saiba, não. O conceito de magreza anda tão deturpado que o que mais tem é magra achando que é gorda. Então, antes de começar a conversar com as magras vou deixar claro com quem estou falando.

 

Se você acha que é gorda mas usa manequim 44, você não é gorda. Se você tem o corpo parecido com o da Miss Canadá (se não sabe quem é, a Carla fez um post sensacional a respeito) você não é gorda. Se você está se achando gorda apenas porque é um pouco maior que as modelos das revistas, você não é gorda.

Vou finalizar com o meu próprio exemplo. Tenho 1,60m, peso 56kg, uso manequim 40 ou 42 (dependendo da loja, porque né) e não sou gorda. Mesmo se você achar que sou – porque sei que algumas de vocês achariam.

Então dá pra notar que estou falando com mais gente do que parece, não é? Das magrinhas que usam 34 até as magrinhas como eu, das saradinhas que vivem na academia até você, que pode ter uma barriguinha ou umas celulites arrasando por aí, estou falando contigo.

Ok, magras. Vamos lá.

O que faz muitas de vocês enxergarem outras magras como “gordas” e, com isso, deixarem de perceber quem é realmente GORDA é o padrão de beleza vigente que normaliza corpos extremamente magrinhos. A revista te faz pensar que manequim 34 não apenas é comum como também é fácil de alcançar. Nenhum dos dois é verdade. É raro uma mulher que é naturalmente magra como as modelos. E muitas das que são magérrimas chegam nesse peso de maneira pouco saudável.

Mas esses dias uma moça bem magrinha (naturalmente magrinha) me disse: “Mas ser magra também é difícil. Sofri bullying na escola, me chamaram de Olivia Palito, foi horrível, sofro com isso, existe preconceito com as magras”.

Não, gente, não existe. Existe bullying com algumas magras? Existe. Com ALGUMAS. Existe exaltação do corpo de muitas magras? Existe. Da MAIORIA. Não quero fazer o sofrimento dessa menina parecer pouco, porque não é. Sei que é ruim, que abaixa a autoestima, que causa dor. E o bullying é traumatizante, não importa com quem nem por que motivo.

Mas magrofobia? Preconceito? Isso não tem gente.

Pensem comigo:

  1. Alguma de vocês já foi excluída de uma entrevista de emprego por ser magra?
  2. Alguma de vocês já deixou de ir à praia única e exclusivamente por não existir um biquíni/maiô do seu tamanho no universo?
  3. Alguém já quis trocar de lugar no ônibus por não querer sentar do seu lado e ser amassado por uma magra?
  4. Alguma de vocês já foi olhada feio pelas vendedoras de uma loja por ser magra?
  5. Alguma de vocês já foi barrada na porta de uma balada por ser magra?

Pois é. Esse é o mundo da gordofobia. E isso é seríssimo porque é o preconceito menos adereçado hoje em dia – e ainda é socialmente aceito. As pessoas não têm vergonha de ter preconceito com gordo. Muito pelo contrário, tem gente que tem ORGULHO desse preconceito.

 

E tem gente que disfarça dizendo “mas é que estou preocupada com sua saúde!”. Ok, vamos supor que todas, todas as gordas estejam com problemas de saúde (o que absolutamente não é verdade ok, muito pelo contrário, é só um exemplo para me fazer compreender), isso legitima humilhação? É ok humilhar uma pessoa doente?

E você, que se acha gorda sem ser, não perde o direito de se sentir inadequada nem de sofrer com a sua aparência por causa disso. Porque sofrer com a aparência, infelizmente, praticamente todas as mulheres sofrem em um momento ou outro da vida. Mas você precisa entender que o que você passa é seu, é pessoal, é íntimo. Não é algo generalizado, legitimado pela sociedade, e sofrido em público 24 horas por dia.

PS muito importante: Quero deixar claro que não sou gorda, nunca fui gorda, sei que não posso falar pelas gordas e muito menos roubar o lugar de fala delas. Mas estou aqui batendo um papo justamente com as magras como eu. Porque nós, as magras, sabemos o que a gente fala entre nós. A crueldade que rola quando as gordas não estão por perto. Magras, melhoremos.

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22 Comentários

  • RESPONDER
    Ana Carolina
    31.01.2017 às 20:25

    De fato, não existe magrofobia. É a mesma questão do racismo inverso ou a tal da heterofobia, que já virou até piada, inclusive.

    No entanto, queria levantar um outro ponto. Vejo muito frequentemente uns comentários que muito me incomodam e acho, por vezes, contraditório. Fala-se tanto sobre respeito a diversidade de corpos, mas é só acontecer algum debate sobre o assunto para aparecer alguém para desmerecer um corpo em detrimento de outro. Ou artigos e posts que utilizam o termo “mulheres reais”. O que seria uma mulher real? Ou um corpo real? Sim, eu entendo o que esse conceito quer dizer, mas acho reducionista demais. Pra mim, é sair de um padrão para entrar em outro.

    • RESPONDER
      Ana
      04.02.2017 às 21:34

      Já morou em um pais em quem 98% da população é negra ? Pelo jeito não, né… Pra falar que não existe racismo inverso…
      Não chego a ser branca, mas tenho pele bem clara e já morei em um país em que praticamente toda a população era negra, e posso te garantir que existe sim racismo inverso (se é que podemos chamar assim, toda forma de racismo é a mesma), e não é pouco não.
      Muito fácil falar que não existe quando nunca passou pela situação

      • RESPONDER
        Bruna
        10.02.2017 às 13:44

        Descontextualizar as coisas também é muito fácil, Ana. Você entendeu o que a Ana Carolina disse, não é mesmo? O ‘racismo inverso’ ao qual ela se referiu é o exemplificado no Brasil, no qual a pessoa negra sofre com os esteriótipos sociais equivocados associados à cor da pele dela. Neste mesmo Brasil, o inverso não ocorre, a cor da pele da pessoa branca ser associada à nada além de mais um ser humano por aí…
        O contexto do racismo que você sofreu é outro e seria ótimo se, ao invés de apenas criticar e apontar o dedo, você contasse para nós qual contexto social/cultural/econômico era esse.

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    Bethania Lima
    01.02.2017 às 0:52

    Ju,
    Até conversamos sobre isso no grupo ne? Concordo que nós magras não sofremos nem 1 cutícula do que pessoas acima do peso sofrem todos os dias. Nao existe preconceito com magros.
    Concordo contigo, mas tbm discordo hehehe pq não podemos deslegitimar a dor de ninguém seja ele gordo ou magro.

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      Tamy
      01.02.2017 às 8:16

      Concordo com vc, Bethania. Cada um sabe a dor e a delícia de ser quem é…. às vezes, a pior dor é a de vc mesma, de vc se olhar no espelho e se achar feia. De ser considerada um menino/homem devido a sua magreza, de nenhuma roupa – assim como nas gordas – cair bem em vc, de ser chamada de tábua. Pq não é generalizado, como vc diz, não é importante tb? Pq é minoria, não é importante? Não sei, acho complicado generalizar como vc fez.

    • RESPONDER
      Bethania
      01.02.2017 às 10:08

      Concordo super contigo.

  • RESPONDER
    Monique de Oliveira
    01.02.2017 às 8:31

    Desculpe, mas existe sim. Eu era extremamente magra, muito mesmo. E sempre sofri o chamado “bullying” (que na época não atribuíam tal nome). Era chamada das piores coisas e apelidos por ser muito magra. Quanto à praia, sim, na época NUNCA ia à praia devido a minha magreza.
    Fiz de tudo para engordar, tomei todos os remédios possíveis sem acompanhamento médico, tudo por causa do desespero em querer engordar.
    Então, posso dizer que magrofobia existe sim!
    Bjs

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    nathália
    01.02.2017 às 8:52

    Preconceito com magro é a mesma coisa que dizer que branco sofre preconceito rs

    • RESPONDER
      Bethania
      01.02.2017 às 10:12

      Assim eu achava q magrofobia existia ate entender que não existe. Pq ninguem tem fobia de pessoas magras entende? Ninguém deixa de sentar ao nosso lado. O bus pq a gnt é magra, ninguém deixa de andar com a gnt pq a gnt é magra, mas sim existe o bullying e esse não é maior e nem menor, pq se incomoda e machuca ele é valido. Toda dor é valida independente da balança. Eu sei o q vc ta dizendo de nao ia a praia pq eu tbm ja deixei qnd mais nova de ir de biquini por ser magra.

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    Mariana
    01.02.2017 às 11:29

    Não gostei desse texto. Acho que devemos refletir de uma forma a não diferenciar as pessoas pelo tipo físico e desconstruir padrões. Ser magra é ok, ser gorda é ok, ser 42 é ok.

    Porém, o sofrimento de uma mulher não pode ser menosprezado, por ser incomum. O que vc fez, ao invés de unir as mulheres contra o padrão de beleza imposto, cria intrigas e inimizades entre elas. Concordo com a Bethania, toda dor é válida.

    Na minha adolescência, eu era extremamente magra, e para piorar, por questão de saúde, meus seios não desenvolveram. Os meninos da escola diziam que não queriam ficar comigo por eu ter corpo de menino. Diziam que eu devia ser doente. A turma toda tirava sarro de mim e eu tinha muita dificuldade em fazer amizades. Eu ir à praia? Jamais!
    Tive depressão e só fui ter um namoradinho depois dos 21 anos.

    Hoje tenho 26, sou engenheira e recentemente fui recusada para um emprego porque eles precisavam de alguem com aparencia mais adulta. Recomendaram que eu caprichasse no arroz e feijão (SIM, o recrutador falou isso).

    • RESPONDER
      Ilana
      01.02.2017 às 12:49

      Só quem já sofreu por ser “magra demais” sabe o quão ruim é, né?! Minha história é muito parecida com a sua e concordo 100% com seu comentário! Passei a adolescência inteira querendo engordar, sofri o famoso bullying na escola e até hoje sou alvo de comentários maldosos do tipo “você só pode estar muito doente”. É difícil achar roupa, é difícil ficar com “cara de adulta”, e foi difícil muitas vezes me olhar no espelho e querer mais 10kgs e não ter. Aceitei meu corpo, minha genética, meus 43kgs, depois que casei! E foi libertador, viu? Mas, como disse anteriormente, só quem está nos dois extremos sabe que a tal “magrofobia” e a “gordofobia” existem sim.

      • RESPONDER
        Lisa
        01.02.2017 às 13:52

        Olá meninas! concordo com todas vocês… Mas … vamos lá. Realmente, magrofobia não existe. as 5 perguntas sugeridas pela Juliana que escreveu o post, são realmente mais fáceis de responder caso você tenha um corpo magro.
        Contudo o bullying, o preconceito ele existe em todas as esferas, e de forma muito pesada até para quem tem um manequim 34,36,38.
        Fala-se muito em união feminina, e acredito que essa união deve partir do princípio de que, não importa qual o seu manequim, não importa qual parte do padrão você se encontra, o importante é sair dele, e juntas!!
        Mulheres, não se criticarem! Não digam: (Ficou linda, você é linda, mas 2 quilos a menos ficaria mais harmônico.ou você é linda, muito mesmo, mas não acha que um pouco de musculação, ganhar mais corpo não seria legal ?!)
        Porque tudo isso machuca e doi… digo por experiência própria.
        MEÇO 1,64, e já estive em várias medidas, nunca em obesidade, cheguei a pesar 49kg e caminhei até os 64 kg, em nenhum desses momentos, recebi respeito.
        Aos 49 kg, apenas ouvia: está doente? vamos ganhar um bumbum neh? não pensa em malhar? já tomou buclina ?
        Aos 64 kg, deu uma inxadinha neh? acho que exagerou ai, não acha que um funcional cairia bem ?

        E com muita tristeza, sucumbi mentalmente e fisicamente a todos os 2 casos, tomei remédio para engordar, e mudei algumas coisa para emagrecer. Nada disso me fez ser mais respeitada, nada. Primeiro: o respeito pelo meu corpo tem de partir de mim. Segundo: é necessária uma união verdadeira.
        Portanto acho que o melhor caminho é solidariedade mútua, entre mulheres.

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    Paula
    01.02.2017 às 12:19

    Eu entendo que magra não sofre o que um gordo sofre, por inúmeros motivos. Mas eu, como magra (e olha que eu não me considero magrela) já ouvi coisas pesadíssimas, a ponto de chegar em casa e chorar. Que eu era uma verdadeira nadadora (nada de frente, nada de costa), que meus peitos eram como ovos fritos, que quando eu encostava na parede não dava pra me ver, e outras tantas que eu até já esqueci porque não faz bem lembrar (e a maioria dos comentários nem era coisa de adolescente, era quando eu já estava trabalhando, tipo com 19, 20 ou 20 e poucos anos). Eu não quero comparar situações de sofrimento, mas as pessoas têm que entender que o corpo do outro sempre vai ser o corpo do outro, seja ele um corpo magro, gordo, sarado, negro, branco, pardo ou com qualquer outra característica. Me espanta muito a facilidade que as pessoas têm de falar do corpo alheio, como se isso fosse a coisa mais natural do mundo. E como se fosse obrigatório a pessoa magra se sentir super bem em um corpo magro, como se ela não tivesse direito de se sentir mal às vezes (porque sempre tem um gordo que sofre mais que ela). Não sei se consegui me expressar bem, em momento algum estou contradizendo a opinião da autora, é só um ponto de vista do lado de cá.

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    Mary
    01.02.2017 às 16:43

    Olá meninas!
    Adoro o Futi, entro todos os dias e amooooo a vibe de vcs, me identifico muito com tudo que vejo por aqui, sempre!
    Dito isto, achei esse texto desnecessário, pra não falar outra coisa….. destoou totalmente do que vcs maravilhosamente pontuam neste espaço diariamente. Ele soou um tanto preconceituoso e sem embasamento, pois como a própria autora disse, ela não é gorda mas também não é das magrinhas que usam 34 e usam duas calças pra disfarçar as pernas, ou evitam fazer passeios que gostariam para não expor seus corpos a julgamentos alheios, dentre outras coisas que foram relatadas aqui nos coments. Então ela não pode vir aqui e simplesmente dizer que não existe magrofobia se ela nunca passou por tal constrangimento por conta da sua “magreza”. Entendo quando ela diz que as OUTRAS pessoas normalmente não tem a mesma repulsa pelos magrinhos como vemos à rodo por ai com os gordinhos, maaaaas o tal do bullying certamente causa magrofobia NOS PRÓPRIOS magrinhos (bullying esse praticado por…….MAGROFÓBICOS!), é só ver por aí as histórias mais cabeludas que eles tem para contar sobre as mil vitaminas pra ganhar peso, os enchimentos no sutiã, as 3 calças que usaram no calor, entre outras…. Só acho que faltou uma certa empatia por aqui.
    Por mais “posso até não ter vivido isso, mas vem cá dar um abraço mana” e menos cagação de regra, esse é o lema!

    • RESPONDER
      Claudia
      01.02.2017 às 18:10

      Concordo com cada palavra Mary.
      Acompanho o blog e leio todos os posts. Entro diariamente e confesso ter ficado chocada com o texto. Não parece uma postagem do f-utilidades muito menos um papo sobre auto-estima. Foi no mínimo decepcionante.
      A narrativa fez exatamente aquilo que tanto é combatido e criticado, é de um preconceito disfarçado enorme.
      Faltou empatia, respeito e principalmente CONHECIMENTO na hora de escrever.

  • RESPONDER
    Juliana
    01.02.2017 às 18:42

    Gente, bullyng é bullyng! Ele existe com gordos, magros, narigudos, cabeçudos, com quem tem orelha de abano, com roqueiros e pagodeiros. Acho que o que o texto quis mostrar é que existe uma aversão a gordos que não existe com os magros. Isso não significa que os magros não sofram com as “brincadeiras” e com os apelidos. E claro que os magros se sentem mal com isso e isso pode impedi-los de fazer muitas coisas na vida. Pra mim a pergunta do ônibus é a mais emblemática. Duvido que uma magra já tenha passado pela situação de não ter ninguém que quisesse sentar do lado dela no ônibus porque iria ficar apertado. Mas certamente os gordinhos já passaram por isso. Discordo quando dizem que a autora, por não ser magérrima, nunca passou por uma situação de magrofobia e por isso diz que ela não existe. Pra mim, ela não quis falar em nome das magérrimas, e sim expor uma realidade que existe e está aí pra quem quiser ver. Eu também sou magra, mas não super magrinha e entendi o texto assim. Por não ser magérrima não desmereço o sofrimento de quem passou a vida sendo chamada de olivia palito, por exemplo. Também não sei o que é ser objeto de piada das vendedoras porque entro na loja e não tem nada que me sirva. Desconheço essas realidades e por isso não me sinto apta a falar em nome dessas pessoas, já que nunca passei por isso. Mas, olhando de fora, fica muito claro pra mim que a magreza é mais “socialmente aceita”.

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    juliana ali
    01.02.2017 às 21:52

    Oi meninas queridas leitoras do Futi,
    Vim responder alguns dos comentários que criticaram meu texto, afirmando que deixei de lado o que as magrinhas passam.
    Antes de tudo: super aceito críticas! Ainda mais como vocês fizeram, com a maior educação e gentileza. <3
    No texto, deixei bem claro que em nenhum momento eu tentei minimizar o bullying que algumas meninas mais magras sofrem em algum momento da vida. Muito pelo contrário, e deixei bem claro, olha só: "Existe bullying com algumas magras? Existe. Com ALGUMAS. (…) Não quero fazer o sofrimento dessa menina parecer pouco, porque não é. Sei que é ruim, que abaixa a autoestima, que causa dor. E o bullying é traumatizante, não importa com quem nem por que motivo.".
    Bullying é horrível mesmo, não importa com quem! E eu sinto muito, de coração, por vocês que passaram por isso! É horrível! Recebam meu amor, de verdade. <3
    O que eu quis diferenciar foi que isso não é preconceito, entendem? Não é magrofobia. E creio ter deixado claro os motivos pelos quais não é.
    Vou me apresentar um pouco para quem não me conhece. Sou jornalista, tenho 40 anos, fui editora de moda por muitos anos, blogueira de moda por mais alguns e sou grande estudiosa do feminismo e seus recortes.
    Ou seja: sororidade talvez seja a palavra que mais sai da minha boca na vida. É uma das coisas pelas quais mais luto. E a meu ver, é justamente em prol de sorororidade e EMPATIA que escrevi o texto que vocês leram. Aliás, se vocês derem uma busca no meu nome aqui no futi, verão que o último texto que escrevi para Carla e Jo foi JUSTAMENTE sobre sororidade…
    Enfim, é uma honra para mim poder me comunicar com vocês. Para as meninas que não curtiram o que falei, espero, mesmo, que o próximo texto que eu escrever aqui (ou quem sabe o anterior!) possa ser mais bacana pra vocês!
    grande beijo, com amor, Ju

  • RESPONDER
    lia
    02.02.2017 às 11:47

    Alguma de vocês já foi excluída de uma entrevista de emprego por ser magra?
    Duas moças já relataram que sim
    Alguma de vocês já deixou de ir à praia única e exclusivamente por não existir um biquíni/maiô do seu tamanho no universo?
    Sim, quando não se tem bunda nem peito por ser magra demais é dificil encontrar roupa de banho
    Alguém já quis trocar de lugar no ônibus por não querer sentar do seu lado e ser amassado por uma magra?
    Sinceramente trocar de lugar no ônibus para realizar o trajeto com mais espaço não tem a ver com gordofobia, tem a ver com conforto.
    Alguma de vocês já foi olhada feio pelas vendedoras de uma loja por ser magra?
    Sim,quando se é magra demais vendedoras sugerem procurar em lojas infantis, o mesmo “não temos nada do seu tamanho aqui” dito as gordas.
    Alguma de vocês já foi barrada na porta de uma balada por ser magra?
    Com certeza alguém ja foi barrada na porta de uma balada por não ser “gostosa”, mais provavel acontecer com alguem extremamente magra do que com a “cheinha” que tem coxa, bunda e peito.

    O preconceito com as pessoas magras não é direcionado para as exaltadas mulheres reais, de carne e osso, com quadril, seios, que usam 40/42,etc etc etc. É direcionado as pessoas extremamente magras, que não usam 34, que muitas vezes nem são incluidas no padrão de corpo vida real.

  • RESPONDER
    Lu
    02.02.2017 às 19:40

    Gosto bastante do blog, inclusive é um dos poucos que ainda acompanho, por ter matérias com um conteúdo diferenciado. Apesar de raramente comentar, principalmente para criticar (não vejo muito sentido), achei que dessa vez era necessário.

    Com todo respeito, o artigo é completamente desnecessário e vai de encontro ao que o blog vem tentando pregar nesse novo modelo. Apesar de a autora ter se justificado no sentido de que não minimiza o bullying que as magrinhas sofrem, continua-se a se afirmar que não existe “magrofobia”, mas só “gordofobia”. Ora, isso não seria indiretamente menosprezar a dor do outro? Qual a necessidade de criar um rótulo, se o que estamos tentando é exatamente fugir dele?

    Sou advogada e já fui – algumas vezes, diga-se de passagem – menosprezada/humilhada em audiências e reuniões por ser “pequena” e com a aparência “jovem demais”. E isso só para mencionar a situação profissional, fora diversas outras parecidas com as já narradas nos comentários. Se essas situações não configuram preconceito, desconheço a etimologia e o significado da palavra.

    Situações diferentes, sofrimentos diferentes, preconceitos diferentes. Dizer que: ok, a magra pode sofrer bullying, mas preconceito só a gordinha sofre, não é nada além de mais um pré-conceito. Que tal largar os rótulos e voltar a temática de aceitação sem imposição?

  • RESPONDER
    Ana
    04.02.2017 às 21:21

    Nao concordo e acho que falar que quem é magro não sofre, é preconceituoso sim! Uma coisa é ser magra que nem as modelos, outra coisa é ter anorexia… não, não existe nenhum biquini no mundo que fique bom em voce … sim, você é olhada feio pelas vendedoras e todos que não te conhecem acham que você está doente e/ou usa drogas, falo isso porque já passei por isso !
    E quanto aos que comentaram aqui falando que não existe racismo inverso, é porque nunca moraram em um país onde 98% da população é negra, eu já morei e posso falar com toda certeza que existe preconceito SIM, e muito mais do que vocês imaginam.

  • RESPONDER
    Priscila
    06.02.2017 às 13:29

    A gorda sofre preconceito porque é gorda, pq afinal de contas,em excesso, a saúde é prejudicada
    A magra sofre preconceito porque é magra, pq afinal de contas,em excesso, a saúde é prejudicada
    A malhadona musculosa sofre preconceito, pq afinal de contas,em excesso, a saúde é prejudicada

    Eu penso que precisamos voltar uma etapa antes e reformular o contexto, a aceitação não pode ser de um grupo e sim de um todo, pois a situação inversa acontece e é muito silenciada por não ser parte da luta das minorias. Tenho a sensação de que falar que a magrofobia, preconceito com brancos, que os homens são todos privilegiados, levam a um debate que deprecia o lado “beneficiado”.

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    Luiz
    27.04.2017 às 1:58

    É lógico que existe magrofobia, é só perguntar pra alguém que já passou por alguma situação vexatória.
    A 5 perguntas feitas pela moça que escreveu o texto, são no mínimo tendenciosas e deixam a margem da interpretação pela comparação com pessoas que sofrem preconceito por serem gordas.
    Ora, onde já se viu comparar sofrimentos? No mínimo, uma comparação de uma profunda falta de sensibilidade.
    A regra do “padrão” é clara e quem tá a margem dela sofre preconceito igualmente. E digo, o preconceito com pessoas magras é mais inrrustido de que com pessoas gordas.
    Eu poderia aqui enumerar 5 situações onde o magro sobre discriminação.
    1- Academias ( onde a imagem veiculadas é sempre se corpos sarados )
    2 – Pessoas magras é sempre associada algum tipo de doença. (até as mais graves possíveis)
    3 – Comer em público é um martírio. ( se come muito, é magro de ruim, se come pouco é doente)
    4 – O magro não está no padrão de compor sarado assim como o gordo não tá (e se for homem então….)
    5- Arrumar um emprego também é um transtorno enorme. Pessoas magras são colocadas como fracas.
    E várias outras coisas que o magro sofre.
    A magreza que eu me refiro não é a mesma das passarelas.
    A magreza que eu me refiro é a magreza real de pessoas do dia-a-dia. Não uma magreza adquirida como as de modelos.

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