7 em Comportamento/ Destaque/ maternidade no dia 04.01.2017

Mãe à beira de ataque de nervos? Temos!

Desde que eu tive o Arthur e passei a falar sobre essa vida de mãe na internet, vivo recebendo mensagens de meninas que dizem adorar a forma que eu mostro e vivo a maternidade. De fato, eu tento levar tudo de forma leve e descomplicada, tento não entrar na paranoia ou ficar neurótica por coisas pequenas, mas a verdade é que nem sempre eu consigo.

Outro dia me vi realmente de cabelos em pé por alguns detalhes que depois reparei que todas as mães passam, só muda mesmo a forma de encarar. Alguns exemplos?

o Arthur sempre foi uma criança boa de boca, e ainda é para falar a verdade. Quando comecei a dar papinhas, ele comia até o fim, todas. Frutas? Come até acabar. Até que começamos a dar comida de verdade para ele, e pra quê? Quase me arrependi e quis voltar para as papinhas. Fecha a boca, vira, bate na colher, vai tudo pro chão (e como a cozinha é junto com a sala, já viu, né?), suja a mão de comida e passa no cabelo, chora, esperneia e o que antes era algo fácil, rápido e agradável, passou a ser uma verdadeira guerra. Eu, que não tenho lá essa paciência toda, fico pra morrer! Minha salvação foi conversar com outras mães e ver que não estou sozinha, aparentemente essa fase acontece em toda família e deixa todo mundo de cabelo em pé mesmo. #tamojunta mas ainda to aceitando dicas para conviver melhor com isso. rs

 

Eu nunca fui uma pessoa organizada, sou daquelas que vai deixando tudo em cima da mesa até não ter mais espaço. Mas uma coisa é eu me entender na minha própria bagunça, outra completamente diferente é ter brinquedo espalhado por tudo quanto é canto, gavetas abertas e roupas jogadas no chão até um ponto que você nem sabe por onde começar a arrumar. Isso porque eu tento ensiná-lo a guardar os brinquedos no lugar, mas como ele ainda não entende muito bem o conceito, tenho encontrado surpresas pela casa toda como chupetas dentro da gaveta de meias e brinquedos dentro do armário da cozinha. Isso eu acho fofo, mas ver a casa, que já não é grande, toda bagunçada me deixa mais nervosa do que eu gostaria, confesso.

Só pra explicar, o lugar não é tão perigoso assim, apesar de ser a gaveta de um forno (ela não esquenta)

Arthur está naquela fase de querer explorar tudo e mais um pouco, inclusive aquilo que não pode. Até aí tudo bem, não tinha a mínima pretensão de achar que educar seria algo fácil. O que pegou pra mim foi a repetição, ter que tirar a mão dele 15 vezes seguidas do fio para ele entender que não pode, e no dia seguinte ter que repetir tudo de novo porque ele dormiu e esqueceu. E quando você diz que não pode e ele repete a ação olhando para a sua cara? NOSSA MÃE DO CÉU, fico pra morrer! hahaha

E por fim: o trocador da tensão!

Lembro muito bem da dificuldade que eu senti quando fui aprender a trocar fralda no boneco na aula de pais que eu fiz antes do Arthur nascer. Soma isso às inúmeras histórias que a gente ouve do filho da amiga da amiga que caiu do trocador e está feito o estrago. Só que assim que o Arthur nasceu, trocar fralda foi o de menos, tava tudo tranquilo e não conseguia enxergar a possibilidade dele cair do trocador. Até ele aprender a se virar e querer pegar tudo que estava ao alcance. Hoje em dia o medo é real – e a atenção redobrada, claro!

Mesmo com essas coisas que me deixam de cabelo em pé, não posso negar que essa fase é muito maravilhosa, gostosa, cheia de amor pra dar e vender. Quase todo dia me pego numa situação que quero arrancar os cabelos mas ao mesmo tempo não aguento tanta fofura. E aí me vejo preferindo ser leve, tentando levar as coisas com menos preocupação. Obvio que eu tenho me preocupar se ele está a passos de fazer algo perigoso, óbvio que tenho que ficar de olho e impor limites, mas a casa não precisa estar um brinco se estou sozinha com ele e não estou esperando convidados. Ele não vai morrer de fome se não comeu tudo que eu botei, e eu não preciso ficar frustrada por isso. Juro pra vocês que depois que defini isso minha vida ficou um pouco mais fácil.

E vocês? O que deixam vocês de cabelo em pé o que vocês fazem para contornar isso?

Beijos!

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7 Comentários

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    Tamy
    04.01.2017 às 16:37

    hahaha adorei o post, Carla… a bagunça eu sinto que a escola ajudou muito . A minha guarda todos os brinquedos pq acho que na escola ela vê as outras crianças guardando tb, mas tem dia que é fogo mesmo… ainda hj eu guardo os dela e sinto que vai ser assim por bastaaante tempo ainda (ela tem 2a4m). Quanto aos lugares perigosos, esse precisa ficar de olho mesmo…. me disseram pra ensinar, falar mil vezes, tirar mil vezes a mão dela e falar que não pode.. mas na boa? Não adianta… nessa fase, eles estão explorando mesmo. O que eu acabei fazendo foi meio que “blindando” os lugares mais perigosos (tipo mudando os móveis de lugar ou fazendo umas fortalezas nos fios de abajoures, etc…)… deu certo, msm pq hj já voltei como era e ela simplesmente perdeu o interesse. Como ela se expressa melhor hj, qdo ela se interessa por algo que não é seguro, eu explico, e ela geralmente entende. O trocador é tenso mesmo, esse não tem jeito. Tem que ficar de olho 100% do tempo. Quando ao não comer, a minha sempre comeu bem, e quando ela não quer comer, eu deixo quieto… se ela tiver com fome, vai comer, né? Não se estressa, é assim mesmo. O que eu fazia e às vezes (nem sempre, como tudo na maternidade) ajudava, era esperar ela ficar com mais fome… Espero que te ajude em saber que todas nós passamos pelas mesmas coisas… =) O Arthur está lindo!! Parabéns!

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      Carla
      04.01.2017 às 20:11

      To tentando não estressar, juro! rs E obvio que eu fico de olho em tudo, rezando para que ele perca logo o interesse nos lugares perigosos. Essa da gaveta do forno ele que descobriu, eu nem sabia que tinha, meu coração quase saiu pela boca quando eu vi ele entrando lá mesmo sabendo que o forno estava desligado e que ele não é daqueles que fica com a porta quente. Agora, armários da cozinha e do banheiro são todos blindados! rs

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    Amanda
    04.01.2017 às 17:50

    Oi Carla. Não sou mãe, mas fui au pair de duas meninas por um tempo, e a forma leve da minha chefe lidar com algumas situações sempre me inspiraram, certeza que quando tiver filhos vou tentar seguir mto dos conselhos rsrsr.
    Um deles era em relação á alimentação, ela fazia e me falava assim: Amanda, as crianças não passam fome, é instintivo, se ela está com fome ela vai comer, independente do que estiver no prato. Se você colocar e tentar dar comida e ela não quiser, ok, tenta novamente em um hora, ou espera até que ela te sinalize fome. “she will not starve herself, don’t worry” era o que ela sempre dizia, e dava certo, dava um tempo e a neném começava a olhar na pia pra ver se o pratinho estava lá rsrsrs espero q ajude. Amo o blog e a mudança ficou sensacional!

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      Carla
      04.01.2017 às 20:12

      Sim! Minha sogra que falou isso e eu passei a me acalmar. Outra coisa que me deixou mais tranquila foi saber que bebês têm total noção de saciedade, então quando eles querem parar, tem que respeitar. Mas no inicio foi tenso! rs Obrigada, obrigada, obrigada! <3

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    Alessandra
    05.01.2017 às 8:47

    Isso porque ele ainda não chegou aos 3 anos..rsrs…Essa fase sim testa toda a sua capacidade de sobrevivência..rs
    Brincadeiras à parte, é bem isso mesmo… repetição, mini caos na casa..rsrs. Tem que ensinar 38982 vezes, todos os dias, até aprender. Uma hora vai.
    Quanto á alimentação, acho que toda mãe tem suas neuras – tenho as minhas até hoje. Mas depois de um tempo a gente entende melhor a dinâmica deles e aí flui. Vc vai ver… Pode ser que não come no almoço, mas come no jantar. Come purê mas nao come cozido… Na tentativa e erro, uma hora a gente acerta!! Bjs!

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    Beatriz
    06.01.2017 às 14:40

    Carla, meu sobrinho tem quase a mesma idade do Bernardo (nasceu em 17/12/15), e a cada vez que vejo minha irmã se desesperando com alguma dessas coisas, mando seus posts para ela… Inclusive porque ela também teve as questões dela com amamentação, pois fez redução… Ela não conhecia o blog e agora adora ler seus relatos! bjsss

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      Carla Paredes
      09.01.2017 às 14:22

      hahahah que máximo! Fala pra ela que tamo junta! :)

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