4 em Autoestima/ Destaque no dia 10.01.2017

Espalhando o amor no instagram: #paposobreautoestima

Vamos falar de uma forma de espalhar amor no Instagram? Não estou falando de fotos com o boy, selfie com o cachorro ou registros com crianças fofas. Tudo isso é bem lindo, mas dessa vez estou falando de outro amor, o amor próprio.

Semana passada lançamos a nova casa do futi e vocês conheceram nosso novo slogan: Um papo sobre autoestima. Nós duas já sabíamos que esse seria o nome há algum tempo, a Carla estava para criar o grupo no face e eu “inocentemente”, no dia 10 de outubro de 2016, fiz um post falando do meu cabelo e da minha relação com a minha autoestima no insta e usei pela primeira vez a #paposobreautoestima.

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Foi mais ou menos nessa época que eu comecei a alinhar nossos pensamentos para entender qual o nosso posicionamento na vida. De lá para cá fui me jogando nas postagens com #paposobreautoestima e compartilhando um pouco de como é minha relação comigo mesma, por dentro e por fora. Coisa que quem lê o blog há mais de dois anos sabe um pouco.

Algumas coisas já estão muito claras: não gostamos de viver num mundo onde só há um padrão de beleza incentivado pela mídia, pelas redes sociais, pelas famílias e por nós mesmas. Padrões precisam ser quebrados para que a opressão diminua e cada uma possa descobrir quais das ferramentas disponíveis no mundo da beleza de fato fazem bem à si mesma, tirando da conta aquela necessidade de ser perfeita o tempo todo. Hoje quero tirar da minha vida o medo de ser inadequada. Quero dar fim a neuroses tipo aquele quilinho extra que a gente perde por causa do boy. Se for perder, que seja por mim, não porque tenho vergonha de postar uma foto como sou no meu insta. 

Aqui no blog a proposta é pensar da seguinte forma: você quer mudar? Ótimo, mas mude por você. Todo mundo pode se sentir incomodado com algo no seu corpo e querer mudar esse algo, mas vale sempre se perguntar: por quem eu estou fazendo isso? Qual é o gatilho dessa mudança? Qual o propósito?

Eu pessoalmente tendo a acreditar que se formos a fundo nessas perguntas quase sempre vamos ver o meio externo nos influenciando, o que a meu ver é a parte mais delicada de tudo isso. Porque como diz minha amiga Nina Ribeiro: nós vivemos na sociedade em que fomos criadas (estou tirando a frase do contexto dela, mas esse ponto existe para o bem e para o mal). Propor o questionamento é muito legal, mesmo que não mude sua decisão final, só para entender o quanto hoje somos reféns do que entendemos como imposto pelo outro para se sentir adequada.

Não acho que existam respostas certas generalizadas. Acho que cada pessoa vai encontrar aqueles elementos que vão trazer libertação no espelho, para cada uma será uma coisa diferente.

Dito isso, entra o segundo ponto: quer perder peso? Operar o nariz? Tirar as estrias? Legal, vai fundo, mas faça isso com saúde, com consciência e amorosidade, sem paranóias. Se olhe nua todo dia no espelho e pergunte: o que eu gosto no corpo que eu tenho hoje? No meu caso a resposta seria: amo meu cabelo, meu bumbum e as curvas. Com 15 kg a menos eu não consiga me amar nem um terço disso.

O que mudou? A cabeça, a minha relação com a minha autoestima e a forma como eu encaro o espelho.

Um dia minha terapeuta me disse: por que você é tão dura com você mesma? Você se joga para baixo e se prende em crenças limitantes. Vamos dar um voto de confiança para o universo? Vamos vibrar diferente e ver o que acontece?

Pois bem, os últimos 20 meses aconteceram, os melhores 20 meses dos meus 30 anos. 

Joana, mas qual foi o segredo? Eu ainda quero mudar, voltar a vestir as roupas todas do meu armário, mas não quero ter um corpo que não combina com meu estilo de vida e com meu biotipo. Hoje eu entendo que posso ter que mudar várias coisas para alterar meu contexto, mas seja lá qual for a mudança que eu venha a fazer, será com total acolhimento com o corpo, a mente e o coração que tenho aqui agora, no hoje. Não condicionando a felicidade para amanhã.

Quando comecei a desconstruir verdades que antes eram absolutas sobre mim mesma entrei num processo de compreender que não existe unanimidade. Independente do peso na balança: meninas magras e gordas levam fora, meninas magras e gordas são rejeitadas por clientes e por aí vai. Se a gente ajustar o olhar, vamos ver que temos muitas crenças que nos limitam.

“Quando eu emagrecer vou me vestir melhor no trabalho”, “quando eu operar o nariz vou tirar foto de perfil”, “quando eu tirar as estrias vou por o biquini” ou a mais comum do mundo “quando eu ficar magra vou arrumar um namorado”.

Se a gente não mudar a cabeça, fazendo a mudança física ou não, nada disso vai acontecer. A minha história e os depoimentos que leio todos os dias provam isso quase numa conta matemática.

As pessoas mais lindas e sexys que eu conheço se vestem de si mesmas, são seguras. E é isso que queremos propor para todas nós: que nos tornemos mais seguras de nós mesmas, das versões de hoje. Independente do que planejamos para o futuro.

Essa # que parece coisa boba me ajudou a ficar mais segura. Foi nela postei minha primeira foto de maiô, fotos sem nenhum retoque, foto de lingerie e foto da parte do meu corpo que menos gosto DESDE SEMPRE, que é de uma gordura localizada nas costas.  Curioso, foi a foto com mais likes da minha vida e a legenda que mais rendeu comentários para mim também. Não me vi mais sozinha nessa hora. 

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Para ler minha legenda e os comentários clique aqui.

Com todo o trabalho de compartilhar minha história na #paposobreautoestima e no grupo comecei a ver outras mulheres incrivelmente inspiradoras se jogando no mesmo movimento. Primeiro no grupo. Quantas mulheres sensacionais estão lá de biquini, sem atender a padrão algum contando como vêm tentando se sentir bem consigo mesmas. Depois no instagram – e isso me surpreendeu muito, por essa eu não esperava. Diferentes mulheres começaram a espalhar a ideia, tirar ele daquele ambiente fechado. A proposta de lançar um novo olhar sob si mesma começou a chegar nos seguidores de cada uma. Em quase todas as legendas haviam mensagem de libertação.

Nossa, acho que foi uma das poucas vezes nesses 7 anos que meu trabalho me arrancou lágrimas. Quando eu vi mulheres de todo tipo: influenciadoras ou não, brancas e negras, magras e gordas, novas e não tão novas, todas contando pro mundo que agora ia ter liberdade e eu fiquei completamente emocionada. Por ver o mundo caminhando contra a corrente, com legendas que mostram pessoas que não querem mais ser reféns do inatingível, que ainda querem se sentir melhores consigo mesmas mas já olhando com uma ótica menos rígida no espelho.

Eu vi a @nicolebernardes fazer uma foto super CONCEITUAL “tipo essa” (bem tipo 😅), e resolvi fazer tb, porque? Pra mostrar minhas curvas exuberantes? Hahaha não né? Pra deixar claro que eu tenho umas dobrinhas nos lugares indesejados, umas estrias nos culotes, um furinho aqui ou ali, mas TÁ TUDO BEM! Poderia estar com o condicionamento físico melhor? PODERIA! Mas fisicamente, tá tudo ótimo! Como as coisas que tenho vontade, cuido para não exagerar, mas não, não é preciso ter um corpo ~ de praia, para estar segura de si, é tão mais além… Agradeço até as experiências ruins que já me fizeram acreditar em mentiras absurdas sobre padrões que eu tinha que ser – Toda brasileira tem bundão, cintura fina e peito durinho. Agradeço os dias aqui no Rio ao lado da @joanacannabrava do @futilidades que tem abordado tanto ao tema #PapoSobreAutoestima na vida de mulheres reais, que me motivou a falar um pouco também ❤

A photo posted by Nath Barros (@nathaliebarros) on

Esses dias minha irmã tirou esta foto e eu achei linda, linda mesmo. Mas fiquei com receio de postar. O motivo? Não mostro muito meu corpo nas redes, não curto ficar de biquini, não sou fã de praia, piscina. Aí eu fui além… fiquei pensando por qual motivo eu “não curto” mostrar o corpo? Será que sou eu ou será que algo na minha cabeça diz que meu corpo não é bom o bastante? Concluí que tem um mix dos dois: o fato de eu não ser fã de sol, e também as vezes bater aquela nóia, insegurança de que seu corpo nunca será o que OS OUTROS esperam que ele seja (sim, mesmo eu sendo magra penso nisso). Por fim, resolvi postar porque verão mexe muito com a cabeça das mulheres. Essa coisa de projeto isso, projeto aquilo, tudo em busca de um corpo perfeito… mas perfeito pra quem? Ele deve ser perfeito para você. Lembre-se de que capas de revistas não vendem verdade, e que no fim existe apenas a SUA VERDADE. Obrigada meninas do @futilidades por abordarem o assunto, este nosso #PapoSobreAutoestima. #BelezasDaMah

A photo posted by Maraisa Fidelis (@blzinterior) on

Tá aí uma das fotos que mais gostei de tirar este ano, feita pela linda da @brendabraga lá em Foz do Iguaçu, uma das viagens mais maravilhosas da minha vida! Relutei um pouco em publica-la por nunca ter “exposto” tanto meu corpo na internet mas, vendo algumas publicações do Grupo mais amado do Facebook, criado pelas lindas Jô e Cá do @futilidades, percebi o quanto é importante quebrar certos padrões impostos pela mídia e arrasar com muita alegria independente do tipo de corpo! E quando me perguntam se meu corpo está pronto pro verão, digo que o verão é que tem que estar pronto pra mim! Com muito sol, praia, piscina, cabelo molhado, look fresquinho, drinks gelados e felicidade estampada no rosto. Obrigada meninas do Futi por criarem o grupo #paposobreautoestima, passando uma mensagem incrível para todas nós! ❤

A photo posted by Ana Luiza Palhares (@cindereladementira) on

@julianaali é com muito amor ❤️, orgulho 👊🏼 e alegria que a gente faz o #regram do seu post com a #paposobreautoestima 😻 sério, que linda, iluminada e cheia de estilo! ・・・ é verão. te lembra o que? praia, piscina, calor. também lembra o que mais? vergonha, medo, críticas, inveja. pra mim, pelo menos, foi o que verão significou a maior parte da vida. perdi parte da delícia que é a praia, a piscina e o calor por vergonha do meu corpo, inveja do corpo dos outros e medo de ser olhada e pensarem “credo, tá gorda. credo, tá mole. credo, tem celulite”. ninguém devia estar achando nada disso, mas eu estava e o desconforto era terrível. cê tá me olhando aqui nessa foto e tá pensando “mas que louca, essa mulher é magra”. sim, eu sou e sempre fui. agora, com quase 40 anos e dois filhos, tenho minha flacidez, minhas marcas da vida, minhas imperfeições. quando tinha 20 anos, achava meu corpo feio e hoje, se visse essa mulher aí da foto, não ia gostar muito do corpo dela não. uma visão absolutamente distorcida. eu era linda. assim continuo. e hoje acho isso. e por que o textão? porque quero bater um #paposobreautoestima, porque o verão é o momento e porque a @joanacannabrava e a @carlaparedes do @futilidades me inspiraram a fazer isso. essa é a primeira foto de biquini que posto na vida. há um mês e meio de fazer 40 anos. sem retoque, sem nada, usando como proteção apenas o abraço do meu teodoro. foi tirada hoje de manhã. essa sou eu. e, se você tem 20 anos, espero que possa começar a curtir de verdade os verões que virão mais cedo do que eu comecei. ❤️ obrigada pelo grupo maravilhoso “um papo sobre auto estima”, carlota e jo. amo vcs.

A photo posted by futilidades (@futilidades) on

Fui inspirada pelo projeto #PapoSobreAutoestima do @futilidades e resolvi postar uma foto sem produção, sem levantar o pezinho, sem prender a respiração e sem empinar o bumbum para dizer que está tudo bem e que você pode ser feliz do jeitinho que você é. 😁🌟💗 Gostaria de estar mais magra? Gostaria! Gostaria de ter mais peito? Gostaria! Gostaria de um bumbum mais durinho? Gostaria! Eu me amo menos por isso? Não; jamais permitirei que minha autoestima e amor próprio sejam afetados por essas coisas que simplesmente passam. 🍃 Padrões mudam e a gente envelhece e o melhor que podemos fazer é aprender a nos amar do jeitinho que somos. 💗 Isso NÃO quer dizer que não tenho vontade ou não vá mudar algo no meu corpo. Inclusive, até quero e tenho planos para isso, mas não será um processo doloroso, sofrido e tenso em que me sentirei pressionada. Que possamos ser mais amáveis com os outros e nós mesmos. 😘

A photo posted by Blog Daianne Possoly 🌼 (@daiannepossoly) on

Ano passado chamamos a @noivadeevase para falar dessa relação delicada que é ser noiva e ser amiga do reflexo do espelho. Pois bem, pra mim não foi fácil. Eu me senti linda no dia, eu amei minha festa e eu não fui uma noiva neurótica. Sou eternamente grata pela minha mãe e pela cerimonialista que cuidaram de cada detalhe, dado que eu estava morando em São Paulo e a festa seria no Rio. No entanto, como noiva, eu passei por algumas inseguranças. Eu me mudei pra SP 9 meses antes do casamento e ao longo do ano ganhei 7kg que não estavam nos planos. E 1 ano antes também cortei o cabelo, o mais curto que já tive na vida, e na primeira prova do penteado recebi uma bronca do maquiador porque “noiva tem que ter cabelo longo”. E desde aquele dia passei a odiar o meu cabelo curto. Hoje eu acredito que ser noiva demanda ser duas vezes mais consciente para não cair nas armadilhas de que você tem que emagrecer, você tem que deixar o cabelo crescer ou qualquer outra mudança. Você pode fazer tudo isso? Você pode fazer o que você quiser, SE VOCÊ QUISER, só acho válido lembrar que você será o centro das atenções mas não estará concorrendo ao Miss Universo. O dia do casamento é para celebrar o AMOR com a pessoa com quem você vai casar e consigo mesma! É tanto estímulo que a gente passa que as vezes esquecemos que na foto não é seu peso que vai contar, nem seu cabelo, é o sorriso dois noivos e dos amigos queridos aproveitando a festa e celebrando o casal! Enfim, #alertatextão porque eu encontrei essa foto que amo tanto ( @renataxavierfoto arrasa!!) e ela me trouxe essa reflexão! #paposobreautoestima < via Cá >

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Hoje não estamos propondo uma guerra contra o exercício, a boa alimentação, a maquiagem ou qualquer coisa que consideremos ajuda nesse processo. Estamos só começando a sugerir que olhemos para essas ferramentas como auxilio, caso tenhamos vontade de usá-las, não mais para sermos reféns delas.

Vamos nessa?

Beijos

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4 Comentários

  • RESPONDER
    Alicita
    10.01.2017 às 11:16

    A hashtag #paposobreautoestima é a coisa mais libertadora do ano de 2017 pra mim.
    <3
    Não vou me alongar no comentário, Jô, porque você já sabe como eu me sinto em relação à sua forma de se expor e nos mostrar o que há de melhor dentro de você. E você foi ajudando diversas mulheres (eu inclusa) a começar a nos olhar com olhos de amor e não de crítica!
    OBRIGADA! Essa é a melhor hashtag do instagram :)))
    Beijos

    • RESPONDER
      Joana
      10.01.2017 às 15:50

      Olha, depois do nosso papo por DM ver a sua foto no insta me deixou EMOCIONADA.
      Eu espero que todo esse projeto toque muitas, mas muitas vidas, como ta tocando as nossas!

  • RESPONDER
    Ana Luiza Palhares
    10.01.2017 às 13:43

    Vi tanta libertação nesse grupo que fico até emocionada. Parabéns pela iniciativa! Adorei compartilhar um pouquinho da minha história.

    • RESPONDER
      Joana
      10.01.2017 às 15:50

      Obrigada por todo carinho, mesmo!

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